segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Crônica De Uma Sanguinária Espada


A beleza da lâmina de Sterkala se conduz pela proporção de inumeráveis Existências que nela encontraram um fim sempre inimaginavelmente cruel. As dores dos que foram mortos por ela continuam ressoando a cada centímetro da sombria dimensão da arguta lâmina. A hora da morte de cada vítima dela está gravada, assim como as mãos de seus Portadores, também inumeráveis, do Clã Ster de Soldados Avançados Keauriothenianos Grilock e Xifarg. 332º Clã Menor Keauriotheniano, legou à História Racial Keauriotheniana a mais sanguinária de todas as Espadas Místicas Moldadas. Uma Espada Viva, Pensante, Pulsante, A Respirar O Ar De Cada Campo De Batalha Em Busca De Mais Sangue A Ser Derramado. Espada conduzida a incontáveis campos de batalhas por homens e mulheres igualmente sedentos por sangue a ser derramado e bebido. Espada que apenas se importa com o quanto ainda deve ser embainhada para que outras vidas sejam por ela destroçadas. Espada Bebedora De Sangue. Espada Amante Do Sangue. Espada Pedinte Por Sangue.

Seu primeiro Portador foi Gusto Ster, o 563º Filho Keauriotheniano De Thornadoriusis Shodolon. Foi forjada com o sangue de sua mãe, que morrera no parto, através de um Ritual Místico Secreto; e da primeira mulher que matou, Xayra Zaathlan, a 1.002ª dos Filhos Keauriothenianos do Primeiro Ser. Evocando O Espírito Guerreiro Da Magia Eterna e a Morte Automanifestada, moldou sua mortífera arma que o transformou em um dos grandes Soldados Keauriothenianos na Idade Dos Fatos. Nesta que foi a Idade Da Expansão Imperial, matou nas 3.155 guerras que travou 22x10³⁴ inimigos, até ser traído e assassinado por seu único filho, Arystho Ster, com a própria espada que moldara.

Arystho, o segundo dos Portadores dela, foi tão cruel quanto o pai. Gostava de estuprar mulheres e matá-las cravando-lhes, da vagina ao pescoço, a lâmina; decapitava gargalhando prisioneiros, sozinho, sob as ordens de diversos Generais; matava Animais Místicos por diversão e esporte; e chegou a matar 224 de seus 688 filhos por causa dos mesmos terem demonstrado insegurança em campos de batalha. Exterminou 41x10²² vidas até ser morto pelo seu primogênito, Dooru Ster, que, para não ser traído pelos irmãos, matou os demais que sobreviveram ao duro treinamento com o pai.

O terceiro Portador ainda estuprou e matou a própria mãe, Asueda Vanyust, que fora contra as atitudes traiçoeiras do filho. O assassinato de Asueda deu início à Guerra Dos Vanyust Contra Os Ster; os demais membros deste Clã (2.939.665.540 Soldados), liderados por Dooru, combateram pelo Universo Daoma as Legiões Vanyust, que contabilizavam 3.322.446. O Imperador Thornadoriusis, que não interferia em conflitos entre os membros dos Clãs de seu Império, sequer se moveu do Planeta Keauriothen quando do início daquela guerra. Quando 61% dos Ster foram executados e apenas 2% dos Vanyust tombaram, Salua Ster, uma Mestra Espadachim de renome, levou a questão de um acordo de paz a Dooru. Este, ofendido, rejeitou tal ato e, ao tentar matar Salua, foi por esta assassinado com Sterkala. A paz chegou a Daoma, mas o preço pelo mesmo foi o banimento dos Ster de tal Universo.

Guiando um Clã enfraquecido e humilhado até outra Colônia Keauriotheniana, o Universo Raala, a quarta dos Portadores de Sterkala teve que lidar com ataques de Criminosos Multiversais. Batalhas foram travadas em 2.258 planetas colonizados por Keauriothen e, como Soldados do Império, os Ster tiveram que auxiliar seus Irmãos Raciais. Salua matou 300.239.544 Criminosos oriundos de diversos Universos e Linhas Temporais Alternativas, consolidando ainda mais o seu nome como Guerreira Xifarg. Ao chegar em Raala, no entanto, foi traída por um grupo de seu Clã insatisfeito com o rumo tomado pelo mesmo; liderados por Ologur Ster, quase foram totalmente mortos por Raala, que teve os que defenderam-na mortos na luta que se arrastou por um planeta desabitado e sem nome. Raala sobreviveu, matando Ologur e deixando vivos apenas três de seus irmãos consanguíneos, Zalsos, Adern e Raehsa, que planejaram sua morte ao comando de Ologur.

Longe das Forças Legionárias Imperiais e isolados em um planeta ainda não colonizado, Raala treinou seus irmãos para que um deles pudesse um dia herdar A Maior Espada Do Clã Ster. A Desestruturação Bioespiritual, inerente aos Seres Comuns Keauriothenianos, já lhe afetava, aproximando-a da morte. Ela doutrinou os irmãos no Caminho Da Espada Keauriotheniano, ensinando-lhes até mesmo Artes Esgrimistas Secretas separadamente. Proibidas de serem ensinadas aos que jamais fizeram parte de Templos Esgrimistas, foram repassadas a eles para que pudessem enfrentar um ao outro a fim de que ficasse decidido quem herdaria Sterkala. A luta entre os três realizou-se no dia de sua morte e a vencedora foi Raehsa, que retirou das mãos de sua irmã já morta aquela espada.

A última dos Ster e quinta dos Portadores da Espada Magna de seu Clã, entrou em contato com Legiões Keauriothenianas através do Sistema Quântico De Comunicação Interespacial de um dos 81 Intercruzadores pousados no planetas que antes comportaram os demais Ster. Resgatada por uma Legião ao comando de Ymain Isaachlan, General Supremo De Raala, Raehsa decidiu reconstruir seu Clã utilizando seu útero para a formação de uma Legião que ela mesma treinaria. Ininterruptamente guerreando em 4.046 guerras em 623 Universos, nas quais matou 556x10³³³ inimigos, engravidou de 150.000 Generais Supremos com Genes Bipespirituais Avançados e gerou 150.000 filhos que pessoalmente treinou. Ao finalizar a formação da Legião Avançada Raehsa Ster, reconhecida pela Império, e sentindo o avanço da Desestruturação, ela escolheu Brahmayr Ster, seu primeiro filho, para ser seu sucessor.

O sexto dos Portadores de Sterkala, atento ao objetivo de sua mãe em fazer da sua Legião a mais poderosa das Legiões Keauriothenianas, guiou seus irmãos em 9.232.455 guerras por 33.402 Universos, sem perder nenhum deles. Sozinho, matou 666x10⁴⁴² inimigos e viu crescer numericamente a Legião, que quintuplicou seu contingente desde que assumiu o comando da mesma. Com ele, os Ster encontraram seu auge, estavam a poucos passos de se tornarem um Clã Maior nas Idades após a dos Fatos, segundo estatísticas de Estrategistas Militares Keauriothenianos. Nele, Sterkala encontrou seu Portador Definitivo, mesmo sabendo que se tratava de apenas um Ser Comum que poderia ser morto em uma guerra ou naturalmente morrer através da Deterioração Genética Espiritual que equilibrava a Raça Keauriotheniana. Mas, um dos filhos dele, Kroushna Ster, aliado aos renomados Cinco Bilhões De Mestres Da Guerra dos Clãs Maiores Rinji, Jokat, Nersky e Samlah, que viam o crescimento da importância dos Ster como uma Anomalia Existencial, já que se tratava de um Clã Determinado Pela Magia Eterna A Ser Menor, matou-o e a todos os demais do Clã.

O sétimo Portador de Sterlaka, O Traidor Dos Ster, O Indigno Esgrimista Traidor, A Escória Keauriotheniana Maior como sempre seria, não foi aceito pela própria espada que tomara para si. Agindo contra ele, a mesma o enlouqueceu ao ponto de torná-lo um Psicopata Universal que, sozinho, passou a extinguir populações planetárias inteiras. Antes de ser detido pelos próprios Mestres que o auxiliaram na Extinção de seu Clã, ele atacou 1.395 planetas do Universo Trgo Rae Rdaemar, que não era uma Colônia Keauriotheniana, e matou 600x10¹¹ Seres Comuns. Aprisionado no Planeta Keauriothen, no Complexo Prisional Subterrâneo das Montanhas Admon, como Criminoso Universal, foi mantido sem bebida e alimento até definhar mortalmente à chegada da Desestruturação.

Margyah Rinji, uma dos Mestres que participaram do Evento conhecido como O Crepúsculo Dos Ster, percebeu com seu Senso Militar Intuitivo a capacidade incomum de Sterkala e tomou-a para si. No entanto, mesmo ainda mortífera e implacável em mãos formidavelmente habilidosas, ela não mais sentiu o mesmo que sentira quando empunhada por um Ster. Outros Esgrimistas na História Keauriotheniana, das Últimas Das Idades até a Última Das Eras Divinas, foram agraciados com o prazer de ter nas mãos a mais lendária e magnífica das Espadas Místicas Keauriothenianas após as Espadas Sagradas De Thornadoriusis e de Thades. De Seres Comuns a Seres Evoluídos da Raça Keauriotheniana, sua trajetória foi determinada pela ilimitada quantidade de sangue que a alimentou e fortaleceu. Não é uma espada amiga dos fracos, dos bons, dos humildes, dos conquistados. É uma espada dos fortes. É uma espada dos extinguidores en si tanto do Bem quanto do Mal. É uma espada dos que nunca se curvam ou ajoelham. É uma espada dos conquistadores.

E está em mãos da Definitiva Conquistadora.

Mesmo assim, a sua Última Portadora não a conquistou.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL




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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Gehen Nal Handes


Liminatily - Barry James Lent


“Muitas São As Obras E Muitos São Os Caminhos. Estas São As Palavras Do Princípio Do Extermínio. Nossas Palavras, Verdades Que Cativam O Caminhar De Todos Os Princípios. Princípios Riscados Nos Firmamentos Das Mortes De Todas As Estrelas Ao Nascer Do Venerável Ancião Das Calamidades. Somos O Fruto Da Verdadeira Árvore E Também A Raiz Da Mentirosa Árvore. Sangramos Pelos Campos E Pelos Recantos Das Bestas Libertas. Fugimos E Arrancamos Do Solo O Último Grito Dos Desesperos Encontráveis. Somos Sonhos Para Os Que Sonham Diante De Um Amanhã Sem Barreiras. Somos Pesadelos Para Os Que Se Desesperam Nas Névoas Do Limbo Onde Rastejam Os Espectros. Nossos Nomes Estão Perdidos Entre As Paredes Do Labirinto Invisível. Nossos Outros Nomes São Encontráveis Pelos Caminhantes Do Grande Deserto Das Eras. Nossos Verdadeiros Nomes São As Verdadeiras Chaves Para Todas As Idades E Verdades. Não Somos Verdades. Não Somos Mentiras. Não Somos Ilusões. Não Somos Reais. E Somos E Não Somos No Agitar Das Harmonias E Desarmonias Da Terra Que Honra Cada Um Dos Natimortos Na Infinita Guerra Pelo Moldado Antes De Todos Os Moldes.”


Tharen recita com pompa e deboche as palavras acima do Livro De Een Eroch An Duur, um dos mais antigos dos Livros Destruidores Da Criação. Escrito no Apenas Início da História Moldada pelo Primeiro Habitante De Gehen Nal Handes, sua Compreensão dá acesso aos Reinos Inferiores Extintos das Criações Anteriores. Para alguém como a Rainha Diaba, acessar esses Reinos é algo fácil e que não demanda muitos esforços; mas, o perigo real ela Sabe que está dentro deste mesmo Acesso ao que anteriormente Havia no Nada e no Todo.


— Pode até ser, mas a minha buceta quer saber o que tem lá…


Quer mesmo arriscar, Tharen Ocitilop Shodolon? Ou devemos te chamar como Basemath Horan? Afinal de contas, ainda não sabem quem você é na verdade…


— Vai tomar no olho do seu cu, cara! Ontem mesmo fodi com minhas “Mestras”, caralho? Quer ser o próximo, seu filho de uma puta?


Não me ofendo, nem me defendo, estou aqui para narrar sua corajosa entrada nos Reinos… Infernos Anteriores em Criações Anteriores… Podemos continuar?


— Tu tá enchendo o saco, cara… Caralho, tu tá…


Muito bem, vamos à narrativa… Entre as vísceras de duzentas e duas crianças sacrificadas no Templo Da Escuridão da Manchester Subterrânea, Tharen traça com o sangue das mesmas uma das Runas Ocultas Daquela Automanifestada. Nua e portando a Espada Do Fogo Eterno, abre um Portal fazendo escorrer acima da Runa o seu sangue menstrual.


Pelas Vestes
De Mohloach,
Pelas Sendas
De Dereagh,
Pelo Túmulo
De Erugat,
Pelas Tribos
De Asduhy,
Peço Ao Guardião
Das Criações
Anteriores
A Chave Dos Portões
Dos Mundos
Que Foram
Gehen Nal Handes
No Antes!”


Com o mesmo deboche de antes, ela recita outro trecho daquele Livro.


Tu Sabes
Quem Eu Sou,
Automanifestado
Filho Da Puta!
Me Dê O Acesso
A Tudo Que Havia
Antes
Onde Sou Uma
Dos Grandes
Imperadores!
Retira Teu Cu
Da Frente,
Eu Adentro
Nas Anteriores Criações
Como A Potência
Que Te Retira
Da Minha Estrada!
Retira,
Verme Do Caralho,
Tua Presença Fodida
Da Minha Frente!
Retira,
Merda!
Retira,
Porra!
Retira,
Caralho!


Ao seu modo, ela consegue o Acesso através de Nelurasa Daoskhewa Waanhjur, o Guardião que a poucos concede aquele. Pelos Abismos Entre As Criações, que apenas Automanifestados podem Acessar, envolta pela Escuridão Automanifestada Que Ela É, Tharen Navega rumo a um desconhecido território. Vale dizer que ela é a primeira dos Seres Moldados a fazer tal Viagem e sua Visão não consegue identificar qual será o término da mesma. Quando pensa estar dentro de uma Gehen anterior, é sugada mais à frente para outra; e, seguindo esse princípio, não consegue adentrar em nenhum dos Mundos que na Criação Perfeita é chamado no Planeta Terra de Inferno. Sua confusão só não é maior porque sua Mãe Escuridão a envolve, afastando Detritos Extintos e outras Formas Pré-Cósmicas Nocivas. Sugada pela Força Automanifestada tão imensa quanto a de sua Mãe, ela se entrega e se vê diante do autor do Livro que muito fez para adquirir.


— Por que me trouxe aqui, seu merdinha do caralho?
— Suas intenções não são as pretensões de alguém apenas em busca de Conhecimento Automanifestado, ó, Filha De Thornadoriusis Shodolon.
— Me chama assim de novo e enfio no teu cu esta…
— Ainda não tens uma Automanifestação, tu não estas Incondicionada, para poder me enfrentar como quer me enfrentar, Criança Da Criação Perfeita.
— Criança é o teu cu, filho da puta!
— Tu ainda és apenas uma Criança, mas irás ser muito mais em teu Futuro…
— Acha que eu não sou capaz de te foder, seu merdinha do caralho?
— Não tente, Tharen Ocitilop Shodolon. Se tu tentares me tocar, serás Extinta.
— Que porra é você? O que faz aqui, merda?
— Estamos no Início Da Primeira Criação, Tharen. Eu Sou Gehen Nal Handes e escrevi sob outro Nome aquele Livro, que deveria ser encontrado pela mais legítima dos Governantes da Gehen Perfeita na Última Das Criações.
— Ora, eu não sabia que era uma puta tão importante! Minha buceta é a mais poderosa nos quintos dos infernos, então?
— É uma Questão Automanifestada, Tharen, apenas. Lúcifer e Lilith, os dois Maiores Seres na Última Gehen, são oriundos de Eden Al Sophor. O Primeiro Revolucionário e A Primeira Serpente são do Sangue De Eloohaym, o Governante Automanifestado Da Última Criação. Lançados foram em Gehen após as duas Grandes Guerras travadas em Eden ainda no Apenas Início.
— Meu Mestre e minha inimiga ainda tem as asinhas deles… E eu, então, como fui criada lá…
— Você tem o Sangue Mais Perfeito Da Última Criação, Tharen.
— Minha buceta que o diga…
— Ao ser lançada…
— Já tô cansada de ouvir a porra dessa história, caralho! Vamo logo, diz o que eu quero mesmo saber, porra!
— Eu me infiltrei durante o Parto Místico de Artcsom Ocitilop e causei-lhe a morte. Aproveitei uma Brecha Dimensional entre Keauriothen e a Magia Eterna para intuir em Thornadoriusis Shodolon a idéia de lançá-la em Gehen. Eu lhe Adotei Existencialmente e lhe fiz Herdar Sementes de Uma Automanifestação Secreta que um dia você Saberá utilizar.
— Cê matou minha mamãe? Vô chorá…
— Você vai perder seu Levante contra o Império Keauriotheniano.
— Não vô não, merdinha do caralho!
— O Trono Keauriotheniano nunca será seu.
— Será meu, sim, merdinha do caralho!
— Muitos te superarão e impedirão a sua Ascensão.
— Ninguém me supera na porradaria, merdinha do caralho!
— Tu lutarás e serás fiel a um Exército de diversas Raças que lutará contra todas as Injustiças Moldadas.
— Tu caga pela boca, nunca ouvi tanta merda junta!
— Sua Cegueira, Tharen Ocitilop Shodolon, é Obra Minha.
— E se eu arrancar agora o olho do teu cu?
— O que está em jogo é a Última Criação e toda a História Moldada, Tharen Ocitilop Shodolon. Estou ao lado Daquele que erguerá A Revolução Do Moldado. Um dia, tu Entenderás Tudo.
— Fiz a porra de uma viagem fodida para ouvir apenas um monte de merda… Eu ia apenas escolher os melhores fodões para minha guerra contra Beria e o resto da Criação… Puta merda, eu tô vendo que perdi a porra de um tempo precioso nessa bosta de conversa… Tu tá me deixando muito puta, cara!
— O que tu sentes por mim não é nada importante. Com um movimento meu, eu a poderia aprisionar no Vazio Antes De Todas As Obras. Mas, eu Sou Apenas O Quarto e O Segundo e A Terceira não permitem que eu a aprisione para poder controlá-la.
— Como se você conseguisse me prender, filho da puta! Vai tomar no cu, desgraçado do caralho, verme escroto! Tu não me mete medo, não…
— Vou te ensinar a me respeitar, Tharen Ocitilop Shodolon. Isto, meus Irmãos Automanifestados permitem que eu faça.


Novos Portais se abrem à frente de Tharen e ela é subdivida infinitamente pelas infinitas Criações Anteriores. Aprisionada com Grilhões Automanifestados nos pés e nos pulsos, é estuprada, mutilada, torturada, esquartejada, desmembrada e reconstruída infinitamente em cada uma das Prisões pelo próprio Gehen. Sua própria espada é usada como instrumento de estupro e tortura; dores inenarráveis e um terror que nunca sentiria novamente lhe toma conta existencialmente. A arrogância, prepotência, autoritarismo e deboche que lhe são característicos desaparecem, sobrando apenas… Medo… Angústia… Amargura… Solidão… Sofrimento… Dor… Dor… Dor… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos… Infinitos…

E, quando se dá quase próxima à Extinção Consciencial, retorna ao Templo na Manchester Subterrânea. Tudo o que viveu e sentiu, infinita e quanticamente em si Automanifestados, ficou gravado em sua Memória Existencial. Sem dizer uma palavra, guarda com cuidado em uma caixa de Aço Negro Místico o Livro, empunha a espada e parte em direção a trinta prisioneiros acorrentados nas paredes do Templo. E os estupra… Mutila… Desmembra… Tortura… Decapita… Calada. Grave. Séria. Remoendo lembranças que guardaria…


— Cale a porra escrota da boca, seu merdinha do caralho!


Eu me calo, Dona Tharen, como você se calou sobre o que lhe aconteceu sob o Automanifestado Domínio do único entre os Automanifestados que você teme e respeita.


Inominável Ser
UM CRONISTA
DE UMA DIABA
DOBRADA
CURVADA

E QUEBRADA




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sábado, 28 de outubro de 2017

O Cântico De Arhnon Satek



Sobre o que sobrou de sua Legião na Cidade Aklage de Starmullker, planeta da Galáxia Ajedar do Universo Raas Zadurs, Arhnon Satek valoriza muito bem seus últimos momentos na Matéria que tanto ajudou a destruir em seus duzentos e setenta Anos Universais de Existência. Como todo Soldado Menor Keauriotheniano, sua única obrigação era sempre massacrar populações planetárias sob as ordens de Gilleed Terah, um dos Primeiros Generais De Guerra Supremos Keauriothenianos, à época da Expansão Imperial. Não importava quem morria ou sobrevivia, para ser prisioneiro ou prisioneira, em suas mãos; sem misericórdia, sem hesitação e sem o típico tremor de alguns daqueles que “apenas cumprem ordens” ele tanto poderia esmagar os crânios de bebês quanto estuprar e matar mulheres de diversas Raças. Soldado para todos os tipos de batalhas. Soldado para todos os momentos das guerras. Soldado no mais puro estado. Soldado no maior aspecto pela crueza dos conflitos. Soldado, apenas Soldado, um entre inumeráveis Soldados.

E entre os cadáveres de todos os seus companheiros, ele agoniza e se lembra do que era antes de ser um Soldado. Arhnon realmente fora algo diferente do que era agora que está agonizante? Antes de todo sangue que derramou, ele tinha outras idéias? Antes de todos os planetas que ajudou a devastar, ele construiu castelos de frágeis sonhos, estes amigos apenas dos mais ingênuos seres? Antes de todas as mulheres que estuprou e matou, ele teve uma mãe a quem amou, uma mulher com a qual teve vontade de geral, um amor real a navegar em seu coração? Arhnon não se lembra de nada disso. Ele sempre foi um Soldado. Ele nunca soube quem foi sua mãe, tendo sido duramente criado pelo pai, Dredus Satrek, um perverso e implacável Arquimestre De Armas Místicas. Ele nunca amou uma mulher, apenas tomou à força todas que desejou, incluindo Keauriothenianas. Soldado de uma insensível guerra. Soldado de batalhas assassinas de qualquer nobre sentimento. Soldado de vitórias contra qualquer tipo de sentimental fraqueza.

Ele continua olhando para os cadáveres e apenas se lembra de algo que sempre ocultou. Algo que, se fosse descoberto por seu tirânico e brutal pai, lhe causaria a morte. Algo que, se fosse sabido pelos seus também bárbaros companheiros de Legião, o fariam motivo de zombaria e desprezo, causando-lhe a expulsão e o isolamento. Pois, na época da Expansão, os Filhos De Thornadoriusis Shodolon não deveriam demonstrar nada mais além da Força, do Poder e da Selvageria da Civilização Militar esplendorosa que fora moldada por seu Fundador Racial. Os homens deveriam ser duros executores do Direito Imperial da conquista de novos territórios para seu Imperador; as mulheres, as não subjugadas pelos caprichos devassos da grande maioria dos guerreiros, deveriam ser também duras executoras daquele mesmo Direito. E sentir algo acima ou abaixo deste, era apenas um motivo para a total exclusão de um Soldado das fileiras de uma Legião. Soldados Keauriothenianos eram apenas Artefatos Sanguinários para a Glória Existencial de Keauriothen. Soldados Keauriothenianos eram apenas Perfeitas Armas para a Face Constitucional de Keauriothen. Soldados eram apenas Obscuros Emissários desta Mensagem de Keauriothen a toda Criação: um novo Império está a Expandir-Se no Tecido Moldado amparado pela Magnificência Protetora Da Magia Eterna, A Própria Automanifestada Mãe Daquela.

Mas, Arhnon está moribundo e cercado por cadáveres. Seu pai, há muito, morrera durante a Conquista Do Universo Rasd, há quarenta e nove Anos Universais. Ninguém o ouvirá. Ninguém o desprezará. Ninguém irá matá-lo por cantar…


Na beira de muitos rios
Enxergo ao longe
O nascimento de um
Único Rio.

Quem navega comigo
Traz a pérola nascida
Das Pétalas Nunca
Esquecidas.

No frescor
Do Universo Moldado,
Ergo minha espada
Ao Centro Procurado.

E sou Um Rio!
E sou O Rio!
O Rio Encontrado!
O Rio Mais Límpido!

O Kosmos
Navega em minhas
Águas sem gotas
De sangue!

O Kosmos
Navega em minhas
Muitas profundezas
Sem batalhas!

O Kosmos
Navega em minhas
Beiradas
Sem guerras!

Eu sou o
Rio Da Vida Eterna,
O Gigante A Correr
Desde O Primeiro Alvorecer!

Tenho Paz,
Sou Paz,
Ando na Paz,
Descanso na Paz…

E tudo é uma
Grande Correnteza
A me guiar para
Os Bracos Dela…

Os Braços da Mãe
Das Eternas Águas,
A Minha Mãe,
A Magia Eterna…

Me banhe,
Mãe…

Me banhe,
Mãe…

Me banhe,
Mãe…

Ó,
Mãe!

Ó,
Mãe!

Ó,
Mãe!

Me leva
Para
Ti!

Me leva
Em
Ti!

Me leva,
Minha Mãe,
Me leva!


E aos Braços da Morte Revelada Na Magia Eterna, Arhnon é guiado ao Universo que Cultivou durante toda a sua Existência. Em Halogerdamon, O Berço De Todas As Almas Moldadas, ele continuou a ser um Soldado. E continuou a guerrear. E continuou a enfrentar os mesmos inimigos que derrotou. E reencontrou todas que estuprou e matou, agora ferrenhas inimigas armadas como Eternas Guerreiras Enfurecidas. E reencontrou o pai dele, que lutava as próprias batalhas dele. E conheceu sua mãe, uma Eterna Guerreira Enfurecida no meio de outras como ela lutando contra o pai dele. Soldado sempre. Soldado no Ontem. Soldado no Hoje. Soldado no Amanhã.

E nunca mais ele entoou aquele ou qualquer outro cântico.

Cantar não é nem mesmo uma opção desejável para um coerente e ferrenho Soldado.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
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domingo, 15 de outubro de 2017

A Maior Das Batalhas De Beria Serah




Art by Luis Royo


31 de dezembro de 3088

Ilha De Thades

04:30 h

Em seus aposentos no 356º andar do Ldeuywu Rthudan, Beria Serah observa a simetria letal de suas espadas sentada, nua, em sua cama. As cálidas mãos guerreiras empunham os cabos da Espada Sagrada De Thades e da Tríade, as Espadas Sagradas construídas por Thades há inumeráveis Eras Universais para aquela, sua última filha. Esta não adormecera e permanecera acordada durante a madrugada, refletindo sobre as decisões que como Imperatriz tomou no Império Keauriotheniano desde o início do seu governo há 121 anos, substituindo a sua mãe, Bethsaida Serah, que por ter sido a única mulher realmente amada por Thades foi aceita como Governante pelos irmãos deste, Thidan e Thaiden. De 2907 a 2967 Bethsaida governou com sabedoria Keauriothen, A Imperatriz Bethsaida foi uma grandiosa governante, sabendo equilibrar tensões com os dois outros Imperadoress influentes no Universo Gênesis: o Dtsam governado por Htumiza Elbuod Japneos Pme, possuidor de 445 x10¹² Galáxias no mesmo e de 70 bilhões de outros Universos; e o Baalcífer de Rorz Komp Vya, dominador de 5.459.212 Galáxias, que são as maiores de Gênesis, e domínios planetários em 222 x 10¹¹ Universos. A filha de tão monumental governante, porém, não é tão grandiosa e equilibradora de tensões.

Beria e a sua personalidade arrogante apenas fizeram inimigos perigosos pelo Joadhret e em outros. Mas, é com o mais perigoso de todos, o Baalcífer, que agora possui uma tensão extrema prestes a eclodir em uma guerra, como ocorrera nos últimos momentos de seu pai como Governante e nos primeiros de sua mãe. Mais do que preocupada com a situação gerada também pelo Grupo Das Quatro, aliado aos Baalciferjinns, ela demonstra no íntimo dos seus suntuosos aposentos o que jamais deixara transparecer publicamente: medo da responsabilidade de ser uma governante. Fitando as lâminas de suas espadas, A Última Filha De Thades aparenta ser uma frágil criança prestes a esconder-se embaixo da cama para não ser encontrada facilmente. Neste instante, Beria já não é mais a tão orgulhosamente arrogante mulher a autoritariamente exercer a sua autoridade com os demais, incluindo neste seu modo de ser suas amigas e amantes. O que há agora na mente de tão vencida mulher? Quais os pensamentos dessa Beria desconhecida dos demais? 


"Governar Keauriothen é o maior desgraçado dever que meu pai deixou-me... Governar... Governar! Por que eu tive que aceitar isto? Por que Dgasaat, ' A Primeira Filha De Thades' , não quis assumir o ' lindíssimo papel ' de Imperatriz? Ela foi inteligente e todos os meus outros irmãos também, fazendo com que Thidan e Thaiden escolhessem minha mãe como sucessora do homem que fisicamente não conheci e eu como sucessora, obrigatoriamente, dela... Porra, eu não queria assumir nada! Nada! Eu não sou uma Herwaj! Meus compromissos maiores para com a Darzh Anreteniud foram-me impostos, até pela minha Verfdax! Não sou Herwaj, caralho, não sou! O único dever que eu quero ter é para com deliciosos homens em minha cama... Homens como Aaron, Zherubien, Thidan, Thaiden, todos os meus maravilhosos amantes! Homens como Eutrapom, que eu vou conquistar ainda e tê-lo me perfurando por todos os meus orifícios prazerosos...É um homem, são vários homens ao mesmo tempo, como muitas vezes ocorreu, que eu desejo e não ter que enfrentar aquela lésbica miserável da Basemath, a psicótica decapitadora da Anirak, a retardada canibal da Leonan, a presunçosa esmagadora da Rubia e os filhos da puta Darzh Todosewha trazidos novamente á Terra pelo sabiozinho escroto do Naitide! Merda, que merda maldita é ter este dever de governar! Governar amedronta-me... Jamais tive medo de Iugani, mesmo sabendo que ela me derrotaria, mas de uma responsabilidade como a que eu tenho... Somente aqui, sozinha, eu posso expandir exteriormente esse meu medo... Somente aqui, no..."


— Kartheniara, eu já disse que se entrasse novamente assim em meu quarto...
— Me mataria. Beria, é a 1789ª vez que você me diz isso e eu ainda estou viva...
— Eu estou falando muito sério hoje, Kartheniara... Eu já sei pelo que você veio até aqui me incomodar enquanto estou relaxada e...
— “Relaxada” no sentido de ser quietadamente sã você nunca é; no sentido de lidar com os seus deveres, sim.
— Deveres! Deveres! Deveres! Apenas deveres da porra de uma responsabilidade que eu não pedi jamais! Não pedi! Não pedi, Kartheniara! Os próprios Thidan e Thaiden poderiam governar a merda do Império Keauriotheniano, mas eu, a filha dos Herwajs anteriores, tive que ser escolhida como a continuadora da porra desses deveres governamentais! E essa merda me satisfaz demais! Demais, amiga! Demais! Quero abandonar isso tudo agora! Agora! Abandonar e entregar a Basemath, Anirak, Leonan e Rubia a minha condição de governante! Que elas fodam-se todinhas tentando imporem-se como as guias de Keauriothen, eu desisto agora, desisto!
— Thornadoriusis Shodolon, Artcsom Ocitilop, Thades e Bethsaida foram, cada um mantendo suas características pessoais como Centelhas Flamejantes Do Dever De Seguir O Verdadeiro Destino Eterno, governantes que honraram a Magia Eterna totalmente. Eles governaram, Beria, enfrentando inimigos que ao lado dos Baalciferjinns comparam-se em tudo no desejo de derrubarem o Império Keauriotheniano. Este sobreviveu aos Arquideuses Bards, aos Impérios Malignos Da Magia Da Escuridão, a Imeon Siat, ImpérioTuramonjiari, a todos os inimigos que, até nascidos em nossa Raça, ameaçaram a sua continuidade. Keauriothen, amiga, já venceu Baalcífer uma vez, ao grandioso custo da existência física de vosso pai; venceremos novamente, amiga, sob a vossa liderança, esses inimigos que, mesmo muito fortalecidos não poderão derrubar uma Imperatriz protegida pela Mãe Automanifestada Da Criação. Sob a vossa liderança, Filha Do Raio, venceremos as Quatro e todos os traidores que aos Baalciferjinns uniram-se para desestruturarem a nossa harmônica existencialidade como civilização. Pelos humanos que o vosso pai tanto amava, amiga Beria, não faça o que a grande voracidade nascida de vossa Alma Eterna pede, permitindo que para a História Da Criação o seu nome se eternize como a da mais covarde e fraca dos Imperadores, que levou toda sua Ldysw para os obscuros braços da Escuridão.
— Um discurso muito digno de figurar em um dos seus livros, Kartheniara, muito bonito mesmo; com ele você pensa que me convencerá a lutar por duas Ldysws ou todas da Criação contra a ameaça da conquista desta pelos Baalciferjinns? Dgasaat, sozinha, Kartheniara, acabaria com todo o Império Baalcífer a um pedido meu e ainda reduziria à mais mínima merda digna do esgoto o Grupo Das Quatro e seus asseclas arrombados! Eu tenho, Kartheniara, autoridade tanta assim para pedir isso à minha irmã? Não, não tenho, ela não gosta do meu comportamento, trata-me como uma desconhecida e lutaria apenas por Keauriothen se eu implorasse que ela nos auxiliasse! Então, tudo fica sob a minha responsabilidade, eis o meu grande dever! Aceitando continuar a lutar por um Joadhret no qual a maioria de seus integrantes despreza-me por eu ser Beria Serah e não uma imitação dos governantes anteriores, de Thidan e de Thaiden, a estes eu me igualaria historicamente! Que lógica tão sábia a sua, Kartheniara, muito sábia! Não sou líder dos que me desprezam, mas como uma soberana tirânica eu tenho todos os meus homens aos meus pés, que já massagearam enormes pênis que me deram enormes felicidades! Lidero os meus homens, Kartheniara, inumeráveis homens que me saciam, abrindo-me ao meio com muita admiração por eu ser a mulher que eles mais desejam! Vou renunciar, Kartheniara e construir um Império bem longe de Keauriothen apenas com um bando de homens que eu, a qualquer momento, posso ter como meus! Eu sou isso, amiga Kartheniara, e não o que a Magia Eterna quer que eu seja!Foda-se Keauriothen, Baalcífer, A Escuridão e até a Mãe Automanifestada Da Criação! Contanto que homens continuem a existir, eu ficarei sempre satisfeita em ser esta mulher que eu sou!
— Você acha que os seus homens lhe amam, Beria, ou apenas possuem a vaidade explosiva e bem nítida de terem em seus braços uma Imperatriz de um dos maiores Impérios da Criação? Alguma vez algum deles, sinceramente, disse-lhe que a amava apenas como mulher, a mulher que você tão orgulhosamente é?
— O que me importa nos homens é o que eles possuem de eternamente maravilhoso entre as pernas... Se me amam ou não como a mulher que eu orgulhosamente, verdadeiramente, sou, não me importa... O poder que eu tenho sobre os homens, mesmo aqueles que me desprezaram como mulher, me faz muito bem... É isto o que eu quero da minha atual existência, Kartheniara: ter homens que me façam mais mulher do que eu sou, ter homens, homens que eu desejo, todos os homens eu desejo e quero tê-los comigo! Estas espadas são brinquedos para mim, armas verdadeiras são os pênis que eu venero, chupo, sinto dentro de mim no cu e na buceta... Eles me ferem, matam, extinguem... Sua bisavó Harizaellaa sabia que o que me importa mais do que tudo é um homem me comendo muito bem, com carinho ou brutalidade, um homem, todos os homens. Ela não me modificou, minha mãe natural não me modificou e nem a Magia Eterna me modificou; você supôs que com as suas palavrinhas sábias de incentivo me modificaria? Que ingenuidade, Kartheniara! Eu decidi renunciar — Ergue-se da cama coberta de Geantha Keauriothen vermelha e dourada, deixando as espadas e caminha até o armário de Carvalho Sagrado Keauriotheniana, abrindo-o — e vou me vestir com bastante alegria para este momento, o qual será o meu maior momento como Imperatriz. Se vai continuar discursando de forma bonitinha, Kartheniara, tudo bem, continue, eu não vou lhe escutar; se vai ficar em pé aí no meio do meu quarto olhando-me eu me vestir, tudo bem, continue, eu não vou lhe expulsar; se vai se desesperar e chorar porque eu vou renunciar, saia daqui e procure os braços de Urizallaa e Tharabalza porque eu detesto choradeira de mulherzinha frustrada. Aceite o que eu decidi, Kartheniara, O Raio Parou De Cair E Ascender Em Meu Ser, já estou até Vendo que, na mais digna verdade minha, ele jamais Caiu E Ascendeu Em Meu Ser... Eu sou uma iludida e fracassada com todos os deveres importantes... E ainda fui escolhida como sucessora de um governo que teve como Fundador Eterno O Primeiro Ser Da Criação... A Magia Eterna escolheu o Ser errado... E eu agradeço por ser este Ser errado... Agradeço...
— Não vou mais lhe dizer para fazer o que você não acha necessário para o seu nome.
— Meu nome não é nada, Kartheniara, de realizador para a Criação, me dei conta disso há muito. A porra do Esquema Moldado não vai ser extinto apenas porque eu não quis mais ficar governando essa desgraça que herdei da Magia Eterna. Isso não é dom, é pura desgraça... Desgraça advinda de deveres que não pedi, responsabilidades que me exaurem, mecanismos motores de realizações e decisões que sempre devo tomar... Sou uma desgraça como governante! Somente fodi tudo! E agora...
— Vai fugir da tentativa de mudar a panorâmica de sua...
— Não vou fugir de porra nenhuma, caralho! Não vou fugir porque eu jamais me senti presente como Imperatriz nessa porra maldita do Império Keauriotheniano! Não vou fugir! Kartheniara, não repita isso, não queira dizer que eu sou uma...
— Covarde? Sim, Beria, você é uma covarde. E os demais lhe chamarão eternamente de puta covarde se...
— Kartheniara, quer que eu te espanque por todo o planeta, pela galáxia, pelo Universo Gênesis? Vá me ofendendo, Kartheniara... Continue...— Vira-se para ela exibindo um rancoroso olhar.— Podem me chamar de puta, pois eu sou uma puta bem fodida, uma puta muito bem fodida, mas não de covarde! Não sou covarde, Kartheniara, jamais serei uma covarde! Continue me chamando de covarde, Kartheniara, e eu lhe estrangulo após espancá-la até onde a Criação finda-se! Você é bem sábia para saber que eu não modificarei a minha personalidade com conselhozinhos que a mim ditam normas que eu desprezo! Você tem a coragem de entrar em meu quarto e me chamar de covarde? Sei que você é “A Grande Senhora Das Palavras Que Dizem As Mais Fartas Leves Fortes Verdades”, a sabidinha especial da Sabedoria Eterna, a palpiteira mais chata que eu conheço! Você vive a se meter no que eu faço, decido, questiono, afirmo, concordo, discordo, parece uma mãe daquelas bem dominadoras da filhinha que não sabe caminhar sem cair inúmeras vezes antes do terceiro passo dado em uma estrada preenchida de chamas! Não sou sua filhinha e não tente valer-se do nosso parentesco para agora me ditar “a melhor decisão que corresponderá ao meu sentido de ser uma Imperatriz indestrutível e segura”! Eu não sou uma Imperatriz, caralho, digo isso infinitamente! Eu não sou segura, caralho, digo isso infinitamente! Caralho, Kartheniara, enfia no seu cu pouco comido a sua atitude de mulherzinha toda sabidinha, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se! Foda-se! Foda-se! Foda-se!
— Você agora está bastante furiosa, reagiu bem à minha provocação.
— Vou reagir melhor te...
— Quanto ao fato de estrangular-me após surrar-me, isso não vai ocorrer porque eu luto melhor do que você, que possui mais força física do que maleabilidade corporal. Obhiara e Iugani provaram...
— Kartheniara, eu não quero...
— Você quis muitas coisas em sua existência e obteve-as, Beria, muito prazerosamente. Quando possui algo, você logo dele apodera-se, se este algo lhe dá conforto e não problemas que possuem solução. Você me diria que não quer me matar, para que eu parasse de provocá-la; muito facilmente a decisão de desistir assolou-te, apoderou-se da sua vontade e venceu-a. Eu reagiria ao seu ataque, travaríamos uma bela luta, talvez eu morresse, talvez eu a vencesse; se eu morresse, não haveriam aliados para você se quisesse retornar e querer continuar sendo Imperatriz; se eu a vencesse, a humilhação lhe faria renunciar aos seus deveres como Imperatriz. Veja, Beria, eu, “a intrometida sabidinha de olhos verdes-claros”, como você me chama, lhe dei dois possíveis visualizados caminhos que teriam para si o fator maior do que a desgraça de renunciar para orgulhosamente ser chamada de “puta covarde”. Não creio que a minha bisavó tenha treinado uma Escrava Total Do Querer Fatal, O Querer Que Isola O Ser Do Verdadeiro Acontecer De Seu Evoluir. Não creio, Beria, que as suas convicções sejam sinceras quanto ao fato de apenas querer usufruir dos corpos de seus homens pelo restante da sua existência. Duvido da sua escolha tão minorizante, uma escolha que não condiz com alguém que, desde que reencarnei no Plano Físico, e antes, se vangloriava de ter sido a melhor discípula da Senhora Do Raio. Mesmo protestando contra seu próprio Destino Verdadeiro, que é o de enfrentar uma guerra da qual foi a culpada de estar prestes de iniciar-se, o seu olhar, este mesmo olhar furioso que me lança, diz-me que a sua Verdadeira Face De Ser Moldado, A Face Que É A Alma Eterna De Sua Alma Eterna De Infinitas Faces, como a de todos os Seres Automanifestos e Moldados, Quer O Querer Que Ergue O Erguer De Todo Florescer No Campo Dos Rios Que Recebem Os Raios Do Raio. Não sou de ofender as minhas amigas, minhas discípulas ou qualquer pessoa com a qual eu me relacione; não a ofendi e nem a provoquei, pois você mesma ofendeu-se e provocou-se agindo como a covarde que quer ser e não é, que quer ver-se realizada longe da coragem existencial de ser uma Guerreira Do Raio. Beria, eu a admiro como guerreira, como Lutadora Mística-Eterna, pois sei que quando o confronto não é realizado em um Torneio o seu Espírito Guerreiro torna-se como o de Todos Os Automanifestados. Assim eu a Vi lutar contra Kabal Kabaly Kab, Imeon, Tharusus, Darkhetisana, Abbaddahala, Wladima, Thalij e todos aqueles criminosos que você matou pelo Joadhret Keauriothen defendendo vidas inocentes, nas atuais Encarnações, de Seres Comuns. Você jamais me mataria porque me ama como amiga e irmã; e tenha a certeza que eu lhe amo igualmente, somos mais unidas do que o nosso sangue físico possa unir-nos. Em mim corre O Sangue Eterno De Thades também e todo aquele que o possui jamais foge de outros Sangues Moldados, nem de Automanifestos, lutando, mesmo sabendo que será extinto, contra inimigos que não possam ser vencidos apenas com o esforço mais basicamente necessário. Basemath, Anirak, Leonan e Rubia podem, diferentes de inimigos desconhecidos, serem mais rapidamente vencidas porque possuem nas Veias Bioespirituais o Sangue Eterno De Thades, o que torna a guerra na qual você deve lutar uma Canção Verdadeiramente Melodiosa De Melodioso Amor Venerável A Thades Ocitilop Shodolon. Dos Anéis Da Eternidade o seu pai e meu bisavô abençoa a guerra que você desejou interiormente que ocorresse. Você, Beria, eu o sei, quer provar que é muito mais do que A Última Filha De Thades, como Dgasaat provou ser muito mais do que A Primeira Filha De Thades. E o provará, Filha Do Raio, porque A Guerra Que È A Marca Mais Eterna De Raças Eternas Guerreiras É O Apoio Construtivo De Grandes Histórias Existenciais Para Aqueles Que Querem Permanecer Como Filhos Guerreiros Que Souberam Ser Pais Da Guerra Contra A Marcha Involutiva Do Esquecimento. Você, Beria, eu o sei, Quer Ser O Querer De Seu Querer Verdadeiro Realizado, quer ser Parte Maior Da História Da Criação, e o será. Vou lhe falar agora de uma Trajetória Ascendente E Descendente Do Raio e depois sair daqui; reflita e decida, após ouvir-me, se para a História Da Criação você seria exemplo para outras mulheres guerreiras como Imperatriz de um Império Do Princípio Masculino Moldado que abandonou um Dever Eterno por medo e covardia, que inexistem em si. Pode Ser Que No Trajeto Do Raio Caindo E Ascendendo Haja O Rumor De Que Não Haja Pouso Seguro Para O Ascender Que Deve Cair Para Ascender; Quem Vê Que No Raio Nada Pode Ascender Quando Tem Que Cair Pode Crer Que Suas Tempestades Existenciais Que Viciam No Inexistente Das Formas São As Leis Do Todo Cadente E Do Todo Ascendente; Quem Vê O Raio Ascendendo Em Seu Cair Submete-Se A Jamais Cair Sem Estar Antes Amparado No Ascender E A Sempre Cair Sabendo Que Vai Ascender. São Infinitos Os Quebradiços Elementos Da Trovoada E Indestrutíveis Os Fomentos Do Raio Diante Da Queda Ascendente; todavia, Beria, Aprendemos No Estudar Silencioso Que As Palavras Que Não Dizem Ser Palavras A Si Mesmas São Aqueles Textos Que Nós Aprendemos A Ler Antes De Serem Escritos E Lidos Pelos Seus Moldadores, os quais somos nós, Estudantes Seguindo O Raio No Eterno Aprendizado De Todas As Nossas Existências. Se você Caiu E Ascendeu nessa Trajetória, Beria, nesta Existência, tendo como Instrutora Que Caía E Ascendia uma Senhora Maior Das Magias Automanifestadas E Moldadas que sempre nos será uma superior, minha bisavó Harizaellaa Harok, foi porque nas Existências Anteriores você É E Foi Filha Da Darzh Anreteniud, Uma Filha Que Caía E Ascendia Em Outros Raios Que Sempre Foram O Raio. Seu Destino Eterno Verdadeiro É Cair E Ascender Com E Como O Raio, Sendo O Raio Nos Rios De Dignas Ondas No Mar Cósmico Da Existência Eterna Em Matrimônio Sagrado Com Os Círculos Provedores De Todas As Vidas Eternas. Essa Trajetória É Sua Vida Eterna, Beria, Nossa Mãe Automanifestada Não Escolhe Os Seres Errados Para Herdarem Dela As Essencialidades De Rodas Que Giram Para O Sentido Do Giro Da Evolução Dos Ciclos Infinitos Do Existir Continuarem A Girar Acima Do Existir Como Eixo Provedor Do Existir. Você É Uma Trajetória Do Raio, Eu Sou Uma Trajetória Do Raio, Todos São Uma Trajetória Do Raio No Uno Ciclo Que Nos Une Imperiosos Como Filhos Do Raio. O Raio não È o que os humanos sempre chamaram de Deus Criador e nem o que os Keauriothenianos chamam de Torewzavug Hjtryestrea, pois houveram muitos Deuses Verdadeiros entre os humanos na Antiguidade Terrestre e há muitos Torewzavugs Hjtryestreas na Criação que compartilham da Seiva Da Morada Eterna. O Raio É Nosso Genitor Que Possui Em Si Adonothon E Sehnidon, Está Além Daquele Que Governa O Esquema Moldado, Partilha Do Olhar Automanifesto Dos Automanifestados, É Automanifestação Revelada, Revelada à Harizaellaa, a vossa Mestra, a minha bisavó, a qual está me transmitindo estes Ensinamentos Místicos, Beria. Veja Harizaellaa observando-te, querendo que você, Beria, não seja aquilo que todos os seus inimigos querem que seja: covarde que foi derrotada antes de ser derrubada em um valoroso campo de batalha. Não fui eu, Kartheniara Harok aqui a olhar-te e a falar-te, que veio até seu quarto aconselhar-te sobre suas decisões que devem ser as mais corretas para a Nossa Mãe Automanifestada. O Espírito Guerreiro Da Magia Eterna aqui enviou-me, Veja-O em meu Ser Espiritual. As Governantes Imperiais Terrestres que antecederam-na, todas elas aqui enviaram-me; Veja Ophira Jetzelli, Veas Jetzelli, Zerubh Jetzelli, Atibéia Bronan, Galíndia Kannonhlan, Sophia Kannonhlan, Rondhia Kannonhlan, Ondhira Kannonhlan, Emnala Kannonhlan, Zóbia Kannonhlan, Zâmbia Korack I, Zâmbia Korack II, Zâmbia Korack III, Kênya Jetzelli, Veas Jetzelli II, Roma Galicius, Venêmia Rachidean, Donnala Donnalian I, Nielle Donnalian I, Nielle Donnalian II, Nielle Donnalian III, Nielle Donnalian IV, Donnala Donnalian II, Gomaria Abtsullaah e Kelly Solomon em meu Ser Espiritual comunicando-se convosco. Veja Kelly, A Nativa De Todas As Guerras, que ao desencarnar em seus braços após a sua vitória sobre Kabal e o Joadhret deste, pediu-lhe que continuasse “A Linhagem Sagrada De Governantes Guerreiras Terrestres Que Honraram O Pai Thades Na Defesa Da Raça Humana E Do Planeta Terra, Irmã E Irmão Da Raça Keauriotheniana E Do Planeta Keauriothen, Filhos De Thades Como Eu, Você E Os Possuidores Da Marca Eterna Sagrada Dele Na Eterna Fronte”. Estas foram as palavras de Kelly antes de desencarnar, palavras de uma Governante Guerreira que amou governar e lutar pela Terra, amou os humanos, os Keauriothenianos e a Darzh Anreteniud, Cumprindo Em Nome Da Guerra Que É O Existir O Seu Dever Como Ser Moldado. Kelly é uma dos Filhos Do Raio como nós duas, suas antecessoras e todos os que de boa vontade, sincera vontade, mesmo muitos destes não admirando-lhe, querem, por amor à MagiaEterna, lutar pela Humanidade, pela Terra e por Keauriothen. Sim, Beria, nada na Criação se findaria se você escolhesse renunciar ao Governo Imperial Keauriotheniano e permitisse a caótica situação que se ergueria, possível de derrubar todo o Império existente até agora. Mas, Você Deixaria Em Si De Ser, Ver E Sentir O Raio Caindo E Ascendendo Por Renunciar À Vontade De Todas As Leis Automanifestas Da Darzh Anreteniud De Mantê-La Como Uma Governante Guerreira Escolhida Por Ela Como Todas As Governantes Guerreiras Que Lhe São Filhas? Você Renunciaria À Glória Da Guerra, Uma Das Formas Do Raio Cair E Ascender Para O Equilíbrio Do Evoluir E O Infinito Construir Da História Da Criação De Todos Os Seres Verdadeiros Viventes Na Criação? O Raio Assim Deve Deixar De Cair E Ascender Em Sua História Evolutiva, Filha Do Raio? Assim Ele Deve Deixar De Cair E Ascender?


Kartheniara caminha lentamente em direção à porta, abre-a e sem olhar para uma pálida Beria sai do quarto. A Imperatriz Viu tudo e todos que ali com a sua amiga estiveram para dizer-lhe as palavras acima. Com espanto, utilizando sua Espiritualidade, Viu a Magia Eterna, Em Movimento De Mãe Cuidando De Seus Filhos, Coroando Cada Alma Eterna Que Se Digladiará Umas Contra As Outras No Oitavo Levante Do Aço, tanto as de seus aliados como a de seus inimigos. Para sua cama Beria olha, já não estando pálida, mas séria, compenetrada após compreender com os Olhos Espirituais as Palavras Verdadeiras De Todos Os Verdadeiros Guerreiros pronunciadas por Kartheniara. Beria fita as suas espadas. Sorri. Fecha o armário. Caminha até a cama. Empunha-as. A Espada na mão direita. A Tríade na mão esquerda. Sorriso maravilhoso a tornar mais exoticamente belo o seu já exótico belo rosto. Lábios vibrantes. Lábios seguros. Lábios guerreiros. Não apenas de beijos e atos lascivos sobrevivem os lábios de Beria. Esses lábios de Beria, belos lábios carnudos de Beria gritaram eternamente quando o vencedor de seu pai, Kabal Kabaly Kab, foi derrotado com o Brilho Da Luz Eterna Nos Berços Do Sangue Eterno De Thades. Os lábios de Beria, os sensuais lábios de Beria já serviram a metas nobres, as metas de uma guerreira verdadeira, uma guerreira verdadeira que ela é, uma guerreira verdadeira que ela não nega ser.

Os lábios de Beria já repetiram As Palavras Eternas Da Doutrina Do Raio, Palavras ensinadas por sua Mestra Harizaellaa. Os lábios de Beria beijavam ao rosto desta, sua verdadeira mãe, a mulher que lhe criou, a mulher que lhe beijou, a mulher que através de Kartheniara contigo há pouco falou. Os lábios de Beria firmemente fecham-se e uma lembrança, a lembrança dos lábios de Harizaellaa em um momento de Doutrinação Espiritual é revivido em sua Mente como se agora ocorresse. Uma Doutrinação Espiritual, a sua Primeira Doutrinação Espiritual, a Maior Doutrinação que recebeu de sua Verfdax, ainda criança, aos cinco anos de idade, nesta mesma Ilha De Thades, 17 de abril de 2912, 07:00h. Os lábios de Beria estremecem, as Palavras ressurgem em sua mente com o mesmo Poder Maior que possuiam ao serem pronunciadas por sua Verfdax Harizaellaa, sua mãe, amiga e orientadora...


"Veja O Brilho, Beria... Sinta O Fogo, Beria... É A Força Automanifestada Da Mãe Magia Eterna Fluindo Em Sua Alma Eterna E Explodindo A Cada Milionésimo De Segundo Do Tempo Todo Da Criação Nas Esferas De Todas As Almas Eternas De Halogerdamon Nascidas E Na Matéria E Na Imaterialidade Dispersas... Pense Nas Coisas Mais Belas E Sorria... Pense Nas Coisas Mais Tristes E Chore... Mas, Sorria E Chore Com Ardor... O Universo De Todas As Coisas Verdadeiras É A Chama Que Brilha Nos Iniciados... Que Tu, Filha Do Raio, Vê... E Sente... E Almeja... E Alcança... E Ama... E Gera... E Prende... E Liberta... Dentro De Ti, Filha Do Raio, Galáxias Movem-Se... Universos Respiram... Criações Adormecem... Incriações Choram... E O Poder Do Sangue Eterno De Thades Cresce A Cada Dia No Qual Tu O Sentes No Terrestre Círculo Evolutivo De Espíritos Encarnados Movidos Por Almas Eternas No Qual Caminhas... Caminhes Sem Pressa... Caminhes Sem Lentidão... Caminhes Com Pressa Na Lentidão... Caminhes Com Lentidão Na Pressa... Corra... Pare... Não Corra... Não Pare... Veja, Beria... Sinta, Beria.... O Que Nasce Grande Na Alvorada Da Criação Orgulhosamente Morre... E Ao Ver O Pequeno Raio Ascendente E Descendente Da Mãe Darzh Anreteniud Eterniza-Se Em Todo Renascer... Contigo Fostes Assim... Orgulhe-Se Disso Como Se Tu Fosses Uma Pequena Morta Para Todas As Grandes Alvoradas... Morras Sempre Quando Pensares Que Viva Estás... E Nunca Te Enfraqueças Na Arrogância E Na Prepotência Dos Trovões Eternos Das Obscuridades Que Quererão Fazer-Se Sonoras Em Vosso Ouvir... Em Vosso Não-Ouvir... Veja, Beria... Sinta, Beria... Imperatriz Keauriotheniana Última Dos Filhos De Thades Ocitilop Shodolon Beria Serah... Viva Na Intensidade Da Fúria De Todo Seu Poder Existencial No Raio A Cair E A Ascender... O Poder Eterno De Thades... O Poder Do Eterno Raio Teu... Veja, Beria... Sinta, Beria... Veja... Sinta... Veja... Sinta... Veja... Sinta... Beria... Beria... Beria... Beria... Beria... Beria... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio... Filha Do Raio..."


Os lábios de Beria estremecem mais e lágrimas descem até eles. Lábios molhados pelas lágrimas de uma guerreira, de uma Filha Do Raio, lábios a mais estremecimentos perturbarem. Ajoelhando-se, Beria cruza as lâminas de suas espadas rentes ao seus seios, chorando. A sua nudez é iluminada pelos brilhos dos cristais no teto de seus aposentos, uma nudez agora muito além do seu corpo físico, uma nudez de sua Alma Eterna. Harizaellaa Harok esteve na Mente de Beria, falando-lhe novamente todas as Palavras acima que foram ditas em 17 de abril de 2912, às 07:00 h. Harizaellaa Harok acariciando-a, confortando-a, fortalecendo-a, abraçou a Alma Eterna de Beria. Harizaellaa Harok Ascendeu Como Um Raio No Ser De Beria Serah. Harizaellaa Harok Descendeu Como Um Raio No Ter De Beria Serah. As lágrimas estão em suas espadas, Beria Serah. Guerreira, vossos lábios são espadas, espadas como as espadas em vossas mãos a também receberem as vossas lágrimas, Beria Serah. Chorarás por quantas horas, Beria Serah? Estremecerás os vossos lábios por quantas horas, Beria Serah? Ficarás ajoelhada, nua, por quantas horas, Beria Serah? Empunharás assim as suas espadas com as lâminas cruzadas rentes aos seus seios por quantas horas, Beria Serah? Decidirás renunciar realmente ao que herdastes de maior valia para o vosso pai que jamais a nada renunciou, Beria Serah? Ou decidirás Cair E Ascender Como O Raio, como uma Filha Do Raio, como uma Guerreira Do Raio, a aceitar o seu Caminho No Caminho Do Guerreiro, No Caminho Da Guerra, Beria Serah?

Renunciar?

Cair E Ascender?


— O Raio Vai Continuar Caindo E Ascendendo Em Mim, Mãe Do Raio, Irmãos No Raio, Filhos Todos Do Raio Que São Verdadeiros Guerreiros Do Raio!


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
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