terça-feira, 19 de junho de 2007

Os Roedores Gritos Dos Quartos Interiores

Roído...

Roído...

Roído...

O vestido de veludo azul de Cristiane... O sapato de mocassim de Marlene... Os ternos de meu pai... As saias de minha mãe... Tudo assim, comido pelas estranhas parafernálias dos tiranos temporais. Tempos tiranos todos os meus, quantos tiranos aqui, quantos tiranos em redor de onde eu caminho, de onde eu caminhava...

Os lábios de Mariana estão roídos... Os seios de Rita estão roídos... O cu delicioso de Dalila está roído... Minhas amantes todas...

Merda, elas estão roídas!

Mulheres, mulheres, muitas, milhares, inumeráveis, mulheres, mulheres, mulheres... Agora, todas roídas... Dalila e aquele cu delicioso, grande, da cor da terra, que eu por horas chupava, lambia, beijava... Eu filosofava naquele cu delicioso de Dalila... A entrada dele! A entrada! Uma crítica de minha libido eu fazia ali e até moldava teorias sobre o amor carnal. Eu filosofava...

Porra...

De novo...

De novo eu a falar da porra da Filosofia...

E da porra da Dalila...

Filosofia roída... Dalila roída... Foi-se Nietszche pelos ralos da minha existencialidade medíocre, assim como Dalila... Amei Dalila... Dalila, a única que eu amei... Um Sansão ela me fez, mas meus cabelos comigo continuaram... Com ela, jamais brochei e...

Não de novo...

Eu, roído aqui, e de novo com isso...

Está tudo roído, tudo roído, tudo roído...

Estes gritos...

Roedores gritos...

Muitos ratos na cozinha... Muitos ratos no banheiro... Lembro-me daquele pardieiro no centro do Rio de Janeiro no qual morei... Pegava putas toda noite... Quer dizer, eu estuprava prostitutas toda noite... E até algumas menininhas de rua...

Roedores...

Estes ratos aqui...

Filosofia roída de estuprador... A cada mulher, a cada menina, eu me sentia mais roído... Mas, todas elas, eram roídas... Todas elas... E eles...

Fodi com machos mesmo...

Estuprei machos...

Estuprei meu pai...

Estuprei minha mãe...

Estuprei minha irmã, Cristiane...

Estuprei minha irmã, Marlene...

Todos roídos... Todas roídas... Amantes nada... Ninguém me amou...

Eu amei Dalila...

Eu estuprei Dalila por nove dias, aquele cu delicioso me refazia...

Estuprei...

Estuprei Rita...

Estuprei...

Estuprei Mariana...

Estuprei...

Estuprei...

ESTUPREI!!!

ESTUPREI!!!

ESTUPREI!!!

Roído tudo...

Estes gritos...

Tudo me roendo... Tudo me roendo e gritando... As vitrines foram roídas... As paredes foram roídas... Vitrines e paredes sempre roídas... Paredes sempre roídas...

Estuprei todos com um cabo de vassoura...

Meu amado cabo de vassoura...

Sou virgem... Virgem mesmo... Mas...

Estes gritos...

Roedores...

Roedores aqui...

Roedores gritos...

Neste quarto fechado há muitos quartos... Eu roído... Eu muito roído... O que fazer, roído? Aquele cabo de vassoura, meu amigo... Meu amigo cabo de vassoura... Nunca me pegaram... Nunca me...

Roedores...

Diabo, porque não afastas esses roedores gritos de mim?

Diabo, afastai esses roedores de mim!

Diabo, arrastai... Deus... Deus...

DEUS!!!

DEUS!!!

DEUS!!!

DEUS, ARRASTAI ESSES ROEDORES GRITOS DE MIM!!!

Que Deus?

Que Diabo?

Deus dá o cu para o Diabo...

Tenho apenas o cabo da vassoura... Sou virgem... Sou bem virgem... A polícia tá me caçando, estuprei e matei uma menina de dez anos... Filha de milionário... Estuprei e matei todo mundo antes, mas os policiais nem comigo se preocupavam... Mas, aquela putinha deliciosa de oito anos que me enlouqueceu, me fodeu...

O cabo da vassoura...

Estes gritos...

Roedores gritos...

Policiais, estes merdas fodidos, me caçando...

Sou virgem...

Sou virgem...

Queria deixar de ser virgem...

O cabo da vassoura...

NINGUÉM VAI ME PRENDER, CARALHO!!!

Fiquei de quatro e fui enfiando em meu cu o cabo da vassoura!

AI, DELÍCIA, DELÍCIA, DELÍCIA FODIDA!!!

Fui enfiando o cabo!

AI, DELÍCIA, DELÍCIA, DELÍCIA FODIDA!!!

Fui enfiando... no raaaaaboooooo!

AI, DELÍCIA, DELÍCIA, DELÍCIA FODIDA!!!

O cabo... no raaaaaaaaaaaabo!

AI, DELÍCIA, DELÍCIA, DELÍCIA FODIDA!!!

A parede atrás de mim... O cabo enfiado em meu cu dez centímetros...

Roedores gritos...

Roído...

Roído...

Roído...

Eu me lancei em direção à parede...

Gritei de prazer, o cabo da vassoura me penetrou todo...

Foi assim que a todos...

A todos que estuprei...

Foi assim...

Foi...

Foi assim que a todos que estuprei matei...

Dilacerou tudo dentro de mim...

Chegou à garganta...

Saiu na boca um pedacinho da ponta dele...

AI, DELÍCIA, DELÍCIA, DELÍCIA FODIDA!!!

Eles vão me achar roído...

Morri, mas estou preso ainda...

Estou aprisionado, mas não pela Polícia fodida do Rio de Janeiro...

Os ratos me aprisionam...

Os ratos que roem o meu cadáver no quarto de prédio abandonado no centro do Rio de Janeiro me aprisionam...

Eles gritam enquanto roem-me...

Os roedores gritos...

Roedores gritos...

Os roedores gritos são deles...

Meus outros quartos recebem os gritos...

Os ratos não vai me deixar sair nem dos meus ossos...

As autoridades que exigiram minha caçada nem acharão o pó dos meus ossos...

Serei roído inteiramente...

Meu Espírito pertencerá, roído e em pedacinhos, aos ratos deste prédio abandonado...

Roído...

Roído...

Roído...


Roído,

Inominável Ser.





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