segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Necessidade Faz O Monstro


The Glory - Bastien Lecouffe Deharme

Em outro mundo, eu consegui construir uma vida tranquila. Trabalhava como garçom, tinha um bom salário, família honrada, muitos amigos, uma bela esposa, belos três filhos. Estudava Economia à noite, trabalhando durante a semana de manhã e nos finais de semana dize horas por dia. Levava uma vida pacata, me encaminhava para um futuro melhor cada vez mais, sonhando bem alto. Contudo, um desejo foi crescendo cada vez mais em mim, uma necessidade de me completar, insana, indecente, clamando para ser satisfatoriamente cumprido. Uma doença, pensei, no início; procurei um psiquiatra e ele me disse que estava tudo bem comigo, era apenas a ansiedade, o estresse, o cansaço. Fui levado a me questionar cada vez mais sobre aquele desejo, entrando cada vez mais em mim mesmo, oferecendo um tempo considerável para refletir sobre minha vida, a vida que eu pensava ter algum significado. Eu necessitava de algo para preencher o vazio que encontrei, cada vez mais me horrorizava, enojava e desprezava tudo que me rodeava, que ergui, que construí. Foi, então, que a necessidade que eu tinha de me compreender foi alimentada quanto envenenei cada um dos meus familiares, meus amigos, minha esposa e meus filhos em uma festa na qual comemorava meu aniversário de quarenta anos. Essa necessidade me levou a isso. A necessidade se encarregou disso. A necessidade me legou isso.

Em outro mundo, fui auxiliar de limpeza em uma cozinha. Lavava pratos, recolhia o lixo, jogava comida fora, fazia a manutenção da limpeza do meu ambiente de trabalho. Estudava Design Gráfico à noite, trabalhava durante o dia, cuidava da minha casa nas horas de folga. Morava sozinho, não tinha pai, não tinha mãe, não tinha namorada, nem esposa, filhos ou amigos. Falava quando necessário, saia de casa quando necessário. Convivia com meus colegas de trabalho e superiores em quase perfeita harmonia, mas me via junto a eles como plenamente estranho. Eram pessoas muito medíocres os que me rodeavam, todas apegadas a propósitos mundanos, a condições existenciais que envolviam a tríade comer-beber-foder. Eles me incomodavam, eu vestia uma máscara todo dia para disfarçar minha repulsa e asco diante de cada um deles. E uma necessidade estranha começou a me envolver, a me questionar, a me intrigar, a me instigar a fazer algo para verdadeiramente me adaptar ao mundo que me levou até aquele emprego medíocre. E eu fiz, causando um curto-circuito na instalação elétrica da cozinha, fechando cada entrada e saída da mesma, ouvindo os gritos de socorro de trinta e cinco pessoas sendo queimadas vivas. E o fogo se espalhou pelo hospital onde se encontrava aquela cozinha, matando outras seiscentas e trinta e duas pessoas em uma hora, já que eu tratei de fechar cada saida do hospital. Escapei da morte fugindo calmamente pela porta da frente e ouvindo os gritos de dor e socorro dos que eram queimados. Foi necessário que eu fizesse isso. Aquela necessidade me ensinou como fazer isso. A necessidade me consagrou nisso. A necessidade me fez renascer dentro disso.

Em outro mundo, eu era um Brigadeiro da Aeronáutica que muitíssimo rápido subiu na carreira com menos de quarenta anos. Era um Gênio Militar, lutei em três guerras e sempre me sai vitorioso defendendo a bandeira do meu país e os objetivos dos aliados deste. Era casado, tinha cinco filhos e meus pais se orgulhavam muito ao me verem fardado, um herói nacional acima de muitos heróis de minha nação por conta da minha bravura e destaque em campos de batalha. Eu não fumava, não bebia, não me drogava, era um cristão católico fervoroso, devoto de São Jorge e de São Cipriano. Era amigo de todos, simpáticos e agradável, sempre com um sorriso no rosto. Mesmo assim, tendo sucesso na carreira e na vida pessoal, me sentia incompleto, vazio, incorreto e rigidamente formado como um autômato. Me tornei um militar porque meus pais insistiram para que eu tomasse tal caminho. Me casei porque me diziam na igreja que um homem não deve ficar sozinho. As Maiores decisões foram tomadas por outros em minha vida, desde a minha infância. Meus antigos superiores é que decidiram como eu deveria liderar minha tropa nas guerras que travei como Sargento, Capitão e Marechal-de-Ar. E tudo isso, toda minha robótica vida construída para agradar os outros me fazia odiar cada coisa que consegui construir e gerar como herói, marido, pai e exemplo para todos os militares do meu país. Foi por isso que na comemoração dos vinte e dois anos da última guerra na qual meu país saiu como vencedor, que direcione o meu caça contra todos os espectadores nas arquibancadas do desfile militar que ocorria. Matei duas mil duzentas e cinquenta e três pessoas em meia hora, incluindo militares que desfilavam, Generais, Brigadeiros, Almirantes, meus pais, minha esposa, meus filhos, meus amigos e parte da população que me considerava um herói. Herói… A única vez na qual me senti um herói foi matando todos eles como o infalível Imperador Do Ar que eu era, pilotando de modo único o mais avançado dos instrumentos de guerra do meu mundo, um caça que materializava mísseis de maneira ininterrupta. Fugi derrubando sessenta outros caças que participavam do desfile, alguns tentando me impedir de massacrar aqueles vermes. Eu gostei de tomar uma decisão minha pela primeira vez, uma decisão movida pela minha necessidade em ser eu mesmo. Aquela necessidade me satisfez existencialmente. A necessidade me alimentou com isso. A necessidade me deu de beber disso.

Em outro mundo, eu fui um filósofo, pesquisador da área da Teoria do Conhecimento e professor da maior e melhor universidade daquele. Vivia concentrado nos livros, estudando nos mais diversos idiomas sobre conhecimentos antigos e contemporâneos à minha época. Abdiquei do luxo, do dinheiro e da fama para me dedicar unicamente ao Pensamento Humano. Abortei qualquer tipo de relacionamento, mantendo apenas os profissionais, para que pudesse ser auxiliado em minhas pesquisas. Me afastei de minha família, pois qualquer tipo de emotividade me afastaria do meu derradeiro objetivo. Este era compreender o porquê da necessidade do Conhecer, o objetivo do Conhecer, o estabelecimento da relação Sujeito-Objeto em cada ser. Escrevi cinquenta e quatro livros sobre o assunto, era reconhecido e respeitado internacionalmente, já que fui traduzido para trinta idiomas. E todos os intelectuais do mundo me interessavam porque eu queria saber o porquê do desejo é da necessidade inerentes ao Conhecer. Isso me consumia, me enlouquecendo pelos caminhos mais positivos para a continuidade da minha única linha de pesquisa. Era uma loucura por Conhecimento e pelo Poder do Conhecimento aliado a uma Sabedoria o que eu mais almejava. Isso crescia, me instigava, me inspirava e me fazia voltar para caminhos primordiais para a obtenção das respostas que eu queria. Comecei a caçar e matar pessoas para dissecar-lhes os cérebros, com o auxílio dos meus conhecimentos medicinais e de autópsia, para poder encontrar minhas respostas. Já são oitenta e um dissecados e nada de uma resposta… Em meu laboratório secreto na minha casa, oitenta e um cérebros em conservação não me dizem nada… Eu preciso de outros cérebros que possam me dar todas as respostas que quero para a minha única pergunta: O QUE É O CONHECER? É a necessidade por tal resposta que me motiva a isso. A necessidade me carregou para isso. A necessidade me transportou nisso.

Em outro mundo, eu fui estoquista em uma loja de sapatos após empobrecer, minha mãe ficar doente e perder a chance de ter uma vida melhor cursando uma faculdade. Eu queria muito crescer, fazia Educação Física, mas tudo veio abaixo com a crise financeira da minha família. E, de repente, no giro sempre infeliz da Roda da Fortuna, me vi entre pessoas nojentas, medíocres, enfadonhas, miseravelmente pequenas, desgraçadamente existentes. Odiei intensamente o convívio com cada um dos ratos daquela loja, nunca me aproximava, mas eles tentaram de mim se aproximar. Eu me afastava, fingia tolerância, aceitação é tudo que me fazia suportar todas aquelas pessoas imundas que me davam ânsia de vômito. E a cada hora de trabalho naquele lugar, rodeado por cada um daqueles lixos malditos em forma de bípedes supostamente racionais, uma grotesca necessidade assolava-me todo o Ser. Eu sonhava em vê-los mortos, os homens e as mulheres de lá estuprados, torturados, degolados, esquartejados, decapitados, metralhados… Consegui, enfim, graças aos meus contatos com alguns amigos de infância, que hoje são bandidos, uma Ingram automática e bastante munição, bastante mesmo. Eu a batizei de Átila, em homenagem ao conquistador da Europa e da África de meu mundo, estreando a eficiência dela na festinha de fim de ano preparada pelos funcionários daquela maldita loja. Ao som do MC Cagado matei cento e doze vermes, incluindo esposas, maridos, namorados, namoradas e filhos dos meus coleguinhas de trabalho. Eu gargalhava atirando e até hoje à lembrança do impacto das balas nos corpos deles me faz rir até mijar nas calças. Aquela necessidade foi toda saciada, minha verdadeira felicidade foi completa quando matei todos aqueles merdas. A necessidade me guiou nisso. A necessidade me instruiu nisso.

Em outro mundo, eu fui o mais famoso poeta da minha época, o mais lido, o mais comentado, o mais requisitado em convenções e palestras. Minha riqueza superava a de vários países do meu mundo e através de obras de caridade extingui a fome e a miséria em regiões desoladas que Governos Estatais ignoravam por não terem a face dos grandes expoentes da sociedade nelas residentes. Era chamado O Poeta Salvador, O Poeta Ungido, O Leão Do Amor, O De Todos Os Nomes Da Paz. Como um Deus eu era adorado, reverenciado, ovacionado e amado pelos povos mais humildes. Respeito e admiração advinham das classes mais altas, usufrui muito desta minha possibilidade de ter o meu mundo aos meus pés. Os temas de meus poemas eram sempre universais, esotéricos, românticos e tocavam fundo nas almas dos meus leitores. Mas, duas mulheres me fizeram ter um outro tipo de necessidade, uma necessidade bem diferente do poetizar. A primeira foi uma cigana com dons mágicos, a segunda foi uma dançarina do ventre com sensuais dons. As duas quebraram meu coração, minha mente e minha alma, jogando no lixo minha veneração e amor por elas, cada uma a seu tempo. E percebi um dia, por causa delas, que todas as demais mulheres com as quais me envolvi fizeram o mesmo comigo, de uma forma ou de outra. E eu, antes um Poeta do Amor, me tornei um Arauto do Sangue, O Colecionador De Cabeças, como a Imprensa de meu mundo denominou o estranho assassino em série de mulheres que desaparecia com as cabeças de suas vítimas. Apunhalei novecentas e noventa e nove vezes e decapitei aquelas duas que mais me marcaram e machucaram. Fiz o mesmo com as sessenta e cinco namoradas que tive. E continuo fazendo com qualquer mulher que me atraia, tomei gosto infinito pela necessidade de apunhalar e esquartejar. Ao todo, já apunhalei e esquartejei setecentas e cinquenta e uma mulheres, guardando-lhes as cabeças em meu museu nos subterrâneos de minha mansão nas Terras do Verão. A necessidade me destacou nisso. A necessidade me atirou nisso.

Em outro mundo, fui O Maior Mestre De Artes Marciais, O Mestre Supremo, O Invencível Dragão Fátuo Dos Ringues. Desde os sete anos de idade, derrotei dois milhões de lutadores de diversos estilos pelo mundo. Criei meu Estilo Misto de Arte Marcial e novos que incorporei em um Estilo Secreto que me faz continuar tendo a supremacia nos Ringues. Aproveitei o crescimento do Quarto Reich pelo meu mundo inteiro, em uma guerra vencida pelos Agentes Da Supremacia Ariana para realizar a necessidade maior de minha existência: a criação de torneios até a morte, onde eu pudesse enfrentar e matar à vontade meus inimigos. Já são cento e dezesseis anos do Quarto Reich, meu Esporte chamado Arena Do Dragão, no Coliseu de Roma, a pleno céu cada vez mais se eleva. Graças a experimentos com Genética levados a cabo pelos gênios que hoje governam meu mundo, pude atingir uma longa idade de cento e cinquenta e cinco anos com a aparência de trinta. E já matei até o momento um bilhão de lutadores, treinados entre os escravos feitos pelo Regime Planetário após a conquista mundial. Raças inferiores com homens e mulheres que matei, que continuarei matando, saciando minha insaciável necessidade de sangue. A necessidade me presenteou com isso. A necessidade me decretou nisso.

Em outro mundo, eu fui um escritor de livros de Terror e Horror Gore, um grande desconhecido escritor. No meu mundo, a população está muito mais preocupada com o comer, o beber, o foder e o orar a Deuses que não existem do que com Cultura, Razão e Conhecimento. No meu mundo, jogos e lutas são mais importantes do que livros, bibliotecas e museus. No meu mundo, o crime e a Política, ao lado da repressão e da Polícia, tomam mais espaço nos noticiários do que eventos culturais, convenções artísticas e exposições de todo tipo de arte. Os Nobres Marginais: é assim que os artistas como eu, no mundo onde vivo, são chamados, representando uma categoria social abaixo de todas as demais. Somos aqui massacrados, perseguidos, ridicularizados, enxotados de todos os locais quando erguemos nossa voz contra a cegueira mundial diante do domínio do sistema de riquezas que retira o senso crítico das pessoas. E, revoltado, vi que uma necessidade gritando dentro de mim se elevava cada vez mais e eu precisava transpor para a materialidade o que minha mente desenvolvia em meus livros. Meu artístico objetivo era agredir, chocar, fazer pensar. Escolhi como os objetos a serem destroçados para o desenvolvimento da minha arte os “artistas” aceitos pela sociedade: os cantores de merdas cagadas dos cus deles; os cineastas de vômitos descarregados pelas salas de cinema; os apresentadores de programas cujos caralhos comestíveis são um insulto a todas as inteligências; enfim, todos os excrementos que a mídia de meu mundo chamam de “Culturas do Momento”. Duzentas e vinte e duas vítimas evisceradas até o momento pelo Flagelo Dos Artistas, como me chamam na prática de minha nova arte. Cada órgão deles é picotado para que eu possa disponibilizá-los ao solo criando frases simbólicas entendidas por poucos. Meus irmãos artistas à margem da sociedade de meu mundo me chamam de O Revolucionário Esteta. Ninguém sabe quem eu sou, percorro incógnito todo o meu mundo, um artista nas sombras criando arte através do que há dentro dos pseudoartistas. Artística necessidade me engaja nesta minha marcha a favor da Verdadeira Arte. A necessidade me pintou nisso. A necessidade me gravou nisso.

Em outros mundos, sou muitas coisas. Em qualquer mundo, eu sou uma coisa. Em seu mundo, eu sou qualquer outra coisa. Posso ser, no seu mundo, um terrorista do Estado Islâmico; um terrorista da Al Qaeda; um policial corrupto, racista e assassino; um carcereiro sádico, cruel e sanguinário; um traficante do Comando Vermelho; um traficante do Terceiro Comando; um traficante do PCC; um estuprador e assassino de mulheres; um neonazista exterminador de minorias; um soldado psicótico do Exército Norte-Americano; um pedófilo assassino de meninos e meninas; um matador da Máfia Italiana; um matador da Máfia Irlandesa; um matador da Máfia Russa; um matador das Tríades Chinesas; um matador da Yakuza; um chefão do crime em majestosas cidades do mundo; um ditador sanguinário de um país moribundo; um homofóbico assassino de LGBT’s; um atirador em campos de centeio de concreto, areia e ferro; a mão que balanço o berço do vício em drogas assassinas; a invocação de um mal inimaginável; a evocação de um mal palpável; o cisne negro de poluídas lagoas sangrentas; o mercenário em vaidosas fogueiras de perversidade e brutalidade...

Por uma necessidade que você jamais poderá entender, serei em seu mundo o que sua mente puder e quiser ter a coragem de imaginar. A necessidade me avisa disso. A necessidade me ajusta nisso.


Inominável Ser
UM SER
DE TAMBÉM
INCOMPREENSÍVEIS
NECESSIDADES





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segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Melhor Veneno Por Mim Já Saboreado



Nunca se pode esquecer uma experiência como aquela, que foi a melhor de todas as fantasias que realizou-se de uma deliciosamente inesperada maneira. Desde a primeira mulher que beijei até a última com a qual me relacionei fixamente, jamais tive o prazer obtido em uma foda bem dada e gostosa como naquela madrugada. Mas, não foi com uma humana a minha melhor foda; aliás, as duas que me abençoaram durante toda aquela madrugada que não parecia jamais terminar nem humanas são… Sim, foram duas, uma Deusa e uma Diaba de um panteão muito negado pela Humanidade, um panteão que arde em cada piroca, cu e buceta branca, preta, amarela e vermelha.

A navegação na Internet naquela madrugada estava me fazendo naufragar em sites de pornografia hardcore; paus, cus e bucetas dos mais variados desfilando diante de meus olhos. Estes libertinos colares que tenho no rosto, que não tiram o brilho do corpo de mulheres pelas ruas, começaram a ficar pesados, comportando algo parecido com toneladas imensas de areia. Cheios de areia, uma areia de doce doce odor senhora de de um fel abrasador, meus olhos começaram a pesar mais e mais e muito mais ao som da erótica versão de Like a Virgin levada a cabo por Marilyn Manson e Nine Inch Nails. Nem percebi quando estava já a sonhar, quando tive a visão de uma mulher com espartilho atrás de mim… Somente aparecia da cintura para baixo e balançava festiva um chicote… Os largos quadris dela ardiam em negras chamas e tinham eterna firmeza fora de tudo que é conhecido como indestrutível… Aqueles quadris me chamavem… Diziam com lascívia meu nome… Dançavam serpentinamente com doçura… Sussurravam:


“Dance Comigo Nesta Noite,
Dance Comigo Na Obscura Face Noturna,
Dance Dentro De Minha Vulva
Cuja Música É O Louvor
A Todo Prazeroso Vital Fim…”


Acordei ao som da palavra “Fim” e, em pensamento, lamentei… Porém, senti o meu quarto estranho, com Presenças calorosas, ondas amantes da minha agitada piroca… Tocava a segunda versão de Iina Tamiira, do DVAR; o navegador da Internet estava em uma das páginas da Bang Bros; e, nitidamente, deu para ver o reflexo dos largos quadris Daquela com a qual eu sonhei, atrás de mim… Me virei lentamente na cadeira e a surpresa me arrebatou tanto que me ajoelhei diante Daquela dos largos quadris, diante de Lilith a lascivamente sorrir para mim!

– Lilitu Aga Sha’rumea! – Cumprimentei-a em uma linguagem há muito morta.
– Quietinho, Meu Filho, Quietinho… Você Tanto Me Chama, Me Seduz, Me Cativa, Me Ama, Que Fiz Questão De Pessoalmente Lhe Trazer Um Presente! Meus Presentes Você Sabe Que São Especiais, Nem Mesmo O Filhinho Querido Do Governante Da Criação Resistiu A Um Dos Meus Presentinhos… Vou Te Iniciar, Serpentino Filho Meu, Em Um Rito Próprio Dos Seres Do Abismo Para Que Em Ti Tenhas A Minha Marca E O Meu Veneno. Vou Te Ensinar A Sacudir Os Quadris Das Humanas Como Se Estas Estivessem Sendo Fodidas Por Um Terremoto. Vou Te Dar O Conhecimento Mais Secreto Da Filosofia Da Foda, A Minha Filosofia, Eterna Força De Todo Amado Filho Meu. Por Isso, Eu Vim Com Ela, Para Me Auxiliar Nesta Sua Iniciação E Te Tornar Um Dos Mestres Da Putaria Sagrada. Ela Já Te Conhece Há Um Bom Tempo E Você Também A Conhece; Preciso Apresentá-La?

Tocava Darkest Dance, do Neon Zoo, e, só então percebi atrás de minha Mãe  Diana Margot, de corpete, cinta-liga e calcinha fio-dental vermelhos e pretos, assim como Aquela. A safada acariciava a ponta do chicote Desta como se fosse a cabeça de um pau e piscou para mim, toda sorridente como uma puta das mais descaradas. Naquela hora, o meu pau já estava mais duro do que diamante…

– Ela É A Maça Que Te Dou, Meu Filho, Uma Das Sagradas Maças Da Minha Árvore De Libertinagens E Putarias, Uma Filha Muito Amada Que Me Justifica E Valoriza. O Que A Ele Daremos, Diana?
– O calor de tudo que é buraquinho nosso…

Diana soltou a ponta do chicote, que Lilith encostou no meu queixo, fazendo-me erguer a cabeça, voltando-a para trás; Ela bateu nas quatro paredes do meu quarto para Selar o mesmo; soltou o chicote; começou a tirar minha roupa, junto com Diana, que estava atrás de mim, levantando-me do chão; já estando nu, as duas ajoelharam-se; Lilith chupou minha pica metendo-a até o fundo da garganta; Diana abriu meu rabo com a boca e chupava o olho do meu cu; So Confused, do Anima, tocava; eu, em transe, delirava em mágicas palavras:

– Lilitu Sou Dua Tarush Daka! Ahnybayyd Togusha Duka Sou Tokanusha!

Gozei na boca das duas; meu pau, no entanto, duro continuava; elas fizeram-me ajoelhar de novo; Lilith esfregou a buceta em negras chamas na minha cara; Diana esfregava, ao mesmo tempo, a buceta dela na minha nuca; abri a boca para chupar o grelo da Serpente delirando em mágicas palavras ditas com toda aquela gostosa pele emanando fluidos e líquidos saborosíssimos:

– Lilitu Lilitu Lilitu Adanoma Baruka Kanash Darash!

Diana trocou de lugar com Ela e chupei a buceta ardente da mesma, metendo minha cara todinha, delirando ao som de Suicide, do Blutengel, com mágicas palavras dos meus úmidos lábios ecoando:

– Ayhybayyd Ahnybayyd Ahnybayyd Sogamuh Tusguh Luxuroh Zantush!

Os litros do gozo dela juntaram-se aos de Lilith, escorrendo pelo meu tórax; Diana virou-se e começou a esfregar aquele rabão quente dela na minha cara; o cheiro do cu dela é como o de ervas doces de libertinos campos; meti a língua no buraco apertadinho daquele cu; leite mais doce do que todo leite já saido de um cu do dela saiu, inundando-me a garganta; Lilith esfregava o rabão Dela na parte posterior do meu crânio, fazendo jorrar pelas minhas costas o Seu leite; fizeram-me a cabeça de sanduíche, gargalhando excitadíssimas; excitadíssimo, mágicas palavras ecoaram dos meus mais do que úmidos lábios:

– Lilitu Ahnybayyd Sothanu Hashush Hagatosh Duroha!

Litany, do Alex Qwedra, começou a tocar; as duas deitaram-me no chão; uma cama que não estava lá surgiu, de repente, com lençóis cheirando a sândalo e almíscar; Diana enfiou meu pau no cu dela, sentando de costas para o meu rosto; Lilith sentou com aquele magnífico rabão que Ela tem na minha cara; chupei o olho do cu da Serpente; lambi o olho do cu da Serpente; meti a língua dentro do olho do cu da Serpente; o sabor do cu da Serpente é como o das doces águas de uma cachoeira, recheadas de mel, açúcar e fel; meu pau era castigado por Diana, pulando nele como uma maluca, gargalhando; ela gozava tanto que a cama ficou toda encharcada; o meu rosto foi banhado pelo leite do cu da Serpente; e as mágicas palavras ecoaram dos meus alucinados úmidos lábios bebendo aquele Sagrado Leite:

– Lilitu Ahnybayyd Washusaruhr Rushoad Galophtena Aduska!

Lilith sentou com a buceta na minha cara; enterrei minha boca toda na Vulva Dela; Diana aumentava cada vez mais a velocidade das cavalgadas; a temperatura no quarto estava a níveis elevadíssimos; tocava Goldene Zeiten, do Unheilg; Lilith gozou; bebi tudo; Ela saiu de cima da minha cara; ajoelhou-se à esquerda da cama; me beijou com fúria, prazer, garra; aquele beijo fluia para dentro de mim; me sugava; me alimentava; me envenenava; me fortalecia; Diana também me transmitia energia, alcançava uma velocidade desconhecida nas cavalgadas; eu, delirava mais; ficava endurecido mais; e, perto dos lábios da Serpente, quando Esta afastou os Dela, mágicas palavras recitei:

– Lilitu Ahnybayyd Lehmush Garusthar Ramaudrar!

Diana e eu tivemos múltiplos orgasmos; incansável, ela retirou o cu do meu pau; Lilith ficou no lugar dela, pondo o cu todinho, de frente para mim; começou a cavalgar em uma velocidade muito maior do que a de Diana; ao som de Wollt ihr das Bett in Flammen sehen?, do Rammstein, Ela cavalgava; Diana me beijava; o beijo da rameira safada gostosona ampliava-me os sentidos; eu me Via fodendo com  outras Deusas; eu me Via fodendo com outras Diabas; Diana parou de me beijar; me ofereceu os peitões para chupar; chupei cada um como deliciosas frutas ardorosas e quentes como o mais profundo do Fogo Eterno; as cavalgadas da Serpente me transportavam a outros Mundos, outras Realidades, outras Dimensões; eu me Via duplicado, multiplicado, triplicado, infinitizado; enquanto meu Ego Original era cavalgado pela Serpente, um Alter Ego comia de ladinho a buceta da Diana; outro, comia a buceta de Lilith, que estava de quatro; outros Alter Egos meus e das minhas duas Iniciadoras estavam fodendo em diversificadas posições sexuais, inumeráveis; fantástica orgia de três divididos em incontáveis; e eu sentia cada penetração nelas; sentia cada dedada delas no meu cu; sentia cada chupada delas no meu pau; sentia cada aperto das paredes dos cus delas recebendo as visitas do meu pau; sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, sentia, SENTIA!!!

E O SOM DO CHOQUE DO MEU PAU COM O CU E A BUCETA DELAS ERA A MÚSICA OUVIDA PELOS MEUS SENTIDOS ELEVADOS AO INFINITO!!!

– LILITU AHNYBAYYD TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU TOSU!!!

O Orgasmo Em Uníssono explodiu! Lilith e Diana me transmitiram toda a Energia da Explosão Orgiástica! Eu explodi! Explodi e alcancei O Êxtase Definitivo! Explodi e beijei O Cósmico Princípio Do Sexo Espiritual! Explodi e recebi O Gozo Primeiro Da Serpente! Explodi e recebi O Gozo Primeiro De Diana! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! Explodi! EXPLODI!!!


– Ele passou na Iniciação, Lilith, eu já sabia que conseguiria passar…
– Eu Também Sabia.

Retornei e as duas estavam em pé com as pernas abertas em cima de mim; Diana acima do meu abdômen; Lilith, da minha cara. A visão das duas assim foi a melhor que já tive, algo que senti como se fosse uma despedida, um último presente artisticamente feito para mim. Diana falou comigo:

– Falta ainda um último presentinho, gostoso, sei que você gosta do que te daremos agora… Vampirinho safado…
– Não Foi O Nosso Primeiro Encontro, Meu Filho, Nem Será O Último.
– Comigo é o mesmo, gatinho… Vamos, Lilith, dar a ele o que mais desejamos…
– A Você, Meu Filho, Damos A Nossa Vida!

Das bucetas das duas jorrou sangue, que inundou meu corpo, que bebi com selvagem gosto! O Sangue Da Serpente Primeira! O Sangue De Uma Filha Maior Do Inferno! O Sangue Mais Perfeito Do Abismo Na União Da Maior Serpente Com A Maior Diaba! O meu quarto tornou-se um mar de sangue e eu nadei neste mar, a tudo sorvendo como fera sem rédeas! Ao fim, eu estava novamente sozinho e ainda era madrugada; meu pau estava ainda duro e demorou para voltar ao normal… Não estava cansado, nem suando ou com fome; toda Bebida e Alimento a mim necessários foram dados por aquelas duas safadas… Levantei do chão e vi um papel vermelho pequeno acima do teclado do meu computador. Abri-o e li:

“Na próxima festa noturna em que você for, eu estarei lá, gatinho… Beijinhos…
Diana Margot… Mas pode me chamar de Diamar…”

Tocava Dominion, do Sisters of Mercy quando li a carta dela… Já sei em que tipo de festa irei reencontrá-la…

Inominável Ser
ENVENENADO
POR DUAS
INFERNAIS
SERPENTES





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sábado, 4 de junho de 2016

A Dor, O Sangue E A Magia Nos Punhos De Artcsom


Not Our Fight - Isabel Westling


“Vejam, Filhos Do Sangue Keauriotheniano, como escorre entre nós toda a certeza de que nosso Futuro como Povo Guerreiro será grandioso! Sintam à furiosa marcha de nossas vontades rumo ao guerrear pela nossa sobrevivência e a defesa de nosso Império! Por Thornadoriusis Shodolon, Nosso Pai Eterno; pela Magia Eterna, Nossa Mãe Eterna; pelo Kosmos que nos banha como Grandes e Deuses, Guerreiros e Guerreiras, Seres Evoluídos e Seres Comuns: nosso Dever Eterno é sermos sempre conhecedores do que servimos no Passado, servimos no Hoje e serviremos no Futuro! Podemos servir à Verdadeira Vida como Espadas Místicas Automanifestadas que enfrentam as Maiores Calamidades Cósmicas! Podemos servir à Verdadeira Morte como as Maiores Calamidades Cósmicas Quebrando Espadas Místicas Automanifestadas! Dois Caminhos temos a seguir entre Infindos Caminhos! Infindos Caminhos temos a percorrer em Um Caminho! Não é apenas sangue que devemos derramar, derramamento puro de sangue não nos determina como os Seres Eternos que somos! Também devemos sofrer carregando A Mistica Cruz Cósmica e A Rosa Desesperadora diante do Tecido Universal De Todos Os Firmamentos! Sofrer para vivermos, morrermos ou nos extinguirmos na História Da Criação! O que não podemos é ficar como eternos reféns da Estagnação! Somos Eternos! Somos Guerreiros! Somos Keauriothenianos!”



As inflamadas e poderosas palavras acima estão inseridas no Primeiro Livro Eterno Místico-Militar Keauriotheniano, escrito por Artcsom Ocitilop, A Primeira Guerreira Místico-Militar Keauriotheniana. É uma leitura obrigatória dentro da História Keauriotheniana em todos os Templos Místico-Militares do Império e se expandiu por diversas Raças da Criação, influenciando as criações de diversas Ordens Misticas-Militares. A primeira leitura de cada Guerreiro e Guerreira Místicos Keauriothenianos é O Livro Da Primeira Grande Keauriotheniana, um Patrimônio Eterno Racial de absoluta e suprema importância. Gêmea de Amanorap e Oginan Ocitilop, foi junto com eles os Primeiros Seres Evoluídos Keauriothenianos após Thornadoriusis, nascidos na Terceira Era Universal, a de Bytynomir Keshonenytarkon. Filhos de dois Sábios Keauriothenianos, Noriesod e Anamatélia Ocitilop, nasceram Grandes das Magias Universais e tornaram-se Deuses ao atingirem a Maturidade Bioespiritual de sua Raça. E seguiram caminhos diferentes e definidores do Futuro Imperial e Racial Keauriotheniano: Amanorap fundou sua Ordem Mística Contemplativa que grandiosa influência teve até mesmo entre os Anciães Da Criação; Oginan, a Ordem de mesma Categoria voltada para a Magia Eterna Lunar; e Artcsom unificou Magia e Militarismo como nunca antes fora pelos Generais Keauriothenianos, criando uma Ordem Mística-Militar, mista, que se desdobrou em diversas Ordens-Filhas que vieram a compor A Maior Força Bélica Da Criação em poucas Eras após seu Nascimento Eterno.



“O Correto Motivo Da Batalha Está Dentro De Tua Eterna Alma. A Melhor Arma De Tua Eterna Alma Está Além Da Derrota Do Teu Maior Inimigo Eterno. O Único Objetivo Do Teu Maior Inimigo Eterno É Fazê-Lo Aprendiz Da Eterna Perda Da Vontade, Da Coragem E Da Fúria Guerreiras. Qual É O Correto Motivo Dentro De Tua Eterna Alma? Responda Objetivando Superar Qualquer Dor E Perda Nos Campos De Batalhas. Qual É A Tua Melhor Arma? Encontre-A Na Mancha De Teu Próprio Sangue Derramado Ao Solo. Quem É O Teu Maior Inimigo Eterno? Teu Despertar Para O Costume Dos Fracos Em Espírito E Teu Adormecer Na Fraqueza Existencial Dos Esquecidos. Lembre-Se, Guerreiro E Guerreira: A Fonte De Toda Força De Teus Músculos E Poderes Está Na Objetiva Vitória Consecutiva Do Inimigo Que Reside Em Ti Mesmo. Nunca Dê A Ele O Esquecimento. Nunca Veja Nele Um Motivo Para Esmorecimento. Nunca Sinta Nele Um Motivo Para Desistir De Teus Passos No Caminho Da Guerra. Procure Ser O Inimigo E O Amigo De Ti Mesmo Ao Mesmo Tempo. Compreendas Tuas Falhas, Temores, Dores E Amarguras Olhando Para Tua Eterna Alma Baseado Em Diversas Perspectivas. O Inimigo Cairá. E, Se Não Cair, Teus Amigos, Irmãos De Clã, Companheiros Legionários E Líderes Lamentarão Tua Derrota Diante Do Teu Cadáver, Das Tuas Cinzas Ou Do Teu Inexistir No Nada.”



Inumeráveis Eras antes dela tornar-se Mestra Direta de quase infindos Guerreiros e daqueles que são considerados seus Maiores Discípulos; Mestra inesquecível destes, que foram Nameez Salleeb, Monies Rinji, Kathayatah Admeft Nceferdsatykynbleus e dos próprios filhos; contrair Matrimônio Eterno com o Imperador Thornadoriusis, tornando-se A Imperatriz Artcsom; dar à luz a três filhos, os Príncipes Thades, Thidan e Thaiden; e sucumbir devido às Vibrações Anti-Cósmicas do último filho, uma mulher, que gerou com o Primeiro Ser e que se chamaria Tharen, Amanorap foi uma importantíssima Autoridade Imperial que ofuscou a Presença do Fundador Racial literalmente. Inovadora nas Artes Militares, reorganizou as Legiões Keauriothenianas de modo a serem imbatíveis em Batalhas Marciais, Místicas, Psíquicas e Energéticas. Inovadora nas Artes Marciais, criou incontáveis Estilos De Luta Eterna que tornaram-se Bases e Peças-Chaves das Doutrinas Marciais de Ordens Keauriothenianas daqueles, vindo a espalharem-se pela Criação influenciando o nascimento de outras da mesma natureza.Inovadora nas Artes Místicas, dando a esta um Caráter Bélico nunca antes dado a nenhuma e redefinidora do Papel Existencial das Magias no Contexto Pluralista Organizacional das Ordens Keauriothenianas, acabando por influenciar também diversas outras de diferentes Raças Moldadas. Inovadora até mesmo no modo como encarou sua primeira guerra, a dos Templos Primordiais Da Escuridão Automanifestada, contra os Seanjordinns, Os Filhos Do Primeiro Ancião Eterno Da Inimiga Eterna Da Magia Eterna. Inovadora até no primeiro Confronto Místico Maior de sua Vida Eterna: contra Seanjor Dohuulon, O Primeiro Ancião, um Automanifestado nascido na Criação logo após o Nascimento Eterno do Primeiro Ser. Inovadora até mesmo no não-temor diante do confronto contra um Automanifestado que, abdicando da sua neutralidade desde o Apenas Início, decidiu por iniciar a expansão de seus Filhos pela Obra Eterna Extinguindo a Raça Keauriotheniana.



“Quando estabelecemos um objeto como o nosso Supremo Serviço ao Deus Criador Governante desta Linha Temporal na qual estamos inseridos, começamos a dar passos corretos na Estrada Existencial. Muitos Sábios Da Criação quiseram exercer o comando sobre O Amor Espiritualizante Da Carne e miseravelmente falharam. Outros ambicionaram Beber Da Cósmica Taça Do Primeiro Verbo e foram instantaneamente fulminados. Houve alguns que roubaram dos Fogos Celestiais e foram por Estes mesmos Extintos. E poucos, muito poucos, como Deusenel Aulun, Ryfurnra Huhan, Darblasham Elbuod Japneos Pme, Kathala Sou’Lano’l Teol-Mool VIII e nosso Pai Thornadoriusis, que Comandaram, Beberam E Roubaram Como Autênticos Portadores Do Que Era Para Ser Por Eles Comandado, Bebido E Roubado. Cada um deles teve um bom ou mau Destino Escrito Por Eles Mesmos, Sabendo que Agiram E Eram Novas Estradas Existenciais Em Si Mesmos. Sejam Estradas Assim, Guerreiros e Guerreiras da Raça Keauriotheniana! Sejam Estradas Invencíveis! Sejam Estradas Implacáveis! Sejam Estradas Absolutas! Sejam Estradas Sublimes! Sejam Verdadeiras Estradas Percorrendo A Si Mesmos A Cada Passo Na Grande Estrada Existencial!”



— Pequena, vais mesmo me enfrentar sozinha?
— E a quem eu deveria ceder o meu lugar? Sou a Generalíssima da Raça que você quer Extinguir e meu Dever Eterno é Extingui-Lo antes disso!
— Seu Pai Eterno poderia me Extinguir, Pequena, mas você nem mesmo me arranhará.
— Sente as mortes e Extinções de seus Filhos em nosso redor, Ancião Escuro? Ao Extinguir o Universo Astrax, você pensa que eu deixaria que os seus Filhos marchassem contra outros do Império que eu defendo?
— Subestimei os Filhos do Filho da minha Maior Inimiga Eterna, eu Sei, Pequena. Mas, vou derrotá-la, Autogerarei novos Filhos meus e continuarei a marcha contra a tua e as outras Raças Moldadas até que os Filhos Primordiais Da Escuridão sejam os Únicos na Obra Eterna. Derrubarei o Governante Automanifestado de cada Linha Temporal e serei O Único Governante do Todo.
— Você deveria ter se mantido neutro, Ancião, as Peças do Xadrez Cósmico nas Eras Universais são outras! Mas, mesmo no Apenas Início, as simples Presenças de Thornadoriusis e Lúcifer lhe neutralizariam, já que até mesmo Automanifestados como você são Regidos por Leis Automanifestadas! Eu confio no Sangue Bioespiritual que carrego e Naquela que Guia os meus punhos! Você passará a ser apenas uma lembrança menor na História Da Criação quando estiver Extinto!
— Tuas palavras são bastante poderosas, Pequena, mas nunca enfrentastes e derrotastes um Automanifestado antes.
— Eu Sei como Extinguir um Automanifestado!
— Tua arrogância será teu Fim, Pequena, assim como a do Criminoso Eterno que teu Pai Thornadoriusis é sempre quase causava a Extinção dele.
— As mentiras sobre meu Pai Eterno não me interessam, Ancião! O que me interessa é Saber o quanto de Automanifestação você tem a movimentar contra mim neste exato momento! Seus Filhos estão desaparecendo diante do Poderio dos meus Discípulos e Soldados! Se quer Imperar em toda a Criação, eu sou um primeiro obstáculo a ser ultrapassado! Eu repito que você errou ao escolher a minha Raça para o início da sua Expansão Automanifestada! Em mim, A Magia Eterna Vibra E Pede A Sua Existência!
— Sim, Pequena, Vejo minha Maior Inimiga e a de Minha Mãe em ti. Você foi Tocada por Ela na Medida e na Proporção que se equiparam às de Thornadoriusis Shodolon. E até as ultrapassam, Pequena.
— Pode ser, Ancião, mas eu jamais trairei o Meu Pai ou tentarei Extingui-Lo! Você teve a Última Visão de toda tua Existência agora e é Em Nome Da Mãe Da Criação Que Declaro A Tua Extinção!
— Declaremos um resultado nosso a partir de agora, Pequena.
— Apenas EU Declaro e a MINHA Declaração é a MINHA vitória e a TUA EXTINÇÃO!!!



“A Espada É O Verdadeiro Punho. O Punho É A Verdadeira Espada. A Espada Declara Aqueles Que A Portarão. O Punho Declama A Canção Da Espada Em Ação. A Espada Clama Pelo Sangue Do Inimigo A Ser Abatido Nas Guerras Que Serão Travadas. O Punho Realiza A Busca Dos Inimigos A Serem Confrontados Em Todo Campo De Batalha. A Espada Rege O Punho. O Punho Rege A Espada. A Espada Ruma Para O Vitorioso Horizonte Onde Nenhuma Exaltação Existe Além Do Êxtase Da Verdade Guerreira. O Punho Constrói Sua Verdade Guerreira Na Lâmina Da Espada Encontrando No Ponto Alto Das Montanhas Das Batalhas A Definitiva Consagração Eterna. A Espada Exige. O Punho Cumpre. A Espada Direciona. O Punho Obedece. A Espada Convoca. O Punho Apresenta-Se. A Espada Equilibra. O Punho É A Balança. Então, Guerreiro E Guerreira, As Tuas Espadas, Escudos, Lanças, Demais Armas E Punhos Devem Ser Uma Transcendente Unidade. Unidade No Auge. Unidade No Zênite. Unidade No Clímax. Unidade Na Eternidade.”



A Armadura Sagrada De Artcsom suportou cada Poder Automanifestado manipulado por Seanjor mantendo-se intacta. A Espada Sagrada De Artcsom feriu de diversas maneiras um dos Maiores Automanifestados Da Segunda Categoria (os que assumem um Invólucro Físico próprio) de toda a História Da Criação, O Primeiro Ancião De Todos Os Anciães. A Espada e Os Punhos, Sagrados Monumentos Existenciais, que formavam A Unidade Que Era A Primeira Deusa Maior Keauriotheniana, Manifestaram O Automanifestado Espírito Da Guerra Automanifestada Revelado Na Magia Eterna. Foi uma Batalha memorável na qual, em nenhum momento, Artcsom deixou que seu oponente a ferisse, já que um ferimento causado por um Automanifestado é o condutor da Diminuição Bioespiritual de um Moldado ou de outro Automanifestado. Lutando sendo Una com seus Aparatos Automanifestados forjados por ela mesma com Metais Nascidos Da Primeira Mãe De Todas As Mães no Útero Desta; derrubando cada fibra de vontade vitoriosa no oponente, que a cada Ferimento Automanifestado causado pela Espada Forjada No Mais Sagrado Dos Úteros perdia Parcelas Incondicionais de seu Incondicionamento; demonstrando tudo que até então conhecia de Mistérios Místicos Automanifestos na Criação dentro das Correntes Cósmica e Anti-Cósmica; e mantendo sob controle todo o ritmo da Batalha Mística, ela conseguiu Diminui-Lo Existencialmente a um Nível bem abaixo do dela. E, sem misericórdia, executou uma fatalíssima série de Golpes Extremos Secretos, em uma Velocidade Secreta Cósmica, com a espada dela, que acabou por Extinguir O Mais Antigo De Todos Os Anciães. Os Seanjorjinns foram totalmente Extintos a seguir, incontáveis; eufórica e impiedosamente, ela Extinguiu sozinha 52% dos últimos deles ao lado dos Soldados de 25.016.300.077 Legiões, que perderam no total 36% de seu contingente original. Os Templos Primordiais foram derrubados e Artcsom canalizou Energias Primais Automanifestantes Do Ser Da Magia Eterna Na Matéria através da lâmina de sua espada para Extinguir toda a Dimensão Mística desértica na qual aqueles encontravam-se.



“Dor sempre caracteriza o que podemos melhor aprender na Grande Guerra que traçamos como passível de ser travada em nossa Vida Eterna. Sangue é o nosso Destino Eterno que vai sendo Continuamente Escrito no Grande Livro Do Destino Automanifestado. Magia é nosso Lar, Mundo e Criação, um Multiverso sempre expandindo-se no Âmago de nossas Eternas Almas. Guerreiro e Guerreira, A Dor É Sagrada E Deve Ser Amada. Guerreiro E Guerreira, O Sangue É Sagrado E Deve Ser Amado. Guerreiro E Guerreira, A Magia É Sagrada E Deve Ser Amada. Guerreiro E Guerreira, Vocês São Sagrados E Devem Amar Um Ao Outro E A Todos Os Demais Guerreiros, Amigos E Inimigos, Conhecidos E Desconhecidos, Nascidos, Não-Nascidos E Que Nunca Nascerão. O Verdadeiro Guerrear É Respeitar. O Verdadeiro Guerrear É Amar. O Verdadeiro Guerrear É Ultrapassar O Amar E Encontrar Algo Sem Definição Automanifestado Na Eterna Alma De Cada Guerreiro E Guerreira Da Criação.


Assim Declaro Ao Final Deste Livro!


Eu, Artcsom Ocitilop, Declaro!”



E, após as comemorações pela vitória em Keauriothen, a homenagem feita pelo Imperador, diálogos com seus amados irmãos gêmeos e os Rituais em Honra Existencial aos mortos e Extintos na primeira guerra na qual ela esteve atuante, Artcsom se recolheu aos seus aposentos privados no Templo Místico-Militar Da Cidade Eterna De Arramehl, o qual fundara. Um Ritual particular precisava por ela ser conduzido pela primeira vez: o direcionado a Seanjor e a cada Filho deste que ela Extinguiu. Uma Prática Secreta que ela manteve ininterrupta, nem chegando a ser Conhecida pelo Olhar de Thornadoriusis, em Honra aos inimigos vencidos, mesmo aqueles dos quais chegaria a sorver o sangue no crânio. Um Ritual Respeitoso. Um Ritual Amoroso. Um Ritual Além Do Amor. Um Ritual Além Dela Mesma.



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sábado, 28 de maio de 2016

As Densas Trevas De Salleeb



O Dever de um Salleeb é unicamente explorar as densidades mais cativantes da Obscuridade na Senda Cósmica. Para um integrante de tal Clã, a Magia Eterna em seu Obscuro Caráter tende para experiências que multiplicam o poder da própria Vida Eterna. Com esse pensamento, na Idade Dos Fatos, quando a Raça Keauriotheniana foi criada por Thornadoriusis Shodolon e a Expansão Imperial da mesma iniciou-se, os descendentes do 203º Filho Keauriotheniano do Primeiro Ser Da Criação, Zaragus Salleeb, ganharam a reputação de serem entre os Guerreiros daquela Idade os mais sanguinários, impiedosos e vitoriosos. O líder de todos foi Zaragon Salleeb, O Doutrinador Das Trevas Guerreiras, dizimador de 453 Raças e conquistador de 712 Galáxias em 23 Universos. Naquela Idade, os Keauriothenianos não tinham entre os seus Deuses além do Fundador Racial; mesmo assim, a Expansão também foi fundamentada com as mortes de 770.965 Deuses de diversas Raças. E Zaragon foi o responsável pela maioria delas e ensinou aos demais Guerreiros Maiores como matar Deuses manipulando a Obscura Natureza Cósmica presente em todas as Magias.

Com frieza, o General Maior foi criado pelos pais, Aderus e Raunan Salleeb, para ser um infalível Guerreiro. Como todos dos primórdios da Raça Keauriotheniana, aprendeu diretamente com Thornadoriusis o manejo de todas as Magias Moldadas e Automanifestadas. De sua geração, foi o mais habilidoso, implacável e ambicioso, arrasando tudo que via pela frente na resistência de inúmeras Raças contra a Colonização Keauriotheniana. As Trevas o acompanhavam, as Trevas da Espada, as Trevas do Espírito Da Guerra Revelado Na Magia Eterna, A Magia Mãe Da Criação. Trevas que sugavam o sangue de cada inimigo abatido pela Salleeb’akhara, O Pai Dos Salleeb, a Espada Mistica Sagrada forjada pelo Primeiro Salleeb nas Montanhas Admon do Planeta Keauriothen com Aço Místico e Minerais Cósmicos. Trevas rangendo sempre com a aproximação de cada batalha. Trevas emitindo um som único ao derramamento das Armas Desintegradoras Espaço/Temporais das Legiões Keauriothenianas contra Exércitos inimigos. Trevas que sussurravam-lhe aos ouvidos o modo como derrotar um inimigo. Trevas que transmitiam-lhe a Voz Obscura Das Alas Cósmicas. Trevas Cantando sobre as Guerras Passadas, desde O Apenas Início. Trevas Poetizando as Guerras que ocorriam naquele momento da Caminhada Material de Zaragon. Trevas Escrevendo os livros que contavam sobre os fatos de todas as Guerras Futuras.

E Zaragon tomava decisões baseadas nas Trevas que lhe eram Acompanhantes, Amantes E Conselheiras. Trevas que lhe diziam o que fazer com 783.118.907.636.643 planetas do Universo Saasbat Ugraurun cujos habitantes resistiam intensamente contra a Colonização de planetas inabitados entre elas. 643.977 Legiões Keauriothenianas haviam sido exterminadas pelos Guerreiros Siderais De Saasbat liderados por Shara Saasbat CCLIX, Deusa Guerreira Da Eternidade. Uma decisão precisava ser tomada por Zaragon, que se encontrava na Cabine de Navegação Mística do Intercruzador Espaço/Temporal Salleeb XXIII, dentro dos Túneis Interdimensionais de acesso a Saasbat. Com ele, sob seu comando, em 104.764.634 Legiões em outros 83.855 Intercruzadores, aguardando uma decisão concreta a partir dos terríveis e temiveis lábios dele.


— Naryon, este Universo é importante para o Império?
— Senhor Zaragon, conforme nossos Exploradores Secretos, há Metais e determinadas Substâncias de Conteúdo Cósmico em muitos planetas que servirão ao propósito de nosso Pai Eterno.
— Não é a isto que me refiro.
— Como, senhor?
— Estou me referindo ao Sentido Existencial deste Universo.
— Como bem disseram nossos Mestres Místicos, este Universo é o próprio Eco Milultiplicante Realizador da Deusa Shara como uma Representante Material Da Eternidade.
— Você ainda não me entendeu, Naryon.
— Senhor…
— A importância a qual me refiro não é Material ou Espiritual, mas Fundamental. Perdemos aqui preciosos Guerreiros e não posso aceitar a dominação pura e simples de um Universo que se configura mais uma ameaça absoluta do que uma aquisição de valor inestimável.
— Sabemos matar Deuses, Senhor…
— E quem disse que eu estou a falar de Deuses, Naryon? Será que você não tem a capacidade de me Compreender como o Mestre Comandante Maior das minhas Legiões? Como um Harok, um Sábio, você consegue me Compreender?
— Senhor, eu Compreendo.
— Muito bem, então, eu já perdi tempo demais aqui tentando ter a chance de me fazer entender por você. Para o bem do Império, não podemos deixar que este Universo seja um obstáculo para a realização da nossa Expansão. Até agora, quando pacificamente nos Expandirmos, apenas reagimos aos ataques de todos aqueles que nos Viam como Conquistadores vulgares e irracionais. Aqui é diferente, muito diferente, pois me parece que a Deusa Maior dsste Universo não pensaria tanto quanto na reação de atacar Keauriothen se aliando a outros Universos.
— Nós os venceriamos, Senhor Zaragon, temos O Primeiro Ser…
— O Primeiro não pode nunca ser a garantia de que bilhões ou inumeráveis Universos se voltem contra nós. Estamos em Expansão para que possamos realizar a moldura de uma alternativa no Futuro contra Impérios que possam querer derrubar Thornadoriusis Shodolon, que muitos consideram como O Inimigo Dos Inimigos A Ser Vencido. Ele me deu Autoridade Suprema para tomar decisões acima de qualquer outro General e, como General Supremo Dos Generais Supremos, decido pela Extinção deste Universo.
— Senhor, não podemos…
— Sim, podemos, Naryon, Keauriothen é o foco de nossa Vida Eterna e Thornadoriusis Shodolon, nosso Pai Eterno, a Eterna Lembrança do nosso Agradecimento como Seres Materiais. Os Saasbatianos são inimigos a serem temidos, As Trevas mostraram-me isto.
— Eu Vi que aqui neste Universo…
— O que você viu não é do meu interesse e nem do interesse do Império, Naryon. Quer me desobedecer? Quer ser punido com as Trevas de Salleeb’akhara?
— Não… Não, Senhor Zaragon!
— Então, aceite a minha decisão porque não vou ficar discutindo a mesma com um reles Mestre Místico. As Armas são A Voz Keauriotheniana e tudo que vocês do Espírito podem fazer é acatar as decisões dos Senhores Das Armas. Compreende isso muito bem, não Compreende?
— Compreendo… Compreendo, Senhor Zaragon!
— Ordeno agora que a Antimatéria Eterna determine o destino deste Universo.
— Como queira, Senhor Zaragon.
— As Trevas me disseram que isto é o correto para o Bem do Império Keauriotheniano. Agora, saia daqui, não preciso mais de você, tenho que transmitir minha decisão aos demais Comandantes dos Intercruzadores. Informe aos Engenheiros Universais daqui para focarem a Transmissão da Antimatéria no Coração Existencial de Saasbat.
— Como o Senhor ordena, General Supremo Dos Generais Supremos De Guerra Zaragon Salleeb! Pelo Império Keauriotheniano Na Lâmina Da Espada Da Magia Eterna!
— Pelo Império Keauriotheniano Na Lâmina Da Espada Da Magia Eterna, sim!


Cada Intercruzador Keauriotheniano, de colossais dimensões quase incalculáveis, comporta em si Antimatéria Automanifestada Condensada em diminutos Globos de Aço Eterno Automanifestado. Medindo cada um 23 cm³, contém um Poder Extinguidor que tornou o Império Keauriotheniano o mais temido de todas as Últimas Idades Universais. Muito por causa da existência deles, também, a Expansão pôde ser concluída na mesma Idade Dos Fatos ao fim da conquista de 600.000 Universos. Mas, Zaragon não esteve presente na conquista do último Universo, não era Imortal e os Seres Imortais Keauriothenianos somente nasceriam na Raça Mais Perfeita Bioespiritualmente Da Criação nas Eras Universais. Mesmo não estando presente, foi lembrado pela primeira e única Extinção de um Universo efetuado pelo Império Keauriotheniano em toda sua História.

Construídas pelos Engenheiros Universais, grupo de Arquicientistas que aprenderam com Thornadoriusis a confecção das Esferas Físicas Antimateriais, eram em número incontável preservadas nos Recintos Secretos Dimensionais do interior dos Intercruzadores. Foram usadas poucas vezes enfocando Exércitos inimigos; apenas uma era capaz de decidir o destino de uma guerra travada e suas Vibrações Consequentes eram contidas pelas Vias Composicionais dos Intercruzadores. Para Extinguirem Saasbat, 432.343 Esferas foram lançadas e, nos Túneis, as Vias envolveram em uma Infinita Esfera Automanifestada todo o Universo para que a Antimatéria não escapasse para outros. Fora da Contagem Temporal, incalculáveis vidas foram Extintas, a maioria de Deuses e Guerreiros; o restante dos habitantes, pacíficas Raças que nunca derramaram sangue em guerras. Pelo Império Keauriotheniano, um Universo deixou de Existir e o temor do mesmo aumentou exponencialmente depois desse fato obliterador de um Campo Existencial. O Vazio, O Nada, tomou o lugar de Saasbat.

E pelas Trevas, Zaragon Salleeb Realizou um Sacrifício Supremo À Face Maligna Cósmica Revelada Em Todas As Magias. Com ele, iniciou-se a Tradição Salleeb da Veneração a tal Face na Criação. Com ele, um militar cumpridor do seu irrestrito e inescapável Dever como Generalíssimo, iniciou-se a semente dos tiranos cruéis do Futuro Keauriotheniano.

Tudo do Futuro ele Viu nas Trevas. E, ao Ver O Nada que se tornou Saasbat, pôde Ouvir as gargalhadas das Trevas que o acompanhavam. E um sorriso quase imperceptível surgiu-lhe no rosto, em contraste com o pesar de todos os demais Keauruothenianos que presenciaram a Extinção Universal.


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domingo, 22 de maio de 2016

Eu Sou Apenas Uma Gentil Devoradora...


La rose noire, planche 23 du Chaman, 1960 - Pierre Molinier 



O jeito correto de chupar um pênis é assim, como se a língua o moldasse como uma Divindade a ser pluralmente adorada. É como eu estou fazendo agora com este aqui, arrumando tudo para que eu possa cavalgar como a gentil Devoradora que eu sou… Gosto deste pênis aqui, é grande demais, grosso demais, preenche a minha boca com uma enorme adocicada sensação de que estou saboreando um delicioso manjar… Há um bom tempo não tenho comigo um pênis assim, algo para me satisfazer completamente antes do que sou obrigada a fazer… Sempre assim, devo continuar sempre assim, nesta rotina a cada noite que me obriga a realizar este mesmo Ritual de agora. Este pênis é apenas mais um, não tem a mínima importância depois que eu acabar. Este homem aqui é apenas mais um que envolvo e trago para cá, mais um entre tantos de ontem e outros tantos de amanhã. Mas, esse pênis é gostoso demais… Esta cabeça… Estas veias… Não quero parar, mas tenho que continuar, preciso fazer o que sempre faço melhor.


— Deite-se agora, Klaus.


Todos me obedecem sempre, sem contestação, após minha chupada. É até algo com o qual já estou acostumada e melhora cada vez mais a cada noite.


— Eu vou cavalgar o restante da noite em você, Klaus, como te prometi.


Todos os homens que eu trouxe para cá são iguais. Parece até uma comédia daquelas bastante ridículas, mas são todos patéticos, carentes, cientes de que suas vidinhas estão totalmente monótonas e vazias. Penso que as mulheres, amantes, esposas ou namoradas deste século, não sabem mais como cuidar desses caras na cama como se deve: com carinho, com afeto, com gentileza…


— Vou subir em você agora, Klaus, mantenha o seu tesouro bem duro para mim…


Delicioso este pênis mesmo… Belo homem o dono do mesmo… Aspirante a astro da Música, de origem humilde, lutando por um lugar ao sol neste mundo. Me contou tudo, pelo que percebi, da vida dele, não há muito mais a me dizer. É lamentável, ele seria capaz de fazer feliz qualquer mulher que caminha abaixo do sol, mas me encontrou… Gostei mesmo deste pênis, mais do que do homem em si, para falar a verdade. Vou começar logo isto para poder terminar e ir descansar para me preparar para o próximo de amanhã à noite.


— Vou começar, Klaus…
— Por que me escolheu entre tantos na Souto’s, Marcelle?


Eles não costumam perguntar isso…


— Gostei do jeito do seu rosto, me lembra…
— Eu lembro…?


O que estou fazendo agora?


— Lembra um homem de pica grande, que eu adoro…
— Um homem do seu passado?


Não, Klaus, falo de todos os homens que eu gentilmente puder devorar.


— Meu primeiro namorado.
— Ele parecia comigo?


Vocês, homens, são todos iguais, meu caro Klaus. O que muda é apenas a cor da pele, dos olhos e dos cabelos. E o tamanho do pênis, óbvio.


— Um pouco.
— Muito bom saber…


Provavelmente, ele pensa que teremos depois desta noite algum tipo de relacionamento.


— Não se apaixone, meu gostoso pirocudo…
— Me apaixonei quando vi seus olhos me observando naquela hora, Marcelle…


Você não é o primeiro, mas essa paixão durou apenas algumas horas.


— Você mal me conhece, Klaus!
— Estranho, mas é como eu já tivesse te visto antes…


Provavelmente, você deve ter sido um dos homens que eu trouxe para cá em época muito muito muito distante…


— Não acredito nessas besteiras, Klaus, você devia ser menos crédulo em relação a isso…
— Fui criado no Espiritismo e creio na Reencarnação. Já nos encontramos antes…


Se você se lembrasse, então, do que eu faço e do que eu sou, nem estaria aqui comigo após me reconhecer naquela hora em que nossos olhos se encontraram.


— Quer trepar ou conversar sobre a sua religião, Klaus?
— Não é isso, Marcelle… É que achei estranho demais uma belíssima mulher como você me trazer para sua casa sem nem me conhecer melhor. E o mais estranho é que isso de conhecer uma mulher e transar com ela na mesma noite me é também inédito.


O ineditismo, infelizmente, não vai mais se manifestar em sua existência, Klaus.


— Estamos no século vinte e um, uma mulher deve ser liberta das correntes que travam o corpo, a mente e o espírito. Sempre fui uma mulher que jamais se prendeu ao moralismo barato da sua civilização.
— Mas, você também é parte desta civilização, deste mundo.


Klaus, você nem tem ideia do que fiz, faço e sempre farei parte…


— Eu sou apenas uma gentil devoradora, Klaus…
— Me devore logo, então…


Adeus, meu amante noturno de hoje.


— Você nunca vai ter outra mulher como eu…
— Eu sei disso, Marcelle…


Vamos ao encaixe da minha vagina com o pênis dele… Nossa, isto nunca é o mesmo de homem para homem… Entrou tudo… Trinta e dois centímetros, aguento tudo… Vou cavalgar agora… Cavalgar agora… Venha tudo agora… Vocês estão livres… Vocês podem devorá-lo junto comigo… Vocês podem cavalgar nele junto comigo… Sintam a grossura deste pênis… Sintam a quentura deste pênis… Sintam as veias no pênis… Sintam as veias no corpo dele inteiro… As batidas do coração, vamos juntos devorar o coração dele… O ar saindo e entrando nos pulmões, vamos devorar os pulmões dele… O cérebro todo sentindo o que o corpo dele transmite enquanto estou assim cavalgando, vamos juntos devorar o cérebro dele… Os intestinos, os rins, o esôfago, os olhos, a língua, os músculos, os ossos, os pêlos, os cabelos… Tudo dele, devoremos juntos agora…


— Me devore, Marcelle…


Venham, tudo está aqui… Venham, há tudo dele vindo agora…


— Marcelle…


Venham, saiam de mim, penetrem nele, pesquem tudo dele…


— Ah, Marcelle…


Venham, envolvam-no, acorrentem-no, subjuguem-no…


— Marcelle…


Venham, para fora de mim, para fora de mim… Vamos, venham devorá-lo…


— Mar… celle…


Venham, estamos trazendo tudo dele… Tudo dele… Tudo…


— Mar… ce… lle…


Venham, estamos trazendo muito mais agora…


— Mar…


Venham, falta pouco para tudo dele ser nosso…


— …ce…


Venham, a vida completa dele já é quase nossa…


— …lle…


Venham, todos, todas!


— As…


Venham, estamos acabando!


— As…


Venham, estamos com ele por completo!


— As...


Venham, agora vamos trazê-lo totalmente até nós!


— Astrid…


Venham, ele já está em nós…


— Me devore, Astrid…


Venham, ele já é o que somos…


— As…


Venham, ele já é o que sempre fomos…


— …trid…


Venham, ele já é o que sempre seremos…


— Muito… obrigado… Astrid…
— Até a sua próxima existência, Tulius.


Mas, o meu Verdadeiro Nome não é Astrid, eu venho de uma época deste mundo onde não haviam Nomes. Nem nasci aqui na Terra, mas ele nunca saberá disso…

Tulius, Roma Antiga, quando nos encontramos pela primeira vez, uma maravilhosa época para mim como uma gentil devoradora… E, de novo, você foi devorado por mim, como foi em 1996, 1916, 1896, 1816, 1789 e em outras ocasiões… Seu amor por mim lhe uniu ao meu caminho devorador, mas eu não estou unida a você. Para mim, Tulius, você sempre vai ser um homem a ser gentilmente devorado por mim como todos os outros homens deste seu planeta; e um  cadáver que agora começa a virar pó em minha cama, como tantos outros das noites de ontem e das noites do amanhã.

E, falando na noite de amanhã, o próximo a ser gentilmente devorado já está escolhido, assim como todos os outros de depois de amanhã.

Porém, vou sentir muita saudade do pênis que você teve nesta sua última encarnação, Tulius…


Inominável Ser
GENTILMENTE
DEVORADO
SEMPRE




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