terça-feira, 26 de julho de 2016

O Sussurrante


Sin Título - Olivier de Sagazan


Uma bala no pulmão direito. Duas balas no intestino grosso. Uma bala no fêmur esquerdo. Três balas na coluna vertebral. Uma bala no pescoço… Em um dos mais violentos becos de uma cidade que pode ser a sua, a minha e a de todo mundo, um homem agoniza, tentando ainda lutar por sua vida. Não importa o que ele é: bandido, policial, pastor, padre, advogado, médico, jogador de futebol, cientista, pintor, escritor, poeta, desenhista… Pode ser qualquer um. Pode ser você. Pode ser eu. Pode ser todo mundo. Ninguém possui um nome ou status quando está a bordo de uma das Barcas da Cadavérica. O que importa é que Ele se aproxima, Aquele Que Sussurra. Se aproxima do homem agora caido no beco e de outros que agonizam pelo mundo todo, em qualquer beco, em qualquer lugar. Ele estará a sussurrar em seus ouvidos quando você estiver a morrer. Ele estará a sussurrar em meus ouvidos quando eu estiver a morrer. Ele estará a sussurrar nos ouvidos de todo mundo quando estiverem a morrer.

Ele caminha em direção ao moribundo, trazendo atrás de si sombras que falam de todos os tempos antigos que já percorreu. É com a aniquilação do Tempo/Espaço que ele agora molda uma suspensão na agonia do moribundo em um beco qualquer do mundo. Para poder sussurrar, Ele tem que garantir que todo aquele que vai morrer possa ouvi-lo em espaço, profundidade e densidade. Ele se aproxima do futuro cadáver com pesados passos denunciando sua imemorial idade. Você um dia ouvirá esses passos. Eu um dia ouvirei esses passos. Todo mundo um dia ouvirá esses passos. Passos do Sussurrante próximo ao moribundo. Passos do Sussurrante a ajoelhar-se à esquerda do moribundo. Passos do Sussurrante que agora se tornam As Palavras Sussurradas…


— Você Está Próximo Do Caminho Para Este Lado, Não Tente Resistir. Até Aqui, Onde Você Agora Está, Houve Dor, Sangue E Crueldade Em Seu Redor. Muita Dor Você Recebeu, Desde Que Foi Abandonado Naquele Orfanato Pela Sua Mãe E Muita Dor Você Extraiu De Outras Pessoas Após Encontrá-La Anos Depois E Matá-La. Muito Sangue Seu Foi Derramado Naquele Orfanato E Muito Sangue Você Depois Derramou Após Matar Cada Um Dos Seus Coleguinhas De Orfanato Que Te Espancavam. Muita Crueldade Foi Feita Contra Você Naquele Orfanato E Muita Crueldade Você Cometeu Contra Tudo E Todos Que Atravessaram O Seu Caminho Fora Daquele Orfanato. Você Estuprou E Matou Crianças Porque Foi Estuprado Naquele Orfanato. Você Estuprou E Matou Mulheres Pelo Mesmo Motivo Relacionado Ao Mesmo Orfanato. Você Estuprou E Matou Homens Igualmente Pelo Mesmo Fato Mencionado Acerca Do Orfanato. Você Se Sentia Supremo Atravessando O Mundo Inteiro E Descartando Tudo Que Lhe Fazia Lembrar Sobre O Quão Fraco Foi Naquele Orfanato. No Entanto, Você Ainda É Um Órfão, Mas Não Falo De Mãe, Pai Ou Família, Não Me Refiro A Este Tipo De Orfandade. Você É Um Órfão Da Vida, Esta Nunca Lhe Amamentou, Acarinhou Ou Lhe Afagou Nos Braços Dela. A Vida Nunca Lhe Foi Paternal Ou Maternal, O Que Te Fez Rastejar Até Este Beco Foi O Vazio Que Reside Em Tua Alma. Isto Está Se Acabando, No Entanto, Sua Mortal Carcaça Vai Ser Abandonada E Seu Espírito Entrará No Reino Da Morte. Suas Vítimas Lhe Aguardam, Meu Querido Assassino, Com Os Braços Abertos. Creio Que Deve Saber O Que Te Aguarda Aqui Deste Lado, A Proximidade Da Morte Revela Tudo A Adormecidos E Despertos. Receberás Continuamente Os Estupros Que Cometestes Na Terra. Serás Continuamente Enforcado Como Enforcastes Aqui Na Terra. Serás Continuamente Decapitado Como Decapitastes Aqui Na Terra. Serás Continuamente Torturado Como Torturastes Aqui Na Terra. Você Alimentou Aqui Na Terra Os Senhores Bestiais Do Sangue E Agora Deve Alimentá-Los, Caro Assassino. Você Sempre Foi Deles E A Partir De Agora Será Mais Ainda. Vou Te Deixar Agora, Não Sou Eu Quem Encaminho Para O Abismo Almas Como A Sua. Eu Apenas Sussurro Sobre O Destino Dos Bons E Dos Maus Fora Da Carne Quando A Morte Chega. E Os Emissários Da Cadavérica Já Estão Aqui, Morra Em Guerra Como Você Sempre Viveu. Melhor Dizendo, Como Você Acreditava Viver Sendo Um Verdadeiro Cadáver Rastejante A Pisotear Quem Tinha Uma Verdadeira Vida Para Cuidar. Adeus, Assassino, Há Outros Ouvidos Por Todo O Mundo Agora Nos Quais Devo Sussurrar.


O Homem Agonizante ouve os Passos do Sussurrante se afastando e luta para não morrer. Ele não quer ser estuprado como fora durante sete anos de sua infância… Ele não quer ser morto de novo como tantas vezes matara após sua infância pelo mundo inteiro… Ele luta para não morrer… Ele tenta sussurrar para si mesmo que não vai morrer… E se lembra de como estuprou e matou a primeira menina que escolheu como sua vítima… E se lembra de como decapitou pela primeira vez uma família inteira em uma tenebrosa noite de uma das suas sangrentas glórias… E se lembra de como torturou por meses as últimas mulheres que matou em uma mansão abandonada… E sabe que continuará morrendo fora da carne que sempre foi podre para ele mesmo… Uma carne que sempre desejou cortar, perfurar, rasgar e triturar outras carnes… Será continuamente baleado… Estuprado… Decapitado… Torturado… Cortado… Perfurado… Rasgado… Triturado… E, até, mastigado, como algumas vezes mastigou a pele de muitas das suas vítimas assadas em espetos…

Ele luta para não morrer, já não ouvindo mais os Passos do Sussurrante. Mas, ouve agora outros Passos que anunciam para sua alma o final da sua assassina trajetória na Terra. São os Passos dos Cadavéricos preparando-se para encaminhá-lo ao Abismo. E os urros, gritos e passos de suas vítimas ele já está a escutar.


Inominável Ser
AQUELE
DE INOMINÁVEIS
PASSOS




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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Alys E Os Mutilados


Beautiful Bizarre - Bastien Lecouffe Deharme


Os corpos mutilados em todos os Vales Adra’z Zas’ker Saw’keir ainda sangram. As armas dos combatentes nas Montanhas Asawertuyhan estão montadas como estandartes em meio aos vencedores. Os prisioneiros são conduzidos, de modo respeitoso e moderado, para as cidades conquistadas por toda Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, O Mundo Médio Superior da Raça Cósmica Aasmue'poohpta. Mais um mundo conquistado por Alys Rinji, A Primeira Deusa Moldada Pela Tecnologia Arcana Keauriotheniana, A Conquistadora Mutilada. Mundo conquistado para a glória dela mesma e, não, a da Raça Keauriotheniana.


Separatista Racial, filha de Palukhara Rinji, Grande Herói Da Guerra Do Destino Das Raças Eternas, foi ao final desta ferida em uma batalha por um Artefato Místico Automanifestado, que a deixou sem os braços, as pernas e grande parte do tórax. Nascida com o Potencial da Deificação, foi Bioespiritualmente Operada por Zaxaz Harok, Arquicientista Maior Keauriotheniano que, Deus Das Arquiciências Místicas Da Criação, responsabilozou-se pelo aprimoramento tecnológico dos Keauriothenianos desde a Terceira Era Universal. Para salvar a existência física de Alys, ele remodelou fisicamente a Estrutura Bioespiritual da mesma, Ativando a Semente Deificadora e restituindo-lhe tecnologicamente o Corpo Físico. No entanto, o mesmo apresentou deformações, principalmente no rosto, pelo fato de ter sido ferida por Elementos Incondicionados.


A mãe dela, Iberna Rinji, Deusa Guerreira Das Estrelas Eternas, foi morta pelo Artefato que a atingiu, algo que Alys não aceitou. Além de Iberna, durante a Guerra contra os Arquideuses Bards, inúmeros outros Guerreiros Keauriothenianos tombaram em batalhas pela Criação e não houve, para cada um, o devido reconhecimento como Heróis Raciais da parte tanto do Imperador Thornadoriusis Shodolon quanto da Primeira Evoluída Artcsom Ocitilop. E nem mesmo os membros mais Altos e Poderosos dos Clãs que sofreram com as mortes e Extinções de seus membros se manifestaram a favor do Reconhecimento. Alys indignou-se publicamente, após sua recuperação total, com tal injustiça; sua revolta expandiu-se por todo o Império e ganhou força com adeptos do mesmo sentimento de decepção para com os Governantes Elevados do mesmo.


Rompendo relações com o pai e nada temendo ao confrontar diretamente, em discussões que quase geravam ultraviolentas Batalhas Místicas, Artcsom, seu movimento ganhou uma intensidade crescente entre os Clãs Menores. 76% destes foram os mais atingidos pelos eventos das incalculáveis Eras da Guerra Do Destino travada ao lado de todas as Raças Eternas Moldadas. Considerados pelos Clãs Maiores como Reservas Procriatórias Eventuais, viram em uma nobre membra de um Clã Maior como Alys uma Heroína Maior Racial. À Cidade Eterna De Tar, no Planeta Keauriothen, lar de Alys, representantes dos Clãs Menores espalhados pelo Império se comunicavam com ela declarando incondicional apoio. A Crise De Alys se desenvolveu franca e expansiva por 21.330 Anos Universais da Era Universal De Sneb Sadfatark, alimentando-se de um momento do Império ainda em Reconstrução Estrutural, obrigando Thornadoriusis a expulsar a causadora daquela da Raça Keauriotheniana. Os Clãs que apoiavam-na seguiram-lhe, partindo de todas as Colônias Imperiais em pequenos Intercruzadores que escolheram como destino os Mundos Médios Superiores.


Elevada, contra a vontade, como a Líder 556º Separatismo Racial Keauriotheniano, Alys nunca esperou ser bem recebida com 3% de sua Raça em qualquer Categoria dos Mundos Superiores, já que, nenhum Keauriotheniano era bem visto nos mesmos devido aos Crimes Maiores neles cometidos por Thornadoriusis nas Idades Com Nome (Fatos Ocultos aos Olhares Ocultos Keauriothenianos pelos Véus Automanifestados erguidos pelo próprio Imperador nos Genes Bioespirituais de seus Descendentes Eternos); e à Kasyohpetdrya Harok, A Primeira Separatista Racial Keauriotheniana. A ultraviolenta Marcha Imbatível Conquistadora de Kasy chegou ao conhecimento de todas as Raças da Criação em histórias tétricas aterradoras de massacres e Extinções Raciais tristemente cruéis. Após Kasy, 43 outros Separatistas Keauriothenianos imitaram-lhe o estilo conquistador sanguinário e promoveram outras inenarráveis atrocidades nos Mundos Superiores. Nestes, excetuando as incalculáveis Raças Guerreiras, a Raça Fraterna Agoarh-Hen e a Raça Celestial Devah, as demais não eram bioespiritualmente aptas para confrontarem os membros mais hábeis da Primeira Raça Perfeita. Sendo assim, foi com um ataque das Vinte E Duas Mil Raças Naturais De Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, o qual, inevitavelmente, gerou a reação Keauriotheniana visceral.


Portadora da Dramuharam, A Espada Guerreira Do Espírito Divino De Dramuh Rinji, O Primeiro Deus Guerreiro Rinji, da qual é a 221ª Manejadora, com eximia maestria portentosa e tecnicamente infalível, Alys comandou a conquista do único Mundo que lhe rendeu o Nome Eterno exterminando 63% de seus habitantes, todos Guerreiros Evoluídas Da Natureza Eterna Dos Mundos Superiores. Os Guerreiros Maiores que escaparam do mesmo auxiliaram na formação do Mito Eterno que ela se tornou na História Da Criação; e as vitórias adquiridas contra Arquititãs Da Guerra, Faabet-Borah Samaf’aodorckar Nothah (A Deusa Das Sagradas Criaturas De Tenku Kay) e Zabay-Atlay Aumrareelz Banjeur Jeturen Apeumit Athdernu Edrasm (O Deus Do Templo Universal Dos Mundos Superiores e Governante de todos estes) nas tentativas que os mesmos fizeram, ininterruptamente, para libertarem de seu domínio aquele Mundo, durante 765.564.900 Eras, aumentaram-lhe ainda mais o Nome. Atos injustificados porque Alys e seus comandados foram benevolentes para com os prisioneiros, todos Seres Comuns libertando-os como seres independentes a fim de reconstruirem suas existências, materialmente falando. Mesmo independentes, eles mesmos e seus descendentes, veneravam-lhe como uma Imperatriz, algo que nunca proclamou ser como tal.


No 241º Ano Universal da Era De Maeskra Saudarhafa, os Keauriothenianos partiram de Radfa’alo’sos-Kaurunuduna, deixando no mesmo uma avançadíssima Tecnologia Arcana que os habitantes mais habilidosos haviam feito com que uma Elite de Tecnoguerreiros formasse uma Força Defensora indestrutível daquele Mundo. Os Historiadores não Sabem quais foram os motivos para o Êxodo dos Keauriothenianos de um Mundo que tornaram inconquistável e nem qual foi o destino de todos. A maioria concorda que seguiram para uma Linha Temporal Alternativa bem distante do Espectro Identificador das Linhas mais próximas de serem Observadas. As Crônicas se calam quanto ao que ocorreu com Alys, A Mutilada, e seus Clãs Mutilados, como passaram a ser conhecidos seus seguidores desprezados pela Alta Cúpula Governamental Keauriotheniana. Notícias ou breves relatos deles não chegaram ao conhecimento dos Cronistas Bélicos Keauriothenianos. No entanto, para os mesmos, todos são peças explicativas dos porquês da Hegemonia Bioespiritual dos Guerreiros Keauriothenianos na História Moldada Pela Eterna Expansão Da Obra Eterna.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL





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domingo, 3 de julho de 2016

O Evocado


Demon You - Beyond Impression


— “Quero Poder a fim de controlar os que estão abaixo de mim! Poder que o dinheiro pode me proporcionar! Te peço, meu Senhor, que me dê riquezas em propriedades das mais vastas à empresa mais poderosa! Em troca, me devotarei até a morte em enaltecer Seu amado Nome em todos os sentidos! Os sacrifícios já estão entregues, aprendi muito, caminhei muito e recebi de tudo para poder estar agora à frente do Senhor! Rogo por Poder, apenas O Poder, acima do lixo todo das pessoas que me rodeiam! Quero estar acima de todo mundo e isso o Senhor pode me proporcionar! Quero Poder! Me dê Poder!”: É Apenas Isso Que Você Me Pede Após Tanto Trabalho Para Me Fazer Surgir À Sua Frente?
— Senhor?
— Apenas Poder, Detrito?
— Senhor, eu…
— Apenas O Que Importa Em Seu Mundo É Poder, Não É, Detrito?
— Exato, Senhor!
— Apenas Ter E Desenvolver Mais Poder Determina Os Maiores E Melhores Seres Do Seu Mundo, Detrito?
— Os mais fortes da História da Terra eram piderosos subjugadores de seres inferiores! Quero ser como todos eles, meu Senhor!
— Apenas Poder Para Esmagar Os Que Não Serão Como Você, Detrito?
— Sim, muito Poder, Senhor!
— Apenas Poder Que Será Aplicável Ao Seu Percurso Como Senhor De Si Mesmo, Detrito, E De Todos Os Demais!
— Quero expandir por toda a Terra minha Visão Existencial, Senhor!
— Apenas Poder Para Efetuar O Derramamento De Sangue Que Quer, Detrito?
— Exterminar aos que apenas vivem por viver será a minha meta futura, Senhor!
— Apenas Poder Como O Proporcionante Meio De Devastar Populações Inteiras, Detrito?
— Sim, nem que reste apenas eu na face da Terra, Senhor!
— Apenas Poder Que Te Complete Existencialmente, Detrito?
— Apenas tudo que me faça prevalecer sobre a maioria humana, Senhor!
— Apenas Poder, Detrito, Para Ser Imperador De Uma Possessão Além Dos Humanos Limites?
— Poder sobre Terra, Ar, Água, Fogo, Éter e Além Da Elementar Paisagem Existencial Terrestre, Senhor?
— Apenas Poder Para Conquistar O Mundo, Detrito?
— Quero o mundo inteiro como meu, ó, meu Poderoso Senhor dos Poderosos Senhores!
— Apenas Poder Para Este Sonho, Detrito?
— Meu Alto Sonho Eterno, Senhor!
— Apenas Quer Poder Para Isto, Detrito?
— É o que já lhe disse, Senhor…
— Apenas Poder Pelo Poder, Detrito?
— Senhor, eu me apliquei a lhe oferecer tudo que tenho dentro de mim! O Senhor me Conhece, Conhece minhas ânsias, Conhece meu sonho, Conhece meus desejos, Conhece minha angústia, Conhece minha solidão, Conhece meu ódio… Por que me indaga ainda sobre O Poder?
— Apenas Poder, Detrito Humano, Você Me Pede? Você Realmente Faz Alguma Idéia De Quem Eu Sou? Você Realmente Acha Que É “O Mais Poderoso Mago Da Terra” Apenas Pelo Simples Fato De Ter Conseguido Me Evocar? Detrito, Verdadeiros Magos Me Dedicaram Melhores Serviços Quando Me Evocaram. Você É Uma Humana Criança Ambiciosa, Apenas Isso, Que Se Encheu De Um Pseudoconhecimento Acerca De Mim E, Por Sorte, Conseguiu Me Evocar. Acha Correto Se Dirigir A Mim Agora Fazendo Um Pedido Tão Vulgar? Acredita Que Eu Vou Realizar O Seu Estúpido Desejo Ambicioso Apenas Porque Sou Descrito Pela Sua Humanidade Como Um Demônio? E Se Você E Cada Um Da Sua Maldita Espécie De Cyberfeiticeiro Formado No Que Vocês Chamam De Internet, Ansiosa Por “Evocar Demônios”, Forem Os Verdadeiros Demônios? Demônios No Sentido Mais Torpe Do Termo, Já Que Ambicionam Tronos Que São Incapazes De Obter Apenas Para Tiranizar Seus Irmãos Raciais. Eu Poderia Agora Estar Junto Aos Determinadores De Mundos Para Uma Celebração Entre Dimensões Ou Em Meio Aos Outros Reinos Que Existem, Mas Estou Aqui Perdendo Meu Caro Tempo Para Atender Um Detrito Que Quer Poder…
— Senhor…
— Não Sou O Seu Senhor, Nem Seu Amigo Ou Estou Disposto A Ser Algo Para Você. Realmente, Você Sabe Quem Eu Sou?
— Eu li e me disseram que…
— Leu? Disseram? É Assim Que Formou Uma Opinião Sobre A Minha Natureza, Detrito? Pensa Que Fui Antes Definido Em Verdade Por Qualquer Um Que Antes Tenha Me Evocado? Que Tipo De Detrito Acomodado É Você Que Aceita Tudo Que Lê E Ouve?
— O Senhor…
— Eu Vim Porque Você Executou Corretamente Cada Parte Do Ritual Que Me Faz Surgir Neste Plano. Mas, Errou Ao Me Confundir Com Comedores De Carniça E Bebedores De Sangue… Matar Seus Pais, Suas Irmãs E Esquartejar-Lhes Os Corpos A Fim De Obter Um Portal Para Me Trazer Aqui? Isso Foi Um Ato Que Denota A Sua Total Falta De Inteligência, Detrito, Ato Que Desprezo!
— Senhor…
— E Poder É O Que Você Ainda Quer? Poder Para Estuprar E Escravizar Todas Aquelas Mulheres Que Você Amou E Te Desprezaram? Poder Para Se Vingar Daqueles Homens Que Te Batiam E Perseguiam Nos Tempos De Escola? Poder Para Subir Alto Na Escala Social E Pisotear Nos Que Ficarem Abaixo? Poder Para Ostentar O Brilho Do Ouro Dentro E Fora De Você?
— É o que eu quero e exijo AGORA!
— Você Quer E Exige, Detrito? Quer Tudo Que Eu Posso Lhe Dar? Exige Tudo Que Eu Posso Lhe Fazer Acreditar Que Terá?
— Você é O Demônio Do Poder e…
— Exato, O Poder Eu Domino, Mas Eu Concedo Algo Que A Sua Limitada Existência Ignora.
— Estudei tudo sobre Goetia, Magia, Ocul…
— Não Me Tome Como Um Ignorante Igual A Você, Detrito. Tudo Que A Sua Humanidade Acredita Como Parte De Outras Dimensões É Apenas O Que Os Seres Das Mesmas, Como Eu, Fazem Com Que Acreditem. Tem Sido Assim Na Terra Desde As Eras Primordiais E Em Outros Mundos Antes Mesmo Da Terra Nascer. Os Conhecimentos Contidos Em Livros E Os Transmitidos Oralmente Acerca De Dimensões Que Escapam Ao Toque Humano São Apenas Imperfeitos Traços Que Aproximam Um Plano Do Outro. Um Verdadeiro Mago Saberia Disso…
— Fiz tudo, então, em vão?
— Quer Mesmo Que Eu Lhe Responda, Detrito?
— Não pode ser…
— Pode E Está Sendo Detrito.
— Eu lhe evoquei, você está abaixo…
— Não Há Autoridade Espiritual Em Você, Detrito. Nunca Houve. Nunca Haverá.
— Vou evocar outros e terei o que quero da parte deles! Você não é o único e nem o último que…
— Você Domina Apenas A Arte Evocatória Por Um Capricho Dos Evocados. Eu Apenas Estou Aqui Porque Pensei Que Você Era Como Os Que Antes Haviam Me Evocado.
— Vou, um dia, ser igual a você!
— O Que Disse?
— Meu objetivo é ser como você!
— Nunca Será.
— Serei!
— Acredita Mesmo Que Vai Ser Igual A Mim No Futuro? Quer Saber Mesmo Como Será O Seu Futuro?
— Meu futuro terá o maior brilho que eu puder ao mesmo dar!
— Acima De Uma Cama De Hospital Você Morrerá Lentamente Após Quinze Anos De Um Lento Sofrimento Com Um Câncer Cerebral. Antes Disso, Você Terá Quarenta Anos Na Prisão Como O Tempo Exato Para Poder Pensar No Que Fez Com Sua Família. Bem Antes, Depois Que Eu Retornar Ao Meu Campo Existencial, A Justiça Deste Campo Lhe Caçará Na Forma De Policiais, Promotores E Juízes. Oito Vezes Você Será Capturado E Oito Vezes Escapará Até Ser Baleado Nas Costas, Ficando Tetraplégico E Passando A Viver Na Dependência Do Governo Do Seu País Em Um Hospital Penitenciário. Cinquenta E Cinco Anos É O Tempo Exato Que Lhe Fará Se Arrepender Da Imbecilidade Que Cometeu Ao Me Evocar Como Se Eu Fosse Um Brinquedo Descartável Pronto Para Ser Usado. Não Tente Se Matar, Em Redor De Você, A Partir Deste Momento, Servos Meus Sempre Lhe Acompanharão E Impedirão Que O Suicídio O Livre Da Pena Por Ter Me Evocado Em Vão. Não Me Importa Sua Família, Sou Indiferente Ao Que Fez Com Ela. Não Estou A Favor De Qualquer Justiça Contra Você, Os Conceitos Da Sua Humanidade Não São Aplicáveis A Seres Como Eu. Não, Detrito, Também Não Quero Vê-Lo Sofrer Por Sofrer Para Lhe Ensinar Uma Lição. Te Digo Que Quinze Anos De Câncer Ainda Não Lhe Matarão, Eu Pessoalmente Lhe Buscarei Para Levar Seu Inútil Corpo Para Meu Reino. E Lhe Darei O Poder Que Quer.
— Me dará, Senhor? Me dará?
— Sim, Lhe Darei O Poder De Suportar Eternamente O Câncer Que Lhe Aprisionará Em Seu Inútil Corpo No Futuro. A Imortalidade, Seu Mais Secreto Desejo, Assim Você Terá, Detrito.

Inominável Ser
EVOCADOR
DELE
MESMO




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segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Necessidade Faz O Monstro


The Glory - Bastien Lecouffe Deharme

Em outro mundo, eu consegui construir uma vida tranquila. Trabalhava como garçom, tinha um bom salário, família honrada, muitos amigos, uma bela esposa, belos três filhos. Estudava Economia à noite, trabalhando durante a semana de manhã e nos finais de semana dize horas por dia. Levava uma vida pacata, me encaminhava para um futuro melhor cada vez mais, sonhando bem alto. Contudo, um desejo foi crescendo cada vez mais em mim, uma necessidade de me completar, insana, indecente, clamando para ser satisfatoriamente cumprido. Uma doença, pensei, no início; procurei um psiquiatra e ele me disse que estava tudo bem comigo, era apenas a ansiedade, o estresse, o cansaço. Fui levado a me questionar cada vez mais sobre aquele desejo, entrando cada vez mais em mim mesmo, oferecendo um tempo considerável para refletir sobre minha vida, a vida que eu pensava ter algum significado. Eu necessitava de algo para preencher o vazio que encontrei, cada vez mais me horrorizava, enojava e desprezava tudo que me rodeava, que ergui, que construí. Foi, então, que a necessidade que eu tinha de me compreender foi alimentada quanto envenenei cada um dos meus familiares, meus amigos, minha esposa e meus filhos em uma festa na qual comemorava meu aniversário de quarenta anos. Essa necessidade me levou a isso. A necessidade se encarregou disso. A necessidade me legou isso.

Em outro mundo, fui auxiliar de limpeza em uma cozinha. Lavava pratos, recolhia o lixo, jogava comida fora, fazia a manutenção da limpeza do meu ambiente de trabalho. Estudava Design Gráfico à noite, trabalhava durante o dia, cuidava da minha casa nas horas de folga. Morava sozinho, não tinha pai, não tinha mãe, não tinha namorada, nem esposa, filhos ou amigos. Falava quando necessário, saia de casa quando necessário. Convivia com meus colegas de trabalho e superiores em quase perfeita harmonia, mas me via junto a eles como plenamente estranho. Eram pessoas muito medíocres os que me rodeavam, todas apegadas a propósitos mundanos, a condições existenciais que envolviam a tríade comer-beber-foder. Eles me incomodavam, eu vestia uma máscara todo dia para disfarçar minha repulsa e asco diante de cada um deles. E uma necessidade estranha começou a me envolver, a me questionar, a me intrigar, a me instigar a fazer algo para verdadeiramente me adaptar ao mundo que me levou até aquele emprego medíocre. E eu fiz, causando um curto-circuito na instalação elétrica da cozinha, fechando cada entrada e saída da mesma, ouvindo os gritos de socorro de trinta e cinco pessoas sendo queimadas vivas. E o fogo se espalhou pelo hospital onde se encontrava aquela cozinha, matando outras seiscentas e trinta e duas pessoas em uma hora, já que eu tratei de fechar cada saida do hospital. Escapei da morte fugindo calmamente pela porta da frente e ouvindo os gritos de dor e socorro dos que eram queimados. Foi necessário que eu fizesse isso. Aquela necessidade me ensinou como fazer isso. A necessidade me consagrou nisso. A necessidade me fez renascer dentro disso.

Em outro mundo, eu era um Brigadeiro da Aeronáutica que muitíssimo rápido subiu na carreira com menos de quarenta anos. Era um Gênio Militar, lutei em três guerras e sempre me sai vitorioso defendendo a bandeira do meu país e os objetivos dos aliados deste. Era casado, tinha cinco filhos e meus pais se orgulhavam muito ao me verem fardado, um herói nacional acima de muitos heróis de minha nação por conta da minha bravura e destaque em campos de batalha. Eu não fumava, não bebia, não me drogava, era um cristão católico fervoroso, devoto de São Jorge e de São Cipriano. Era amigo de todos, simpáticos e agradável, sempre com um sorriso no rosto. Mesmo assim, tendo sucesso na carreira e na vida pessoal, me sentia incompleto, vazio, incorreto e rigidamente formado como um autômato. Me tornei um militar porque meus pais insistiram para que eu tomasse tal caminho. Me casei porque me diziam na igreja que um homem não deve ficar sozinho. As Maiores decisões foram tomadas por outros em minha vida, desde a minha infância. Meus antigos superiores é que decidiram como eu deveria liderar minha tropa nas guerras que travei como Sargento, Capitão e Marechal-de-Ar. E tudo isso, toda minha robótica vida construída para agradar os outros me fazia odiar cada coisa que consegui construir e gerar como herói, marido, pai e exemplo para todos os militares do meu país. Foi por isso que na comemoração dos vinte e dois anos da última guerra na qual meu país saiu como vencedor, que direcione o meu caça contra todos os espectadores nas arquibancadas do desfile militar que ocorria. Matei duas mil duzentas e cinquenta e três pessoas em meia hora, incluindo militares que desfilavam, Generais, Brigadeiros, Almirantes, meus pais, minha esposa, meus filhos, meus amigos e parte da população que me considerava um herói. Herói… A única vez na qual me senti um herói foi matando todos eles como o infalível Imperador Do Ar que eu era, pilotando de modo único o mais avançado dos instrumentos de guerra do meu mundo, um caça que materializava mísseis de maneira ininterrupta. Fugi derrubando sessenta outros caças que participavam do desfile, alguns tentando me impedir de massacrar aqueles vermes. Eu gostei de tomar uma decisão minha pela primeira vez, uma decisão movida pela minha necessidade em ser eu mesmo. Aquela necessidade me satisfez existencialmente. A necessidade me alimentou com isso. A necessidade me deu de beber disso.

Em outro mundo, eu fui um filósofo, pesquisador da área da Teoria do Conhecimento e professor da maior e melhor universidade daquele. Vivia concentrado nos livros, estudando nos mais diversos idiomas sobre conhecimentos antigos e contemporâneos à minha época. Abdiquei do luxo, do dinheiro e da fama para me dedicar unicamente ao Pensamento Humano. Abortei qualquer tipo de relacionamento, mantendo apenas os profissionais, para que pudesse ser auxiliado em minhas pesquisas. Me afastei de minha família, pois qualquer tipo de emotividade me afastaria do meu derradeiro objetivo. Este era compreender o porquê da necessidade do Conhecer, o objetivo do Conhecer, o estabelecimento da relação Sujeito-Objeto em cada ser. Escrevi cinquenta e quatro livros sobre o assunto, era reconhecido e respeitado internacionalmente, já que fui traduzido para trinta idiomas. E todos os intelectuais do mundo me interessavam porque eu queria saber o porquê do desejo é da necessidade inerentes ao Conhecer. Isso me consumia, me enlouquecendo pelos caminhos mais positivos para a continuidade da minha única linha de pesquisa. Era uma loucura por Conhecimento e pelo Poder do Conhecimento aliado a uma Sabedoria o que eu mais almejava. Isso crescia, me instigava, me inspirava e me fazia voltar para caminhos primordiais para a obtenção das respostas que eu queria. Comecei a caçar e matar pessoas para dissecar-lhes os cérebros, com o auxílio dos meus conhecimentos medicinais e de autópsia, para poder encontrar minhas respostas. Já são oitenta e um dissecados e nada de uma resposta… Em meu laboratório secreto na minha casa, oitenta e um cérebros em conservação não me dizem nada… Eu preciso de outros cérebros que possam me dar todas as respostas que quero para a minha única pergunta: O QUE É O CONHECER? É a necessidade por tal resposta que me motiva a isso. A necessidade me carregou para isso. A necessidade me transportou nisso.

Em outro mundo, eu fui estoquista em uma loja de sapatos após empobrecer, minha mãe ficar doente e perder a chance de ter uma vida melhor cursando uma faculdade. Eu queria muito crescer, fazia Educação Física, mas tudo veio abaixo com a crise financeira da minha família. E, de repente, no giro sempre infeliz da Roda da Fortuna, me vi entre pessoas nojentas, medíocres, enfadonhas, miseravelmente pequenas, desgraçadamente existentes. Odiei intensamente o convívio com cada um dos ratos daquela loja, nunca me aproximava, mas eles tentaram de mim se aproximar. Eu me afastava, fingia tolerância, aceitação é tudo que me fazia suportar todas aquelas pessoas imundas que me davam ânsia de vômito. E a cada hora de trabalho naquele lugar, rodeado por cada um daqueles lixos malditos em forma de bípedes supostamente racionais, uma grotesca necessidade assolava-me todo o Ser. Eu sonhava em vê-los mortos, os homens e as mulheres de lá estuprados, torturados, degolados, esquartejados, decapitados, metralhados… Consegui, enfim, graças aos meus contatos com alguns amigos de infância, que hoje são bandidos, uma Ingram automática e bastante munição, bastante mesmo. Eu a batizei de Átila, em homenagem ao conquistador da Europa e da África de meu mundo, estreando a eficiência dela na festinha de fim de ano preparada pelos funcionários daquela maldita loja. Ao som do MC Cagado matei cento e doze vermes, incluindo esposas, maridos, namorados, namoradas e filhos dos meus coleguinhas de trabalho. Eu gargalhava atirando e até hoje à lembrança do impacto das balas nos corpos deles me faz rir até mijar nas calças. Aquela necessidade foi toda saciada, minha verdadeira felicidade foi completa quando matei todos aqueles merdas. A necessidade me guiou nisso. A necessidade me instruiu nisso.

Em outro mundo, eu fui o mais famoso poeta da minha época, o mais lido, o mais comentado, o mais requisitado em convenções e palestras. Minha riqueza superava a de vários países do meu mundo e através de obras de caridade extingui a fome e a miséria em regiões desoladas que Governos Estatais ignoravam por não terem a face dos grandes expoentes da sociedade nelas residentes. Era chamado O Poeta Salvador, O Poeta Ungido, O Leão Do Amor, O De Todos Os Nomes Da Paz. Como um Deus eu era adorado, reverenciado, ovacionado e amado pelos povos mais humildes. Respeito e admiração advinham das classes mais altas, usufrui muito desta minha possibilidade de ter o meu mundo aos meus pés. Os temas de meus poemas eram sempre universais, esotéricos, românticos e tocavam fundo nas almas dos meus leitores. Mas, duas mulheres me fizeram ter um outro tipo de necessidade, uma necessidade bem diferente do poetizar. A primeira foi uma cigana com dons mágicos, a segunda foi uma dançarina do ventre com sensuais dons. As duas quebraram meu coração, minha mente e minha alma, jogando no lixo minha veneração e amor por elas, cada uma a seu tempo. E percebi um dia, por causa delas, que todas as demais mulheres com as quais me envolvi fizeram o mesmo comigo, de uma forma ou de outra. E eu, antes um Poeta do Amor, me tornei um Arauto do Sangue, O Colecionador De Cabeças, como a Imprensa de meu mundo denominou o estranho assassino em série de mulheres que desaparecia com as cabeças de suas vítimas. Apunhalei novecentas e noventa e nove vezes e decapitei aquelas duas que mais me marcaram e machucaram. Fiz o mesmo com as sessenta e cinco namoradas que tive. E continuo fazendo com qualquer mulher que me atraia, tomei gosto infinito pela necessidade de apunhalar e esquartejar. Ao todo, já apunhalei e esquartejei setecentas e cinquenta e uma mulheres, guardando-lhes as cabeças em meu museu nos subterrâneos de minha mansão nas Terras do Verão. A necessidade me destacou nisso. A necessidade me atirou nisso.

Em outro mundo, fui O Maior Mestre De Artes Marciais, O Mestre Supremo, O Invencível Dragão Fátuo Dos Ringues. Desde os sete anos de idade, derrotei dois milhões de lutadores de diversos estilos pelo mundo. Criei meu Estilo Misto de Arte Marcial e novos que incorporei em um Estilo Secreto que me faz continuar tendo a supremacia nos Ringues. Aproveitei o crescimento do Quarto Reich pelo meu mundo inteiro, em uma guerra vencida pelos Agentes Da Supremacia Ariana para realizar a necessidade maior de minha existência: a criação de torneios até a morte, onde eu pudesse enfrentar e matar à vontade meus inimigos. Já são cento e dezesseis anos do Quarto Reich, meu Esporte chamado Arena Do Dragão, no Coliseu de Roma, a pleno céu cada vez mais se eleva. Graças a experimentos com Genética levados a cabo pelos gênios que hoje governam meu mundo, pude atingir uma longa idade de cento e cinquenta e cinco anos com a aparência de trinta. E já matei até o momento um bilhão de lutadores, treinados entre os escravos feitos pelo Regime Planetário após a conquista mundial. Raças inferiores com homens e mulheres que matei, que continuarei matando, saciando minha insaciável necessidade de sangue. A necessidade me presenteou com isso. A necessidade me decretou nisso.

Em outro mundo, eu fui um escritor de livros de Terror e Horror Gore, um grande desconhecido escritor. No meu mundo, a população está muito mais preocupada com o comer, o beber, o foder e o orar a Deuses que não existem do que com Cultura, Razão e Conhecimento. No meu mundo, jogos e lutas são mais importantes do que livros, bibliotecas e museus. No meu mundo, o crime e a Política, ao lado da repressão e da Polícia, tomam mais espaço nos noticiários do que eventos culturais, convenções artísticas e exposições de todo tipo de arte. Os Nobres Marginais: é assim que os artistas como eu, no mundo onde vivo, são chamados, representando uma categoria social abaixo de todas as demais. Somos aqui massacrados, perseguidos, ridicularizados, enxotados de todos os locais quando erguemos nossa voz contra a cegueira mundial diante do domínio do sistema de riquezas que retira o senso crítico das pessoas. E, revoltado, vi que uma necessidade gritando dentro de mim se elevava cada vez mais e eu precisava transpor para a materialidade o que minha mente desenvolvia em meus livros. Meu artístico objetivo era agredir, chocar, fazer pensar. Escolhi como os objetos a serem destroçados para o desenvolvimento da minha arte os “artistas” aceitos pela sociedade: os cantores de merdas cagadas dos cus deles; os cineastas de vômitos descarregados pelas salas de cinema; os apresentadores de programas cujos caralhos comestíveis são um insulto a todas as inteligências; enfim, todos os excrementos que a mídia de meu mundo chamam de “Culturas do Momento”. Duzentas e vinte e duas vítimas evisceradas até o momento pelo Flagelo Dos Artistas, como me chamam na prática de minha nova arte. Cada órgão deles é picotado para que eu possa disponibilizá-los ao solo criando frases simbólicas entendidas por poucos. Meus irmãos artistas à margem da sociedade de meu mundo me chamam de O Revolucionário Esteta. Ninguém sabe quem eu sou, percorro incógnito todo o meu mundo, um artista nas sombras criando arte através do que há dentro dos pseudoartistas. Artística necessidade me engaja nesta minha marcha a favor da Verdadeira Arte. A necessidade me pintou nisso. A necessidade me gravou nisso.

Em outros mundos, sou muitas coisas. Em qualquer mundo, eu sou uma coisa. Em seu mundo, eu sou qualquer outra coisa. Posso ser, no seu mundo, um terrorista do Estado Islâmico; um terrorista da Al Qaeda; um policial corrupto, racista e assassino; um carcereiro sádico, cruel e sanguinário; um traficante do Comando Vermelho; um traficante do Terceiro Comando; um traficante do PCC; um estuprador e assassino de mulheres; um neonazista exterminador de minorias; um soldado psicótico do Exército Norte-Americano; um pedófilo assassino de meninos e meninas; um matador da Máfia Italiana; um matador da Máfia Irlandesa; um matador da Máfia Russa; um matador das Tríades Chinesas; um matador da Yakuza; um chefão do crime em majestosas cidades do mundo; um ditador sanguinário de um país moribundo; um homofóbico assassino de LGBT’s; um atirador em campos de centeio de concreto, areia e ferro; a mão que balanço o berço do vício em drogas assassinas; a invocação de um mal inimaginável; a evocação de um mal palpável; o cisne negro de poluídas lagoas sangrentas; o mercenário em vaidosas fogueiras de perversidade e brutalidade...

Por uma necessidade que você jamais poderá entender, serei em seu mundo o que sua mente puder e quiser ter a coragem de imaginar. A necessidade me avisa disso. A necessidade me ajusta nisso.


Inominável Ser
UM SER
DE TAMBÉM
INCOMPREENSÍVEIS
NECESSIDADES





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segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Melhor Veneno Por Mim Já Saboreado



Nunca se pode esquecer uma experiência como aquela, que foi a melhor de todas as fantasias que realizou-se de uma deliciosamente inesperada maneira. Desde a primeira mulher que beijei até a última com a qual me relacionei fixamente, jamais tive o prazer obtido em uma foda bem dada e gostosa como naquela madrugada. Mas, não foi com uma humana a minha melhor foda; aliás, as duas que me abençoaram durante toda aquela madrugada que não parecia jamais terminar nem humanas são… Sim, foram duas, uma Deusa e uma Diaba de um panteão muito negado pela Humanidade, um panteão que arde em cada piroca, cu e buceta branca, preta, amarela e vermelha.

A navegação na Internet naquela madrugada estava me fazendo naufragar em sites de pornografia hardcore; paus, cus e bucetas dos mais variados desfilando diante de meus olhos. Estes libertinos colares que tenho no rosto, que não tiram o brilho do corpo de mulheres pelas ruas, começaram a ficar pesados, comportando algo parecido com toneladas imensas de areia. Cheios de areia, uma areia de doce doce odor senhora de de um fel abrasador, meus olhos começaram a pesar mais e mais e muito mais ao som da erótica versão de Like a Virgin levada a cabo por Marilyn Manson e Nine Inch Nails. Nem percebi quando estava já a sonhar, quando tive a visão de uma mulher com espartilho atrás de mim… Somente aparecia da cintura para baixo e balançava festiva um chicote… Os largos quadris dela ardiam em negras chamas e tinham eterna firmeza fora de tudo que é conhecido como indestrutível… Aqueles quadris me chamavem… Diziam com lascívia meu nome… Dançavam serpentinamente com doçura… Sussurravam:


“Dance Comigo Nesta Noite,
Dance Comigo Na Obscura Face Noturna,
Dance Dentro De Minha Vulva
Cuja Música É O Louvor
A Todo Prazeroso Vital Fim…”


Acordei ao som da palavra “Fim” e, em pensamento, lamentei… Porém, senti o meu quarto estranho, com Presenças calorosas, ondas amantes da minha agitada piroca… Tocava a segunda versão de Iina Tamiira, do DVAR; o navegador da Internet estava em uma das páginas da Bang Bros; e, nitidamente, deu para ver o reflexo dos largos quadris Daquela com a qual eu sonhei, atrás de mim… Me virei lentamente na cadeira e a surpresa me arrebatou tanto que me ajoelhei diante Daquela dos largos quadris, diante de Lilith a lascivamente sorrir para mim!

– Lilitu Aga Sha’rumea! – Cumprimentei-a em uma linguagem há muito morta.
– Quietinho, Meu Filho, Quietinho… Você Tanto Me Chama, Me Seduz, Me Cativa, Me Ama, Que Fiz Questão De Pessoalmente Lhe Trazer Um Presente! Meus Presentes Você Sabe Que São Especiais, Nem Mesmo O Filhinho Querido Do Governante Da Criação Resistiu A Um Dos Meus Presentinhos… Vou Te Iniciar, Serpentino Filho Meu, Em Um Rito Próprio Dos Seres Do Abismo Para Que Em Ti Tenhas A Minha Marca E O Meu Veneno. Vou Te Ensinar A Sacudir Os Quadris Das Humanas Como Se Estas Estivessem Sendo Fodidas Por Um Terremoto. Vou Te Dar O Conhecimento Mais Secreto Da Filosofia Da Foda, A Minha Filosofia, Eterna Força De Todo Amado Filho Meu. Por Isso, Eu Vim Com Ela, Para Me Auxiliar Nesta Sua Iniciação E Te Tornar Um Dos Mestres Da Putaria Sagrada. Ela Já Te Conhece Há Um Bom Tempo E Você Também A Conhece; Preciso Apresentá-La?

Tocava Darkest Dance, do Neon Zoo, e, só então percebi atrás de minha Mãe  Diana Margot, de corpete, cinta-liga e calcinha fio-dental vermelhos e pretos, assim como Aquela. A safada acariciava a ponta do chicote Desta como se fosse a cabeça de um pau e piscou para mim, toda sorridente como uma puta das mais descaradas. Naquela hora, o meu pau já estava mais duro do que diamante…

– Ela É A Maça Que Te Dou, Meu Filho, Uma Das Sagradas Maças Da Minha Árvore De Libertinagens E Putarias, Uma Filha Muito Amada Que Me Justifica E Valoriza. O Que A Ele Daremos, Diana?
– O calor de tudo que é buraquinho nosso…

Diana soltou a ponta do chicote, que Lilith encostou no meu queixo, fazendo-me erguer a cabeça, voltando-a para trás; Ela bateu nas quatro paredes do meu quarto para Selar o mesmo; soltou o chicote; começou a tirar minha roupa, junto com Diana, que estava atrás de mim, levantando-me do chão; já estando nu, as duas ajoelharam-se; Lilith chupou minha pica metendo-a até o fundo da garganta; Diana abriu meu rabo com a boca e chupava o olho do meu cu; So Confused, do Anima, tocava; eu, em transe, delirava em mágicas palavras:

– Lilitu Sou Dua Tarush Daka! Ahnybayyd Togusha Duka Sou Tokanusha!

Gozei na boca das duas; meu pau, no entanto, duro continuava; elas fizeram-me ajoelhar de novo; Lilith esfregou a buceta em negras chamas na minha cara; Diana esfregava, ao mesmo tempo, a buceta dela na minha nuca; abri a boca para chupar o grelo da Serpente delirando em mágicas palavras ditas com toda aquela gostosa pele emanando fluidos e líquidos saborosíssimos:

– Lilitu Lilitu Lilitu Adanoma Baruka Kanash Darash!

Diana trocou de lugar com Ela e chupei a buceta ardente da mesma, metendo minha cara todinha, delirando ao som de Suicide, do Blutengel, com mágicas palavras dos meus úmidos lábios ecoando:

– Ayhybayyd Ahnybayyd Ahnybayyd Sogamuh Tusguh Luxuroh Zantush!

Os litros do gozo dela juntaram-se aos de Lilith, escorrendo pelo meu tórax; Diana virou-se e começou a esfregar aquele rabão quente dela na minha cara; o cheiro do cu dela é como o de ervas doces de libertinos campos; meti a língua no buraco apertadinho daquele cu; leite mais doce do que todo leite já saido de um cu do dela saiu, inundando-me a garganta; Lilith esfregava o rabão Dela na parte posterior do meu crânio, fazendo jorrar pelas minhas costas o Seu leite; fizeram-me a cabeça de sanduíche, gargalhando excitadíssimas; excitadíssimo, mágicas palavras ecoaram dos meus mais do que úmidos lábios:

– Lilitu Ahnybayyd Sothanu Hashush Hagatosh Duroha!

Litany, do Alex Qwedra, começou a tocar; as duas deitaram-me no chão; uma cama que não estava lá surgiu, de repente, com lençóis cheirando a sândalo e almíscar; Diana enfiou meu pau no cu dela, sentando de costas para o meu rosto; Lilith sentou com aquele magnífico rabão que Ela tem na minha cara; chupei o olho do cu da Serpente; lambi o olho do cu da Serpente; meti a língua dentro do olho do cu da Serpente; o sabor do cu da Serpente é como o das doces águas de uma cachoeira, recheadas de mel, açúcar e fel; meu pau era castigado por Diana, pulando nele como uma maluca, gargalhando; ela gozava tanto que a cama ficou toda encharcada; o meu rosto foi banhado pelo leite do cu da Serpente; e as mágicas palavras ecoaram dos meus alucinados úmidos lábios bebendo aquele Sagrado Leite:

– Lilitu Ahnybayyd Washusaruhr Rushoad Galophtena Aduska!

Lilith sentou com a buceta na minha cara; enterrei minha boca toda na Vulva Dela; Diana aumentava cada vez mais a velocidade das cavalgadas; a temperatura no quarto estava a níveis elevadíssimos; tocava Goldene Zeiten, do Unheilg; Lilith gozou; bebi tudo; Ela saiu de cima da minha cara; ajoelhou-se à esquerda da cama; me beijou com fúria, prazer, garra; aquele beijo fluia para dentro de mim; me sugava; me alimentava; me envenenava; me fortalecia; Diana também me transmitia energia, alcançava uma velocidade desconhecida nas cavalgadas; eu, delirava mais; ficava endurecido mais; e, perto dos lábios da Serpente, quando Esta afastou os Dela, mágicas palavras recitei:

– Lilitu Ahnybayyd Lehmush Garusthar Ramaudrar!

Diana e eu tivemos múltiplos orgasmos; incansável, ela retirou o cu do meu pau; Lilith ficou no lugar dela, pondo o cu todinho, de frente para mim; começou a cavalgar em uma velocidade muito maior do que a de Diana; ao som de Wollt ihr das Bett in Flammen sehen?, do Rammstein, Ela cavalgava; Diana me beijava; o beijo da rameira safada gostosona ampliava-me os sentidos; eu me Via fodendo com  outras Deusas; eu me Via fodendo com outras Diabas; Diana parou de me beijar; me ofereceu os peitões para chupar; chupei cada um como deliciosas frutas ardorosas e quentes como o mais profundo do Fogo Eterno; as cavalgadas da Serpente me transportavam a outros Mundos, outras Realidades, outras Dimensões; eu me Via duplicado, multiplicado, triplicado, infinitizado; enquanto meu Ego Original era cavalgado pela Serpente, um Alter Ego comia de ladinho a buceta da Diana; outro, comia a buceta de Lilith, que estava de quatro; outros Alter Egos meus e das minhas duas Iniciadoras estavam fodendo em diversificadas posições sexuais, inumeráveis; fantástica orgia de três divididos em incontáveis; e eu sentia cada penetração nelas; sentia cada dedada delas no meu cu; sentia cada chupada delas no meu pau; sentia cada aperto das paredes dos cus delas recebendo as visitas do meu pau; sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, SENTIA!!!

E O SOM DO CHOQUE DO MEU PAU COM O CU E A BUCETA DELAS ERA A MÚSICA OUVIDA PELOS MEUS SENTIDOS ELEVADOS AO INFINITO!!!

– LILITU AHNYBAYYD TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU!!!

O Orgasmo Em Uníssono explodiu! Lilith e Diana me transmitiram toda a Energia da Explosão Orgiástica! Eu explodi! Explodi e alcancei O Êxtase Definitivo! Explodi e beijei O Cósmico Princípio Do Sexo Espiritual! Explodi e recebi O Gozo Primeiro Da Serpente! Explodi e recebi O Gozo Primeiro De Diana! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! EXPLODI!!!


– Ele passou na Iniciação, Lilith, eu já sabia que conseguiria passar…
– Eu Também Sabia.

Retornei e as duas estavam em pé com as pernas abertas em cima de mim; Diana acima do meu abdômen; Lilith, da minha cara. A visão das duas assim foi a melhor que já tive, algo que senti como se fosse uma despedida, um último presente artisticamente feito para mim. Diana falou comigo:

– Falta ainda um último presentinho, gostoso, sei que você gosta do que te daremos agora… Vampirinho safado…
– Não Foi O Nosso Primeiro Encontro, Meu Filho, Nem Será O Último.
– Comigo é o mesmo, gatinho… Vamos, Lilith, dar a ele o que mais desejamos…
– A Você, Meu Filho, Damos A Nossa Vida!

Das bucetas das duas jorrou sangue, que inundou meu corpo, que bebi com selvagem gosto! O Sangue Da Serpente Primeira! O Sangue De Uma Filha Maior Do Inferno! O Sangue Mais Perfeito Do Abismo Na União Da Maior Serpente Com A Maior Diaba! O meu quarto tornou-se um mar de sangue e eu nadei neste mar, a tudo sorvendo como fera sem rédeas! Ao fim, eu estava novamente sozinho e ainda era madrugada; meu pau estava ainda duro e demorou para voltar ao normal… Não estava cansado, nem suando ou com fome; toda Bebida e Alimento a mim necessários foram dados por aquelas duas safadas… Levantei do chão e vi um papel vermelho pequeno acima do teclado do meu computador. Abri-o e li:

“Na próxima festa noturna em que você for, eu estarei lá, gatinho… Beijinhos…
Diana Margot… Mas pode me chamar de Diamar…”

Tocava Dominion, do Sisters of Mercy quando li a carta dela… Já sei em que tipo de festa irei reencontrá-la…

Inominável Ser
ENVENENADO
POR DUAS
INFERNAIS
SERPENTES





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sábado, 4 de junho de 2016

A Dor, O Sangue E A Magia Nos Punhos De Artcsom


Not Our Fight - Isabel Westling


“Vejam, Filhos Do Sangue Keauriotheniano, como escorre entre nós toda a certeza de que nosso Futuro como Povo Guerreiro será grandioso! Sintam à furiosa marcha de nossas vontades rumo ao guerrear pela nossa sobrevivência e a defesa de nosso Império! Por Thornadoriusis Shodolon, Nosso Pai Eterno; pela Magia Eterna, Nossa Mãe Eterna; pelo Kosmos que nos banha como Grandes e Deuses, Guerreiros e Guerreiras, Seres Evoluídos e Seres Comuns: nosso Dever Eterno é sermos sempre conhecedores do que servimos no Passado, servimos no Hoje e serviremos no Futuro! Podemos servir à Verdadeira Vida como Espadas Místicas Automanifestadas que enfrentam as Maiores Calamidades Cósmicas! Podemos servir à Verdadeira Morte como as Maiores Calamidades Cósmicas Quebrando Espadas Místicas Automanifestadas! Dois Caminhos temos a seguir entre Infindos Caminhos! Infindos Caminhos temos a percorrer em Um Caminho! Não é apenas sangue que devemos derramar, derramamento puro de sangue não nos determina como os Seres Eternos que somos! Também devemos sofrer carregando A Mistica Cruz Cósmica e A Rosa Desesperadora diante do Tecido Universal De Todos Os Firmamentos! Sofrer para vivermos, morrermos ou nos extinguirmos na História Da Criação! O que não podemos é ficar como eternos reféns da Estagnação! Somos Eternos! Somos Guerreiros! Somos Keauriothenianos!”



As inflamadas e poderosas palavras acima estão inseridas no Primeiro Livro Eterno Místico-Militar Keauriotheniano, escrito por Artcsom Ocitilop, A Primeira Guerreira Místico-Militar Keauriotheniana. É uma leitura obrigatória dentro da História Keauriotheniana em todos os Templos Místico-Militares do Império e se expandiu por diversas Raças da Criação, influenciando as criações de diversas Ordens Misticas-Militares. A primeira leitura de cada Guerreiro e Guerreira Místicos Keauriothenianos é O Livro Da Primeira Grande Keauriotheniana, um Patrimônio Eterno Racial de absoluta e suprema importância. Gêmea de Amanorap e Oginan Ocitilop, foi junto com eles os Primeiros Seres Evoluídos Keauriothenianos após Thornadoriusis, nascidos na Terceira Era Universal, a de Bytynomir Keshonenytarkon. Filhos de dois Sábios Keauriothenianos, Noriesod e Anamatélia Ocitilop, nasceram Grandes das Magias Universais e tornaram-se Deuses ao atingirem a Maturidade Bioespiritual de sua Raça. E seguiram caminhos diferentes e definidores do Futuro Imperial e Racial Keauriotheniano: Amanorap fundou sua Ordem Mística Contemplativa que grandiosa influência teve até mesmo entre os Anciães Da Criação; Oginan, a Ordem de mesma Categoria voltada para a Magia Eterna Lunar; e Artcsom unificou Magia e Militarismo como nunca antes fora pelos Generais Keauriothenianos, criando uma Ordem Mística-Militar, mista, que se desdobrou em diversas Ordens-Filhas que vieram a compor A Maior Força Bélica Da Criação em poucas Eras após seu Nascimento Eterno.



“O Correto Motivo Da Batalha Está Dentro De Tua Eterna Alma. A Melhor Arma De Tua Eterna Alma Está Além Da Derrota Do Teu Maior Inimigo Eterno. O Único Objetivo Do Teu Maior Inimigo Eterno É Fazê-Lo Aprendiz Da Eterna Perda Da Vontade, Da Coragem E Da Fúria Guerreiras. Qual É O Correto Motivo Dentro De Tua Eterna Alma? Responda Objetivando Superar Qualquer Dor E Perda Nos Campos De Batalhas. Qual É A Tua Melhor Arma? Encontre-A Na Mancha De Teu Próprio Sangue Derramado Ao Solo. Quem É O Teu Maior Inimigo Eterno? Teu Despertar Para O Costume Dos Fracos Em Espírito E Teu Adormecer Na Fraqueza Existencial Dos Esquecidos. Lembre-Se, Guerreiro E Guerreira: A Fonte De Toda Força De Teus Músculos E Poderes Está Na Objetiva Vitória Consecutiva Do Inimigo Que Reside Em Ti Mesmo. Nunca Dê A Ele O Esquecimento. Nunca Veja Nele Um Motivo Para Esmorecimento. Nunca Sinta Nele Um Motivo Para Desistir De Teus Passos No Caminho Da Guerra. Procure Ser O Inimigo E O Amigo De Ti Mesmo Ao Mesmo Tempo. Compreendas Tuas Falhas, Temores, Dores E Amarguras Olhando Para Tua Eterna Alma Baseado Em Diversas Perspectivas. O Inimigo Cairá. E, Se Não Cair, Teus Amigos, Irmãos De Clã, Companheiros Legionários E Líderes Lamentarão Tua Derrota Diante Do Teu Cadáver, Das Tuas Cinzas Ou Do Teu Inexistir No Nada.”



Inumeráveis Eras antes dela tornar-se Mestra Direta de quase infindos Guerreiros e daqueles que são considerados seus Maiores Discípulos; Mestra inesquecível destes, que foram Nameez Salleeb, Monies Rinji, Kathayatah Admeft Nceferdsatykynbleus e dos próprios filhos; contrair Matrimônio Eterno com o Imperador Thornadoriusis, tornando-se A Imperatriz Artcsom; dar à luz a três filhos, os Príncipes Thades, Thidan e Thaiden; e sucumbir devido às Vibrações Anti-Cósmicas do último filho, uma mulher, que gerou com o Primeiro Ser e que se chamaria Tharen, Amanorap foi uma importantíssima Autoridade Imperial que ofuscou a Presença do Fundador Racial literalmente. Inovadora nas Artes Militares, reorganizou as Legiões Keauriothenianas de modo a serem imbatíveis em Batalhas Marciais, Místicas, Psíquicas e Energéticas. Inovadora nas Artes Marciais, criou incontáveis Estilos De Luta Eterna que tornaram-se Bases e Peças-Chaves das Doutrinas Marciais de Ordens Keauriothenianas daqueles, vindo a espalharem-se pela Criação influenciando o nascimento de outras da mesma natureza.Inovadora nas Artes Místicas, dando a esta um Caráter Bélico nunca antes dado a nenhuma e redefinidora do Papel Existencial das Magias no Contexto Pluralista Organizacional das Ordens Keauriothenianas, acabando por influenciar também diversas outras de diferentes Raças Moldadas. Inovadora até mesmo no modo como encarou sua primeira guerra, a dos Templos Primordiais Da Escuridão Automanifestada, contra os Seanjordinns, Os Filhos Do Primeiro Ancião Eterno Da Inimiga Eterna Da Magia Eterna. Inovadora até no primeiro Confronto Místico Maior de sua Vida Eterna: contra Seanjor Dohuulon, O Primeiro Ancião, um Automanifestado nascido na Criação logo após o Nascimento Eterno do Primeiro Ser. Inovadora até mesmo no não-temor diante do confronto contra um Automanifestado que, abdicando da sua neutralidade desde o Apenas Início, decidiu por iniciar a expansão de seus Filhos pela Obra Eterna Extinguindo a Raça Keauriotheniana.



“Quando estabelecemos um objeto como o nosso Supremo Serviço ao Deus Criador Governante desta Linha Temporal na qual estamos inseridos, começamos a dar passos corretos na Estrada Existencial. Muitos Sábios Da Criação quiseram exercer o comando sobre O Amor Espiritualizante Da Carne e miseravelmente falharam. Outros ambicionaram Beber Da Cósmica Taça Do Primeiro Verbo e foram instantaneamente fulminados. Houve alguns que roubaram dos Fogos Celestiais e foram por Estes mesmos Extintos. E poucos, muito poucos, como Deusenel Aulun, Ryfurnra Huhan, Darblasham Elbuod Japneos Pme, Kathala Sou’Lano’l Teol-Mool VIII e nosso Pai Thornadoriusis, que Comandaram, Beberam E Roubaram Como Autênticos Portadores Do Que Era Para Ser Por Eles Comandado, Bebido E Roubado. Cada um deles teve um bom ou mau Destino Escrito Por Eles Mesmos, Sabendo que Agiram E Eram Novas Estradas Existenciais Em Si Mesmos. Sejam Estradas Assim, Guerreiros e Guerreiras da Raça Keauriotheniana! Sejam Estradas Invencíveis! Sejam Estradas Implacáveis! Sejam Estradas Absolutas! Sejam Estradas Sublimes! Sejam Verdadeiras Estradas Percorrendo A Si Mesmos A Cada Passo Na Grande Estrada Existencial!”



— Pequena, vais mesmo me enfrentar sozinha?
— E a quem eu deveria ceder o meu lugar? Sou a Generalíssima da Raça que você quer Extinguir e meu Dever Eterno é Extingui-Lo antes disso!
— Seu Pai Eterno poderia me Extinguir, Pequena, mas você nem mesmo me arranhará.
— Sente as mortes e Extinções de seus Filhos em nosso redor, Ancião Escuro? Ao Extinguir o Universo Astrax, você pensa que eu deixaria que os seus Filhos marchassem contra outros do Império que eu defendo?
— Subestimei os Filhos do Filho da minha Maior Inimiga Eterna, eu Sei, Pequena. Mas, vou derrotá-la, Autogerarei novos Filhos meus e continuarei a marcha contra a tua e as outras Raças Moldadas até que os Filhos Primordiais Da Escuridão sejam os Únicos na Obra Eterna. Derrubarei o Governante Automanifestado de cada Linha Temporal e serei O Único Governante do Todo.
— Você deveria ter se mantido neutro, Ancião, as Peças do Xadrez Cósmico nas Eras Universais são outras! Mas, mesmo no Apenas Início, as simples Presenças de Thornadoriusis e Lúcifer lhe neutralizariam, já que até mesmo Automanifestados como você são Regidos por Leis Automanifestadas! Eu confio no Sangue Bioespiritual que carrego e Naquela que Guia os meus punhos! Você passará a ser apenas uma lembrança menor na História Da Criação quando estiver Extinto!
— Tuas palavras são bastante poderosas, Pequena, mas nunca enfrentastes e derrotastes um Automanifestado antes.
— Eu Sei como Extinguir um Automanifestado!
— Tua arrogância será teu Fim, Pequena, assim como a do Criminoso Eterno que teu Pai Thornadoriusis é sempre quase causava a Extinção dele.
— As mentiras sobre meu Pai Eterno não me interessam, Ancião! O que me interessa é Saber o quanto de Automanifestação você tem a movimentar contra mim neste exato momento! Seus Filhos estão desaparecendo diante do Poderio dos meus Discípulos e Soldados! Se quer Imperar em toda a Criação, eu sou um primeiro obstáculo a ser ultrapassado! Eu repito que você errou ao escolher a minha Raça para o início da sua Expansão Automanifestada! Em mim, A Magia Eterna Vibra E Pede A Sua Existência!
— Sim, Pequena, Vejo minha Maior Inimiga e a de Minha Mãe em ti. Você foi Tocada por Ela na Medida e na Proporção que se equiparam às de Thornadoriusis Shodolon. E até as ultrapassam, Pequena.
— Pode ser, Ancião, mas eu jamais trairei o Meu Pai ou tentarei Extingui-Lo! Você teve a Última Visão de toda tua Existência agora e é Em Nome Da Mãe Da Criação Que Declaro A Tua Extinção!
— Declaremos um resultado nosso a partir de agora, Pequena.
— Apenas EU Declaro e a MINHA Declaração é a MINHA vitória e a TUA EXTINÇÃO!!!



“A Espada É O Verdadeiro Punho. O Punho É A Verdadeira Espada. A Espada Declara Aqueles Que A Portarão. O Punho Declama A Canção Da Espada Em Ação. A Espada Clama Pelo Sangue Do Inimigo A Ser Abatido Nas Guerras Que Serão Travadas. O Punho Realiza A Busca Dos Inimigos A Serem Confrontados Em Todo Campo De Batalha. A Espada Rege O Punho. O Punho Rege A Espada. A Espada Ruma Para O Vitorioso Horizonte Onde Nenhuma Exaltação Existe Além Do Êxtase Da Verdade Guerreira. O Punho Constrói Sua Verdade Guerreira Na Lâmina Da Espada Encontrando No Ponto Alto Das Montanhas Das Batalhas A Definitiva Consagração Eterna. A Espada Exige. O Punho Cumpre. A Espada Direciona. O Punho Obedece. A Espada Convoca. O Punho Apresenta-Se. A Espada Equilibra. O Punho É A Balança. Então, Guerreiro E Guerreira, As Tuas Espadas, Escudos, Lanças, Demais Armas E Punhos Devem Ser Uma Transcendente Unidade. Unidade No Auge. Unidade No Zênite. Unidade No Clímax. Unidade Na Eternidade.”



A Armadura Sagrada De Artcsom suportou cada Poder Automanifestado manipulado por Seanjor mantendo-se intacta. A Espada Sagrada De Artcsom feriu de diversas maneiras um dos Maiores Automanifestados Da Segunda Categoria (os que assumem um Invólucro Físico próprio) de toda a História Da Criação, O Primeiro Ancião De Todos Os Anciães. A Espada e Os Punhos, Sagrados Monumentos Existenciais, que formavam A Unidade Que Era A Primeira Deusa Maior Keauriotheniana, Manifestaram O Automanifestado Espírito Da Guerra Automanifestada Revelado Na Magia Eterna. Foi uma Batalha memorável na qual, em nenhum momento, Artcsom deixou que seu oponente a ferisse, já que um ferimento causado por um Automanifestado é o condutor da Diminuição Bioespiritual de um Moldado ou de outro Automanifestado. Lutando sendo Una com seus Aparatos Automanifestados forjados por ela mesma com Metais Nascidos Da Primeira Mãe De Todas As Mães no Útero Desta; derrubando cada fibra de vontade vitoriosa no oponente, que a cada Ferimento Automanifestado causado pela Espada Forjada No Mais Sagrado Dos Úteros perdia Parcelas Incondicionais de seu Incondicionamento; demonstrando tudo que até então conhecia de Mistérios Místicos Automanifestos na Criação dentro das Correntes Cósmica e Anti-Cósmica; e mantendo sob controle todo o ritmo da Batalha Mística, ela conseguiu Diminui-Lo Existencialmente a um Nível bem abaixo do dela. E, sem misericórdia, executou uma fatalíssima série de Golpes Extremos Secretos, em uma Velocidade Secreta Cósmica, com a espada dela, que acabou por Extinguir O Mais Antigo De Todos Os Anciães. Os Seanjorjinns foram totalmente Extintos a seguir, incontáveis; eufórica e impiedosamente, ela Extinguiu sozinha 52% dos últimos deles ao lado dos Soldados de 25.016.300.077 Legiões, que perderam no total 36% de seu contingente original. Os Templos Primordiais foram derrubados e Artcsom canalizou Energias Primais Automanifestantes Do Ser Da Magia Eterna Na Matéria através da lâmina de sua espada para Extinguir toda a Dimensão Mística desértica na qual aqueles encontravam-se.



“Dor sempre caracteriza o que podemos melhor aprender na Grande Guerra que traçamos como passível de ser travada em nossa Vida Eterna. Sangue é o nosso Destino Eterno que vai sendo Continuamente Escrito no Grande Livro Do Destino Automanifestado. Magia é nosso Lar, Mundo e Criação, um Multiverso sempre expandindo-se no Âmago de nossas Eternas Almas. Guerreiro e Guerreira, A Dor É Sagrada E Deve Ser Amada. Guerreiro E Guerreira, O Sangue É Sagrado E Deve Ser Amado. Guerreiro E Guerreira, A Magia É Sagrada E Deve Ser Amada. Guerreiro E Guerreira, Vocês São Sagrados E Devem Amar Um Ao Outro E A Todos Os Demais Guerreiros, Amigos E Inimigos, Conhecidos E Desconhecidos, Nascidos, Não-Nascidos E Que Nunca Nascerão. O Verdadeiro Guerrear É Respeitar. O Verdadeiro Guerrear É Amar. O Verdadeiro Guerrear É Ultrapassar O Amar E Encontrar Algo Sem Definição Automanifestado Na Eterna Alma De Cada Guerreiro E Guerreira Da Criação.


Assim Declaro Ao Final Deste Livro!


Eu, Artcsom Ocitilop, Declaro!”



E, após as comemorações pela vitória em Keauriothen, a homenagem feita pelo Imperador, diálogos com seus amados irmãos gêmeos e os Rituais em Honra Existencial aos mortos e Extintos na primeira guerra na qual ela esteve atuante, Artcsom se recolheu aos seus aposentos privados no Templo Místico-Militar Da Cidade Eterna De Arramehl, o qual fundara. Um Ritual particular precisava por ela ser conduzido pela primeira vez: o direcionado a Seanjor e a cada Filho deste que ela Extinguiu. Uma Prática Secreta que ela manteve ininterrupta, nem chegando a ser Conhecida pelo Olhar de Thornadoriusis, em Honra aos inimigos vencidos, mesmo aqueles dos quais chegaria a sorver o sangue no crânio. Um Ritual Respeitoso. Um Ritual Amoroso. Um Ritual Além Do Amor. Um Ritual Além Dela Mesma.



Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL





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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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