quarta-feira, 2 de maio de 2007

Armada! - A Poesia Das Balas Encontradas

Origem: A Toca Da Loba Morta. Calibre: 9 mm. Comprimento total: 227 mm. Peso: 1.030 g. Comprimento do cano: 140 mm. Carregador: 30 projéteis. Delicada é a minha amiga de tanto anos de luta aqui no Cidade Do Cadafalso Diário, no País Do Detonado, no Planeta Dourado De Sangue. Sou Armada e Delicada é a minha amiga e confidente, uma pistola que ganhei de presente do meu mentor, O Mago Das Pistolas, durante os Anos Da Chacina. Não tenta aí, amigo fodido, adivinhar o meu nome verdadeiro e nem tentar fazer alguma ligação da minha vidinha com a vossa vidinha. Tu não tem nada a ver comigo e eu não tenho nada a ver contigo. Onde tu caminhas, eu não caminho. Onde eu caminho, tu não caminhas. A linha que separa nossas existências é infinita e eu estou bem na ponta dela, enquanto você esquenta o rabo todo dia com um trabalhinho mixo e podre, ganhando bem, ganhando mal, mas, no fim, todo fodido, estático no meio dela. Rico ou pobre, todos fodidos. Brancos e negros, todos fodidos. A Criação é uma fodida total, eis os termos do meu pensamento, afinal. Mas, eu não tô nem aí para quem é rico, pobre, branco ou negro, que se fodam essas classificações e que se fodam as convenções e que se foda todo mundo! Meu mundo é bem outro, você aí do rabo a esquentar todo dia. Se não gostou de mim, foda-se. Se gostou de mim, foda-se. Se não tá nem aí prá mim, foda-se. Se está na minha, foda-se. Minha paz está em Delicada. Minha guerra é contra quem me perturba.

Moro aqui no Bairro Destroçado, um reduto de assassinos de aluguel e psicopatas que após os Anos Da Chacina é o ponto de concentração de todos os desesperados pelo derramamento de sangue indiscriminado por todos os lados. Ocupo o sétimo andar todo de um prédio em ruínas, sozinha. Matei cento e quarenta escrotos que tentaram me tirar daqui e duzentos e seis que tentaram morar aqui. Quero morar sozinha, vizinhos são uma merda, vizinhos são uns desgraçados barulhentos e escrotos! Não sou assassina de aluguel e nem psicopata, amigo fodido, sou apenas Armada. Não me misturo com assassinos, com psicopatas, eles tentam me matar todo dia e eu sempre ponho a Delicada para trabalhar. Os que matei aqui no Bairro Destroçado, no meu prédio, eram dessas laias escrotas. Masoquista Dama, a líder dos assassinos, e Terror Das Vielas, o líder dos psicopatas, falharam todas as vezes nas tentativas de me expulsarem daqui. Com Delicada matei dois mil, aleijei mil e pus os dois em cadeiras de rodas com balas que especialmente atirei nas colunas vertebrais deles. Amigo fodido, eu não tenho superpoderes e nem me utilizo da Magia. Odeio a Mulher-Maravilha e apesar de amar Charles Mason em seu pensamento de satanista, não preciso de superpoderes e nem de Magia. Sou Armada e Delicada é a minha grande valia.

Faço agora o meu ritual das manhãs cinzentas. Manhãs cinzentas porque nos Anos Da Chacina foram utilizadas armas nucleares e o ar do planeta todo ficou uma merda, acabando com a maioria dos animais e das florestas. Meu mentor, treinador, mestre, O Mago Das Pistolas, cuidou de mim e do Grupo De Combatentes Do Escorpião Lunar, ao qual eu pertencia, em um abrigo atômico. É, amigo fodido, eu lutei nos Anos Da Chacina, uma guerra mundial sangrenta e devastadora demasiadamente. Os motivos dela, amigo fodido? Ah, vá se foder, não vou contar, não sou historiadora, porra! Tá pensando que eu vou dar uma de narradora do meu passado? De todo o meu passado? Eu tô apenas me apresentando, caralho, apenas me dando como conhecida, apenas dizendo que Armada é o meu nome, apenas o meu nome. Só te conto, amigo fodido, que eu fui a única a ter sobrevivido dos duzentos membros do Escorpião Lunar, que treinados foram pelo Mago Das Pistolas, naquele abrigo. O Mago Das Pistolas cuidou de mim muito bem, me fez recuperar a saúde perfeitamente. Me separei dele após me dar por totalmente descontaminada da radiação e vim morar aqui em meu prédio. Não conto os anos, amigo fodido, anos para mim não existem, não espere que eu conte quantos anos duraram os Anos Da Chacina e nem quantos anos eu moro aqui e nem quantos anos eu tenho. Não tô a fim, foda-se!

Estou hoje para cumprir uma missão. Uma grande missão, diga-se de retribuição a um mestre. O Mago Das Pistolas foi assassinado na Cidade Das Portas Prateadas. Assassinado pela... Aqueles vermes desgraçados... Vermes fardados... Desgraça do caralho... Assassinado pela porra da Polícia Mundial, uma corporação de imundos que foi inimiga do Escorpião Lunar e que enfrentei durante os Anos Da Chacina. Matei mil e cem policiais em sessenta combates, Delicada fez um serviço a esta Humanidade de grande valor. Esses vermes, comandados aqui no País Do Detonado pelo Generalíssimo Falcão Dourado, o encurralaram em uma rua sem saída e o assassinaram com dez milhões de tiros de fuzil. Eram seiscentos contra um. Falcão Dourado deu o primeiro tiro, contou-me isto um Policial Médio que torturei e decapitei, a cabeça está aqui em minha casa numa solução de formol. Preparei o plano. A Central da Polícia Mundial neste país é na Cidade Das Portas Prateadas. Falcão Dourado está lá hoje. Preparei tudo. Eles nem enterraram meu mentor, mestre e... amigo... Recolhi os ossos dele na rua sem saída e eles estão em um altar aqui em minha casa, com velas vermelhas em redor. Serão brancas quando eu retornar banhada com o sangue dos assassinos dele.

Há uma festa ocorrendo no quartel-general dos vermes fardados. Todos os assassinos do Mago Das Pistolas estão lá, pesquisei o nome de cada um deles invadindo com o meu notebook a central de computadores da Polícia Mundial, onde registrada estava a lista dos presentes nessa festa especial do Esquadrão Do Falcão Dourado. Registrados também estão as ações e vi os nomes deles todos na ação que culminou na morte covarde do meu mestre. Com a minha moto chego lá em pouco tempo, mas tudo já está preparado para a minha entrada bem mais festiva lá. Amigo fodido, vais me desculpar, mas tenho que me arrumar e parar de narrar. Mas, vou narrar o meu ritual antes de matar em missão especial. Tomei banho com sangue dos ratos que crio aqui em minha casa, matei vinte deles. Um ritual a Lilith ergui enquanto eu me banhava, Lilith é a minha Guardiã Pessoal em sua Face Mais Sombria, nada tendo a ver com a sexualidade. O Mago Das Pistolas era Mago também na Magia Demoníaca e me ensinou, enquanto eu me recuperava, tal Magia. Aprendi muito, mas me tornei uma Maga por conta própria. Deve ser por isso que eu sobrevivo sempre aos piores confrontos, com todos mortos em meu redor. Mas, como eu disse antes, amigo fodido, não dependo da Magia para me defender, apenas Delicada, que sei usar como se estivesse a dançar em festas sanguinárias, é a minha proteção em todos os combates. Tomei o banho e agora me visto, camisa preta justa, calça strecht preta, botas, luvas e cubro com o meu cabelão o meu rosto. Não gosto de mostrar o meu rosto. Apenas O Mago Das Pistolas viu o meu rosto. Os que morrem através das minhas mãos jamais viram o meu rosto.

Trinta pentes de projetéis em uma cinta que ponho em redor da minha cintura e umas surpresinhas em minha mochila de couro. A minha amiga, Delicada, ponho no coldre à direita de minha cintura. Desço as escadas e chego à minha moto estacionada na calçada. É, amigo fodido, minha moto, de um modelo que tu nunca vai conhecer, fica na calçada e ninguém rouba. O último que tentou roubá-la levou cinco balas no meio da cara escrota. Nas calçadas estão os meus inimigos, dos dois lados, que me olham com ódio e respeito. Mostro para eles os dedos médios das minhas duas mãos, ponho o capacete e parto para a Cidade Das Portas Prateadas. Quilômetros bem percorridos, afinal, depois dos Anos Da Chacina, as estradas são quase vazias, veículos muitos não há mais. Não quero ser chata, então, amigo fodido, te digo que estou agora chegando no quartel dos vermes fardados. Paro na porta dos fundos primeiro, observando a movimentação das demais pessoas nas calçadas. Poucas, ainda bem; não que eu me importe, mas a escória que quero dizimar é outra. Há, em frente ao quartel, na parte da frente deste, uma pequena subida, vou para lá. Dou a volta, sinuosa, sem chamar a atenção dos guardinhas de merda no portão. Essa cidadezinha escrota é toda desses vermes, moram famílias deles aqui, gente que eu odeio! Odeio fardas! Odeio policiais! Odeio familiares de policiais! Eu não estaria fazendo o que farei hoje se não tivessem se intrometido comigo e assassinado o meu mentor, mestre e amigo. Mas, com toda a certeza, amigo fodido, isso me dará um belo prazer!

Estou no alto da subida e com um binóculo observo a festa fodida. Policiais, familiares de policiais. Adultos, crianças, velhotes e bebês. Mulheres grávidas, mulheres amamentando. Seiscentos policiais. Seis mil parentes de policiais. E, ainda, os quinhentos funcionários do buffet que serve a todos esses vermes nessa grande festa, a última deles. Inocentes, amigo fodido? Amigo fodido, meu mundo não é o vosso mundo e que se foda essa porra de inocência, ninguém é inocente, ninguém mesmo, acredite, tanto no meu quanto no vosso mundo! Ninguém! Estou protegida aqui no alto da subida pelas sombras, não há iluminação. Vou abrir a mochila, amigo fodido, as surpresinhas estão nela. Sete detonadores. Sete explosivos com alta potência, capazes de destruirem quatro quarteirões de uma cidade. O quartel tem a extensão de quatro quarteirões, sou uma expert em cálculos matemáticos. Eles são burrinhos mesmo, seja no meu ou no vosso mundo, e não puseram guardas na estação de esgoto que há abaixo do quartel. Entrei lá facilmente, posicionei as bombas nas partes mais frágeis da construção e aqui, agora, tô fria e calculista para pôr o meu massacre em ação. Nem tenho mais no que pensar, amigo fodido. O quê? Tu achou que eu enfrentaria sozinha seiscentos policiais armados com fuzis e metralhadoras? Eu já enfrentei dois mil deles sozinha, sim, sai viva, sem ferimentos, muito antes dos Anos Da Chacina. Eram, aqueles, homens e mulheres corajosos e honrados, que esperavam que eu recarregasse a minha pistola... Ah, isso é passado, amigo fodido, e esses vermes que vou matar hoje são covardes de merda, se aproveitaram da velhice do Mago Das Pistolas para detoná-lo fodidamente! Merecem uma morte traiçoeira como aquela que deram a ele! Vou implodi-los!

Chega! Detono a primeira bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a segunda bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a terceira bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a quarta bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a quinta bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a sexta bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Detono a sétima bomba! Gritos! Correria! Sangue! Eu, fria! Eu, calculista!

Destrui todo o quartel, mas não acabou. Mortos todos, menos um, como eu pensei e calculei. Os outros moradores desta cidade, familiares dos policiais que não estavam na festa, cinco mil habitantes, incluindo outros dois mil e quinhentos policiais, vão aparecer rápido, preciso acabar com ele, ele, agora. Deixo aqui a minha moto e o meu capacete, estou ouvindo os gritos dele. Vamos, Delicada, ação. Os gritos dele são os mais furiosos que já ouvi. Eu o combati nos Anos Da Chacina, ele era um grande inimigo do Mago Das Pistolas. Ele é um velhote, mas muitíssimo perigoso, muito mais do que eu e o meu mestre. Tô com medo, amigo fodido? Nem um pouco, já enfrentei gente muito mais perigosa do que ele antes. Ele grita acima dos escombros, empunhando uma metralhadora, A Espada Do Falcão Dourado. É, o Falcão Dourado, vencedor de todos os Grupos De Combatentes Dos Países Da Cinza Alada, assassino de milhões, feroz e impiedoso, está gritando, como a me chamar para o duelo. Estou chegando perto dele, Delicada está em minha mão esquerda. Paro atrás dele 325 m. Ele percebe e fica de costas para mim, ofegante, sangrando pelo corpo todo, seminu. É, o velhote tem um corpo legal, 2,16 m. de altura, musculoso prá caralho. Tô impressionada, amigo fodido? Nem, já enfrentei e matei homens maiores, mais fortes, muito mais musculosos, com as minhas habilidades marciais. É, eu luto também, mas deixemos isso quando eu pegar alguém no corpo a corpo, hoje eu quero detonar a bala esse velhote desgraçado.

Essa poeira toda me é vantajosa, poeira erguida pelas implosões. Assim, ninguém me vê sair daqui. Eu e ele não precisamos ver um ao outro, fomos treinados para Sentir as presenças de nossos inimigos em meio às sombras, fumaça e poeira. Estamos de olhos fechados, caminhei até aqui de olhos fechados, Sentindo as perspectivas e as matizes do caminho até ele e o posicionamento correto de onde eu o enfrentaria. Os ângulos dos meus cálculos estão corretos, ele pode me matar, eu posso matá-lo ou podemos matar um ao outro. Sabemos onde um e outro estão. Vamos lá, Delicada, siga meus cálculos. Vamos, ouvidos, trabalhem. Teçam o que ocorre entre esses escombros, não se desviem dele. Ele faz o mesmo e, assim, estamos prontos. Pronta, eu tô pronta, velhote desgraçado! Pronta, assim como estive desde o meu primeiro duelo! Pronta, como sempre estive quando treinada era pelo Mago Das Pistolas na Arte De Combate Com Pistolas! Pronta, velhote, vamos, vamos decidir tudo aqui! Está ouvindo os meus pensamentos, não está? Fui eu que explodi este quartel, matei a velhota que te era esposa, os doze filhos, os quarenta netos, os vinte bisnetos! Fui eu que implodi este quartel, matei todos os teus amigos, todos os vermes fardados que covardemente assassinaram o Mago Das Pistolas! Eu, eu, implodi isso tudo aqui e sabia que tu ia sobreviver, pois tu és O Falcão Dourado, O Grande Falcão Dourado! Vamos, velhote, tô pronta! Vamos, velhote, tô pronta! Vamos , velhote, tô pronta!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Vamos, velhote!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Tô pronta!

Ele moveu os pés!

Isso, velhote!

Estico o braço esquerdo!

Vamos, Delicada!

Antes dele se virar completamente para disparar a rajada de metralhadora que me atingiria em cheio no tórax, esvazio as o pente todo de Delicada na nuca dele...

Primeira bala!

Segunda bala!

Terceira bala!

Quarta bala!

Quinta bala!

Sexta bala!

Sétima bala!

Oitava bala!

Nona bala!

Décima bala!

Décima primeira bala!

Décima segunda bala!

Décima terceira bala!

Décima quart bala!

Décima quinta bala!

Décima sexta bala!

Décima sétima bala!

Décima oitava bala!

Décima nona bala!

Vigésima bala!

Vigésima primeira bala!

Vigésima segunda bala!

Vigésima terceira bala!

Vigésima quarta bala!

Vigésima quinta bala!

Vigésima sexta bala!

Vigésima sétima bala!

Vigésima oitava bala!

Vigésima nona bala!

Trigésima bala!

Nunca desperdiço uma bala sequer...

Fui mais rápida...

Ultrarápida, como sempre, meu amigo fodido...

Foda-se se me acha arrogante!

Mas, EU SOU FODA MESMO, AMIGO FODIDO!

O Falcão Dourado cai sem a cabeça unida ao corpo...

O Falcão Dourado!

Foi demais o impacto das trinta balas...

O Falcão Dourado!

É, cortei as asas do falcão...

O Falcão Dourado!

Velhote, tu já era!

O Falcão Dourado!

Velhote, eu te fodi!

Amigo fodido, como eu disse, já enfrentei gente mais perigosa do que esse desgraçado antes. Foi muito fácil, mas antes de sair daqui, eu devo uma ao meu mentor, mestre e amigo. É um ritual que faço sempre que mato alguém ou muita gente, como hoje. Não ache estranho, este é o meu mundo e em vosso mundo, amigo fodido, há gente muito mais estranha do que eu.


no campo vazio das balas encontradas

há o sangue maldito da corja verminosa de farda

e daqueles do mesmo saco retirado da vala

gente maldita de todo solo pisado

gente maldita de toda forma nascida

gente maldita a matar e a proteger o matar

dos fracos e dos menores

mas quando os fortes os enfrentam

eles se fodem

se fodem porque são vermes fardados covardes

vermes covardes como todos os de farda

todos os de farda devem ser mortos

assim como O Falcão Dourado

O Grande Falcão Dourado

caído decapitado acima dos escombros

e dos cadáveres dos seus parentes e pares

foi morto

foi fodido

foi reduzido ao lixo de farda podre

que ele sempre foi

e que todos os que usam farda são


A ti, Mestre Das Pistolas, tudo isto aqui, tu mereces o sangue de cada um deles. Só não fiz um poema maior porque os demais escrotos estão chegando aqui.

Vou me envolver na poeira agora, amigo fodido que me acompanhou até aqui.

Me envolver na poeira.

E desaparecer na poeira.

Armada!


Inominavelmente Armado,

Inominável Ser.





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