sábado, 24 de setembro de 2016

A Princesa Dos Assassinos E O Moldador Da Criação Antes De Toda A Existência



O Treinamento em Daraspahluh foi eficiente preparativo para a Abertura de determinados Canais Interiores. O isolamento, a angústia, a tristeza e o ódio foram companhias aquecedoras da Vontade Guerreira. Os Olhos Dos Mistérios atingiram um Ápice Incondicionado que promoveram seu próprio Incondicionamento, Fator Evolutivo que poderia ter sido eficaz naquele aterrador momento… Mas, Thayla Serah Comud Rackien não podia se dar ao erro de querer voltar ao momento anterior ao massacre de sua família e de seu Mundo Natal. O sacrifício de seu irmão, ao salvá-la do Primeiro Ato Extinguidor do Holocausto Evolutivo era para que ela sobrevivesse para se vingar. No entanto, a Princesa Dos Assassinos Sabia que contra o Arauto Do Holocausto, Thornadoriusis Shodolon, O Primeiro Ser Da Criação, não tinha nenhuma chance de vitoria. O único caminho, então, que se abriu à sua Automanifestação foi o de Extinguir Thornadoriusis Holocausto antes do Nascimento Eterno dele no Vazio Que Havia Antes De Tudo. Sendo assim, ela impediria no Futuro a Guerra Da Criação; e a Raça Keauriotheniana, A Primeira Raça Perfeita Da Criação, Fundada pelo Primeiro Ser, sua Raça, jamais existiria. E ela seria um Paradoxo Existencial, já que, como Automanifestada, não seria afetada pela mudança histórica.


O Espaço/Tempo Verdadeiro, através de Passagens Secretas, longe dos Olhos de todos os Seres Manifestados e de outros Automanifestados, foi a Rota por ela seguida. Ultrapassando Caminhos Ocultos Inacessíveis Aos Incondicionados, após Quebrar Barreiras Cronoespaciais Moldadas Para Serem Inquebráveis, ela alterou a Dinâmica de Princípios e Leis Automanifestas. Em uma Viagem que lhe fez ter contato com Visões do Apenas Início, das Idades Sem Nome, das Idades Com Nome, das Eras Universais, das Eras Divinas e da Era Da Nova Luz, Thayla adquiriu mais Conhecimento do que qualquer outro Automanifestado, Conhecido ou Desconhecido. Percebendo que até mesmo o Destino de todas as Raças Da Criação dependia do sucesso da Missão Extinguidora à qual por si mesma iniciou, ela, mais do que nunca se engajou em seguir A Linha que os Olhos lhe mostravam à frente dos Caminhos que percorria. O Tempo desaparecia, O Espaço desaparecia, as Visões desapareciam, A Luz desaparecia, A Escuridão desaparecia, O Caos desaparecia… E O Vazio se abriu ao seu Incondicionado Existir. Mas, uma Outra Presença, Automanifestadamente Indecifrável, Acima da sua e da de qualquer outro Automanifestado que fora Revelado a si pelos Olhos, Preenchia O Vazio.


Thayla observa silenciosamente a Presença Preenchedora Do Vazio assumir uma Forma Física Visível e se aproximar dela. A Presença não transmite agressividade e nem qualquer tipo de sentimento por ela conhecido. O Ser diante dela Porta o que não pode ser Identificado, Estudado, Adquirido ou Assimilado. Por mais que ela tenha Evoluído, Thayla Sabe que contra tal Ser nada poderá fazer. E tal Ser Sabe que ela não era para estar presente neste exato momento Antes Da Existência, no Vazio Sem Formas.




— Não posso permitir que faça o que lhe trouxe até aqui, minha Filha Moldada.
— Eu guerreei muito para poder estar aqui atravessando o Tempo/Espaço. Você Sabe que meus motivos aqui são mais do que nobres.
— Para mim e para a Criação que Moldarei, Thayla Serah Comud Rackien, nenhum motivo é mais nobre do que deixar que o Curso da História siga seu Caminho por ele mesmo.
— Você é O Moldador, O Moldador Da Criação? E aceita que um Ser como Thornadoriusis Shodolon ou Bethsaida Serah II se tornem o que eu Vi que se tornarão? Aceita que os Hamashjinns tramem contra toda a Ordem Das Coisas Moldadas por ti? Aceita que O Corrupto mova tudo a favor Dele?
— Todos esses Desígnios são da História, são meus, são Daquele Nosso Irmão Inimigo e da própria Corrente Evolutiva. Tudo tem uma explicação dentro das Leis Aitomanifestas que eu permiti que você Soubesse durante seu Deslizamento para este Vazio Momento.
— Você “permitiu”? Você…
— Eu fiz com que chegasse até aqui te protegendo durante todo o Deslizamento e Abrindo todo o Caminho à sua frente.
— Para quê? Apenas para me dizer que me impedirá de realizar minha obra salvadora da Criação inteira?
— Eliminando Thornadoriusis Shodolon da História, você apenas eliminaria uma parte da Corrupção Automanifestada da qual me libertei, Thayla Serah Comud Rackien. Outras partes seriam continuadas e o resultado seria o mesmo, tanto no referente à Guerra Da Criação quanto à Era Da Nova Luz e um Evento Além De Toda História Da Criação Perfeita. Outro seria O Holocausto que se iniciou no Reino Da Morte e culminou nas Extinções de seus pais, Betsabé Serah Comud Rackien e Ryacknos Rackien; outra seria A Nova Luz que se erguerá contra todas as demais Raças Moldadas anunciando a Raça Keauriotheniana como a Única Raça Merecedora Da Última Criação. Não menosprezo Meus Filhos Moldados, Thayla, mas eu permiti que você Visse Quem Eu Sou apenas para te dar A Definitiva Resposta De Todas As Respostas: Tudo É Um Desígnio Para A Manutenção Ou Ajuste Da Criação Perfeita.
— Eu Vi meu irmão, Ryon, me salvar e aos nossos outros irmãos antes de ser Extinto junto com nossos pais… Eu Vi os habitantes de meu Mundo totalmente Extintos… Eu Vi cada crime de Thornadoriusis Shodolon desde o Apenas Início… Eu Vi cada crime de todos aqueles que os Hamashjinns doutrinaram pela História… Eu Vi o que Bethsaida Serah II fez… Eu me Vi escravizada pelos Darwingalaps, a Descendência da Nova Luz, Os Filhos Da Nova Luz… Eu Vi o que cada um desses, os quais tenho vergonha de ter como Irmãos Raciais, fez com Raças que até mesmo nunca conheceram a palavra Guerra… Eu Vi Tudo Do Todo, Moldador, graças a você e a Sua Permissão! Vi também as derrotas dos Igmorerahjinns pelo Tempo/Espaço e o quanto estarão enfraquecidos quando chegar O Momento Revolucionário Do Moldado Pelas Suas Mãos! Eu não posso vencê-lo e nem mesmo vencer a Magia Eterna, minha Mãe Automanifestada e a Mãe Moldadora do Último Ser Que Deveria Ter Nascido Na Última Criação! Eu Sei quantos matei em nome do meu Mundo, em nome do Exército Evoluído, em nome da sua Revolução que já se Iniciou! E Compreendo bem a sua Resposta: Todos Os Seres Moldados E Automanifestados São Joguetes Do Primeiro E Do Segundo Automanifestados!
— Tanto o Xadrez Cósmico quanto o Xadrez Anticósmico são Incompreensíveis para seus Olhos, Minha Filha Moldada. Ninguém É Um Joguete Na História Da Criação Perfeita, Todos São Participantes Da Criação Da Mesma. Não posso e não vou te impedir de Extinguir Thornadoriusis Shodolon, faça o que tem que fazer quando ele surgir aqui no Vazio advindo do Útero da Terceira De Todos Os Automanifestados. Seu Ato Extinguidor, no entanto, não salvara Existências, não impedirá as Ocorrências Históricas e nem fará com que não surja no lugar da Raça Keauriotheniana outra Raça Elevada Como Superior A Todas As Demais Raças.
— Eu não quero aceitar isso…
— Filha, Tudo Deve Ser Aceito No Todo E No Nada.
— Eu não posso mais ficar aqui… Eu…
— Thayla Serah Comud Rackien, este Peso todo em você não me é desconhecido e seu Olhar não pode Decifrar O Peso Do Meu Automanifestado Existir.
— Imagino que eu mereça agora A Extinção… Eu não posso fazer nada… Eu nem Sei o que fazer agora…
— Isto tudo será apagado em sua Memória Residual, Minha Filha. E até mesmo sua Automanifestação eu vou retirar para que não possa vir a se lembrar deste Vazio Hoje No Vazio.
— Eu fracassei… Eu fracassei…
— Não, você não fracassou e isto é Revolucionar.
— Revolução seria se eu pudesse Extingui-lo, a Thornadoriusis, ao Corrupto, à Magia Eterna e a todos os Automanifestados…
— Haverá uma na Criação Perfeita que terá essa Capacidade, mas ela se Sacrificará em prol de apenas Uma Obra Definidora Revolucionária.
— Eu Vi também isso…
— Vou te deixar onde você estava.
— Eu lhe agradeço, Moldador…
— Você não falhou, Thayla Serah Comud Rackien.
— É, eu não falhei, cheguei até aqui guiada por você…
— Eu não me refiro a isto, mas você entenderá quando seu maior desejo se realizar. Feche agora seus Olhos, eu vou Remodelar o seu Ser e te Deslizar por onde eu a trouxe até aqui.
— Obrigada, Moldador… Não fosse a sua Presença, eu Extinguiria aquele Lixo Existencial…
— Sim, Extinguiria. No entanto, Nada Seria Modificado No Contexto Histórico Da Criação Perfeita. Nenhum Automanifestado Interfere Em Leis Automanifestadas Para A Perfeição De Todos Os Acontecimentos Da Obra Perfeita.




A Princesa Dos Assassinos respeitosamente cumprimenta com a cabeça O Moldador, Neste reconhecendo Alguém Além Do Além De Todas As Coisas Incompreensíveis E Compreensíveis. O Moldador rodopia e ela fecha os olhos, mas não para chorar ou se lamentar, mas a fim de conter a fúria de seu Existir por ter sido impedida de executar a Extinção de um dos Maiores Inimigos Da Criação antes dele se tornar um destes. O Rodopiar… O Rodopiar… O Rodopiar… O Rodopiar Do Moldador… O Rodopiar Do Moldador… O Rodopiar Do Moldador… Inesgotável Rodopiar… Irresistível Rodopiar… Invencível Rodopiar… Termos Aceitáveis Para A Definição De Um Inaceitável Termo A Fim De Determinar O Que Seja O Segundo Maior De Todos Os Automanifestados… Ele Rodopia… Ele Rodopia… Ele Rodopia… Ele Apenas Rodopia…


E Thayla ressurge na indefinível vastidão solitária de uma Dimensão Astral Secreta, Daraspahluh, onde fora enviada pelo irmão antes deste ser Extinto. Ressurge sem estar Automanifestada. Ressurge sem alguma lembrança do que Vira e Soubera e Compreendera no Vazio. Ressurge ainda feridíssima devido à Antimatéria Automanifestada que arrassou Tanatosera Daturaloka e aos Golpes Automanifestados de Thornadoriusis quando o enfrentou ao lado de sua família. Ela volta a ser uma dos doze sobreviventes da Família Assassina e sua única preocupação é se recuperar, retornar para sua Linha Temporal após reencontrar seus irmãos e integrar-se à resistência contra Thornadoriusis Holocausto na Guerra Da Criação. Sozinha. Isolada. Triste. Angustiada. E cheia de ódio.


E agora, uma profunda frustração, maior do que a de ter surgido após ser jogada na Dimensão onde se encontra, se une ao seu estado interno, algo que ela nem tem ideia do porquê de ter em si se manifestado. Por um momento, ela sente-se observada… Isto passa e agora ela vaga pela Dimensão sem direção, sentido, propósito e razão. Apenas caminha para não parar e chorar… Assassinato e lágrimas não são um casal perfeito. E aquela novíssima sensação de frustração é muito maior do que a de uma batalha perdida.



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domingo, 11 de setembro de 2016

Meu Deus, Meu Homem, Meu Vampiro...


Giulia Legata - Saturno Buttò


Ícaro sempre tem o cuidado de nos tratar como merecemos. É um amante cuidadoso, trabalhando para manter a nossa carne quente enquanto seu deleite próprio vai para dentro de cada uma de nós e para dentro dele tudo que somos. Somos duzentas e quatorze agora, mas não fomos as primeiras e nem seremos as últimas. Nosso Mestre, Mentor e Maestro já nos revelou que inumeráveis existiram antes de nós pelos milênios.


Ícaro sempre vem trazendo com ele as amarras de tempos nos quais o Aço definia a firme vontade da Vida e da Morte além dos comuns caminhos desta Humanidade. Suas histórias são muitas, maravilhosas, fecundas e profundas, indo de civilizações extintas a desconhecidas, de ocultas a muito próximas de nossos livros de História. Ele tem um quê de grego e de romano, de egípcio e celta, de assírio e babilônico, de raças antigas e extintas. Olhar para ele é como ver todas as raças que já povoaram a Terra.


Ícaro roubo o Fogo Estelar e ousou mostrar esse Poder Eterno às amantes que teve através dos tempos. Muitas delas foram mulheres famosas e outras ilustres desconhecidas poderosas de tribos, aldeias e clãs exterminados pela Foice Temporal. Esse Fogo me excita, é o que me faz estar aqui aguardando ansiosa por ele… Nunca tive ou terei um homem como ele, tão nobre, tão forte, tão viril, tão macho no sentido mais entranhado da palavra no coração de uma mulher como eu… Quando ele fala, chamas saem dos lábios dele… Quando ele olha para mim, minha alma arde em chamas… Quando ele me toca, eu sou incinerada… Eu e as outras sentimos a fogueira que ele é, por cima, por baixo e dentro de nós…


Ícaro é o amante definitivo, o que nos concede a dádiva de estarmos junto com ele. E quando eu sou penetrada com selvageria, me abro por inteira… Aqueles pêlos, aqueles beijos, aqueles cabelos, aquela barba… Sou toda dele, bem carinhosa, bem atrevida, bem sedutora… Libero meu cu, minha buceta, minha boca… Libero tudo, todas as outras também liberam tudo com o mesmo carinho, atrevimento e sedução… Por que nos negarmos ao melhor dos homens que surgiu em nossa vida? Por que nos fazermos de santas com receios e medos nos braços de nosso homem perfeito?


Ícaro está chegando, eu ouço os passos dele, eu sinto o cheiro da pele dele, eu já estou vendo a silhueta dele… Nu como sempre, ereto, um membro que nada fica a dever a um cavalo de alta estirpe… Os cabelos até os pés e a sedosa barba espessa são negros como a mais densa das obscuras noites… Os faiscantes olhos verdes-escuros dele brilham, uma feiticeira luz no meio da escuridão onde estou… E a pele firme em um ultramusculoso corpo sempre rubra como brasa fervente em caldeirão infernal… Meu homem se aproxima… O homem de todas as outras se aproxima… E ele tem mais uma canção para mim…


As’iaan namut
Asi’aan boaruj
Asi’aan baerta


Agalur’
Agalur’
Agalur’


Dean’ii gaersa
Dean’ii gerasy
Dean’ii hdsguer


Batak’
Batak’
Batak’


Laret’ii opier
Laret’ii reduxera
Laret’ii impusera


Noabu’
Noabu’
Noabu’


Rwaqu’aa utera
Rwaqu’aa gerasde
Rwaqu’aa vaferad


Bartun’
Bartun’
Bartun’


Lar’uu varaer
Lar’uu suytiper
Lar’uu dawaro


Kaluu’
Kaluu’
Kaluu’


Ratee’
Ratee’
Ratee’


Upart’
Upart’
Upart’


Gerer’
Gerer’
Gerer’


Ícaro canta em um Idioma Vivo de um Idioma Morto. Ele me ensinou e às outras muitos Idiomas e somente cada uma de nós compreende o que dizem essas encantadoras palavras. Após dois mil duzentos e dezesseis anos, eu vou ser consumida por ele pela última vez. Não me queixo, estou feliz, pois de escrava judia a Discípula, Protegida e Musicista da Harmonia Imortal de um dos Deuses Do Sangue tive uma prolongada existência feliz entre os Mortais e Imortais não sendo nem uma coisa nem outra. Cooptei muitas outras para ele e, dentre as atuais, eu sou a mais velha. A minha substituta pode ser a menina síria de nove anos que há seis meses eu trouxe para cá ou a angolana de vinte e dois anos que ontem foi a última que escolhi para meu homem. Não importa, meu tempo aqui já se esgotou e já ouço as vozes das minhas outras Irmãs Sanguíneas que antes de mim receberam dele A Última Unção Sangrenta.


Ícaro está agora à minha frente, vejo suas presas invulneráveis que pela última vez sugarão o meu sangue. Como Doadora (ou Black Swann, como preferem os “Vampyros” da era contemporânea), já se esgotou tudo que eu tinha a oferecer a ele e a minha hora chega…. Ah, esse pênis chupo agora pela última vez… Grossíssimo, enorme, mais vermelho do que toda a pele dele… Olho nos olhos dele, mantendo o pênis na boca, sugando como nunca suguei antes o mesmo… Ele se mantém parado, inacessível de verdade como sempre, impassível e impávido, nada sentindo, apenas me sugando… Eu quero ser agora… Agora, ele me penetra… A rocha nunca esteve tão dura entre as minhas pernas… Será que ele reserva essa inédita dureza mais poderosa para todas as Doadoras que precisam ser substituídas? Isso agora não tem mesmo a minima importância, quero o pênis dele entrando e saindo e indo até o meu útero! Pela última vez…. A última vez… A última, meu Deus, meu homem, meu Vampiro…


Ícaro crava pela última vez as presas dele em minha jugular esquerda… Eu devo estar sorrindo agora… Eu devo estar morrendo agora… Não tem mesmo importância, eu amei este Deus como a única coisa existente nesta Realidade… Mesmo que ele seja incapaz de amar alguém ou algo, para mim tem muita importância tê-lo amado… Eu sorrio, sim… Eu estou morrendo, sim… Isto é a felicidade? Sim, deve ser a Verdadeira Felicidade…


Inominável Ser
MESTRE
MENTOR
MAESTRO

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sábado, 6 de agosto de 2016

Um Último Campo De Batalha Para Nomkop E Thorogun


Warrior Battle Wallpaper - Autoria Desconhecida 


O que um Grande Guerreiro sente próximo de seu último suspiro existencial em um campo de batalha? Em todas as Crônicas Guerreiras Universais, em todos os Livros Guerreiros Da Criação, há suposições poeticamente centradas na concepção do alcance do que jaz em um Grande Coração Guerreiro antes da morte ou da Extinção Existencial. Nomkop Oalduthen foi assolado por todo tipo de sentimento e pensamento antes, durante e depois de sua morte na Batalha do Universo Lunar Sythuus no findar da Primeira Guerra De Keauriothen Contra Deakharagh. Governante Imperial Universal de Sythuus e Deus Das Armas Sagradas Oalduthen, foi discípulo de Artcsom Ocitilop e filho de dois Deuses Da Guerra, Amra Oalduthen e Zefgun Zar. Era um Grande Herói Keauriotheniano, justo, nobre e bom, vencedor de 2.200 por Keauriothen e de outras 97.122 defendendo o Universo que governava, durante 102.029 Eras Universais. E encontrou A Grande Inevitabilidade Da Morte, Esta Senhora Caminhante Ao Lado De Todos Os Filhos Da Guerra. Encontrou com a Alma Eterna em paz após o último ato de amor com seu terno, Eterno e único amor.

Thorogun Drarongnet era um Deus Menor Da Luta Eterna que Nomkop conheceu na Cidade Eterna De Arramehl, no Planeta Keauriothen, cinco Eras antes de se tornar Governante Universal. A avassaladora carga de luxúria e paixão uniu os dois, tanto nos leitos que dividiram juntos quanto nas guerras que travaram pelas Colônias Keauriothenianas. Com o crescente crescimento de Nomkop como Guerreiro e General de 790.701.299 Legiões, foi a ele dada o Governo de Sythuus, Berço Das Luas Sagradas Da Eternidade ocupadas há 417.075 Eras pelos Senhores De Oginan. Foram 1.512 Eras enfrentando invasões de outros Impérios, sedentos pelas Riquezas Imateriais Secretas das inumeráveis Luas, Mistérios Incondicionados que já estavam incorporados aos dos Descendentes Eternos de Oginan comandados por Yrd Ocitilop, filho autogerado por aquele e Deus Da Magia Eterna Lunar. Foram guerras até então fáceis de serem vencidas, pois se tratavam de terem à frente das Legiões Keauriothenianas dois dos melhores Evoluídos Perfeitos Da Criação formados por Artcsom, A Maior de todos. Mas, tudo mudou contra Deakharagh no meio da Era De Geasterh Baljarrnos…

Deakharagh era um Império De Arquititãs Lunares oriundo da Linha Temporal Alternativa Syernabet, onde os Keauriothenianos foram por eles totalmente exterminados. Eram governados por Dron I’Oab, O Primeiro Arquititã Da Criação, e formavam uma sanguinária, cruel e temível Força Guerreira que localizou em Sythuus o Ponto Iniciador De Todos Os Mistérios Lunares Secretos. Ambiciosos por expandirem-se pela Primeira Das Linhas Temporais, a Principus, invadiram a mesma com todos os seus integrantes, uma quase infindável horda de ferocíssimos combatentes, atacando todas as Colônias Keauriothenianas. Dron e os melhores de seus Guerreiros concentraram-se em Sythuus, mantendo Artcsom ocupadíssima com as demais Possessões Imperiais. Dron Sabia que enfrentar diretamente aquela Deusa seria a sua Extinção; e, mesmo que ela destruísse grande parte de seus Exércitos, estaria com os Mistérios em sua posse, retornando para sua Linha Temporal. O objetivo dele era sacrificar todo seu Império e obter apenas para ele mesmo tais Poderes Supremos, plano desconhecido pelos seus súditos, que pensaram estar lutando pela conquista do Império Keauriotheniano após a aquisição de Sythuus. Este recebeu o peso tremendo dos Maiores Arquititãs Lunares, com cada Lua e milímetro do espaço das Galáxias sendo transformados em cemitérios para seus habitantes e defensores durante 1.730 Anos Universais. E Nomkop e Thorogun perdiam batalha após batalha, Soldado após Soldado, Lua após Lua… Até que, ao fim daqueles Anos, causando apenas a perda de 23% do contingente de invasores, restavam apenas 714 Luas no 15º Quadrante da Galáxia Saernbathuu; 24.006 Senhores De Oginan sobreviventes, excluindo Yrd, morto em batalha por Dron; e 352 Legiões contabilizando 52.800.000 Soldados contra ainda inúmeraveis invasores.

A última batalha no Universo Sythuus se aproximava, todo aquele Quadrante estava cercado. As Legiões e os Senhores De Oginan, Grandes Guerreiros Lunares, todos Deuses Maiores, aguardavam apenas os dois Líderes, que contraíram Matrimônio Eterno antes da reunião de todos os últimos comandados. Nos aposentos dele em um Templo Da Guerra na Lua Ytheuus, uma última batalha corporal repleta de paixão eles travavam… Nomkop penetrava o anus de seu amado com desespero, crueza e carinho, ao mesmo tempo; Thorogun, de quatro, se entregava, abrindo ainda mais o anus com as mãos; os quarenta e três centímetros do grosso pênis de Nomkop davam a seu amado um último momento de Luxúria Extrema; Thorogun sentia Prazer Extremo a cada estocada, gritando de alegria, gemendo de satisfação, sorrindo de felicidade, gargalhando de ardente paixão; Nomkop também gritava, gemia, sorria e gargalhava em seu último ato de amor dedicado ao seu amado; Thorogun tinha junto com ele múltiplos orgasmos; Nomkop o massacrava cada vez mais forte; Thorogun pedia todos os quarenta e três centímetros dentro do anus; Nomkop estremecia e penetrava mais profundamente, movimentando-se ultravelozmente; Thorogun gritava mais alto, com cada penetração alcançava inenarráveis Êxtases Orgásticos; Nomkop sentia o momento final; Thorogun sentia a chegada do clímax supremo; Nomkop gritou uma última vez; Thorogun gritou uma última vez; e o esperma de Nomkop, uma última vez, preencheu todo o anus de Thorogun e em borbotões saiu, espalhando-se por sobre todo o leito…

Os dois deitaram-se, com Thorogun de costas para Nomkop, abraçados. O segundo manteve o pênis dentro do anus do amado, enquanto pela última vez conversavam…


— Foi nosso último maior momento, Nomkop.
— Sim, foi…
— Eu te amo…
— Eu também te amo…


Prolongadamente, beijaram-se com desesperada selvageria…


— Não temos como pedir a ajuda de nossa Mestra, todos os Caminhos Cronoespaciais estão fechados. Mas, ela terá orgulho de nós, Thorogun, que jamais nos rendemos diante de nossos inimigos.
— Ela nos preparou tanto para as vitórias quanto para as derrotas. Nos indicou A Estrada Vital e a Estrada Mortuária, nos fazendo Verdadeiros Guerreiros.
— Eles nos aguardam agora, Thorogun…
— Pena não podermos ficar aqui por mais tempo…


Beijam-se novamente, ainda mais desesperados, ainda mais selvagens…


— Eles também sabem que não sobreviverão.
— E nós dois os guiaremos rumo aos Portões Do Templo Da Última Glória Guerreira.
— Vamos, Thorogun.
— Sim, Nomkop.


Nomkop retira carinhosamente o pênis do anus de seu amado e os dois se beijam pela última vez. Agora, um beijo com carinho do mais infindo quilate, intensamente senhor de toda a angústia e tristeza de suas almas. E separam-se, lavando os corpos com suas Auras Astrais e revestindo-se com suas respectivas armaduras. Empunharam suas Armas Místicas e surgiram diante das nove Legiões e 459 Oginanjinns presentes na Lua onde se amaram pela última vez no exato momento do ataque dos Deakharagh. Dron estava à frente de apenas 1.810 Arquititãs e encarou sozinho Nomkop e Thorogun; os comandados dele não tiveram dificuldades para exterminarem os Oginanjinns e 1.350.000 Soldados; e ainda se unirem ao Imperador deles no massacre aos Deuses Comandantes Keauriothenianos. Estes lutaram com tudo o que possuíam, mas foram sendo feridos por Lanças, Flechas, Espadas e demais Armas Místicas, não conseguindo defender-se corretamente e nem matar ou Extinguir nenhum dos atacantes. Thorogun, agitando pela última vez A Espada Sagrada De Vyrgun Drarongnet, teve os braços e as pernas decepadas, encontrando o fim ao ser decapitado pela Espada Lunar Automanifestada De Dron. Nomkop, agitando a Lança Sagrada Maior Oalduthen, morreu em pé, com o Espírito Guerreiro Ativo, após três mortais Flechas Lunares Da Escuridão serem cravadas em seu corpo: uma às costas e duas no tórax. Dron reconheceu o valor de Nomkop e não permitiu que o cadáver do mesmo fosse conspurcado pelos seus comandados. O Casal Guerreiro De Sythuus, como eram conhecidos, assim findou sua História nas Bélicas Crônicas Keauriothenianas.

Mas, Dron Existiu por pouco tempo na Criação com a posse dos Mistérios que ambicionava. Após ordenar a retirada de todo seu Império das Colônias Keauriothenianas, não teve tempo de comemorar sua vitória porque sua Linha Temporal foi invadida com fúria indescritível por Artcsom à frente de Legiões que superavam em 100.000% a inumerabilidade de seus comandados. Todos foram Extintos e os habitantes daquela Linha, escravizados por Deakharagh, libertos, recebendo o apoio logístico dos Keauriothenianos para a reconstrução de seus planetas. Antes de Extinguir Dron, Artcsom retomou os Mistérios e depois os devolveu a Sythuus, construindo em honra a seus grandes discípulos Estátuas Sagradas na Lua Ytheuus, o local da última batalha deles. Os cadáveres dos dois foram levados para o Planeta Keauriothen e uma Cerimônia Mistica para as Almas Eternas deles foi uma das mais emblemáticas da História Keauriotheniana, contando com as presenças das maiores personalidades do Império e as de Impérios aliados. Cremados em um Ritual Místico, tiveram suas cinzas espalhadas pelo espaço de Sythuus pela Mestra em outro belíssimo Ritual.

Após a Guerra, Sythuus passou a ser governado por Alon Rinji, Deus Da Guerra, e teve seu nome modifcado para Nomkop-Thorogun. Uma belíssima última Homenagem Eterna a um dos Maiores Casais Keauriothenianos.


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sexta-feira, 29 de julho de 2016

As Letais Lembranças De Nedhor Serah



As lembranças jamais deixam de ser respostas diretas aos guerreiros corpos, corações e almas. Elas almejam alcances dos mais velozes na concepção de rotas passíveis de contemplarem uma determinadora visão da Existencialidade. Lembranças como a do Planeta Elka Ser’yoot da Galáxia Aprasb, Universo Xtyar, em chamas, os habitantes empalados pelas cidades, os gemidos de todos os demais seres vivos em agonia… E Nedhor Serah estava entre os Soldados da Primeira Legião Keauriotheniana de Oroen Salleeb, o Primeiro Deus Guerreiro Keauriotheniano Da Sétima Face Anti- Cósmica, que incendiaram aquele planeta, empalaram os habitantes e geraram todos os demais dolorosos gemidos agonizantes.

As lembranças tocam a alma com pesadas mãos revestidas com toda a brutalidade das eras já vividas pelo Ser. Lembranças cantando sobre finalidades e adequadas necessidades que se foram sem nunca terem fixidez. Lembranças como a da Conquista Dos Noventa Mundos Primordiais Do Universo Huernool, localizados na Galáxia Veerdhka,  na qual os inimigos sobreviventes foram lançados vivos nas Fogueiras Astrais Harok sob o comando de Deasdero Harok, O Primeiro Deus Da Sabedoria Guerreira Keauriotheniana… E Nedhor Serah estava entre os Soldados comandado por aquele Deus e pessoalmente lançou milhares nas Fogueiras, milhares que não se limitaram apenas aos Soldados, mas também inumeráveis Seres de diversas Raças que habitavam aqueles Mundos.

As lembranças são mares que afogam nas mais aterradoras obscuras profundidades da consciência. É como um infindável amontoado de abismos incessantemente construindo outros abismos ainda mais profundos. Lembranças como a das mulheres estupradas e mortas no Planeta Onpuch da Galáxia Isda, Universo Oan, sob o comando de Rathara Can, A Primeira Deusa Da Morte Keauriotheniana… E Nedhor Serah estava entre os Soldados que estupraram e mataram milhões de mulheres que eram esposas de inimigos mortos na batalha onde aquele planeta foi conquistado.

As lembranças arrebatadoras intrigam e entregam à alma pulsantes certezas de labirínticos caminhos fora da norma correta dos acontecimentos. São aparecimentos e desaparecimentos catapultando e sepultando as esperanças e sonhos de paz, amor, harmonia, felicidade… Lembranças como a do Massacre Extinguidor Do Universo Ratpuren, aliado dos Bards na Guerra Do Destino Das Raças Eternas, com as mais sanguinárias ações do Império Keauriotheniano em toda a História Da Criação. Nedhor Serah estava entre os Soldados comandados por Andhtro Ocitilop, Deus Fundador Da Ordem Legionária Dos Assassinos Sagrados Cósmicos que levava o nome dele, uma das mais cruéis de todo o Império. Com sua espada e armas construídas a partir da avançadíssima Tecnologia Arcana Keauriotheniana, ele nem sabe dizer quantos Extinguiu cumprindo as ordens de seu tenebroso General…

As lembranças de outras Extinções em Massacres são assustadoras.

As lembranças de outras sumárias execuções são aniquiladoras.

As lembranças de outros estupros são vergonhosas.

As lembranças de outros empalamentos são desastrosas.

As lembranças de outras Fogueiras De Execução são impiedosas.

As lembranças de outros inimigos já vencidos sendo executados são abertíssimas feridas.

As lembranças de diversos seres vivos sendo destroçados das mais diversas maneiras são repulsivas.

As lembranças doem…

As lembranças roem…

As lembranças corroem…

As lembranças rompem…

As lembranças corrompem…

As lembranças irrompem…

As lembranças são semeadas…

As lembranças são colhidas…

As lembranças são Eternas…

As lembranças…

Nedhor Serah, Grande Da Magia Da Espada Solar Da Magia Eterna, membro da Grandeza Menor Keauriotheniana, é atormentado pelas lembranças e também é um Soldado leal aos seus Generais. Se as ordens foram dadas a ele, as mesmas devem ser cumpridas. Se outras ordens foram dadas a ele, também foram igualmente cumpridas. Foi assim até o último clangor de espadas que ele ouviu em um campo de batalha. Soldados Keauriothenianos obedecem e não possuem Autoridade para indagarem os seus Comandantes acerca de determinadas ordens. Soldados Keauriothenianos não possuem voz, são máquinas a serviço da manutenção do Primeiro Império Da Criação. Soldados Keauriothenianos, pertencentes à Primeira Raça Perfeita Da Criação, são apenas Soldados obedientes, prontos para receberem e executarem ordens superiores, apenas isso, dentro de suas respectivas áreas de atuação.

Nedhor Serah teve inumeráveis Eras de Existência e cumpriu inumeráveis ordens de inumeráveis Generais. Das mais macabras às verdadeiramente inenarráveis, cumpriu todas com frieza, impassibilidade, firmeza e silêncio. Nunca contraiu Matrimônio Eterno com uma das inumeráveis Guerreiras, Grandes, Deusas e Arquimestras Keauriothenianas que teve em seus braços. Gerou inumeráveis filhos e filhas que se tornaram desde Soldados como ele a Generais, tendo entre suas maiores descendentes Beria Serah, A Última Filha De Thades, Imperatriz Keauriotheniana, com a qual também relacionou-se sexualmente. Cumprindo ordens, O Mais Belo Dos Soldados Keauriothenianos foi elevado à Categoria de General Supremo por sua última amante, algo que jamais ambicionou e que teve de aceitar. E foi comandando 2.316 Legiões que ele encontrou seu último campo de batalha confrontando as Guerreiras Místicas Elevadas de Fothla Ocitilop Shodolon, Alta Entidade Da Luz Astral Eterna, poderosíssima filha de Thornadoriusis Shodolon e Amanorap Ocitilop. Sua última batalha foi no Planeta Plutão da Galáxia de Órion do Universo Genesis, Sede do Império Keauriotheniano. Sua última guerra foi A Guerra Do Destino De Eden Al Sophor, o Mundo Celestial Governante Da Criação, a Morada Eterna Do Automanifestado Governante da mesma. Seu último adversário foi o Alto Fogo Astral Eterna de Fothla, a consumir-lhe a Armadura e Espada Solares Místicas…

E, enquanto a pele dele queimava diante dos beijos do Elevado Fogo Místico Maior, a última lembrança o libertou da Matéria: a da sua primeira batalha em sua primeira guerra, contra o Império Dtsam no espaço de 9.232 Galáxias de Genesis, quando ainda pensava que ser um guerreiro lhe daria a oportunidade de ser um grande herói justo e nobre para toda a Criação.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL 




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terça-feira, 26 de julho de 2016

O Sussurrante


Sin Título - Olivier de Sagazan


Uma bala no pulmão direito. Duas balas no intestino grosso. Uma bala no fêmur esquerdo. Três balas na coluna vertebral. Uma bala no pescoço… Em um dos mais violentos becos de uma cidade que pode ser a sua, a minha e a de todo mundo, um homem agoniza, tentando ainda lutar por sua vida. Não importa o que ele é: bandido, policial, pastor, padre, advogado, médico, jogador de futebol, cientista, pintor, escritor, poeta, desenhista… Pode ser qualquer um. Pode ser você. Pode ser eu. Pode ser todo mundo. Ninguém possui um nome ou status quando está a bordo de uma das Barcas da Cadavérica. O que importa é que Ele se aproxima, Aquele Que Sussurra. Se aproxima do homem agora caido no beco e de outros que agonizam pelo mundo todo, em qualquer beco, em qualquer lugar. Ele estará a sussurrar em seus ouvidos quando você estiver a morrer. Ele estará a sussurrar em meus ouvidos quando eu estiver a morrer. Ele estará a sussurrar nos ouvidos de todo mundo quando estiverem a morrer.

Ele caminha em direção ao moribundo, trazendo atrás de si sombras que falam de todos os tempos antigos que já percorreu. É com a aniquilação do Tempo/Espaço que ele agora molda uma suspensão na agonia do moribundo em um beco qualquer do mundo. Para poder sussurrar, Ele tem que garantir que todo aquele que vai morrer possa ouvi-lo em espaço, profundidade e densidade. Ele se aproxima do futuro cadáver com pesados passos denunciando sua imemorial idade. Você um dia ouvirá esses passos. Eu um dia ouvirei esses passos. Todo mundo um dia ouvirá esses passos. Passos do Sussurrante próximo ao moribundo. Passos do Sussurrante a ajoelhar-se à esquerda do moribundo. Passos do Sussurrante que agora se tornam As Palavras Sussurradas…


— Você Está Próximo Do Caminho Para Este Lado, Não Tente Resistir. Até Aqui, Onde Você Agora Está, Houve Dor, Sangue E Crueldade Em Seu Redor. Muita Dor Você Recebeu, Desde Que Foi Abandonado Naquele Orfanato Pela Sua Mãe E Muita Dor Você Extraiu De Outras Pessoas Após Encontrá-La Anos Depois E Matá-La. Muito Sangue Seu Foi Derramado Naquele Orfanato E Muito Sangue Você Depois Derramou Após Matar Cada Um Dos Seus Coleguinhas De Orfanato Que Te Espancavam. Muita Crueldade Foi Feita Contra Você Naquele Orfanato E Muita Crueldade Você Cometeu Contra Tudo E Todos Que Atravessaram O Seu Caminho Fora Daquele Orfanato. Você Estuprou E Matou Crianças Porque Foi Estuprado Naquele Orfanato. Você Estuprou E Matou Mulheres Pelo Mesmo Motivo Relacionado Ao Mesmo Orfanato. Você Estuprou E Matou Homens Igualmente Pelo Mesmo Fato Mencionado Acerca Do Orfanato. Você Se Sentia Supremo Atravessando O Mundo Inteiro E Descartando Tudo Que Lhe Fazia Lembrar Sobre O Quão Fraco Foi Naquele Orfanato. No Entanto, Você Ainda É Um Órfão, Mas Não Falo De Mãe, Pai Ou Família, Não Me Refiro A Este Tipo De Orfandade. Você É Um Órfão Da Vida, Esta Nunca Lhe Amamentou, Acarinhou Ou Lhe Afagou Nos Braços Dela. A Vida Nunca Lhe Foi Paternal Ou Maternal, O Que Te Fez Rastejar Até Este Beco Foi O Vazio Que Reside Em Tua Alma. Isto Está Se Acabando, No Entanto, Sua Mortal Carcaça Vai Ser Abandonada E Seu Espírito Entrará No Reino Da Morte. Suas Vítimas Lhe Aguardam, Meu Querido Assassino, Com Os Braços Abertos. Creio Que Deve Saber O Que Te Aguarda Aqui Deste Lado, A Proximidade Da Morte Revela Tudo A Adormecidos E Despertos. Receberás Continuamente Os Estupros Que Cometestes Na Terra. Serás Continuamente Enforcado Como Enforcastes Aqui Na Terra. Serás Continuamente Decapitado Como Decapitastes Aqui Na Terra. Serás Continuamente Torturado Como Torturastes Aqui Na Terra. Você Alimentou Aqui Na Terra Os Senhores Bestiais Do Sangue E Agora Deve Alimentá-Los, Caro Assassino. Você Sempre Foi Deles E A Partir De Agora Será Mais Ainda. Vou Te Deixar Agora, Não Sou Eu Quem Encaminho Para O Abismo Almas Como A Sua. Eu Apenas Sussurro Sobre O Destino Dos Bons E Dos Maus Fora Da Carne Quando A Morte Chega. E Os Emissários Da Cadavérica Já Estão Aqui, Morra Em Guerra Como Você Sempre Viveu. Melhor Dizendo, Como Você Acreditava Viver Sendo Um Verdadeiro Cadáver Rastejante A Pisotear Quem Tinha Uma Verdadeira Vida Para Cuidar. Adeus, Assassino, Há Outros Ouvidos Por Todo O Mundo Agora Nos Quais Devo Sussurrar.


O Homem Agonizante ouve os Passos do Sussurrante se afastando e luta para não morrer. Ele não quer ser estuprado como fora durante sete anos de sua infância… Ele não quer ser morto de novo como tantas vezes matara após sua infância pelo mundo inteiro… Ele luta para não morrer… Ele tenta sussurrar para si mesmo que não vai morrer… E se lembra de como estuprou e matou a primeira menina que escolheu como sua vítima… E se lembra de como decapitou pela primeira vez uma família inteira em uma tenebrosa noite de uma das suas sangrentas glórias… E se lembra de como torturou por meses as últimas mulheres que matou em uma mansão abandonada… E sabe que continuará morrendo fora da carne que sempre foi podre para ele mesmo… Uma carne que sempre desejou cortar, perfurar, rasgar e triturar outras carnes… Será continuamente baleado… Estuprado… Decapitado… Torturado… Cortado… Perfurado… Rasgado… Triturado… E, até, mastigado, como algumas vezes mastigou a pele de muitas das suas vítimas assadas em espetos…

Ele luta para não morrer, já não ouvindo mais os Passos do Sussurrante. Mas, ouve agora outros Passos que anunciam para sua alma o final da sua assassina trajetória na Terra. São os Passos dos Cadavéricos preparando-se para encaminhá-lo ao Abismo. E os urros, gritos e passos de suas vítimas ele já está a escutar.


Inominável Ser
AQUELE
DE INOMINÁVEIS
PASSOS




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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Alys E Os Mutilados


Beautiful Bizarre - Bastien Lecouffe Deharme


Os corpos mutilados em todos os Vales Adra’z Zas’ker Saw’keir ainda sangram. As armas dos combatentes nas Montanhas Asawertuyhan estão montadas como estandartes em meio aos vencedores. Os prisioneiros são conduzidos, de modo respeitoso e moderado, para as cidades conquistadas por toda Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, O Mundo Médio Superior da Raça Cósmica Aasmue'poohpta. Mais um mundo conquistado por Alys Rinji, A Primeira Deusa Moldada Pela Tecnologia Arcana Keauriotheniana, A Conquistadora Mutilada. Mundo conquistado para a glória dela mesma e, não, a da Raça Keauriotheniana.


Separatista Racial, filha de Palukhara Rinji, Grande Herói Da Guerra Do Destino Das Raças Eternas, foi ao final desta ferida em uma batalha por um Artefato Místico Automanifestado, que a deixou sem os braços, as pernas e grande parte do tórax. Nascida com o Potencial da Deificação, foi Bioespiritualmente Operada por Zaxaz Harok, Arquicientista Maior Keauriotheniano que, Deus Das Arquiciências Místicas Da Criação, responsabilozou-se pelo aprimoramento tecnológico dos Keauriothenianos desde a Terceira Era Universal. Para salvar a existência física de Alys, ele remodelou fisicamente a Estrutura Bioespiritual da mesma, Ativando a Semente Deificadora e restituindo-lhe tecnologicamente o Corpo Físico. No entanto, o mesmo apresentou deformações, principalmente no rosto, pelo fato de ter sido ferida por Elementos Incondicionados.


A mãe dela, Iberna Rinji, Deusa Guerreira Das Estrelas Eternas, foi morta pelo Artefato que a atingiu, algo que Alys não aceitou. Além de Iberna, durante a Guerra contra os Arquideuses Bards, inúmeros outros Guerreiros Keauriothenianos tombaram em batalhas pela Criação e não houve, para cada um, o devido reconhecimento como Heróis Raciais da parte tanto do Imperador Thornadoriusis Shodolon quanto da Primeira Evoluída Artcsom Ocitilop. E nem mesmo os membros mais Altos e Poderosos dos Clãs que sofreram com as mortes e Extinções de seus membros se manifestaram a favor do Reconhecimento. Alys indignou-se publicamente, após sua recuperação total, com tal injustiça; sua revolta expandiu-se por todo o Império e ganhou força com adeptos do mesmo sentimento de decepção para com os Governantes Elevados do mesmo.


Rompendo relações com o pai e nada temendo ao confrontar diretamente, em discussões que quase geravam ultraviolentas Batalhas Místicas, Artcsom, seu movimento ganhou uma intensidade crescente entre os Clãs Menores. 76% destes foram os mais atingidos pelos eventos das incalculáveis Eras da Guerra Do Destino travada ao lado de todas as Raças Eternas Moldadas. Considerados pelos Clãs Maiores como Reservas Procriatórias Eventuais, viram em uma nobre membra de um Clã Maior como Alys uma Heroína Maior Racial. À Cidade Eterna De Tar, no Planeta Keauriothen, lar de Alys, representantes dos Clãs Menores espalhados pelo Império se comunicavam com ela declarando incondicional apoio. A Crise De Alys se desenvolveu franca e expansiva por 21.330 Anos Universais da Era Universal De Sneb Sadfatark, alimentando-se de um momento do Império ainda em Reconstrução Estrutural, obrigando Thornadoriusis a expulsar a causadora daquela da Raça Keauriotheniana. Os Clãs que apoiavam-na seguiram-lhe, partindo de todas as Colônias Imperiais em pequenos Intercruzadores que escolheram como destino os Mundos Médios Superiores.


Elevada, contra a vontade, como a Líder 556º Separatismo Racial Keauriotheniano, Alys nunca esperou ser bem recebida com 3% de sua Raça em qualquer Categoria dos Mundos Superiores, já que, nenhum Keauriotheniano era bem visto nos mesmos devido aos Crimes Maiores neles cometidos por Thornadoriusis nas Idades Com Nome (Fatos Ocultos aos Olhares Ocultos Keauriothenianos pelos Véus Automanifestados erguidos pelo próprio Imperador nos Genes Bioespirituais de seus Descendentes Eternos); e à Kasyohpetdrya Harok, A Primeira Separatista Racial Keauriotheniana. A ultraviolenta Marcha Imbatível Conquistadora de Kasy chegou ao conhecimento de todas as Raças da Criação em histórias tétricas aterradoras de massacres e Extinções Raciais tristemente cruéis. Após Kasy, 43 outros Separatistas Keauriothenianos imitaram-lhe o estilo conquistador sanguinário e promoveram outras inenarráveis atrocidades nos Mundos Superiores. Nestes, excetuando as incalculáveis Raças Guerreiras, a Raça Fraterna Agoarh-Hen e a Raça Celestial Devah, as demais não eram bioespiritualmente aptas para confrontarem os membros mais hábeis da Primeira Raça Perfeita. Sendo assim, foi com um ataque das Vinte E Duas Mil Raças Naturais De Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, o qual, inevitavelmente, gerou a reação Keauriotheniana visceral.


Portadora da Dramuharam, A Espada Guerreira Do Espírito Divino De Dramuh Rinji, O Primeiro Deus Guerreiro Rinji, da qual é a 221ª Manejadora, com eximia maestria portentosa e tecnicamente infalível, Alys comandou a conquista do único Mundo que lhe rendeu o Nome Eterno exterminando 63% de seus habitantes, todos Guerreiros Evoluídas Da Natureza Eterna Dos Mundos Superiores. Os Guerreiros Maiores que escaparam do mesmo auxiliaram na formação do Mito Eterno que ela se tornou na História Da Criação; e as vitórias adquiridas contra Arquititãs Da Guerra, Faabet-Borah Samaf’aodorckar Nothah (A Deusa Das Sagradas Criaturas De Tenku Kay) e Zabay-Atlay Aumrareelz Banjeur Jeturen Apeumit Athdernu Edrasm (O Deus Do Templo Universal Dos Mundos Superiores e Governante de todos estes) nas tentativas que os mesmos fizeram, ininterruptamente, para libertarem de seu domínio aquele Mundo, durante 765.564.900 Eras, aumentaram-lhe ainda mais o Nome. Atos injustificados porque Alys e seus comandados foram benevolentes para com os prisioneiros, todos Seres Comuns libertando-os como seres independentes a fim de reconstruirem suas existências, materialmente falando. Mesmo independentes, eles mesmos e seus descendentes, veneravam-lhe como uma Imperatriz, algo que nunca proclamou ser como tal.


No 241º Ano Universal da Era De Maeskra Saudarhafa, os Keauriothenianos partiram de Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, deixando no mesmo uma avançadíssima Tecnologia Arcana que os habitantes mais habilidosos haviam feito com que uma Elite de Tecnoguerreiros formasse uma Força Defensora indestrutível daquele Mundo. Os Historiadores não Sabem quais foram os motivos para o Êxodo dos Keauriothenianos de um Mundo que tornaram inconquistável e nem qual foi o destino de todos. A maioria concorda que seguiram para uma Linha Temporal Alternativa bem distante do Espectro Identificador das Linhas mais próximas de serem Observadas. As Crônicas se calam quanto ao que ocorreu com Alys, A Mutilada, e seus Clãs Mutilados, como passaram a ser conhecidos seus seguidores desprezados pela Alta Cúpula Governamental Keauriotheniana. Notícias ou breves relatos deles não chegaram ao conhecimento dos Cronistas Bélicos Keauriothenianos. No entanto, para os mesmos, todos são peças explicativas dos porquês da Hegemonia Bioespiritual dos Guerreiros Keauriothenianos na História Moldada Pela Eterna Expansão Da Obra Eterna.


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