terça-feira, 27 de março de 2018

A Rubra Lua Senhora Do Sangue Das Eras


She Was Taken By The Moon - NanFe


Sob as sombras que se traduzem em cadáveres dispersos pelos campos e todas as coisas cujos nomes estão para sempre perdidos, Ela chega. Chega trazendo nuvens de fulgurantes realidades de vívidos pesadelos. Chega trazendo os sussurros que derrubaram civilizações que ousaram venerar-Lhe como uma Deusa. Chega trazendo as ruínas causadas pelas temporais tempestades geradoras de toda histórica tragédia universal. Chega manifestando o vento de todas as direções que expandem as obscuridades que despertam ao som das tenebrosas melodias mais subterrâneas. Chega como a mensagem que atravessa todas as barreiras das maiores e menores realidades universais que transitam nos Umbrais. Chega como silenciosa guardiã de toda força que se apóia na miserabilidade, destrutividade e desgraça das maiores transcendências dos Reinos Infernais. Chega coroada de sangue, banhada pela Verdade Da Rubra Lua que é sua Morada Espectral. Chega atendendo ao pedido de uma de suas humanas sacerdotisas, banhada com o sangue da própria filha recém-nascida. Chega para ouvir o que sua sacerdotisa deseja lhe oferecer como Tributo, Movimento e Preenchimento.


O Que Me Oferece, Filha Da Rubra Terra?
— O Presente Perfeito De Sangue, Minha Rubra Mãe!
O Que Não Tem A Me Oferecer, Filha Da Ruvra Terra?
— A Fraqueza Que Eu Não Posso Ter, Minha Rubra Mãe!
Por Que Me Convocou Mais Uma Vez, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Quero Ver mais do que eu já Vejo, Sagrada Rubra Senhora!
Por Que Tamanha Ambição, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Senhora…
Por Que Tanto Desejo Pelo Poder Sem Estar Realmente Preparada Para O Poder, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Vinte e dois anos de dedicação ao Seu Serviço, Minha Grande Rubra Mãe! Nove crias minhas sacrificadas em Seu Louvor! Eu sou a melhor e a maior de minha geração em Seu Culto, superior até mesmo às que militam em Sua Causa há milênios! Por que não posso ter mais do Seu Poder?
Títulos Que Sua Humanidade Criam Não Me Influenciam, Filha Do Meu Sangue. Todas Que Hoje São Em Mim Jamais Me Alcançaram Através De Humanas Denominações, Nominações E Ordenanças. Eu Não Sou Parte Da Tua Raça Humana, Não Me Iguale A Um Dos Da Tua Raça.
— Perdão, Mãe… Mas, os meus Sacrifícios…
Continuam Sendo Apenas Formas De Me Convocar E Não De Ser Como Eu Sou. Por Que Acha Que Nos Últimos Oitocentos E Dez Anos Do Seu Planeta Nenhuma Sacerdotisa Veio Habitar Em Mim, Sacerdotisa De Meu Sangue?
— As Antigas Artes da Goétia se perderam, Minha Mãe e o que temos… o que a minha Ordem tem no mundo hoje… o que toda Ordem a serviço dos Abismos Infernais tem hoje… nada possui dos Ancestrais Mistérios Dos Magos Rubros De Hy Laamyr. Hoje, apenas realizamos desesperadas tentativas de nos aproximarmos dos de Tua Raça, Mãe De Toda Rubra Desgraça.
Por Isso, Eu Digo Que Ainda É Cedo Para Você Começar A Verdadeiramente Se Aproximar De Mim. Sangue De Crias Vossas E Das De Suas Irmãs Ainda Não É O Suficiente, Rubra Maga. Aquelas Que Antes De Vocês Conseguiram Me Alcançar Ativaram Mistérios Nelas Mesmas Para Tal Obra Se Concretizar. A Cada Uma Digo Isto, Mas Vocês Não Me Ouvem E Insistem Em Me Evocar Apenas Com O Sangue De Bebês. Eu Venho, Mas Quero Muito Mais De Cada Uma De Vocês Que Hoje São Como Cada Cria Sacrificada A Mim.
— Eu me conheço, Mãe! Todas as minhas Rubras Irmãs, até as Neófitas, conhecem a si mesmas neste Rubro Caminho até Sua Glória! O que podemos fazer além de tudo que sabemos sobre Ti?
Saber Sobre Mim, Apenas, Não É O Suficiente, Sangue Meu.
— A Senhora…
Eu Te Decepciono, Humana Parte Minha? Eu Não Me Decepciono Jamais Com Nenhuma De Vocês Que Não Me Fazem Esquecida Neste Mundo.
— Meus pensamentos sempre continuarão me traindo…
E Nesta Traição Se Encontra A Fraqueza De Todas Vocês Que Me Cultuam Nesta Geração. Eu Não Vou Ensiná-Las A Me Cultuar Verdadeiramente, Filha Do Meu Rubro Útero. O Ensinamento Está Com Cada Uma De Vocês, Basta Apenas Que Se Encarreguem De Traduzi-Lo. Os Antigos Mistérios Das Artes Do Povo Dos Abismos Infernais Um Dia Retornarão A Este Mundo Através De Vocês Da Minha Ordem Neste Plano Ao Qual Me Convocam. Me Alimento De Seus Bebês, Isso Me Sacia E Me Agrada. E Apenas Isto Você Crê Que É Do Meu Agrado?
— Não, minha Rubra Senhora…
Por Que Me Oferece Este Sangue, Filha Da Rubra Terra?
— Porque Preciso Saciar A Sua Fome, Minha Rubra Mãe!
Por Que Me Convoca A Partir Deste Sangue, Filha Da Rubra Terra?
— Porque É O Sangue Do Meu Sangue Aqui Ofertado, Minha Rubra Mãe!
O Que Você Ainda Não Me Ofereceu, Filha Da Rubra Terra?


A Rubra Sacerdotisa não consegue responder à última indagação de Sua Senhora. Esta, apenas profundamente observando-lhe com um olhar que extinguiria Universos, cala-se e retorno ao Ser Lar. Retorna levando Consigo as marcas de todos os horrendos sacrifícios realizados desde eras imemoriais em Sua Honra. Retorna levando Consigo todos os crimes de sangue que ininterruptamente ocorreram enquanto esteve à frente de uma de Suas Sacerdotisas durante tempo indeterminado. Retorna levando Consigo a atmosfera carregada de odores que os cemitérios terrestres não conseguem conter. Retorna levando Consigo cada face que gritou nas Trevas Seus Inúmeros Nomes De Poder. Retorna levando Consigo a chuva de detritos que se assemelha ao profundo estruturado reino da existencial putrefação de todo anormal ser. Retorna levando Consigo o Humano Inferno. Retorna Levando Consigo a Humana Fossa. Retorna Levando Consigo a Humana Lama.

E deixa Sua Sacerdotisa meditativa sobre o corpo do filho morto acima de uma poça de sangue.


Inominável Ser
RUBRO SACERDOTE
DE SANGRENTOS
DEMÔNIOS




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segunda-feira, 12 de março de 2018

O Vampírico Romance Dos Predadores


Vampire In Love - Anastasia Balabina


“Come! Come closer...
You, o Beauty, dressed in moonlight
and the snakeheads of ivy leaves
entwin e your white neck...
Come! Come here...

Spit on me, spit on me
for I am the dust under your feet
unexpected and unwanted, I am your portrait,
water and salt, air to breathe

Come closer...
let's climb to the sky
to heights of ecstasy
to hell and back

And then
I put on your tongue
one little drop of my sperm
it's bitter
tastes like old bread
tastes like stone
tastes like pain

Blinded by the red suns of yur nipples
gropingly looking for a source of light
I find the spring of sacred wine
pour me some

Crown my pillar with your living flesh
and I will bless you with my semen
be my wueen of enraptured love
priestess of the black summer night

Jewels of my sperm illuminate your misty crown”


A Sinfonia do Inferno deste momento toca como um ressoar de danificantes elementos na sala de jantar. Brenna von Bormann e Osman Magnufsson saboreiam juntos o pescoço da bela vítima que se soma às inúmeras de suas vítimas em seis mil e duzentos anos de andanças por todo o mundo. Em terras tropicais como o Brasil, o máximo de cuidado que eles possuem é em relação a não serem pegos perto de ambientes onde possam ser identificados. Habitualmente preferindo vítimas sofisticadas, de prostitutas de luxo a membros de famílias ricas, que caçam com a classe e a elegância de discretos artistas do sangue, são famosos entre os Imortais que habitam esta terra de douradas miscigenações. Estas tornaram os brasileiros as mais saborosas alimentações do mundo, dignos pratos para Altos Vampiros como eles. A pouca resistência de Maria, a vítima pega entre dançarinas da mais elitista das boates de luxo de Ipanema, se esvai enquanto suas últimas gotas de sangue são saboreadas. Aguardando seus Mestres terminarem a degustação, Alec e Dorian, dois escravos mudos comprados em uma feira de humanos em Moscou, observam, sem nenhuma indicação de que estão a observar, a morte de mais uma belíssima mulher na sala de jantar.

Ao terminarem, os dois acenam com as cabeças para que os escravos mudos retirem o cadáver do recinto. Anette e Tarja, duas escravas surdas, compradas em um leilão humano em Miami, adentram trazendo sangue humano em crânios de dezoito antigas vítimas. Os crânios estão em grandes bandejas de ouro com incrustações de diamantes e topázios, apresentando uma beleza incomparável. Após dois minutos enrolando o cadáver em um plástico negro e retirando do chão algumas gotas de sangue, os escravos mudos saem da sala. As escravas surdas servem seus Mestres na imensa mesa de quarenta e dois metros de extensão e dois metros de largura, em cada ponta da mesma. Simphonic Black Metal de diversas bandas obscuras tocam sem parar na sofisticada aparelhagem de som montada exclusivamente para os sacrifícios de vítimas especialmente escolhidas. Ao terminarem a degustação do sangue, quarenta e cinco minutos depois, ordenam com gestos das mãos que as escravas surdas retirem as bandejas. Enquanto se encaminham para a cozinha, passam por Kris e Zara, um casal de criados cegos comprados em um mercado de humanos em São Paulo, trazendo o coração, o fígado, os rins, os pulmões e os seios da última vítima de seus Mestres devidamente cozinhados com diversas especiarias e cortados com extrema habilidade em minúsculos pedaços.

As bandejas de carne são menores do que as de sangue e os pedaços são postos pelos escravos cegos em pratos de prata pura, ricamente adornados com símbolos esotéricos incrustados com fios de ouro. A degustação é um Ritual Vampírico movido pelas vibrações das possantes músicas que tocam extremas nas caixas de som e pela troca de olhares entre os dois Predadores. Brenna e Osman nunca conversam diante de seus escravos, consideram que os mesmos são indignos de ouvirem as suas vozes; ou, no caso das escravas surdas, de verem os movimentos de seus lábios. Em uma hora e quarenta minutos de lenta degustação ritualística, no qual duzentas e quatorze velas vermelhas foram acesas pelos escravos cegos por toda a mesa, o silêncio deles foi apenas acompanhado pela música de letras ocultistas falando de Sexo, Sangue e Morte a tocar. Os escravos cegos são avisados que devem retirar os pratos e as bandejas ao fim da última música a tocar. Com uma rapidez cirúrgica, realizam em três minutos sua última tarefa na sala de jantar e retornam à cozinha. Osman se levanta da cadeira de ouro e caminha em direção à sua Esposa De Sangue, dando-lhe a mão esquerda. Brenna, sorridente, pega nesta mão e se ergue, caminhando com ele em direção à escadaria que dá acesso ao segundo andar da mansão na sala de estar.

Cento e quatro degraus depois, chegam à parte superior de sua morada localizada em um Plano à parte dentro da Praia de Copacabana princesinha de um oculto mar de sangue. A mansão possui seiscentos e dez quartos, cada um contendo acorrentadas doze futuras vítimas, dentre homens, mulheres, idosos e crianças, de suas mandíbulas. Todos são membros da elite do mundo sequestrados pelo exército de novecentos escravos cegos, surdos e mudos, comprados durante séculos por toda a Terra, que podem caminhar à luz do sol sem restrições. Após caminharem quatro quilômetros entre os quartos, eles sobem uma outra escadaria em direção ao terceiro andar da mansão.

Trezentos e doze degraus depois, eles chegam ao andar, que é o aposento particular deles. Cinquenta e um quilômetros quadrados de um aposento com janelas gigantescas que exibem todos os ângulos da cidade do Rio de Janeiro. Eles se aproximam de uma janela e, abraçados, observam o que cada ser humano faz sob o véu noturno, olhares que misturam superioridade, autoridade e uma ancestralidade atada a valores que a Humanidade estará sempre distante de Compreender.


— Ainda insisto em dizer que deveríamos escravizar a todos eles, Osman.
— E ainda vou ficar insistindo em defender que parte deles é necessária para a nossa própria sobrevivência.
— Isso porque não devemos nos exibir muito por causa do Tribunal Dos Primeiros, Lord Nebula, Anya Bausch e os outros que equilibram a coexistência entre os humanos e a nossa Raça.
— Não temo nenhum deles, Brenna, lembre-se que na Escala dos Imortais nós estamos no mesmo nível dos Vampiros Cósmicos. Nós dois, como cada um deles, nascemos Vampiros e Bebemos do Sangue do Primeiro de todos nós no Universo Negro. Nossa discrição nos mantém na Balança como Forças que eles são obrigados a respeitar.
— Até porque nós dois aprendemos também a nos Alimentar das Energias Cósmicas desde que soubemos ser hábeis nesse tipo de Manipulação Vibracional. Parece que foi ontem quando em 816 anos antes daqueles a quem os humanos chamam de “Cristo”  nos Alimentamos pela primeira vez do Kosmos no pico do Monte Fuji. Mas, não abandonamos nossos Costumes Ancestrais relacionados ao Sangue e Seus Mistérios, o que eles não entenderam.
— Os pensamentos deles são bem diferentes dos de toda a Alta Hierarquia Vampírica à qual pertencemos, Brenna. Convivemos em harmonia com eles porque há respeito mútuo entre nós e um ponto em comum que nos une: odiamos os Transformados que por obra de Octavius Petronius até hoje mancham o Ser Vampírico pela Terra, arriscando a nossa Existência.
— Essa doença da Transformação deveria ser errada, Osman, de uma vez por todas. A História de nosso Povo não perdoou Octavius até hoje.
— E como ele é filho do Primeiro Alto Vampiro, não foi executado pela Lord Nebula.
— Teoricamente, Osman, ele não traiu nenhuma das nossas Leis Sagradas De Sangue. Somente fez há três mil anos atrás com que a eclosão da doença dos Transformados se tornasse incômoda. Nenhum Ser Humano, jamais, deveria saber que nós Existimos; porém, aquelas anomalias entre nós fizeram com que a superfície das civilizações narrasse em lendas e histórias reais se tornarem parte da cultura deles. A ideia de ser vista daquele modo no Cinema, na Literatura e na Poesia, confundida com aberrações que deveriam ser eliminadas, me causa o maior desejo de praticar torturas intermináveis em um deles.
— A Ficção sobre nós se refere mais a eles e poucas vezes autores ousaram falar da Classe Elevada. Dracul até hoje amaldiçoa a memória de Bram Stoker por tê-lo retratado daquela forma para crianças humanas terem medo.
— Nosso amigo Dracul… Nossa estadia na Romênia naqueles anos foi muito especial, o sangue turco ainda queima dentro de nós.
— Tudo que já nos alimentou vai queimar eternamente dentro de nosso Ser. E continuaremos a sermos soberanos nesta terra indigna da nossa presença. Veja cada um deles, Brenna, tão arrogantes e prepotentes, pseudoimortais prepotentes que necessitam procriar para perpetuarem suas raciais memórias. Eles são os verdadeiros monstros neste mundo, matando, roubando e destruindo a tudo em redor apenas para satisfação dos sentidos que mais se parecem com os de famintas baratas. Matamos, roubamos e destruímos vidas para sobrevivermos, A Sobrevivência que os animais, nossos Irmãos Maiores, praticam como nós praticamos.
— Mas, isto não quer dizer que sejamos apenas animais, Osman.
— Somos Animais melhores do que cada Ser Humano e Deuses melhores do que aqueles que as mitologias primitivas da Terra eternizaram. Predomínio, isto nos define, Brenna, intensivamente.
— Os humanos também me são indesejáveis…
— A mim também, Brenna, mas como vou ficar repetindo pela Eternidade, precisamos deles.
— Eu preciso mais é de você, Osman, neste nosso Curso dentro da Estrada De Sangue. Respeito O Primeiro, Os Primeiros, Lord Nebula, Os Lordes De Sangue, Amalya, Os Não-Nascidos… Até mesmo Anya e os outros Trinta E Dois Do Sangue Cósmico na Terra tem o meu respeito. Entretanto, apenas você tem de mim Algo que ultrapassa as noções do que diversas Raças da Criação conhecem como Amor.
— O mesmo Sinto, Brenna, apesar de ser desrespeitoso não termos o mesmo sentimento pelos nossos Ancestrais.
— Você se sente culpado por não Sentir isso por Eles?
— Não há culpa e nem medo em mim, Brenna. Apenas você é a completude que me fortalece nesta nossa Marcha De Sangue.
— Matamos, tomamos, aniquilamos, humilhamos diversos daqueles que se julgam donos deste planeta desde que nossos pais permitiram que nosso Matrimônio De Sangue se perpetuasse. A Cerimônia que nos uniu ainda passa diante de meus olhos, Osman… O Ritual… As Palavras… Os Silêncios… Os Gritos… Os corações ensanguentados daquelas sacerdotisas batendo em nossas mãos… Atos que nos unificaram infinitamente, nos amarraram um ao outro…
— Sonho em fazer deste mundo um Império governado por nós dois. Somos os líderes da Alta Hierarquia e… Não, isto é apenas um sonho, não seria permitido.
— Imortais não sonham, nós somos O Sonho. — E os Mortais são partes de sonhos dentro do Sonho que nós Somos.
— Não quero dominar este mundo, Osman, como uma Soberana temida à luz dos dias e das noites dos humanos. Ser temida nas Trevas, Sentida nos Portais que se abrem pelas ruas nas noturnas horas, já me satisfaz muito. Eles nunca nos vêem quando chegamos e saímos, como também não sentem o perigo que representamos perto do sangue que explode nas veias deles. Isso é Imperar, Esposo De Sangue, Verdadeiramente Imperar sem uma coroa efêmera a pesar em nossos crânios.
— O Universo inteiro é nosso, este microcosmo de sangue onde cada Imortal é um Imperador e uma Imperatriz em si mesmo.
— E, infelizmente, isso também inclui os Transformados.
— Temos que aceitar a Existência Degenerada deles, Brenna, em Silêncio.
— Não aceito, mas sou apenas uma Pequena Imortal diante das Primeiras Leis.
— Você nunca será Pequena, minha Amalya De Todas As Mortes…
— Um sacrilégio de seus lábios… Mãe Amalya pode nos Ouvir…
— Ela nos Ouve e Sabe que você é como uma Deusa Vampira para mim…
— Se eu fosse humana, Osman, diria agora que te amo, mas o que Sentimos um pelo outro está acima dessa pequenez limitada admitida pela Humanidade…
— Em Teu Sangue Imortal Estou soa melhor…
— Em Teu Sangue Imortal Estou… Em Tua Existência Eterna Sou está bem melhor, Osman…
— Mas, nenhuma palavra, nossa ou humana, vai definir o que somos um para o outro…
— Eu te quero definido agora dentro de mim, Osman…


Brenna se entrega aos beijos e carícias possantes de Osman, despindo-se diante da janela… As mãos apoiam-se nesta… Osman despe-se e seus cinquenta centímetros de monstruosa virilidade põe-se em ação… Da vagina de Brenna brota sangue com cada estocada do monstro entre as imortais pernas de seu Esposo De Sangue… As mãos de Osman acariciam-lhe os seios… As mãos dela estremecem no vidro da janela… Horas de penetração aumentadas pela magia mais oculta dos Imortais… Sexo De Sangue… Magia Sexual Cósmica… O ânus de Brenna penetrado com um carinhoso movimento inicial… Sexo anal vibrátil a seguir… Brenna sorri… Brenna faz brotar sangue do ânus… Brenna se move fazendo seu ânus pedir toda a vivacidade do pênis titânico… Osman responde penetrando… Penetrando alternadamente a vagina… Ânus… Vagina… Ânus… Vagina… Ânus… Vagina… Boca… Bocas… Osman vira Brenna de cabeça para baixo, voltada para si… Apoiando no vidro o corpo dela, ele chupa-lhe a vagina absorta em sangue… Saciando-se em extremo frenesi, Brenna chupa o pênis ainda enrijecido cheio de seu sangue e do esperma de seu Esposo… Bocas poetizando… Bocas na poesia de Imortais que são muito mais do que amantes, cúmplices, amigos, companheiros para uma eternidade inteira… Bocas selvagens… Bocas irracionais… Bocas sensacionais… Bocas… Bocas… Bocas… Energias explodindo… Energias girando… Energias chegando… Energias se concentrando… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Energias explodindo… Orgasmos inacabáveis permanecendo neles.

E, suaves, Brenna e Osman são iluminados pela luz da manhã carioca beijando-se loucamente na janela. Banhados pelo Sangue Cósmico, eles não brilham à luz do sol. O que brilha no recinto são os móveis e objetos pessoais deles, todos ossos de inúmeras vítimas banhados em ouro, prata e bronze. Ocultados dos olhos imortais, eles são banhados pelo sol de Copacabana, Beijados pelo Astro Maior que não escolhe ou despreza aqueles que Beija.


Inominável Ser
ROMÂNTICO
VAMPIRO
BEIJADO
PELO SOL




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segunda-feira, 5 de março de 2018

O Único Filho De Rhylkain


Warrior Illustration - Anson Tan


Os Saadrejinns, Os Filhos Do Império Primeiro Do Caos Cósmico, se encontram por toda a extensão das Montanhas Terba Kay-Ho com suas Armas Antimateriais Caóticas. As Montanhas cobrem uma extensão de 222.011.660 km² e ocupam 16% da superfície do Planeta Yymodeartirtoy da Galáxia Tekarla do Universo Atelp Zaen. 300.110 km à frente das Montanhas, 8.666 Legiões Keauriothenianas, somando um total de 1.299.900.000 Soldados, aguarda as ordens de seu General Supremo De Guerra, Diykain Naksygneg. Deus Keauriotheniano Do Fogo Guerreiro Automanifestado Da Magia Eterna, vê o Poderio Tecnomístico dos inimigos como superior até mesmo à Magia Guerreira Keauriotheniana. E o centuplo de Soldados sob o comando de Saadre CCXXXIII, Supremo Deus Caótico De Atelp Zaen, também o preocupa imensamente. Seu silêncio é, para os Soldados Keauriothenianos, uma estranguladora agonia. Medo não é o motivo supremo do silêncio de Diykain, mas um analítico empenho em dissecar as diversas possibilidades de vitória mesmo estando em desvantagem numerica e belicamente. O Único Filho De Rhylkain, O Incendiador De Universos, não foi educado pelo fátuo pai para sentir medo de qualquer inimigo, por mais poderoso que este seja. Ensinado no Fogo, no Aço e na Rocha, Fundamentos Guerreiros Maiores de Naksygneg, o 221º Clã Maior Keauriotheniano, ele é, acima de tudo, tão Arquicientista Estratégico quanto um dos mais formidáveis Deuses Guerreiros Keauriothenianos. E o único inimigo que seu pai nunca conseguiu derrotar, o Saadre que na Era De Farervsh Jjadetsa é o Pai Do Kaos Automanifestado  E Revelado Em Atelp Zaen e opositor desde a Idade Dos Fatos aos Colonos Keauriothenianos que ocuparam planetas desérticos em seu Universo, representa para ele o maior desafio de toda sua Existência de 52.220 Eras Universais.

Além de lembrar de seu pai enquanto analisa os inimigos, fixando seu Olhar Espiritual em cada um destes, sorri intimamente ao lembrar de sua doce mãe. Ashtra Thejakten, Alta Maga Estelar Keauriotheniana, Discípula Direta de Amanorap Ocitilop, A Segunda Dos Três Primeiros Seres Evoluídos Keauriothenianos, era uma personalidade cativante, carismática e pacífica que conquistou o selvagem coração guerreiro de seu pai. Este já era conhecido como Queimador De Universos devido aos atos de intensa bravura na Guerra Do Destino Das Raças Eternas, na qual extinguiu sozinho bilhões de Universos aliados aos Seis Arquideuses Bards. Ao fim da Guerra, que durou inumeráveis Eras, Rhylkain recebeu das mãos da Imperatriz Artcsom Ocitilop as Insígnias Imperiais que o tornaram o Governante das Colônias Keauriothenianas em Atelp Zaen; e do Imperador Thornadoriusis Shodolon recebeu, para Confirmação Automanifestante de sua Importância Histórica para toda a Raça Keauriotheniana, as duas Darmuut Sadealp Anreteniud, as Irmãs Ardentes Eternas, Espadas Místicas Automanifestadas forjadas no Útero Guerreiro Da Magia Eterna Automanifestada. Ao chegar em Atelp Zaen com suas incontáveis Legiões, percebeu que os Keauriothenianos eram reféns em seus planetas de um embate quase imemorial com os Saadrejinns e decidiu que os extinguiria sozinho. Mas, Ashtra, Alta Autoridade Mística Universal respeitada até mesmo pelo Governante dos inimigos de sua Raça, o persuadiu a combatê-los sem a ferocidade irracional que o tornou detentor do Nome Eterno que portava. Para a surpresa de seu Clã, ele acatou o pedido dela e como a mesma também se sentira existencialmente arrebatada pelo Ser dele, contraíram Matrimônio Eterno em questão de seis Anos Universais após chegada do mesmo ao Universo.

Fruto Místico Único de uma Perfeita União Bioespiritual De Seres Evoluídos, Diykain foi educado marcialmente pelo pai e misticamente pela mãe no paradisíaco Planeta Enedlysyon da Galáxia Alkas Aseaas. E acompanhou o pai durante a interminável guerra que o mesmo travou contra os Saadrejinns durante 50.033 Eras, equilibrada pelo fato dos inimigos serem também uma Raça Perfeita que conhecia cada Mistério Automanifestado Caótico. Mas, no início da Era Universal De Ostoroth Afdersa, Bard VII, O Último Dos Bards, em sua vingança contra o Império Keauriotheniano, liderou uma incontável miríade de Tropas Interdimensionais em uma  invasão a Atelp Zaen que culminou nas mortes de Rhylkain e Ashtra. Dyikain e Saadre se uniram e após uma ferrenha batalha que durou 572 Anos Universais conseguiram exterminar cada inimigo nas lideranças de seus respectivos Soldados. E juntos se uniram ao Império Keauriotheniano na Guerra Contra O Último Dos Bards, ao lado de Grandes Nomes da História Evolutiva Keauriotheniana como Thades Ocitilop Shodolon, Dgasaat Epamiker e Kathayatah Admeft Nceferdysatykynbleus. Após a derrota do inimigo em comum, as duas Forças antagônicas em Atelp concordaram em um Tratado de Paz ao fim da Era Universal De Asderas Daeasmsa, já que ficaram bastante debilitadas após o conflito do qual participaram em suas últimos 2.018 Eras. Porém, não confiando nada nas promessas de paz acordadas, Saadre reiniciou o seu intuito de expulsar Keauriothen de seu Universo 23.059 Anos Universais após a assinatura do Tratado.

192 Eras após o reinício dos combates intermináveis entre as duas Raças, um dos lados foi consideravelmente reduzido quase a pó. Os Saadrejinns, antes uma gloriosa e orgulhosa Raça que desde o Apenas Início se vangloriava de nunca ter se curvado nem mesmo a Kathala Sou’Lano’L Teol-Mool VIII, A Venerável E Gloriosa, que quase conquistou a Criação como Imperatriz Wautyanojinn nas Idades Com Nome, tornara-se no início da Era De Daeesa Fardasa uma triste sombra do que fora um dia. Reduzida agora aos combatentes que Diykain analisa, apresenta em cada integrante apenas o ódio infinito pelos Keauriothenianos. O sucessor do Primeiro Governante Colonial Keauriotheniano em Atelp aperfeiçoou as estratégias militares do pai e criou a Arquiciência Estratégica Do Clã Naksygneg, que se tornou nas Eras posteriores uma das maiores Arquiciências Bélicas da Criação. Com o domínio completo das batalhas por toda Atelp, ele conduziu pequenas vitórias ao nível de grandes vitórias, recuando quando necessário e obrigando o inimigo a também recuar inúmeras vezes. Aumentando e diminuindo o ritmo das batalhas de Era em Era, estudando com profundidade ímpar toda a História Saadrejinn, ele compôs para seus Soldados cada meio de reduzirem numerica e belicamente os inimigos. Obrigado até mesmo a aprender a Magia Do Kaos conforme os Ritos Caóticos Dos Saadre’s com Nameez Salleeb, Deusa Da Face Obscura Da Magia Eterna, para poder emular os Armamentos deles, equilibrou os combates e, posteriormente, sobrepujou todo o Poderio Saadrejinn. E restou apenas um planeta, os últimos combatentes e o último Governante de uma das mais antigas Raças Da Criação.

Diykain tem uma decisão que seus Soldados aguardam como a definitiva. Ele calculou que o número de Legiões seria suficiente para a última batalha, confiante no quanto aprendeu sobre seus inimigos para poder enfraquecê-los. Sobrepujou além deles o próprio pai como Estrategista e vê agora o caminho aberto para dar um fim aos que se opõem à presença de sua Raça em Atelp. As demais Raças deste Universo sempre se mantiveram neutras no meio do conflito entre Keauriothenianos e Saadrejinns, mantendo relações pacíficas com ambos. E assistiram silenciosamente a queda dos últimos, lamentando com sinceridade o fim deles. O mesmo sentimento, insistente e incômodo, toma conta de Diykain; respeito e admiração pela Cultura Saadrejinn, pela História Militar deles e importância histórica geral ele passou a ter com o passar do tempo após a morte de seus pais. E algumas palavras do pai, agora, lhe vêm à memória como uma intrigante lembrança…


“— … e nós somente vamos ter paz neste Universo, Diykain, após extinguirmos a todos os Saadrejinns. Sua mãe me impediu de queimar a todos e eu aceitei combatê-los para por um fim a toda opressão que os Planetas Colonizados aqui sofrem. O Imperador Thornadoriusis acreditou em minha vitória aqui, portando estas Espadas Sagradas; a Imperatriz Artcsom me deu a tarefa de proteger nossos Irmãos Raciais de todo o ódio deles; e eu não falharei, mesmo que se passem bilhões de Eras desta guerra que travamos contra eles! Meu pior inimigo, o maior e o melhor, é Saadre CCXXXXIII, a quem eu vou queimar no Sol Adafaj de Yhshperon! E a cada um da Raça dele queimarei por este Universo inteiro de diversas maneiras! Ninguém vai rir no futuro de mim e nem de você, meu filho, no qual deposito o sonho de que seja um Queimador como eu! Para inimigos como eles, apenas a Extinção é a única e derradeira resposta, o que até mesmo a sua sagrada mãe não contesta!”


“Apenas a Extinção é a única e derradeira resposta”... Frase ecoando como uma explosão no Ser de Diykain, fazendo-o tomar uma decisão que até a ele mesmo é surpreendente e inédita.


— Sekamet e Oyan, aproximem-se!


Sekamet Dagahnnlann, Grande Da Magia Das Lanças Sagradas Cósmicas; Oyan Epakodo, Grande Da Magia Do Véu Eterno Celestial; as duas Generais Supremas Maiores das Forças Keauriothenianas de Atelp.


— Segurem as minhas espadas.


Ele lhes entrega as espadas e, para surpresa de ambos os lados, caminha em direção aos Saadrejinns emitindo vibrações serenas nada condizentes com um Deus Guerreiro. Saadre recebe a mensagem e surge diante dele 5,70 m, estando a 809,22 m das Legiões Keauriothenianas. Durante alguns instantes, os dois apenas se encaram silenciosamente. Diykain, compenetrado e calmo, rompe o trêmulo silêncio entre eles.


— Meu pai me Extinguiria agora e minha mãe seria Extinta junto comigo se visse isto. Durante muitas Eras, lutando contra você, percebi que jamais iríamos chegar a uma definição. Mesmo o meu pai, tão decidido a “queimar” todos vocês, via a impossibilidade de derrotá-los por completo. Ele os odiava, minha mãe era neutra como as demais Raças deste nosso Universo e eu… Eu apenas quis sempre compreender o porquê de vocês serem tão formidáveis oponentes daquela que todas as demais Raças de toda a Criação consideram como A Primeira Raça Perfeita. Eu nunca os odiei e nem fui neutro em relação a vocês, tanto que decidi estudá-los para Compreender todo o Poder que possuem, Poder até maior do que o do próprio Kaos Automanifestado ao qual Pertencem. E me tornei um Ser e um Governante diferente do meu pai; e me aproximei totalmente do que a minha mãe fora. Mas, o meu Dever Eterno para com o Império Keauriotheniano e os Colonos que você persegue desde a Idade Dos Fatos me fizeram continuar a combater sua Raça. O Caminho Vitorioso me foi Mostrado por Nameez Salleeb, uma Irmã Racial que eu jamais quero ter que recorrer novamente. Ela me mostrou o Todo Saadrejinn e eu poderia tê-los Extinto por completo em um Dia Universal após essa Revelação. Escolhi, por outro lado, reduzir-lhes pouco a pouco até este momento aqui. Estou… cansado desta nossa guerra, Saadre… Perdemos muitos de ambos os lados… Não é por misericórdia ou qualquer outro altruísta sentimento que eu não quero lhes exterminar por completo. Algo Automanifestado me compele a seguir outro Caminho, outra Via, outro Campo. Sei que você respeitava a minha mãe com sinceridade e é por ela que eu peço para convivermos a partir de agora em Verdadeira Paz.
— Vocês, Invasores Keauriothenianos deste Universo Nascido Do Útero Caótico Após O Nascimento Da Criação, habitaram planetas reservados aos resquícios de Raças que foram dizimadas pelo vosso Fundador Racial. Eu Sei que não acredita nos relatos que ouviu, por causa do Véu da Mãe de sua Raça a Ocultar cada um dos Grandes Crimes do Filho Maior Dela de cada Ser Evoluído e Comum Keauriotheniano. Eu Sei, porém, acredite, nos Tempos Saadrejinns do Governo de Saadre XXI, nas Idades Sem Nome, Thornadoriusis Shodolon, auxiliado por Deusenel Aulun e as Filhas Das Luas Negras Universais, praticou crimes inenarráveis contra a minha Raça apenas como um divertido capricho demonstrativo do quanto eles eram Poderosos Evolutivamente. Deusenel Recebeu a Pena daquele e de tantos outros Crimes de Alguém Superior a todos nós aqui presentes e seu Pai Racial permanece Não-Julgado até agora. Nós, Saadrejinns, nunca fomos belicosos sem motivos e nos defendemos, sempre vitoriosos, de toda invasão ao nosso Universo. Mas, os Primeiros Colonizadores Keauriothenianos, Herdeiros do Sangue Bioespiritual de nosso Inimigo Eterno Thornadoriusis, se mostraram adversários à altura de nosso Sangue Bioespiritual advindo do Pai Kaos. Sob a minha liderança enfrentei sua Raça e nunca consegui expulsá-los; nem mesmo os Mistérios Secretos Caóticos foram eficientes contra os Filhos Da Mãe Da Criação. Até você surgir, era uma guerra sem definição, Diykain Naksygneg; e agora, vejo que minha Raça não é e nunca será invencível. Eu nunca desejei a Extinção da Raça Keauriotheniana, apenas os queria fora do meu Universo. Sua mãe dialogava conosco, irradiava um Amor Automanifestado que advinha da Luz Eterna Automanifestada que também paira sobre a sua Raça. Vejo Ashtra Thejakten em você, não Rhylkain Naksygneg; vejo um Deus Guerreiro com Amor e Respeito por outros que Guerreiam, apesar destes terem feito tão mal à sua Raça. Não quero a Extinção da minha Raça, mas nada irá apagar o que Thornadoriusis Shodolon fez neste Universo.
— Não falo em nome de meu Imperador, mas em meu próprio nome. Não quero mais a guerra entre as nossas Raças. Não quero mais destruição de Seres de nossas Raças. Os juramentos de meu pai não são válidos para mim e, sem nenhuma culpa ou restrição em minha Consciência Eterna, eu desejo a Verdadeira Paz entre nós. Desta vez, uma Paz Definitiva, Saadre CCXXXXIII. Mas, se você novamente romper um Tratado Eterno, serei obrigado a ser como o meu pai e queimarei os últimos membros de sua Raça no Fogo das minhas Espadas.
— Eu não quero mais esta guerra, Filho De Ashtra. Eu o respeito como respeitava a sua mãe e quebrei o Tratado anterior por medo de que vocês atacassem primeiro.
— Se algum dos meus Soldados erguer uma arma contra vocês a partir de agora, será pessoalmente Extinto por mim, Filho De Saadre. Tens a minha Palavra Eterna.


Sem um aperto de mão, apenas um mútuo olhar respeitoso, os dois confirmam o Eterno Tratado De Paz. Dão as costas um ao outro e caminham para seus respectivos comandados, estes totalmente paralisados por causa do que presenciaram. Keauriothenianos e Saadrejinns não mais voltaram a ser inimigos; com o passar das Eras, até mesmo foi formada uma amizade entre muitos membros das duas Raças. E o Único Filho De Rhylkain foi, pelo Imperador Thornadoriusis e muitos Deuses Keauriothenianos, considerado indigno de ser visto ou considerado como um membro da Raça por não ter Extinto os inimigos. Diykain soube bem conviver com o desprezo de parte de sua Raça e sempre repetiu para seus comandados que fez o que tinha de honesto a fazer em relação aos Saadrejinns. Ele foi o único Deus Guerreiro, em toda a História Keauriotheniana, a ter poupado inimigos ao fim de uma guerra. E poupou muitos outros lutando na Guerra Universal Pelo Destino Da Morada Eterna a favor dos Defensores da mesma, ao lado de Saadre CCXXXIII. E, junto com este, foi Extinto por Kaleiana Ocitilop Shodolon e As Filhas Do Fogo Primeiro por ordens de Thornadoriusis no 322º Ano Universal da Era De Rekhor Tauharan, 11.908ª Era daquela Guerra.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL




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sábado, 3 de março de 2018

Tenha Com Todo Prazer A Morte Que Você Me Pede


Photo by Valentin Lacoste


O resfolegar dos amantes se torna um elemento adjunto ao ato que os move no frenesi da carne em pura selvagem combustão. Como ferozes gigantes na guerra de sensações febris, a vagina molhada e o pênis a explodir de sangue formam uma bela visão que é consequência de um ato de despedida. A última vez que o amante terá a amante tem um gosto tétrico pela presença do punhal na mão da amante. Esta cavalga sorridente sobre o pênis pela última vez feliz, manejando seus quadris como uma bailarina incendiada sobre piscina de fogo. Cavalga manejando, ao mesmo tempo, o faminto punhal de prata, faminto por mais um sangue que o alimentará. O amante mantém a respiração pausada, a amante também a dela, aproveitando para cavalgar com menor impetuosidade. Os sorrisos dos dois são de uma satisfação que nenhum mortal é capaz de calcular ou alcançar.


— Sexo da despedida é o melhor, como eles me disseram.
— Eles estão certos.
— Você já fez muito isso?
— Há quatro mil anos faço isso.
— Eles me falaram que você pertence a uma Família especial…
— Nunca me dou em detalhes, o que contam da minha Tribo é o suficiente.
— Não estou com nenhum medo.
— Ninguém tem medo deste ritual porque eu não deixo.
— Bem que me disseram que você era a melhor.
— A melhor é a primeira de minha Tribo, eu apenas herdei o trabalho Dela e das minhas Ancestrais.
— Há relatos sobre vocês na Babilônia, em Sodoma, em Gomorra…
— Na verdade, estivemos, estaremos e estamos presentes em todas as épocas da Terra.
— Incrível conhecer uma de vocês!
— Quem nos conhece não fica vivo.
— Morrer em suas mãos é uma glória!
— Não sou uma Deusa para ser assim venerada e nem uma Vampira para matar em busca de sangue os meus amantes.
— Ninguém nunca conseguiu identificar o que vocês são.
— Ninguém nunca conseguirá.
— Não me interessa, eu sempre quis morrer nos braços de uma de vocês…
— Todo sonho se realiza na neblina escarlate da pele.
— A morte mais bonita…
— Há uma beleza única em cada punhalada que dou em homens como você. Sempre um brilho especial. Sempre uma nova sensação.
— É pelos bilhões que dou como pagamento aos seus superiores?
— Não é o dinheiro que me fascina, nunca foi assim. O que me fascina é cada punhalada que sou destinada a desferir em homens como você. É poético e sincero ato que moldo como uma artista do último prazer.
— Qual é o seu nome?
— Meu nome se perdeu.
— Como quer que eu te chame, então? Preciso saber o nome de quem vai me matar…
— Vocês, mortais, se preocupam muito com nomes.
— Seu nome… Seu nome…
— Está chegando a sua hora.
— Seu nome…
— Todos perguntam sempre meu nome, mas eu não tenho um nome. Me chame pelo nome daquela que você amou, o seu único amor.
— Beatriz…
— “Aquela que inicia”.
— O que…
— Está tudo se acabando, por isso tudo de você está sendo colhido por eles. Logo, sua vida vai acabar.
— Beatriz… Beatriz…
— Não sou ela, mas no momento da sua morte eu serei o que me pede.
— Acabe… Acabe… Acabe com isso, Beatriz…
— Tenha com todo prazer a morte que você me pede.


As cavalgadas se tornam novamente rápidas. Rápidas. Rápidas. Rápidas. As punhaladas são perfeitas, diretamente no tórax inteiro. No tórax. No tórax. No tórax. O amante sorri fechando os olhos e sentindo doces cada uma das punhaladas sendo desferidas. Desferidas. Desferidas. Desferidas. A vagina daquela que ele chamou de Beatriz, a amante sorridente a matá-lo, se enche de um gozo que explode a cada punhalada. Explode. Explode. Explode. O pênis do amante se endurece mais à medida que esperma e sangue se unem ao gozo abundante da vagina da amante. Abundante. Abundante. Abundante. Aquela que não se chama Beatriz sorri ao constatar que ele está morrendo e apunhala com mais prazer o rosto inteiro dele. Prazer. Prazer. Prazer. O amante tem os dois olhos perfurados, o sorriso perfurado, o cérebro perfurado finalizando o trabalho daquele que não se chama, chamou ou chamará Beatriz. Finalizando. Finalizando. Finalizando. Beatriz, ou melhor, a amante assassina feliz do amante que agora está morto, retira o punhal do crânio, levanta da cama e limpa com um lenço de seda a lâmina. Limpa. Limpa. Limpa.


— Você precisa ser mais rápida, “Beatriz”. 1.110 punhaladas em um homem magro como este até matá-lo é um desperdício de tempo, mesmo com a nossa Magia envolvendo vocês dois.
— Gosto de prolongar a morte deles, Matriarquimestra.
— Você tem ainda 211 amantes hoje para serem mortos, seja mais rápida com eles.
— A senhora sempre tira o prazer do meu trabalho…
— Não tiro, eu mesma aprecio o seu prazer em cumprir o nosso trabalho para Eles.


A Última Amante termina de limpar o punhal, veste sua lingerie e, antes de sair do quarto, já sendo limpo por seis Irmãs de sua Tribo, beija cada marca das punhaladas que desferiu no 610º que matou nesta Última Noite. Trabalhadora dedicada em uma Arte Ancestral, limpa os lábios, sorri e sai do quarto acompanhada por sua Mestra, A Primeira De Todas As Últimas Amantes. O próximo quarto é aberto e, sorrindo, as duas adentram nele. Ao beijar com carinho mais um amante, a Última Amante calorosamente o abraça.


— Viva com todo prazer a morte que você deseja.


Cavalgadas e punhaladas posteriormente se processam.


Inominável Ser
APUNHALADO
DE PRAZER





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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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