quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Perfeita Última Aula Do Mais Amado Professor De Filosofia

"Mais uma vez,

Antes de prosseguir caminho,

E olhar para a frente,

Ergo, solitário,

Minhas mãos a ti,

A ti, a quem me refugio,

A ti, ao qual consagrei altares,

Solenemente,

Nas mais profundas profundezas

Do meu coração,

Para que, em todos os tempos,

Tua voz me chamasse novamente.

Gravada profundamente

No meu altar,

Resplende a palavra:

AO DEUS DESCONHECIDO.

Dele eu sou, ainda que,

Até a presente hora,

Permaneça no bando dos ímpios.

Dele eu sou, e sinto os laços

Que me arrastam à luta,

Lá embaixo,

Que, embora eu fuja,

Me obrigam a servir-te.

Quero conhecer-te,

Ó Desconhecido!

Tu, que empolgas minha alma

Profundamente,

Que, qual tempestade,

Penetras minhas vida,

Tu, O Inatingível,

Que és afim comigo.

Quero conhecer-te - quero até

Servir-te."


A possante, empolgante e emocionada recitação do poema encontrado entre os escritos de Friedrich Wilhelm Nietzsche após a morte deste faz a sala explodir em aplausos de admiração fátua, respeito altíssimo e amor profundíssimo. O professor Heitor Roma Vasconcellos dos Santos, sério, a ouvir os aplausos dos 126 professores, 87 ex-professores, 226 alunos e 345 ex-alunos a lotarem o auditório para a sua aula final após 45 anos de carreira, amassa o papel com o poema e lança-o ao chão. Ninguém percebe o ato, já que naquele auditório da Faculdade Nova Jerusálem De Filosofia, localizada na Colina Dos Filósofos Cantores, divisa entre Brasil e Uruguai, todos encontram-se em cego êxtase após a fascinante atuação do mais amado professor de Filosofia daquela faculdade. Um "professor-estrela entre os professores-estrelas do Brasil", uma vez escreveu um repórter do Jornal O Lobo Acompanhado. Heitor, O Aquiles Da Filosofia, como é chamado, é um filósofo respeitadíssimo pelo mundo através das publicações de seus 122 livros. Gênio filosófico nascido pobre, enriqueceu e construiu a Faculdade Nova Jerusálem; sua influência foi tanta que a colina, que não possuia um nome, foi batizada por ele com o nome que hoje possui. Presidentes Da República e políticos em geral ouviram-lhe os conselhos sempre senhores de sabedoria, discernimento e clareza excepcionais. Heitor, O Aquiles Da Filosofia, ouviu durante 45 anos aplausos e elogios, teve centenas de mulheres, mas nenhum filho. Heitor ouve os aplausos, sério, parado, passando o olhar por todo o recinto. Heitor jamais apreciou nada disso. Heitor sempre detestou a tudo isso.

A rotina das aulas sempre pareceu-lhe a sufocante carga rota de caminhada em direção à forca. Todo dia, toda noite, a sua intenção sempre fora direcionada à faculdade que fundara. Todo dia, toda noite, sempre se propôs a trabalhar, sem descanso, sem férias, em prol da educação de cada um dos seus alunos, os quais, somando todos os anos de suas carreira, foram 1245. Todo dia, toda noite, Heitor se esforçava em ser um forte a todo momento, um forte por dar aulas de Filosofia em um país como o Brasil, no qual a maioria da população sequer compreende o que seja essencialmente a Filosofia. Todo dia, toda noite, Heitor se concentrava plenamente na exímia execução crescente e interminável de seus dons como orador de alta classe, orador admirado, orador adorado, por todos os seus alunos e por todos os países pelos quais passou dando aulas magnas e palestras. Todo dia, toda noite, ele esforçou-se em seus estudos de Latim, Grego, Alemão, Francês, Japonês, Sânscrito, Aramaico, Inglês e Russo para poder melhor falar da Filosofia Universal, para poder melhor doar aos seus alunos a Sabedoria presente no campo do Pensamento Humano que o guiou desde a infância em todo os seus afazeres e deveres. Todo dia, toda noite, o ritual de preferir apenas os livros, apenas os estudos de idiomas, apenas a busca de um melhor aprimoramento de si mesmo. Todo dia, toda noite: Filosofia. Todo dia, toda noite, Heitor detestava a tudo isso.

Os aplausos não cessam e até alguns alunos e ex-alunos estão a chorar. Heitor caminha até a porta do auditório e, sem que ninguém perceba, por causa do estado emocional elevadamente eufórico, tranca-a com um cadeado. Com as mãos às costas caminha devagar em direção ao palco e arrasta uma grande mala, posicionada no meio do palco quando ele ali se pôs, à frente, para perto dos ouvintes. Os aplausos vão cessando, enquanto ele fixa o olhar na mala, mala nunca utilizada, mala que guarda a única coisa neste mundo que ele realmente ama. A mala ele fica a fitar, os aplausos tendem a cessar. Os que choraram vão enxugando as suas lágrimas, entre pequenos soluços e suspiros. Heitor, cada vez mais, fitando a mala, ouvindo os aplausos finais, ouvindo os soluços, ouvindo os suspiros, detesta tudo aquilo. Cada aplauso para ele é uma agressão. Cada sorriso para ele é uma agressão. Cada lágrima para ele é uma agressão. Para ele, não há razão e nem lógica em toda a eufórica atuação dos presentes. Para ele, que sempre detestou as bajulações e premiações que recebeu, não há motivações de valores próximos a uma explicação do que leva muitos a venerá-lo como um Deus. Heitor detesta os Deuses. Heitor detesta os Demônios. Heitor detesta aqueles que se dizem seus amigos. Heitor detesta aqueles que se dizem seus admiradores. Heitor detesta os seus colegas de profissão aposentados. Heitor detesta os seus colegas de profissão em atividade. Heitor detesta a todos os seus ex-alunos. Heitor detesta a todos os seus últimos alunos. Heitor detesta a si mesmo. Heitor apenas ama o que está no interior da mala que está a fitar.

Heitor, quando percebe que os aplausos, os soluços e os suspiros cessaram, ergue os olhos. Olhos sempre fervorosos e amigáveis que direciona a todos que ele fita. Olhos que escondem todo o ódio que ele sente por todos. Olhos que escondem todo o ódio que ele sente por tudo. Olhos que escondem todo o ódio que ele sente por si mesmo. Os lábios acompanham o mesmo ritmo de camuflagem. Os lábios acompanham o mesmo ritmo de enganar a todos com uma linguagem celeste, epíteto que lhe foi dado pelos seus colegas de profissão. Os lábios, tanto como os olhos, formam a expressão de um rosto fervoroso e amigável. Os lábios, tanto como os olhos, formam a expressão de um rosto a esconder tenebrosas mistérios de uma alma que é somente ódio.

- Setenta e cinco anos de idade... Sim, alunos... Sim, ex-alunos... Sim, colegas de profissão, ainda trabalhando e já aposentados... Setenta e cinco anos... Setenta e cinco anos contados na Alma Do Mundo pelo meu sentido mais alto de consciência acerca do meu papel nesta existência. Papel que foi ao longo de solitárias noites acompanhado pela filosofia nietzscheana, pela filosofia platônica, pela filosofia hegeliana, pela filosofia socrática... Mas, e a minha própia filosofia na dama que tanto amamos que é A Filosofia? Minha própria filosofia busquei dentre os detritos de minhas falhas e de meus defeitos. Tenho falhas e defeitos, sim, nobres amigos, diletos ouvintes, companheiros da estrada filosófica. Tenho defeitos que me escapam lancinantemente das mãos e falhas que me desesperam por não ter tempo em extingui-las. O Tempo me foi inimigo durante todos esses 45 anos de carreira nos quais eu ensinei a muitos como estudar a Filosofia e não como encontrar a sua própria filosofia. Sentados, sentados e calados, admirando-me, em todas as partes do mundo nas quais pisei, eu assisti a milhares de seres humanos que desencontrados de suas filosofias estavam. Desencontrados e imitadores de filósofos de ontem e de filósofos do hoje; os filósofos de hoje são os pobres ignorantes que se julgam sábios apenas porque seus livros vendem milhões ou porque sabem pensar um nível um pouco acima do comum humano ou porque sabem de muitas coisas que a maioria humana ignora. Filósofos existem ainda, mas estão encarcerados em calabouços estranhos aos que procuram o Verdadeiro Filosofar. Os pré-socráticos, Confúcio, Laozi, Socrátes, Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino, Descartes, Montesquieu, Voltaire, Locke, Hobbes, Leibniz, Hume, Hegel, Schopenhauer, Kant, Nietzsche, Kierkegaard, Heidegger e todos os imortais filósofos: jogue-os no lixo, jogue-os no limbo, jogue-os nos detritos da História. Joguem todos os livros deles em direção aos esgotos, as palavras neles estão mortas! Palavras imensamente mortas! Mortos pensamentos em sofismas eternizados como Verdades Maiores! Maiores mentiras ensinadas como Maiores Vidas! Vidas sem construções verdadeiras formadas pelas leituras de textos sem a decidida firmeza da realização do verdadeiro primor da Verdadeira Educação! Joguem o que se chama de Filosofia Ocidental no esgoto, no lixo! Joguem o que se chama de Filosofia Oriental no esgoto, no lixo! Joguem todos os livros do mundo no esgoto, no lixo, saboreiem o pensamento próprio, saboreiem verdadeiramente pensarem no Verdadeiro Pensar! Não sejam mendigos, utilizem-se de suas próprias mentes, sejam os construtores de suas próprias metas, de suas próprias alternativas, de suas próprias perspectivas! Lixo tudo o que se lê! Lixo tudo o que se cria! Queimai os pápeis, queimai todos os livros, reduzam toda mentira escrita a cinzas! Rezem pela Religião Do Eu Sou O Meu Próprio Ser! A porra filosófica toda nada lhes ensinará! A porra dos estudos todos do mundo nada lhes ensinará! Sentar o rabo durante anos em uma cadeira, estudando a porra toda do que todos os anteriores pensadores da Humanidade geraram, nada lhes ensinará! Está na hora, Humanidade, de queimar tudo e apenas muito mais do que as leituras de livros mortos de homens mortos fazer surgir em cada um de nós! Assim, amigos, nobres amigos, atentos ouvintes, eu consegui encontrar a minha filosofia! Assim, eu encontrei a minha filosofia! Vomitei na cara da Filosofia e de todo o Conhecimento Humano! Vomitei as porcarias que engoli lendo todos os livros que li! Vomitei as porcarias que engoli escrevendo todos os livros que escrevi! Fui a fundo dentro de mim, escapei de cair, ergui-me muito acima de mim! Antes, muito antes, eu era um cego seguindo uma legião de mortos cegos, mortos eternizados em milhares de livros! Hoje, hoje, aqui, neste palco, em minha última aula, minha aula final, declaro que sou o único ser humano que realmente encontrou a sua filosofia! O resto? Ah, o resto é apenas aqueles que estão a me ouvir, assustados com todas essas palavras ditas por brincadeira...

A platéia gargalha, mais uma vez eufórica. Nenhum deles jamais viu Heitor com o rosto transtornado, agressivo, cruel e endurecido. Eles viram o Verdadeiro Heitor, que cede lugar ao Falso Heitor, a também gargalhar, a também participar, falsamente, da euforia. O Falso Heitor, gargalhando, olha por um instante para a mala à sua frente e para todos que estão na platéia. As gargalhadas cessam, o silêncio mais uma vez, para ouvir-se o Aquiles Da Filosofia, é erguido.

- Noto que todos aqui se assustaram, mas eu estava brincando. Afinal de contas, porque não brincar diante do lixo humano que se esbalda na leitura filosófica como porcos diante de uma mesa recheada de pernis e demais assados?

Gargalham novamente, Heitor, o Falso Heitor acompanha a gargalhada, olhando para a mala. Cessam as gargalhadas. O professor, o maior professor de Filosofia do mundo nos últimos tempos, agacha-se diante da mala.

- Confiança é algo que ganhei de todos vós, os quais sabem que estou a brincar. Confiança ganhei de todos, 45 anos de trabalho e 75 anos de existência dedicadas ao bem-estar mental dos demais deram-me a alcunha de alguém confiável. Vou pedir algo, algo que faz parte de minha última experiência sensorial, que tanto efetuei durante toda a minha carreira com todos os meus alunos. Amigos professores, colegas professores, peço-lhes que participem também desta experiência, que consiste em minha manipulação de vossas sensações através das minhas palavras. Mas, hoje não direi nada, quero apenas que fechem os olhos e ouçam os sons silenciosos deste auditório, auditório desta maravilhosa faculdade que eu construi, realizando o meu sonho maior de trasmitir a muitos os meus conhecimentos filosóficos. Fechem os olhos e ouçam os sons. Não abram os olhos se ouvirem sons estranhos, fazem estes partes da experiência. Nem abram se forem banhados por algo ou algo cair perto de vós. Tudo fará parte da experiência, confiem em mim, confiem em mim. Iniciemos a experiência, transitarei pelo auditório realizando-a, fazendo-os sentir tudo, ouvir os sons silenciosos, perceber os sons silenciosos, perceber o silencioso filosofar do vosso sangue nele caindo... Brincadeira! Agora, fechem os olhos, alunos, ex-alunos, professores e ex-professores. Fechem, iniciarei a minha última experiência de sensações convosco.

Eles fecham os olhos. As experiências de sensações do professor Heitor são conhecidas e famosíssimas no meio acadêmico mundial. Todos que delas participaram, jamais esqueceram-se do que receberam, ficaram mais atentos às coisas em redor, ficaram mais absortos em tudo que transita por todas as coisas. Heitor, agora, com todos de olhos fechados, pode deixar de ser o Falso Heitor e assumir, na face, a sua Verdade. O Verdadeiro Heitor possui olhos encharcados de ódio. O Verdadeiro Heitor possui lábios reveladores de imensos crimes interiores. O Verdadeiro Heitor possui na face todo o ódio de sua alma. Ele detesta a mala, mas a abre. Dentro dela, algo que ele ama, a única coisa que ele ama. Dentro dela, a sua companhia em horas nas quais ele pode dizer que amou o mundo, o Universo, a Criação. Dentro dela, algo que veio a substituir a esposa que não quis ter. Dentro dela, algo que veio a substituir os filhos que não quis ter. Dentro dela, algo que veio a ser-lhe seu verdadeiro pai. Dentro dela, algo que veio a ser-lhe sua verdadeira mãe. Dentro dela, um grande cutelo, lâmina brilhante, lâmina conservada apesar de seus 213 anos de idade. Dentro dela, uma herança de família secreta, misteriosa, perigosa e detentora dos fluidos vitais de todos os que utilizaram-no. Dentro dela, uma herança de família, a maior herança da família de Heitor, a ser por este empunhada com uma emoção caminhante pelos torpes tortos roteiros da desesperada descida aos mares da Desumanidade.

Empunhando cutelo, Heitor desce do palco, indo em direção a uma ex-professora, Maria Estevão de Albuquerque Santana, de 90 anos, a estar participando da experiência, confiante nele, de olhos fechados. Heitor empunha o cutelo com as duas mãos e abre ao meio o crânio da ex-professora.

Ao lado de Maria, outro ex-professor, Antônio Soares de Almeida Bonfim Neto, de 94 anos. Heitor, cutelo, duas mãos, crânio aberto ao meio.

Ao lado de Antônio, mais um ex-professor, Régis Antônio Duarte De Oliveira Filho, 79 ano. Heitor, cutelo, duas mãos, crânio aberto ao meio.

Ao lado de Régis, outro ex-professor, Carlos Jorge da Fonseca, 78 anos. Heitor, cutelo, duas mãos, crânio aberto ao meio.

A seguir, ex-professor, Mário Santos Cavalcanti de Mello, 86 anos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

A seguir, ex-professor, Sebastian Scherr Hubermann, 85 anos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

A seguir, ex-professor, Mário Santinni Schillar, 80 anos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Ex-professora, Marlene Assis Moura, 77 anos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Ex-professora, Ana Maria Estevez de Castro Mais, 90 anos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Ex-professor, o próximo.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Ex-professores, os próximos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Professores, os próximos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Ex-alunos, os próximos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

Alunos, os próximos.

Heitor. Cutelo. Duas mãos. Crânio aberto ao meio.

...

Com perfeição e metódica aplicação dos princípios das execuções com apenas um golpe de cutelo, tradição da família de Heitor, este aplica a sua última experiência e se sente, então, verdadeiramente mais infeliz do que antes. Heitor, em sua mente, acha que deveria ter sido mais criativo, ao invés de matar a todos com o mesmo golpe; mas, amando o cutelo em suas mãos, caminha até a mala, no palco, esquecendo aos poucos dessa sua insatisfação. Com o cutelo, empunhado pelas duas mãos, ele se sente feliz. Sangue por todo o auditório forma um mar que banha todo o corpo de Heitor. Crânios abertos, 784 crânios abertos, os quais Heitor não olha enquanto se dirige de volta ao palco. Ele abre a mala e põe o cutelo nela. Ao fechar, volta a tudo detestar. Caminha em direção à porta do auditório. Abre-a. Enquanto caminha e abre a porta ouve aplausos. Os aplausos dos 784 que assistiram à sua perfeita última aula e que o amavam como a um Pai Maior. Os aplausos dos 784 para o Aquiles Da Filosofia, o melhor e maior professor de Filosofia dos últimos tempos em todo o mundo. Os aplausos, acompanhados de risos e de gargalhadas, de lágrimas e suspiros, eufóricos, dos 784 que tiveram os seus crânios abertos pelo cutelo de Heitor, o cutelo, a única coisa que ele ama neste mundo que detesta.

Os últimos aplausos de sua carreira como professor, recebidos agora, Heitor também detesta.


Filosoficamente,

Inominável Ser.





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