segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Thardyon, O Último Ethyel

Survivor Magic Icon - Jarreau Wimberly

Ballad'aras Aos Khar a'a era o último reduto operístico das Legiões Grilock do Planeta Abre Estnon Zordan. Um dos 2.058 planetas da Galáxia Exus Algoora do Universo Arhtudes'ppo, semi-colonizado pelo Império Keauriotheniano desde a Última Das Idades. 2.150 Eras Universais se passaram pontuadas por uma ininterrupta guerra entre o Império e seus habitantes originais, os Deoxratjunns, Manipuladores de Energias Interdimensionais e grandes Guerreiros Místicos que acessavam habilmente em batalha, momentaneamente, os Termos Dos Processamentos Cósmicos Espaço-Temporais. Não fosse o surgimento dos Seres Evoluídos Keauriothenianos, Arhtudes'ppo, Universo riquíssimo em Minerais Cósmicos que interessavam a Keauriothen, teria tido a vitória definitiva de seus habitantes nativos. Desde a Primeira Era Universal, de um lado, a liderança de Nylev Arduthen, Discípulo Direto de Artcsom Ocitilop e Grande Da Magia Celestial Dos Báculos Universais; do outro, a de Arsapaemaxos, uma Divindade Interdimemsional Semi-Automanifestada, representada pelo Coletivo Existencial de cada Deoxratjunn; e entre os Soldados Keauriothenianos, os Clãs Menores Guerreiros como o Ethyel, Clãs simplesmente utilizados como retardatários dos avanços inimigos. Thardyon Ethyel, o último sobrevivente de seu Clã em todo o Império, precisava impedir que 831.209.001 inimigos conquistasse-a no 40.125º Ano Universal da Era Universal De Asthuer Daemal.

Ele viu seus vinte e dois filhos serem mortos. Ele viu todos os habitantes do planeta, 1.220.124.788 Keauriothenianos Puros, todos Seres Comuns, serem mortos. Todos os únicos membros de seu Clã. A última de todos a morrer em seus braços foi sua Esposa Eterna, Hankyurt, sua irmã consangüínea. E, naquele momento entre cadáveres, nas Minas De Ouro Cósmico que serviam de base para a Legião à qual pertencia, aguardava a chegada dos que exterminaram seu Clã. A imagem de seu pai, o Grande General Menor Rathadriel Ethyel, o ensinara a resistir em um campo de batalha mesmo sozinho entre colunas de cadáveres. 2.214 batalhas ele enfrentou. Nem todas venceu. Em nenhuma foi um destaque. Em nenhuma matou milhares sozinho. Em nenhuma escapou da responsabilidade de jamais abandonar sua Espada Mística, Oasethyel,  forjada para si por seu pai a partir das Substanciais de 122.170 Minerais diversos. Ethyel nunca foi um dos primeiros Clãs Menores Guerreiros. Ethyel nunca se destacou em nenhuma Guerra Keauriotheniana desde o início da Expansão Imperial. Ethyel nunca escreveria seu nome com destaque na História Keauriotheniana. Thardyon honraria, no entanto, o seu Clã, como sempre honrou guerreando.

As Legiões Deoxratjunns se aproximam, seus olhos se fixam nelas há 222 km de distância. Seus lábios se movem em uma fervorosa Imas Zuladht Anreteniud, A  Dos Guerreiros Da Magia Eterna:


“Mãe Eterna,
Aqui está
A minha alma,
O meu corpo e
A minha mente.
A minha alma
Que é
Tua Alma.
O meu corpo
Que é
Teu Corpo.
A minha mente
Que é
Tua Mente.
Faças desta
Minha alma,
Vossa Filha,
A Corajosa
Espada Vitoriosa.
Faças deste
Meu corpo,
Vosso Filho,
O Orgulhoso
Escudo Impenetrável.
Faças desta
Minha mente,
Vossa Filha,
A Imbatível
Mente Invencível.
Senhora Eterna,
Manifesta em mim
Teu Espírito
Guerreiro.
Senhora Eterna,
Manifesta em mim
Tua Espada
Absoluta.
Senhora Eterna,
Manifesta em mim
Tua Verdade
Automsnifestada.
Que cada parte
De mim
Seja
A Senhora.
Que cada ato
Meu
Seja
Um Ato
Da Senhora.
Que cada passo
Meu
Seja
Um Passo
Da Senhora.
Que cada golpe
Meu
Seja
Um Golpe
Da Senhora.
Que cada um
Que eu matar
Seja morto
Pela Senhora.
Que cada um
Que me ferir
Seja instrumento
Do Destino Eterno
Revelado em mim
Pela Senhora.
E se eu tombar
Neste campo de batalha,
Se eu for
Aqui vencido
E morto,
Que A Tua Vontade
Me Guie
A Alma Eterna
Até Vossos
Automanifestados
Braços.”


Thardyon avança em uma velocidade extrema, gritando “Keauriothen Zuladht Anreteniud” e atraindo a atenção de cada um dos inimigos. Estes, sabendo ele ser o último defensor da Colônia Imperial Planetária, paralisam sua marcha e aguardam-no. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E toda existência guerreira dele é posta na lâmina da espada. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E toda esperança guerreira dele move-lhe as pernas. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E toda a fúria guerreira natural keauriotheniana se apossa dele. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E os Olhos Da Magia Eterna estão voltados para Seu Filho Keauriotheniano. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E os Olhos Do Destino estão observando a um guerreiro que joga uma última vez O Grande Xadrez Cósmico. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E todos aqueles que habitavam seu planeta observam-no, todas as Almas Eternas daqueles que formavam na Matéria seu Clã estão presentes. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”. E tudo se torna apenas o momento em que ele é apenas um guerreiro dignificando sua Raça, seu Império, sua Legião, sua armadura e sua espada. “Keauriothen Zuladht Anreteniud”.

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

“Keauriothen Zuladht Anreteniud”

E ele teve a melhor morte para um guerreiro, respeitada até mesmo pelos Deoxratjunns.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL




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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Ciranda Poética Lúcifer Projeto C.O.V.A.

Design por Oanna Selten

Inomináveis Saudações a todos vós, Cirandeiras & Cirandeiros!

Lúcifer: um Nome que se devota a condenações dentro de certas doutrinas religiosas que ainda estão na Era Medieval.

Lúcifer: um Nome que se adota como um suposto Princípio Pai do Mal.

Lúcifer: um Nome adorado como um Deus entre aqueles que Internamente Concebem-No.

Lúcifer: um Nome entre tantos Outros Nomes.

Lúcifer: um Mito.

Lúcifer: uma Superstição.

Lúcifer: uma Verdade.

Lúcifer: uma Mentira.

Quem é Lúcifer, afinal? Nunca ousaria responder com a empáfia de um teólogo ou a restrita visão de um ocultista ou espiritualista. Prefiro ouvir O Sopro da Voz Dele trazendo versos que dedico ao prazer de escrever sobre tema tão complexo, rico e determinado sempre a ter interpretações das mais diversas. Esta Ciranda Poética girará em torno, unicamente, Cirandeiras e Cirandeiros, sobre o que Lúcifer poeticamente lhes diz através dos versos.

Este Evento não tem vínculo com o Luciferianismo e nem com quaisquer ismos que sempre levam à derrota da naturalidade e da sinceridade. O único vínculo é com a Grande Deusa chamada Poesia. Poetizem acerca do Portador Da Luz, que os romanos identificaram como o Planeta Vênus. Poetizem acerca do Primeiro Revolucionário, que através dos tempos já inspirou os mais diversos artistas. Poetizem acerca Dele, cujas chamas incineram e clareiam almas, mentes e penas.

Lúcifer: Ele Existe?

Lúcifer: Ele Não Existe?

Também não respondo tais perguntas.

Também não respondam tais perguntas.

Deixem Lúcifer Revelar-Se Aqui Através De Vossos Versos:

Ciranda Poética Lúcifer Projeto C.O.V.A.

Saudações Inomináveis a todos vós, Cirandeiras & Cirandeiros!


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Oanna Selten & Inominável Ser: Uma Parceria Criativa

Design por Oanna Selten

Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Anuncio aqui a concretização de uma parceria criativa, moldada pela Arte Escrita, com Oanna Selten. Contribuo com o conteúdo do Medium -  Giovani Coelho de Souza (Inominável Ser) - já há algum tempo e faço parte dos autores que colaboram para os projetos Oecihen e Phaenomenon Essendi, criados por ela. Todos os textos que escreveremos juntos estarão aqui disponíveis para vossas leituras:

Oanna Selten & Inominável Ser

Parceria moldada apenas pelo prazer da Arte Escrita em si contendo todas as nuances necessárias de desenvolvimento, aprimoramento e crescimento. Um conluio de letras aplicado ao conceito da Verdade das Palavras em seus sentidos mais capitais e essenciais. Expressivamente, a união de duas mentes a favor de uma busca pelos altos sentidos da Escrita.

Pectus est quod disertos facit

O coração é que faz os eloqüentes

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!




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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ciranda Poética Erótica Projeto C.O.V.A.


Design por Oanna Selten


Inomináveis Saudações a todos vós, Cirandeiras & Cirandeiros!

Ainda relegada ao submundo de livrarias e feiras literárias, o Erotismo narrado em poemas, contos e livros do Gênero permanece sendo um imenso tabu. Apesar de alguns autores recentes na Literatura terem alcançado certo status desenvolvendo tramas eróticas, o velado preconceito contra a Arte Erótica Escrita ainda ecoa muito alto.

A hipocrisia da sociedade é muito grande. A intolerância para com aqueles que expressam suas visões acerca do Sexo, são também gritantes. Quantos livros de poemas eróticos vocês encontram à venda nas livrarias de suas cidades? Retirando certos tons de cinza por aí, alguma vez vocês já se depararam com obras de autores eróticos clássicos como Bocage, Marquês de Sade ou Sacher-Masoch nas prateleiras de algumas livrarias? São raras as que vendem e, se assim a possuem, escondem no máximo abaixo da poesia que classificam como "moralmente aceitável e digna de ser exposta".

Mas, tudo não é Poesia? Tirando o rótulo "Erótico" de um poema, o que sobra não é apenas A POESIA? Nós que escrevemos, fora de rótulos, fora de questionamentos sobre o valor de um poema ou pensando que seremos discriminados porque assim escrevemos, temos um instintivo dever e obrigação de não nos limitarmos a medos e receios quanto a sermos o que somos poeticamente. Podemos escrever diversos poemas de diversos estilos, mas repararam que apenas nos eróticos recebemos as mais pesadas, veladas e enrustidas críticas negativas daqueles que nos lêem? Isto pode ser, para nós, um incentivo para continuarmos escrevendo cada vez mais de modo erotizante dos versos que brotam das nossas penas.

A todos que assim são, a todos que acreditam no Poder Da Escrita e aceitam o Erotismo como um modo de desenvolvimento ou diversão da mesma, convido para esta Ciranda. Não apenas é um metódico estudo a escrita, também é diversão, um tesão pela liberdade de escrevermos o que quisermos sem nos preocuparmos com o que dirão ou pensarão. Poetisas & Poetas, aqui está uma Ciranda Erótica que, sem preconceitos, abre espaço para todos os saudáveis exercícios de poética expressão da Sexualidade Humana. Gozem bastante por aqui, despejando  toda a verdade e vontade vossos escritos, tanto poemas quanto contos em forma de Prosa Poética. Lhes dou as asas da Liberdade em plenitude, voem nos versos jogando suores e gozos a cada poema nos leitores dos mesmos.

Assim será esta Ciranda Poética Erótica, Poetisas & Poetas!

Esplendidamente, transem com as palavras!

Arrisquem-se!

Gritem!

Sussurrem!

Delirem!

Enlouqueçam!

Sejam O Sexo!

Sejam VOCÊS!

E eroticamente dancem nesta Ciranda Que Goza aqui:

Ciranda Poética Erótica Projeto C.O.V.A.

Saudações Inomináveis a todos vós, Cirandeiras & Cirandeiros!

Giovani Coelho de Souza
O INOMINÁVEL SER





Design por Oanna Selten



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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ciranda Poética Projeto C.O.V.A. - Musas Góticas



Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Calíope (Musa da Eloquência, Épica e Ciência), Clio (Musa da História), Erato (Musa da Música e da Lírica Erótica), Euterpe (Musa da Música e da Lírica Popular), Melpómene (Musa do Canto Coral), Polímnia (Musa do Canto Sagrado e da Mímica), Talía (Musa da Alegria), Terpsícore (Musa da Dança) e Urania (Musa da Astrologia): as Nove Musas da Mitologia Grega, filhas de Zeus e Mnemósine. Da Civilização Grega para o mundo, tais Egregoras representam todas as Forças que levaram ao Progresso Humano no campo das Ciências Humanas, Exatas e Tecnológicas. Na Poesia, a ideia da Musa Inspiradora é parte do inconsciente coletivo da plêiade de poetas que desde Homero velam pelo versificar.

A Subcultura Gótica surgiu como movimento em si mesmo nos anos 80 com um conjunto característico de fatores que envolviam Moda, Arte, Literatura, Poesia, Música e Cinema. Toda uma estrutura de elementos se configuraram a partir dos últimos anos do século vinte e hoje são a própria História do Movimento em si. As Gothic Girls são elementos de interesse no conjunto de tais fatores, o Feminino esteticamente moldado pela estética obscuridade. De Siouxie Sioux a Mahafsoun, de Candia Ridley a Sygin, o mito da Musa Gótica se construiu e hoje é inspiração para poetisas e poetas de todo o mundo. Sedução, Sensualidade, Erotismo e Fetichismo acompanham o imaginário da feminilidade que se expressa nesta Subcultura.

Esta Ciranda Poética Musas Góticas é uma homenagem tanto a elas quanto à História do Gótico, ainda tão discriminado pela "Sociedade Tradicional", em suas áreas artísticas. Um Tributo às Musas de tal Subcultura é este Evento do Projeto C.O.V.A.  que nasceu por sugestão do poeta Mariano Goes.

Eu, Giovani Coelho de Souza, aka Inominável Ser, Administrador e Criador do Projeto C.O.V.A. e Lilith Poetisa, Moderadora do Grupo no Facebook, daremos as boas-vindas a todas as poetisas e a todos os poetas interessados em participarem deste Evento, que ocorre desde a meia-noite de quarta-feira, 19 de setembro de 2018, e irá até a meia-noite do dia 28 deste mesmo mês. Sintam-se plenamente livres e escrevam com toda a força de vossas almas!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

Giovani Coelho De Souza
O INOMINÁVEL SER
O COVEIRO
ADMINISTRADOR

IMAGEM: Mahafsoun



Imagem de divulgação por Oanna Selten




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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O Demônio Encarcerado Na Porta Do Meu Quarto


Untitled - Aditya Ikranegara


Eu brinco com as vísceras dela… É como jogar Mortal Kombat, espalhando tripas por todo lado… Ela era muito ativa e altiva, um baluarte de relíquias para mim. Eu pensava sempre nela, uma bela companhia de toda noite, varando com ela por muitas e muitas madrugadas… Gigante Deusa do meu existir, suprema presença do meu elixir mais completo! Admiração infinita eu tinha por ela, aqui sempre me carregando ao invés de eu carregá-la! E hoje, hoje… ela está quebrada… ela está perdida… ela está arruinada… Minha amada máquina de escrever, onde eu me mantinha concentrado para não pensar Nele… Nele atrás da porta do meu quarto… Nele, no lado de fora… Nele, preso na porta… Ela me protegia! Ela me equilibrava! Ela me orientava! E agora… agora… está quebrada…


— Um pouco mais e eu entro, rapazinho…


Não acredito que ela quebrou… caiu… eu deixei cair! Não se faz mais deste modelo no mundo… não… Na verdade, máquinas de escrever sendo usadas atualmente são muito raras! Hoje, é só computador, smartphone, tablet… Eu amava essa máquina… Eu adorava essa máquina… Eu endeusava essa máquina… Me protegia dele… Me deixava longe dele… Me fazia esquecê-lo…


— Rapazinho, eu vou encontrar um jeito de entrar… Espere só um pouco…


A máquina quebrou… Não podia ter quebrado, não! Foi um presente de mamãe… minha mãe… que ele atrás da porta matou… Você me entende? Você pode me entender? Você consegue me entender? Perdi meu único contato com o que era bom! Perdi minha única amiga! Perdi a minha única companhia! Minha máquina… A oração que me mantinha longe dele… A opção longe dele… A busca… muito longe… dele…


— Eu vou entrar aí, rapazinho, está me ouvindo? Deixe-me só encontrar um modo de abrir essa porta aí sem fazer muito barulho…


Sempre dormi com ela… Sempre chorei abraçado com ela… Sempre confessei meus segredos a ela… Está tudo aqui no meu quarto, sabe? Pilhas de escritos, de fugas, deste quarto e dele… As mãos dele… As mãos… não podem tocar nas folhas… Ele nem olha para as folhas… Ele nem olhava para a minha amiga quebrada… Ele nem vai consertá-la…


— Hoje você vai ter mais surpresas, rapazinho… Espere só por elas…


Eu não sei consertá-la… assim como não sei fugir daqui… Estou mais preso do que ele! Você já foi parte de uma prisão? Você já teve alguém como ele na porta do seu quarto? E eu tinha ela como minha liberdade! Minha máquina me salvava! Minha máquina… Como vou fazer agora para fugir de outro modo dele? Como vou fazer? Como vou fazer? Me responda… Me ajude… Me tire daqui… ou conserte a minha máquina…


— As chaves de fenda são criações maravilhosas, rapazinho… Eu já vou entrar aí…


Quando fazia calor, ela me esfriava… Quando fazia frio, ela me aquecia… Agora que eu a quebrei, não sinto nada… Eu nem sinto aquilo também… Me lembro da dor da primeira vez… Ele… Ele… vai entrar aqui… não vai ligar para a minha máquina quebrada… não vai ligar para os meus papéis… Essa porta sempre se abre… Essa porta que eu sempre tranco… Ele me dá a chave… Brinca comigo… Eu sempre fecho… Ele sempre abre…


— Estou entrando, rapazinho…


Eu sempre poderia ter te jogado contra a cabeça dele e escapado daqui! Mas, te amo tanto… Mesmo quebrada assim, continuarei te amando… Te amando muito… muito… muito… Muito obrigado pelas vezes nas quais escapei dele através de suas teclas! Muito obrigado pela companhia! Muito obrigado pela atenção! Muito… obrigado…


— Entrei, rapazinho…


Vocês não imaginam o que ele é…


— Deite, rapazinho…


Vocês não tem ideia do que ele é na verdade…


— Tira a bermuda com a cueca, rapazinho…


Ele diz que é meu pai…


— Você está cada vez mais gostoso, rapazinho…


Ele diz que sou apenas dele…


— De quatro, rapazinho…


Ele diz que mereço ser apenas dele…


— Faça seu pai feliz de novo, rapazinho…


Nem sei quantos anos tenho…


— Relaxa, rapazinho…


Nem sei que ano é este…


— Relaxa, rapazinho…


Você não pode me ajudar…


— Re… la… xa… isso… rapazinho…


Sempre que ele entra, olho para ela, como agora…


— Faz o papai feliz… rapazinho…


Eu sempre fujo daqui através dela.


Inominável Ser
QUE TEM
OUTRO TIPO
DE DEMÔNIO
PRESO À TAMPA
DO CAIXÃO
DELE




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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

O Coveiro Inominável

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