sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ciranda Poética Projeto C.O.V.A. - Musas Góticas



Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Calíope (Musa da Eloquência, Épica e Ciência), Clio (Musa da História), Erato (Musa da Música e da Lírica Erótica), Euterpe (Musa da Música e da Lírica Popular), Melpómene (Musa do Canto Coral), Polímnia (Musa do Canto Sagrado e da Mímica), Talía (Musa da Alegria), Terpsícore (Musa da Dança) e Urania (Musa da Astrologia): as Nove Musas da Mitologia Grega, filhas de Zeus e Mnemósine. Da Civilização Grega para o mundo, tais Egregoras representam todas as Forças que levaram ao Progresso Humano no campo das Ciências Humanas, Exatas e Tecnológicas. Na Poesia, a ideia da Musa Inspiradora é parte do inconsciente coletivo da plêiade de poetas que desde Homero velam pelo versificar.

A Subcultura Gótica surgiu como movimento em si mesmo nos anos 80 com um conjunto característico de fatores que envolviam Moda, Arte, Literatura, Poesia, Música e Cinema. Toda uma estrutura de elementos se configuraram a partir dos últimos anos do século vinte e hoje são a própria História do Movimento em si. As Gothic Girls são elementos de interesse no conjunto de tais fatores, o Feminino esteticamente moldado pela estética obscuridade. De Siouxie Sioux a Mahafsoun, de Candia Ridley a Sygin, o mito da Musa Gótica se construiu e hoje é inspiração para poetisas e poetas de todo o mundo. Sedução, Sensualidade, Erotismo e Fetichismo acompanham o imaginário da feminilidade que se expressa nesta Subcultura.

Esta Ciranda Poética Musas Góticas é uma homenagem tanto a elas quanto à História do Gótico, ainda tão discriminado pela "Sociedade Tradicional", em suas áreas artísticas. Um Tributo às Musas de tal Subcultura é este Evento do Projeto C.O.V.A.  que nasceu por sugestão do poeta Mariano Goes.

Eu, Giovani Coelho de Souza, aka Inominável Ser, Administrador e Criador do Projeto C.O.V.A. e Lilith Poetisa, Moderadora do Grupo no Facebook, daremos as boas-vindas a todas as poetisas e a todos os poetas interessados em participarem deste Evento, que ocorre desde a meia-noite de quarta-feira, 19 de setembro de 2018, e irá até a meia-noite do dia 28 deste mesmo mês. Sintam-se plenamente livres e escrevam com toda a força de vossas almas!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

Giovani Coelho De Souza
O INOMINÁVEL SER
O COVEIRO
ADMINISTRADOR

IMAGEM: Mahafsoun



Imagem de divulgação por Oanna Selten




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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O Demônio Encarcerado Na Porta Do Meu Quarto


Untitled - Aditya Ikranegara


Eu brinco com as vísceras dela… É como jogar Mortal Kombat, espalhando tripas por todo lado… Ela era muito ativa e altiva, um baluarte de relíquias para mim. Eu pensava sempre nela, uma bela companhia de toda noite, varando com ela por muitas e muitas madrugadas… Gigante Deusa do meu existir, suprema presença do meu elixir mais completo! Admiração infinita eu tinha por ela, aqui sempre me carregando ao invés de eu carregá-la! E hoje, hoje… ela está quebrada… ela está perdida… ela está arruinada… Minha amada máquina de escrever, onde eu me mantinha concentrado para não pensar Nele… Nele atrás da porta do meu quarto… Nele, no lado de fora… Nele, preso na porta… Ela me protegia! Ela me equilibrava! Ela me orientava! E agora… agora… está quebrada…


— Um pouco mais e eu entro, rapazinho…


Não acredito que ela quebrou… caiu… eu deixei cair! Não se faz mais deste modelo no mundo… não… Na verdade, máquinas de escrever sendo usadas atualmente são muito raras! Hoje, é só computador, smartphone, tablet… Eu amava essa máquina… Eu adorava essa máquina… Eu endeusava essa máquina… Me protegia dele… Me deixava longe dele… Me fazia esquecê-lo…


— Rapazinho, eu vou encontrar um jeito de entrar… Espere só um pouco…


A máquina quebrou… Não podia ter quebrado, não! Foi um presente de mamãe… minha mãe… que ele atrás da porta matou… Você me entende? Você pode me entender? Você consegue me entender? Perdi meu único contato com o que era bom! Perdi minha única amiga! Perdi a minha única companhia! Minha máquina… A oração que me mantinha longe dele… A opção longe dele… A busca… muito longe… dele…


— Eu vou entrar aí, rapazinho, está me ouvindo? Deixe-me só encontrar um modo de abrir essa porta aí sem fazer muito barulho…


Sempre dormi com ela… Sempre chorei abraçado com ela… Sempre confessei meus segredos a ela… Está tudo aqui no meu quarto, sabe? Pilhas de escritos, de fugas, deste quarto e dele… As mãos dele… As mãos… não podem tocar nas folhas… Ele nem olha para as folhas… Ele nem olhava para a minha amiga quebrada… Ele nem vai consertá-la…


— Hoje você vai ter mais surpresas, rapazinho… Espere só por elas…


Eu não sei consertá-la… assim como não sei fugir daqui… Estou mais preso do que ele! Você já foi parte de uma prisão? Você já teve alguém como ele na porta do seu quarto? E eu tinha ela como minha liberdade! Minha máquina me salvava! Minha máquina… Como vou fazer agora para fugir de outro modo dele? Como vou fazer? Como vou fazer? Me responda… Me ajude… Me tire daqui… ou conserte a minha máquina…


— As chaves de fenda são criações maravilhosas, rapazinho… Eu já vou entrar aí…


Quando fazia calor, ela me esfriava… Quando fazia frio, ela me aquecia… Agora que eu a quebrei, não sinto nada… Eu nem sinto aquilo também… Me lembro da dor da primeira vez… Ele… Ele… vai entrar aqui… não vai ligar para a minha máquina quebrada… não vai ligar para os meus papéis… Essa porta sempre se abre… Essa porta que eu sempre tranco… Ele me dá a chave… Brinca comigo… Eu sempre fecho… Ele sempre abre…


— Estou entrando, rapazinho…


Eu sempre poderia ter te jogado contra a cabeça dele e escapado daqui! Mas, te amo tanto… Mesmo quebrada assim, continuarei te amando… Te amando muito… muito… muito… Muito obrigado pelas vezes nas quais escapei dele através de suas teclas! Muito obrigado pela companhia! Muito obrigado pela atenção! Muito… obrigado…


— Entrei, rapazinho…


Vocês não imaginam o que ele é…


— Deite, rapazinho…


Vocês não tem ideia do que ele é na verdade…


— Tira a bermuda com a cueca, rapazinho…


Ele diz que é meu pai…


— Você está cada vez mais gostoso, rapazinho…


Ele diz que sou apenas dele…


— De quatro, rapazinho…


Ele diz que mereço ser apenas dele…


— Faça seu pai feliz de novo, rapazinho…


Nem sei quantos anos tenho…


— Relaxa, rapazinho…


Nem sei que ano é este…


— Relaxa, rapazinho…


Você não pode me ajudar…


— Re… la… xa… isso… rapazinho…


Sempre que ele entra, olho para ela, como agora…


— Faz o papai feliz… rapazinho…


Eu sempre fujo daqui através dela.


Inominável Ser
QUE TEM
OUTRO TIPO
DE DEMÔNIO
PRESO À TAMPA
DO CAIXÃO
DELE




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domingo, 12 de agosto de 2018

Aesthunerga Owhara


Alone - Panjaloo


Nenhum Guerreiro Keauriotheniano, ao agonizar em seu último campo de batalha, deixou de Ouvir a Voz de Aesthunerga Owhara. Isto pode ser apenas uma lenda contada para as crianças Keauriothenianas que cresceram para ser Filhos Da Espada. Também pode ser uma fábula deste cronista bélico inominável a falar das mais nomeáveis mentiras ou verdades da Raça por ele literariamente moldada. Outra possibilidade é a de que seja também uma invasão de um Aspecto da Realidade na qual este cronista aqui se encontra dentro da Realidade da Mitologia de todas as narrativas das Bélicas Crônicas Keauriothenianas. Seja como for ou não for, Aesthunerga Owhara é uma Automanifestação da Agonia Final de um Ser Moldado. Automanifestação de diversos Semblantes e Caracteres, mas que entre os Guerreiros da Raça Keauriotheniana, que relataram aos Mestres Misticos da mesma a partir de Halogerdamon, O Berço De Todas As Almas Moldadas, o Encontro com Ela, se Revela como uma belíssima mulher fisicamente parecida com uma Keauriotheniana. Assim, como Automanifestada Visão, Automanifestado Fundamento e Automanifestada Realização, O Sonho E Realidade Que É Aesthunerga Owhara Surge Para Todos Aqueles Do Sangue Keauriotheniano Que Tombam Após Uma Batalha.

Aesthunerga Owhara assim surgiu como a Última Visão de Stera Aduolthen, Deusa Dos Ventos Cósmicos, A Campeã Titânica Dos Torneios Sanguinários De Baskara:


— Semelhante Ao Gigante Cósmico Nascer É O Teu Semblante Agora. Envolva-Se Nele E Desperte Nos Braços Da Cósmica Passagem.


Aesthunerga Owhara assim surgiu como a Última Visão de Zaus Oalduthen, General Supremo De Guerra Do Universo Galhas, O Portador Da Espada Sagrada Dos Exterminadores Oalduthen:


— Desembainha A Espada Da Tua Alma Diante Da Próxima Batalha A Ser Travada: A Da Paz Do Teu Ser.


Aesthunerga Owhara assim surgiu como a Última Visão de Coom Can, Guerreiro Supremo Dos Anéis Da Senda Eterna De Ososeawa, O Destruidor De Almas:


— Tua Nova Senda Se Aproxima, Gigante Guerreiro De Osoeawa, Que Te Aguarda Dentro Do Grande Palácio Da Eterna Alvorada.


Aesthunerga Owhara assim surgiu como a Última Visão de Sydhara Kannonhlann, Deusa Dos Infinitos Caminhos Da Nonagésima Nona Iniciação Da Magia Eterna, A Arquiteta De Realidades Eternas:


— Espelhes Tua Sagrada Mãe Eterna Neste Momento De Tua Nova Alvorada Na Infinita Realização Da Realidade Mais Eterna.


Aesthunerga Owhara assim surgiu como a Última Visão de Appa Saddonhlann, Deusa Das Sagradas Árvores Da Magia Eterna, A Construtora De Terras Novas:


— Tuas Novas Raízes Estão Nascendo Em Novo Solo. Tu Serás Agora Uma Nova Árvore Entre Todas As Eternas Árvores Sem Início E Fim Da Automanifestada Natureza De Todas As Almas.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Anes Gra, Grande Da Magia Dos Mistérios Automanifestados Da Criação, O Mestre Das Automanifestadas Canções:


— O Primordial Mistério De Tudo Moldado De Ti Se Aproxima, Ser Que Buscarás O Que Sempre Buscastes Na Matéria. Um Novo Véu Por Ti Está Agora Está Sendo Erguido.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Elemara Tanje, Entidade Da Vida Eterna, A Keauriotheniana Titânide Vital:


— A Vida Eterna Te Honra Neste Teu Momento De Entrega Aos Etéricos Braços Dela. Descansa Teu Eu Nela E Deixe-Se Conduzir Por Sua Automanifestação Das Mais Belas.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Sehlem Jokat Nersky Samlah, Espadachim Supremo Das Sete Vias Da Esgrima Opasjaha, O Furioso Leão Keauriotheniano Da Guerra:


— Teus Rugidos Hão De Ainda Ser Ouvidos Em Tua Próxima Guerra, Na Qual Cada Batalha Representará Tua Eterna Glória E Ascensão Em Novas Histórias.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Stera Lamapt, General Suprema De Guerra Dos Noventa Planetas Rasds, A Senhora Dos Gigantes De Rasds:


— Aprenderás Agora Uma Nova Forma De Guerrear, A Nova Forma Que A Vontade Da Alma Que Tu És Construirás.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Beros Inthereah, Entidade Da Morte Revelada Na Magia Eterna, O Mestre Ceifador De Keauriothen:


— Sejas Agora Aquele Que Colhe De Uma Nova Colheita Entre Novas Sendas. Tua Foice Agora Será Tua Guia Por Novos Tempos De Germinações Necessárias.


Aesthunerga Owhara surgiu assim para Kaaslen Ocitilop Shodolon, Grande Da Magia Das Transcendências Temporais, O Deslizador De Infinitas Armas:


— Teu Novo Tempo Será Teu Primeiro Tempo. Teu Novo Espaço Será Teu Primeiro Espaço. Deslizes Por Entre Os Ramos Destas Árvores Além Do Tempo/Espaço.


Aesthunerga Owhara surgiu assim para Agahras Seddonhlann, Deusa Da Guerra, A Mãe Dos Gigantes Guerreiros Keauriothenianos:


— A Torre Te Aguarda, A Torre Da Única Paz Que Tu Sempre Buscastes. Galgue Cada Degrau Agora Até O Topo Dela.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Xaren Adhocek, Guerreira Suprema Xifarg, A Primeira De Todas As Xifargs:


— A Próxima Espada Está Te Aguardando Entre Os Tesouros De Nova Realidade. O Punho Dela Esta A Chamar-Lhe. A Lâmina Dela Aqui Já Está.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Asda Une, Arquimaga Guerreira Suprema, A Primeira De Todos Os Arquimagos Keauriothenianos Da Guerra:


— O Labirinto Automanifestado Se Abre Diante De Ti. Grande Mãe Mágica, Teus Verdadeiros Nomes Estão Nele Riscados. Agohlos Te Chama.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Bihlder Borack, Deus Cósmico Da Irrealidade Manifestada, O Guardião Dos Bastões Cósmicos Borack:


— Dentro De Cósmicas Novas Realidades, No Ato Da Tua Nova Estrada Na Cósmica Mensagem, Encontrarás A Porta De Novas Verdades.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Aashaga Gorok, Mestre Místico Guerreiro Dos Garok De Ulkon, O Senhor Das Armas Místicas Da Eternidade:


— Os Símbolos Agora Indicam-Lhe A Trajetória De Magias Que Se Farão Em Outros Contextos, Sigas Cada Um Deles, Risques Em Teu Ser Cada Um Deles.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Eysthar Kaon, Soldado Xifarg, O Herói Da Guerra De Keauriothen Contra Nare Bakus Astho:


— Solta-Te Dentro Deste Turbilhão Mostrado Ao Teu Interno Olhar. Solta-Te E Dentro Dele Tu Terás O Campo Da Harmonia Que Muito Ambicionas.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Methala Oos, Grande Da Magia Eterna Solar, A Filha De Todos Os Sóis Guerreiros:


— Brilha O Sol Primeiro Dentro De Ti E É Ainda Mais Poderoso O Sol Do Berço Para Onde Tu Agora Irás.


Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de Thares Amaerok, Soldado Grilock, O Salvador De Seiscentos E Quarenta E Oito Legiões:


— Tua Própria Salvação Foi Alcançada Durante Toda Tua Trajetória No Material Templo. Na Imaterialidade Te Aguarda O Que Receberás Por Ter Sido Sempre O Mais Altruísta Dentre Os De Tua Raça.


Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre A Última Visão.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre A Última Voz.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre O Último Verbo.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre A Última Luz.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre O Último Semblante.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre O Último Toque.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre O Último Som.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre O Último Silêncio.

Aesthunerga Owhara surgiu assim…

Sempre A Última Presença.

Aesthunerga Owhara surgiu assim como a Última Visão de todos os Guerreiros Keauriothenianos. Em seus relatos aos Místicos desta Raça, sempre o mesmo modo de se direcionar a eles em suas agonias. Ela também agoniza junto com aqueles que contata nos últimos instantes de estada na Matéria. E Sua Automanifestada Agonia É A Marca De Sua Infinita Essência Presente Em Todas As Agonias Dos Seres Moldados Pela Criação. Alguns Mestres Místicos de outras Racas dizem que até mesmo ela está Presente na Agonia de Automanifestados antes da Extinção ou Autoextinção Deles; e que em outras Realidades, Ela também esteja Presente. Bem possível de, sendo assim uma Verdade, Ela estar presente no último momento existencial na Matéria deste bélico cronista que lhes narra estas Crônicas. E nos vossos, leitores desta crônica. E nos de todos os Seres desta nossa Realidade Cosmica e da Realidade Anti-Cósmica. Ou tudo isto aqui pode apenas ser ficção? Ser apenas obra da imaginação deste cronista aqui? Ser apenas o relato de uma personagem de uma história entre todas as histórias do Mundo Ficcional?

Aesthunerga Owhara surge apenas quando o Corpo Físico é abandonado pelo Corpo Espiritual. Este cronista aqui, inominável por natureza, saberá se Ela Existe ou não apenas quando estiver para Desencarnar. Assim como todos vós, leitores, igualmente saberão. E os Keauriothenianos, os principais personagens destas Crônicas nas quais somos apenas espectadores e coadjuvantes, igualmente também saberão. No fim, todos saberão…


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL




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sábado, 4 de agosto de 2018

Namdnas, O Sonhador Guerreiro De Celestes Asas


Swordsman Of Eternity (Advanced) - Lius Lasahido


Existiu entre os primeiros inumeráveis filhos de Thornadoriusis Shodolon e Amanorap Ocitilop um Grande Guerreiro Que Sonhava. Sonhava com a grandiosidade da Unidade de todos os Impérios Da Criação em uma Paz Eterna. Sonhava com os abraços de todos os Seres Da Criação como Frutos Da Mesma Origem Manifestante. Sonhava com O Grande Dia Eterno no qual todas as Raças Moldadas seriam verdadeiramente Raças Irmãs. Sonhava como um Celeste Ser De Benevolentes Asas com sua crença na Grande Paz Cósmica, Verdadeira Utopia de todas as Filosofias Cósmicas. Sonhava como um Alto Ser de Eden Al Sophor em uma Cósmica Congregação De Almas Eternas A Favor Da Harmonia Eterna. Sim, Namdnas Ocitilop Shodolon, foi um Grande Sonhador Guerreiro a favor da Verdadeira Paz em uma época na qual a grande maioria de seus irmãos começavam a escrever seus nomes na História Da Criação como Grandes Criminosos, Tiranos e Terroristas. Thalij, Tharusus, Bornis, Wariatawana, Sarasthara, Thorus, Wladima, Volnostradomousus, Zargaas, Zorus, Fothla, Ponius, Wathala, Argas e muitos dos filhos do Pai Da Raça Keauriotheniana com A Maior Dos Mestres Místicos Keauriothenianos se destacaram do Império e construíram com crueldade sua própria história. Outros irmãos nenhum destaque tiveram, se tornando simples membros das Forças Militares Imperiais. Mas, ele, que nasceu como um Grande Da Magia Celestial Primeira e se tornou, doutrinado pela mãe,  Deus De Eden Al Sophor Revelado No Plano Universal, foi um formidável e honrado defensor da Caridade E Do Bem Cósmicos. Seu Grande Sonho era elevar sua Raça à Grandiosidade do Mundo Celestial Governante Da Criação, Encontrar, Face A Face, O Criador Automanifestado Da Obra Eterna. Um Sonho que, para os Termos Evolutivos, era alcançável; um Sonho que, para ser concretizado, teria que estar acima dos seus Guerreiros Deveres. Seu Verdadeiro Sonho, no entanto, era ser um Habitante Da Morada Eterna, um Evento Evolutivo que jamais realizou-se.


— Quero construir meu Sonho, Pai e Mãe Eternos, nas glórias dos campos de batalhas a favor da Justiça Cósmica. Que muitos me sigam nessa Jornada Evolutiva que, com a permissão do Senhor e da Senhora, eu possa iniciar. Me abençoe, meu Pai! Me abençoe, minha Mãe! Preciso vencer O Mal Automanifestado Nos Corações Da Criação em seus Representantes Maiores!


A Jornada De Namdnas iniciada fora 1.720 Eras após seu Nascimento Eterno, sendo ele já reconhecido como um dos Grandes Seres Benevolentes Da Criação ao lado de seu meio-irmão Thades. Junto com este, lutou em 11.383 guerras contra Impérios Tirânicos, sendo responsável pelas quedas de duzentos mil deles. Os confrontos com seus irmãos Criminosos são notórios, tendo destaque sua inimizade colossal com Thalij, que se tornou Imperador De Arborienitud (aglomerado de seiscentos bilhões de Universos) e um terrível conquistador sádico e cruel. Em uma das primeiras batalhas eventuais contra as Forças Arborienitud, no comando de 73.822 Legiões, conheceu Rakslla, A Primeira Guardiã Guerreira De Eden Al Sophor. Na Era De Atraerna Oadsethub, a Guerreira Celestial estava em Peregrinação pelo Plano Universal para combater injustiças como as de Imperadores como Thalij. Ela e Namdnas se amaram instantaneamente em meio a uma batalha pelo Universo Xarf, resultando com o fato da Edenjinn se afastar de seus Deveres Celestiais apenas para contrair Matrimônio Eterno com o belíssimo Deus Keauriotheniano. Era o Nascimento Eterno de uma Linhagem Evolutiva Superior, unindo o Sangue Eterno Da Magia Eterno com o Sangue Eterno Da Celeste Morada Primeira Da Criação. Os Keauriothenianos aceitaram a União Eterna entre eles, mas os demais Edenjinns jamais aceitariam.

Como Deus de tal Mundo Celestial, Namdnas havia 346 Eras antes do encontro com Rakslla, estabelecido contato com os Grandes Seres Do Mundo. Foi-lhe permitido visitar uma vez apenas Eden, mas negado o acesso ao Criador Governante Da Obra Perfeita. Em um período de 91.482 Anos Universais da Era Universal De Aasjyr Raetfgar, ele foi doutrinado por diversos Senhores Das Ciências Celestiais Edenjinns; porém, foram os Ensinamentos Guerreiros, amparados com uma dura Ética Edenjinn, que mais evolutivamente lhe foram melhor eficientes na completude de sua Existência no Plano Universal. De Jeduh Hamatanay Azreel Zathnenzorwa, Deus Do Sétimo Céu Celestial De Eden, O Primeiro Guerreiro deste Mundo, recebeu a Doutrina Absoluta Da Primeira Arte Marcial Celeste; de Sel, Deusa Guerreira Maior De Eden, A Primeira Guerreira do mesmo, recebeu a Arte Da Primeira Esgrima Celestial; e do Arcanjo Mikael, O Sol Guerreiro De Eden, recebeu os Doutrinas Secretas Da Eternidade Reveladas Na Matéria, recebendo os Aparatos Guerreiros Nascidos Do Útero Da Eternidade. Toda essa preparação foi possível apenas porque Namdnas foi Visto como Genuinamente Benevolente e, para que um dia ele pudesse estar frente a frente com O Criador, jamais deveria utilizar seus Dons Celestiais de modo tirânico, opressor e maligno.


— Eu Juro Pelo Criador De Nossa Criação Que Jamais Erguerei As Minhas Mãos De Forma Cruel Contra Qualquer Ser Moldado, Mestres Celestiais Meus!


Deuses não são diferentes de Seres Comuns no que concerne à capacidade de falhar na manutenção de promessas feitas de modo impetuoso e gritante. Ao contrair Matrimônio com Rakslla, O Sonhador atraiu para si certa desconfiança da parte dos Seres Maiores De Eden. A Carne falou mais do que o Espírito Eterno, tanto para o Keauriotheniano quanto para a Edenjinn. Como já dito anteriormente, a Descendência Eterna dos dois desenvolveu-se de um formidável modo em Termos Evolutivos na Galáxia De Andrômeda, Sede Imperial Keauriotheniana, no Universo Gênesis. Deuses de diversas Naturezas Místicas tornaram-se A Legião Celeste Keauriotheniana que levou o nome do Sonhador em 419.100 Eras. Ordem Mística-Militar de rígidos princípios doutrinários, chegou à Era De Ratuh Terbana como A Maior dentro do Império, vencedora de noventa trilhões de guerras contra Impérios inimigos cujos Soberanos foram aprisionados na Galáxia Prisional De Trenon. Namdnas poderia, muito bem, continuar como um membro importantíssimo das Forças Guerreiras Keauriothenianas, mas nasceu com o passar do tempo nele uma certa conduta originada de uma ideia de “Missão Celestial Keauriotheniana” de “Purificar” a Criação de todo o Mal. Como os Seres Comuns que se deixam iludir por uma importância existencial acima da que realmente possuem, Deuses também se movem em direção a certos sonhos inatingíveis. Assim como Thades, ele quis ser um Combatente Maior Da Tirania Pela Criação; Thades, no entanto, jamais quis converter às Crenças Keauriothenianas ou à Celeste Verdade Keauriotheniana, Agaremus, uma Ordem Mística fundada por Namdnas e Racklla dentro da Legião que lideravam, aqueles que vencia nas guerras que travava. Namdnas, com sua Esposa Eterna, construiu assim o início de sua Existencial Derrocada.

Muitos ele converteu à força, de diversas Raças, antes de pedir a permissão dos pais para sua Marcha. Quando esta se iniciou, inumeráveis Legionários crentes nas fantásticas Teses dele quanto ao Papel Existencial de suas Doutrinas seguiram-no por toda a Criação. Durante 77.219 Eras Universais, todos os Ideais Celestiais Maiores foram sendo esquecidos e uma conduta cegamente fanática se apoderou de cada integrante da marcha. 13.010.632 guerras contra Impérios Extremistas foram travadas e todos os vencidos obrigados a receberem os Celestes Ensinamentos Keauriothenianos, que no dizer deles era “A Verdadeira Fuga Do Mal Automanifestado Na Criação”, à força. Os que se recusavam a serem convertidos, eram pessoalmente assassinados por Namdnas. Apenas ele tinha o direito de matar dentro da Ordem, fora das situações de batalhas, aqueles que recusassem “A Voz Celeste Libertadora Keauriotheniana”. De assassinato em assassinato, manchando os Aparatos recebidos de Mikael com o sangue de infindáveis Seres de diversas Raças, ele foi perdendo os Dons recebidos, junto com sua integridade, sanidade e bondade. De uma Ordem Mística-Militar pretensamente “Missionária”, o grupo liderado por ele se tornou uma odiada e perseguida Horda Mística Assassina por todos os Horizontes Moldados acessíveis aos Seres Moldados. Combatidos incessantemente por  até mesmo pelo Império Keauriotheniano, com a permissão de Thornadoriusis, foram, pouco a pouco exterminados durante as últimas 83 Eras da Marcha. Amanorap muitas vezes tentou remover do filho a insana busca da realização plena de uma “Missão Maior”, algo que nunca fora uma premissa de seu Destino. Namdnas não a ouviu. Thades, que se tornara amigo dele desde que se conheceram, também tentou demovê-lo de seu fanático sonho e recusou todas as ordens do pai para pessoalmente matá-lo. Namdnas igualmente não o ouviu. Namdnas continuou. Namdnas foi o responsável pelas mortes de cada um de seus seguidores. Namdnas foi o responsável pelas mortes de cada um da Família Celestial Keauriotheniana que fundou. Namdnas foi o responsável pela morte de sua amada Racklla. Namdnas foi o responsável pela sua própria queda.

No 56º Ano Universal De Tarernas Saaopre, Namdnas foi encontrado por Amanorap e Thades em um planeta do Universo Galas Eaar. O Planeta Yalko, da Galáxia Aarenyr, fora o último passo da Marcha dele, que, enlouquecido e sozinho, após perder todos que seguiram-no, exigiu que os habitantes planetários se ajoelhasssem diante do Deus que ele era. Habitado por Lutadores Cósmicos Supremos e planeta-natal do Titã Cósmico Raus, inteiramente resistiu ao enlouquecido comando do enlouquecido Sonhador. Mesmo sem os Dons Celestes, o Conhecimento Marcial De Eden foi mantido; Namdnas, sem dificuldade alguma, matou todos os 33.514.519 Lutadores nativos do planeta, o Titã Raus e, impiedosamente, os demais dez bilhões de pacíficos habitantes planetários. Os demais 8.550.209 planetas da Galáxia, cujas  Raças eram amigas dos Yalkosinns, receberam mensagens de ajuda de diversos Telepatas entre eles antes dos mesmos serem mortos. Trinta bilhões de Guerreiros Evoluídos foram enviados pelos Governantes Planetários, temerosos de que o monstruoso dizimador enlouquecido da Raça amiga se deslocasse para seus planetas, para matá-lo. Todos foram mortos. Durante os primeiros cinquenta e seis Anos Universais daquela Era, outros, de todo aquele Universo, já que a notícia do Louco Deus, como o denominaram, chegou a outros planetas, inúmeros, foram enviados apenas para serem facilmente assassinados. Impossibilitado de se deslocar pelo espaço ou Teletransportar-Se devido ao apequenamento cada vez maior de seus Dons, Namdnas foi se deteriorando cada vez mais na personalidade, o que, ironicamente, elevou a níveis incalculáveis suas Capacidades Marciais AbsolSonho Amanorap, que jamais desistira do filho, o localizou de Keauriothen quando todas as Barreiras que ele ergueu para mantê-la longe dele caíram. Pedindo a ajuda do sobrinho Thades, se direcionou no Intercruzador Giran Ohiel I até o planeta onde encontrou Namdnas nu, ajoelhado sobre ossos, com os Aparatos acima de outros ossos, se alimentando da carne de um dos últimos Guerreiros que venceu. No entanto, ao olhar para a mãe, a reconheceu.


— Olhe como é belo o meu Sonho Realizado, Grande Mãe! Construí A Verdadeira Paz com o sangue e a vida de todos os Malignos! E sozinho, Mãe Eterna, todos me deixaram aqui sozinho! Estes ossos que coleciono são dos que não aceitaram meu Dever Celeste! Veja como eles estão me aceitando agora! Realizei muito bem o meu Sonho batendo poderosas as minhas asas, não foi, Sagrada Mãe?


O planeta inteiro se tornou um cemitério a,céu aberto. A Visão mostrou a Amanorap, Thades e os 6.124.655 Tripulantes de Giran que Namdnas sentiu uma Fome Bioespiritual, Doença Cósmica Incurável que afeta Seres Evoluídos, que o fez se alimentr dos cadáveres de todos que matou em combate. Sem demonstrar desespero ou dor, aparentemente e em silêncio, Amanorap se ajoelhou diante do filho e o abraçou. Mentalmente disse a Thades para pagar a cada planeta com Riquezas Místicas Maiores Keauriothenianas que ela mesma moldou e espalhou por diversos Planetas Colonizados os prejuízos dados pelo filho; e ordenou que todos os ossos fossem cremados. Ela desapareceu com Namdnas para um local desconhecido, onde o deixou sob os cuidados de “Elevadíssimos Amigos”, como disse a Thades e Thornadoriusis ao retornar para Keauriothen, não dando maiores detalhes. Historicamente, Namdnas é uma triste nota para Keauriothen porque tinha o Potencial para se tornar O Maior Da Raça Keauriotheniana, Patamar Existencial que Thades concretizou. Thades nunca foi um Sonhador. Sonhadores, sejam estes Deuses ou Seres Comuns, sempre serão Seres mais propensos aos Raios Das Ilusões Que Aprisionam O Ser do que os Raios Das Concretizações Que Afirmam O Ser.

Namdnas Sonhou demais.

Namdnas se Iludiu demais.

Namdnas jamais Abriu os Olhos.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL



Swordsman Of Eternity - Lius Lasahido




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domingo, 29 de julho de 2018

A Faminta Diversão De Uma Caçadora


The Enchantment - Luis Royo


Quase todos não conseguem me acompanhar nesta corrida pela Eternidade, esta Sagrada Dança que minha Existência sempre fez de Colheita, Império e Carnificina. Os meus Ancestrais Colhiam dos Antigos Impérios suas sobrevivências e eu me envolvo em outros Campos para poder sobreviver nestes tempos sem Impérios. A carne deles ainda devoro… A carne de cada um que encontrou a morte pelas minhas presas e mandíbulas… E mastigo cada pedaço de carne ainda… A carne de habitantes de vários mundos, civilizações e tempos… E continuo bebendo cada gota de sangue igual aos daqueles que já bebi… Ele pode correr, pode gritar, pode orar aos Altos e Caídos, mas vai ter o mesmo destino de todos… O cheiro de carne e de sangue… Aqui perto… Ele está correndo, suando, gritando… Nunca ouviram um pedido de socorro daqueles que saciam minha fome… Com este aqui não será diferente… Nunca foi… Nunca será… Não é… Ele está cansado e logo vai cair… Não preciso correr, ele já vai cair… Alimento para mim… Bebida para mim… O mais belo espécime daquela aldeia vai me dar a refeição mais completa… Deixo sempre que eles corram por qual motivo? Minha mãe falava para não brincar em minhas Caçadas, mas Humanos são tão divertidos quando sentem medo… E eu amo a carne e o sangue humanos, é algo irresistível que todos em meu Clã sempre souberam! Carne macia, sangue tremendo!

Aqui na Floresta De Lyndruan não se escapa de nenhum do meu Clã, ao menos que eu esteja errada… Esse homem que já se cansa de correr não tem nenhuma chance… Gostei sempre de matar deste modo, controlando esse medo delicioso, sentindo esse cheiro fresco, rubro e natural de sangue correndo com mais força pelas veias… Cada veia dele está me chamando… Cada batida do coração dele está me chamando… A carne suada dele está me chamando… Preciso logo dessa carne e desse sangue! Porém, preciso brincar com esse homem, que já caiu cento e dezesseis metros à frente… Brincar, como minha mãe me condenava por eu brincar tanto com esses pedaços de carne e de sangue! Ela, sempre direta nas Caçadas, acabou dilacerada por nossos inimigos e eu sempre vou me lembrar do quanto ela estava errada! Preciso, devo e quero brincar… Aumentar a minha fome… Aumentar a minha sede… Aumentar o medo, horror e suor dele… Aumentar para deixá-lo no ponto certo dentro do que me satisfaz durante a degustação… É por isto que eu sou a melhor dos Caçadores do meu Clã!

Hora do evento que mais me encanta nesta minha Caçadora Existência… Ele precisa disso… Eu preciso mais ainda… Hora de voltar à forma que mais fascina a um homem em todos os planetas deste Universo, mesmo que estejam próximos do último sopro de vida…


— Não tema a Noite, meu caro, neste Universo prezamos muito por Ela…
— Sempre… Sempre… Sempre…
— O que quer me falar agora, Nayrb?
— Seu Clã e minha aldeia… Aquele Acordo…
— Que eu rasguei ao começar a te Caçar? Não se preocupe, eu vou liderar as matanças de todos que moram lá para poderem se juntar a você em Sefaahda.
— Vocês não podem… Não…
— Sim, nós podemos, todos os Clãs podem neste Universo. Você deveria ter estudado melhor a História deste planeta.. Nela, meu caro, Humanos jamais deveriam confiar em Licantropos, somos muito mais perigosos do que os demais Terrores que tomam forma na Eterna Noite deste nosso Universo.
— Nós confiamos em vocês… Meus Ancestrais lutaram contra todas as demais aldeias que queriam destruir os Clãs de Licantropos como o seu… Por que nos traiu, Artsa?
— Como a Soberana do meu Clã após a morte de minha mãe, eu decido o que fazer ou não com os Humanos dentro dos territórios dele. Nada pessoal, mas Caçar longe daqui estava sendo muito monótono… Sentia saudades de devorar membros de sua Raça nesta Floresta…
— O Costume Reathyur que havia sido extinto há mil setecentos e quatro anos nas Terras Devtahaa… Minha aldeia ajudou na Caçada aos assassinos de sua mãe… Draayr, um Ancestral Direto meu, os entregou vivos a você…
— E em troca, prometi proteger sua aldeia de outros Clãs e não mais atacá-la… Sinto muito, mas mudei de ideia porque tive a simples vontade de retomar as Caçadas perto de meu Lar. E graça nenhuma tinha sequestrar habitantes de outras aldeias para serem Caçados aqui. Meu Clã teve diversas baixas nesses anos todos daquele “Acordo” e somente precisei afastar destas Terras aqueles que não queriam que eu o rompesse para retomar o Costume de meu Clã.
— Os Setenta E Dois Reathyur Mais Antigos… Foi você quem os matou… E pôs a culpa no Clã Dappaur…
— Com o qual o meu travou uma guerra, vencendo e assumindo o controle das Terras Ineteasa. Estamos realizando excelentes Estações De Caçadas com todas aquelas populosas aldeias de lá. As notícias já chegaram em sua aldeia, não?
— Meus filhos, meu povo… Eles vão resistir… Eles ainda conhecem todas as formas de defesa e ataque contra os Noturnos de todos os Níveis e Origens…
— Sua aldeia se orgulhava de ter sido a única que enfrentava de igual para igual o meu Clã desde as origens deste mundo. Sempre fomos inimigos e, mesmo em Paz, ansiava por uma maneira de reiniciar o conflito entre nós. Olhos assistiram o início da minha Caçada e toda sua aldeia já sabe que a guerra entre as nossas Raças foi reiniciada. Lamento dizer, mas somos muito maiores e melhores evolutivamente do que vocês atualmente e os antigos Recursos Místicos que sobrepujavam meus Ancestrais já não nos afetarão mais.
— Você quer todo este planeta somente para o seu Clã… Percebi que se movimentam por todas as Nove Mil E Duzentas Terras De Uldean Caçando, guerreando contra outras aldeias, Clãs e os Filhos Dos Não-Nascidos… Sua ambição é grande, Artsa Dos Reathyur… E será combatida… E será destruída…
— O que eu faria com todo este planeta, Nayrb? Não tenho planos tão grandes assim, quero apenas dar ao meu Clã um divertimento que durante muito tempo ele não teve… Quero espalhar por Uldean o mesmo medo e horror que agora vejo em seu semblante… Dizem que os Reathyur são o Maior Clã Licantropo deste planeta desde que há dois milhões de anos atrás eu e a minha mãe derrotamos e extinguimos os Abasga, então considerado o Maior Clã. Numericamente perdemos para todos os demais Clãs, mas em termos de Domínio da Magia Primordial, nós somos, sim, os mais perfeitos deste mundo. Vou me divertir muito após a sua morte…
— Os Não-Nascidos… Você vai atrair a atenção do Lord Nebula… Vai ser Caçada… Vai ser aprisionada em sua Forma Licantropa sem raciocínio e Poderes…
— Seu desejo último é que isto ocorra comigo, Nayrb? Eu me arrisco, sim, em atrair a atenção Dele e dos outros Lords… No entanto, há cinco bilhões de anos atrás, quando eu ainda estava no útero de minha mãe, ela engravidou de um certo Lord acima de Nebula…
— Não acredito…
— Acredite, Nayrb, eu sou Licantropa e Não-Nascida, filha da Mais Antiga Licantropa deste planeta com um dos Onze Primeiros Lords Dos Não-Nascidos, Lord Norget, O Quinto Filho De Amalya. E os Lords, incluindo Nebula, respeitam demais aqueles que Descendem de qualquer um dos Onze. Portanto, eu sabia muito bem o que fazia ao ordenar que meu Clã começasse a Caçar também os Filhos Do Sangue.
— Você não é invencível…
— Você se surpreenderia com o que eu sou e não sou, Nayrb… Mas, voltando ao assunto anterior… Você deseja mesmo que eu seja aprisionada e punida pelo Conselho De Amalya? Você, que sempre me desejou, deseja que esse seja o meu destino?


Eles sempre olham para meu corpo seminu… Sempre olham para a simetria desenhada naturalmente de minha vulva… E se fixam nos meus seios… Tipica e tradicional reação daqueles que Caço…


— Venha aqui agora, Nayrb… Seus sonhos todos irão ser realizados… Você sempre me quis? Você sempre me desejou? Você sempre me chamou em pensamento enquanto se unia à sua consorte? Então, aqui hoje estou oferecida ao seu corpo… Venha aqui agora, Nayrb… Venha e me toque…
— Artsa…


Eles sempre me obedecem, engatinhando como crianças até mim… Abro um pouco minhas pernas e deixo que penetrem com a mão entre elas… Como agora, isso me dá um prazer que mais me deixa faminta…


— Quero que saiba que vou matar cada um dos seus filhos, netos e esposa, nessa ordem, pessoalmente… Caçando um por um nesta Floresta… Com a mesma calma com a qual sempre Caço… Com a mesma calma com a qual te Cacei… E com a mesma calma que meus súditos Caçarão cada habitante de sua aldeia…
— Artsa…


As duas mãos entram em ação… Um dedo direito explora o que há no meio de minhas nádegas… A mão esquerda toda se diverte entre minhas pernas… Meu gozo entre as pernas cai e escorre pelo antebraço dele… Meu gozo entre as nádegas cai e escorre pelas minhas pernas… Jamais me cansarei de repetir este ritual… Prazer que aumenta minha fome… Prazer que aumenta minha sede…


— Você me ama, Nayrb? Me ama, Nayrb? Me ama?
— Artsa…


Como todos os outros, ele não raciocina bem e nem me ouve quando manipulo a natureza de meus Dons deste modo… Está chegando perto o momento, minha boca já está cheia de vontade… Estou me transformando… Estou… Estou… Estou…


— Tire as mãos de mim agora… Mostre-me seu pênis…
— Artsa…


Se afaste… Levante… Bem… Até que para um Humano, seu órgão reprodutor, Nayrb, é interessante… Quente… Cheio de sangue… Com odor amargo que me preenche… Estou me transformando… Fome mais forte… Sede explodindo…


— Você me ama, Nayrb… E eu amo a sua carne e o seu sangue… Minha carne e meu sangue agora!
— Artsa…


A Loba Completa, como chamam os Humanos que vêem a Forma Licantropa das Fêmeas de minha Raça, agora age… Minhas mandíbulas comem primeiro o pênis… Depois o crânio… O tórax… Os braços… As pernas… Minha carne agora…  Vou lamber esse sangue no chão inteiro… Preciso muito desse sangue… Quarenta e um anos de idade… Dezoito filhos… Trinta e nove netos… Uma esposa… Conhecimentos Místicos… Conhecimentos sobre a Natureza deste planeta… Honra… Lealdade… Nobreza… Gentileza… Fidelidade… Amor… Amor por mim… Amor apenas por mim… Tudo neste sangue aqui… Meu sangue agora… Nayrb em mim junto aos que já Cacei e devorei do mesmo modo durante cinco bilhões de anos… Todos me amam… Apenas me amaram enquanto viveram… Apenas me amaram enquanto eram Caçados… Apenas me amaram enquanto eram Devorados…

Vou retornar à aldeia… Vou atrás do primeiro filho dele… Depois, do segundo… Depois, todos… A esposa… Sem pressa… Sem nenhuma pressa… Quem tem uma fome como a minha nunca se desespera… Quem tem uma sede como a minha nunca se descontrola… Diversão… É tudo diversão para mim e para minhas Presas…


Inominável Ser
UM SER
TAMBÉM
COM MUITA
FOME
COM MUITA
SEDE




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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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