quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um Pavor Todo Necessário

É necessário. É tudo necessário. Tudo sempre necessário.

Eu penso assim acerca dos meus momentos aqui neste grande hospital de desintegrados maravilhosos que chamamos de Planeta Terra. Qual planeta com terra é igual a todo este planeta falso de cadafalsos todos em toda terra? Qual terra melhor para pisar sem que nela haja o sangue dos antepassados e e de todos os que ao nosso lado atualmente estão a caminhar? Não rego a terra dos meus pés mortos há muito tempo e nem insisto em regar a terra dos pés de cada pavor que me assombra.

Pavor no rosto de uma mulher.

Pavor no rosto de uma criança.

Pavor nos rostos de todos os adultos.

Eu não quero mulheres, são coisas enfadonhas. Eu não quero crianças, são coisas enfadonhas. Coisas, mulheres são coisas, objetos para a satisfação de um pau, apenas. Um pau em uma buceta, buceta grande, buceta pequena, bem apertada, bem aberta. Toda mulher para mim é pavorosa, é uma desgraça, desgraça ainda mais por ser mãe. Mãe de crianças, crianças que serão pavorosas criaturas quando adultas, odeio crianças, odeio adultos, assim como odeio as mulheres que os trazem ao mundo. Meu pavor aumenta ao ter que caminhar com tantos desses pavorosos seres ao meu lado.

Pavor...

Tenho muito pavor...

Tenho mudo pavor...

Muito pavor...

Mudo pavor...

Não sei o que meço quando raiam as coisas, essas coisas que odeio. Mulheres, crianças, adultos, todo ser que me enoja por lembrar-me do pavor mesmo que eu sou diante dos rostos e dos olhares deles. Rimbaud, Rimbaud em mim vai em um deserto de mil perdizes recheadas mortas com queijos estragados que o Nietzsche que vocifera em meu peito mastiga. Schopenhauer, traumatizando os meus calos, me excita como um Glauber Rocha mais cáustico a incendiariamente tecer um comentário de como se deve agir diante do descerrar das cortinas do cinema pavoroso da minha pequena mente que é uma cozinha povoada por pavorosos ratos. Falei das bucetas, falo ainda dos cus, os cus que fedem como as estragadas maravilhas da foda de Lilith quando Esta fica febril com as pernas abertas para os paus dos Deuses. Cus pavorosos. Bucetas pavorosas.

Pavor.

Pavor enlouquecedor?

Pavor enlouquecedor.

Pavor atormentador?

Pavor atormentador.

Pavor das bucetas?

Pavor das bucetas.

Pavor dos cus?

Pavor dos cus.

Fico falando para mim todas essas coisas sobre as coisas que nego como vivas e como mortas. Como das frutas das árvores natimortas, dou o cu para as lágrimas redivivas de espetáculos gastos de recheados contornos nefastos. Meus lábios pavorosos mandam-me recados, recados de astros atrasados, recados de impostos que eu devo pagar aos senhorios errados. Eu penso muito e deduzo tudo do rasgo imperfeito das pregas do meu cu fodido e inspiro o néctar das seivas das flores que movimentaram os plenos dedos de um ator pornô em meus filhos. Meus filhos são todos do pavor, são crianças que estrangulei com a doçura de um espírito ridículo pedindo por ridículo maço de carinho a ser fumado. Meus filhos são atos de teatros onde Hamlet, O Hamlet Desengoçado E Arrombado Pelos Medos Da Costa Oeste, é encenado por atores e atrizes de filmes terríveis que assisto junto com espelhos quebrados em sofás rasgados. Rasgo o sofá, o sofá me rasga, sento-me no palco, dou uma cagada, dou uma risada, acendo a cafeteira e esparramo tudo na cara de puta de uma vagabunda da revista Caras, Vogue, Times, qualquer merda simplória da mídia de vala. Revistas pavorosas. Vala pavorosa.

Pavor da manhã na tarde!

Pavor da tarde na manhã!

Pavor da manhã na noite!

Pavor da noite na tarde!

Pavor da relva!

Pavor da selva!

Pavor da gruta encontrada na perdida cevada!

Pavor da rua separada pela temível corda em espada!

Pavor da suja rotina das ruínas de definidas escarpas!

Pavor lacrimoso de sedução escapando!

Pavor langorosos de rude ação parando!

Pavor fétido de calor de verão cortando!

Pavor realizador de frutificação debilitando!

Pavor caro de rico escravo!

Pavor barato de pobre escarro!

Pavor sentindo o tremer dos frêmitos da porra sexual!

Pavor dos suores dos corpos nus de animais pavorosos chamados homem e mulher!

Pavor meu sendo invadido!

Pavor meu sendo coberto por chuvas de fel podre de nobres réus!

PAVOR LEGAL!!!

PAVOR ILEGAL!!!

PAVOR AFLITO NORMAL!!!

PAVOR AMIGO LETAL!!!

PAVOR ANTIGO TOTAL!!!

PAVOR TODO NECESSÁRIO!!!

PAVOR TODO!!!

PAVOR NECESSÁRIO!!!

PAVOR TODO!!!

PAVOR NECESSÁRIO!!!

PAVOR TODO!!!

PAVOR NECESSÁRIO!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

PAVOR!!!

Eu não vou dizer quem sou ao nível de vosso cu ou de vossa buceta ou de vosso pau ou de vossos seios pavorosos. Eu não vou dizer o que sou ao nível de vosso cu ou de vossa buceta ou de vosso pau ou de vossos seios pavorosos. Não sou doador de leitura fácil. Mas, quando sentires no vosso cu, na vossa buceta, no vosso pau ou em vossos seios o pavor que não pode ser decifrado, vós sabereis quem sou e o que sou.

Pavor para os vosso cus.

Pavor para as vossas bucetas.

Pavor para os vossos paus.

Pavor para os vossos seios.

Pavor, seus arrombados pavorosos!

Inominavelmente pavoroso,

Inominável Ser.


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