sábado, 29 de dezembro de 2007

Behemoth - Decade Of Therion










APO PANTOS KAKO DAIMONOS!
APO PANTOS KAKO DAIMONOS!

We transgress the context of commonplacenes
We deny normality, trample morality
We destroy angels with sound
We destroy angels with silence

Currents of tantric anarchy seize our bodies
Into the cosmic dance of four scythes
The curtains of Absurd Theatre are raised
Synchronicity - Mother Chaos on the stage

"Wisdom says: be strong!"
Thrilling words are spreading down the spine
Vibrating... "be strong!"
Exhausted I'm running towards the last shines of consciousness
Which is absorbed by shadows of madness

APO PANTOS KAKO DAIMONOS!
APO PANTOS KAKO DAIMONOS!

Here are the star and the snake servants;
-they rise the hexagram
Sun - in the triangle hidden ; Sight - sacred visions entwined
And union with Nothingness body I'll find
Strength - go along the Mars path, fighting if we must;
Light - oh, you are Ahathoor, goddess of blue sky

There is might of dawn, in non-quality state I remain
Of commonness crippled time or sand - glass you don't see again
Sigillum dei, picture of myself I'm drawing
With life, venom and hell I'm sprinkling it
His name is Esial, I want him more





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O Romântico Mais Perfeito Para Toda Mulher Mais Perfeita

É uma madrugada bonita, uma daquelas que apenas ocorrem quando as Vestes Noturnas contribuem para o aconchego de todos os mais insaciáveis Seres Que Vagam Pela Grande Noite. Madrugada, lua nova, verão escaldante, calor pavorosamente alto a atingir os corpos de Charles e Viviane, dois caminhantes por uma estrada de pedras que seguia rumo ao cume de uma montanha. Eles iam por uma floresta que os antigos habitantes denominavam de Floresta Do Inferno, já que era hábito serem nela encontrados ossadas de vítimas sacrificadas em rituais de Magia Negra, vítimas, em sua maioria, crianças. E haviam ainda outros perigos, como linces, ursos e aranhas e cobras venenosas. Mas, Charles e Vanessa sequer se importaram com as ditas histórias dos antigos habitantes da Cidade Das Hortas e resolveram juntos adentrar na floresta, lado a lado, caminhando e dialogando.

- Coleciono trechos de poetas desconhecidos, Viviane, que não assinaram os poemas que fizeram em algum lugar dete nosso mundo.

- Qual é o estilo deles?

- Poemas românticos.

- São muito belos os poemas que tratam do Ego ferido, ressentido ou animado por um amor. Estudei Literatura Italiana e me encantei pelos de Dante em Vitua Nova.

- Como professor de Literatura, Viviane, aprecio muito o vosso bom gosto como leitora. Dante Alighieri anima-nos a querer cada vez mais lê-lo e interpretá-lo, é um gênio que na Itália viveu e que para o mundo deixou um imenso legado de altíssimo valor. Decorei cada trecho de poema que coleciono; quer ouvir alguns, Viviane?

- Quero ouvir, poemas românticos são os que mais me agradam.

- Colhi este trecho na Indonésia, viajando a trabalho:

Me tenhas em noite

De espaço tênue

E me revele o dote

Da chave que treme

Em meu coração gente

Sorrindo em creme

- Um amor platônico, poema resultado de um amor platônico.

- As diversas conotações dele são amplas mesmo neste sentido de ocultos valores. É o amor platônico de um adolescente inspirado pela musa que não podia tocar, mas apenas de longe avistar.

- Calcula-se que a maioria dos fragmentos que coleciona tenham quantos anos, Charles?

- Não consulto especialistas nesse assunto, Vanessa, o mistério desses fragmentos me contagia e prefiro deixá-los sem conhecer-lhes a idade.

- Uma escolha bem típica vossa.

- Este é outro colhido na Indonésia:

apaguei a chuva ardente

com um pouco de areia

e meus olhos dementes

ansiavam pelo verão

no corpo da sereia

que se disfarça de dama

que na minha rua

caminha com grande graça

- Um trecho de poema em paralelo com a natureza byroniana de poetizar.

- O mais incrível é que o fragmento se encontrava em uma lixeira.

- Encontra muitos trechos de poemas em lixeiras?

- A todas as cidades para quais viajo, sempre cato nas lixeiras todo pedaço de papel com qualquer escrito. Quando não domino o idioma, pago um tradutor para fazer isso e o ponho em minha coleção.

- Contas quantos trechos possuis?

- Não conto, o mistério, Viviane.

- O mistério... Charles, O Misterioso... Sedutor e maravilhoso...

- Não, são teus olhos que dizem isso, seduções em mim não existem, maravilhas em mim, idem. Apenas sou amante da Literatura.

- E um romântico.

- Romântico... É, sou espeécime raríssimo neste mundo globalizado frio e indecentemente constituido.

- O mundo sente falta do século dezenove, dos poetas daquela época. Em Inglaterra, lar de Byron, colhestes muitos trechos, não colhestes?

- Inúmeros, incluindo os que encontrei na Escócia e no País de Gales. Encontrei este trecho abaixo de uma banca de jornal em Liverpool:

Esperta menina, me deixou...

que graça achei nela,

eu não sei não,

mas confesso que não resistia

ao seu sorriso de paixão

- Amante abandonado, ms orgulho de tê-la encontrado.

- Este outro, encontrado aqui mesmo no Brasil, em Salvador, é quase igual áquele:

Ela já foi

E nem disse que depois

Traia de volta meus olhos

Arancados que foram

Por eu tanto amirá-la

- A perda da melhor de todas as visões em uma existência apaixonada.

- Perfeita, Viviane, tu és perfeita.

- Por saber interpretar os trechos fragmentados de poemas?

- Por ser uma mulher perfeita, Viviane, por ser uma mulher perfeita...

- O romantismo... Sei do seu encanto...

- Você também é romântica?

- Solenemente, sou.

- Nas ruínas de um prédio demolido em Hiroshima, no Japão, encontrei um trecho de uma poetisa:

Amor irreal?

A bomba que aqui lançaram.

Amor real?

A bomba com a qual você me atingiu,

Masaki...

- Ela se sentia ferida por um sentimento que lhe era de agradável faceta.

- Qual é o seu poeta e poema românticos preferidos, Viviane?

- Dante Gabriel Rossetti e Astarte Syrians, do mesmo autor.

- Recites o poema, quero ouvir uma vez mais o mesmo dos lábios de outra mulher mais perfeita que encontro.

- Charles, O Romântico... Recito-o, então...

Mystery: lo! betwixt the sun and moon
Astarte of the Syrians: Venus Queen
Ere Aphrodite was. In silver sheen
Her twofold girdle clasps the infinite boon
Of bliss whereof the heaven and earth commune:
And from her neck's inclining flower-stem lean
Love-freighted lips and absolute eyes that wean
The pulse of hearts to the spheres' dominant tune.

Torch-bearing, her sweet ministers compel
All thrones of light beyond the sky and sea
The witnesses of Beauty's face to be:
That face, of Love's all-penetrative spell
Amulet, talisman, and oracle, —
Betwixt the sun and moon a mystery.

- Astarte... Bela Astarte... Já ouvi o mesmo poema das outras mulheres mais perfeitas que encontrei, Viviane.

- Todas elas, antes de mim, o recitavam?

- Recitavam, o romance permitia isso.

- Estamos perto do topo.

- Não, já estamos no topo, apenas mais alguns passos, Viviane.

Os dois dão mais vinte passos e juntos param perto do desfiladeiro da montanha a 1211 m. acima do nível do mar. Em volta, apenas uma densa floresta regada pelo luar, um luar de feixes amorosamente destilados de amor por tudo aquilo que nesta madrugada está a iluminar. Charles e Viviane fitam-se nos olhos, dão três passos para trás e começam a despir-se, olhando um para o outro. Em silêncio, tiram suas calças, sapatos, camisas, roupas íntimas... Viviane é a primeira a ficar totalmente nua e abre os braços, erguenfddo a face para a lua, fechando os olhos, calada, calada, calada... Charles, totalmente nu, abaixa-se, abre sua mochila esverdeada e põe luvas de borracha, grossas, nas mãos. E retira uma faca com uma lâmina de aço de vinte e cinco centímetros, de caçador, possuidora de trinta pequenos dentes da ponta até o cabo. Com a faca na mão esquerda, ergue-se e, silenciosamente, seriamente, olha para o corpo de Viviane, de frente para si.

O pescoço, bem talhado...

Não, Charles não quer que seja ali...

Os seios, volumosos, empinados...

Não, Charles não quer que seja ali...

O abdômen, com alguma gordura, mas sensual...

Não, Charles não quer que seja ali...

A vagina, os pêlos...

Ah, Charles gostou dali...

A vagina, os pêlos...

Ah, Charles adorou ali...

A vagina, os pêlos...

Ah, Charles se aproxima mais um pouco de Viviane, é ali...

A vagina, os pêlos...

Ah, Charles, Charles, Charles, vai ser ali!

Vagina recebendo a lâmina!

Vagina perfurada pela lâmina!

Vagina atravessada pela lâmina!

Vagina engolindo todos os vinte e cinco centímetros da lâmina!

Charles extasiado!

Charles excitado!

Charles feliz!

Charles girando, girando, girando, na vagina de Viviane, a lâmina!

Viviane sorrindo!

Viviane feliz!

Viviane excitada!

Viviane tendo orgasmos!

- Char... Char... Charles... Recita... Re... Recita...

- Para mais uma mulher mais perfeita, meu romântico secreto poema...

Trema a sua buceta,

lâmina nela,

sem brincadeira;

Acolha minha lâmina,

sua buceta sangra,

eu quero-te satisfeita;

Vá mexendo a sua buceta,

sangrando ela está,

sangrando ela me homenageia;

Ame minha lâmina,

a lâmina beijando a sua buceta,

a lâmina fodendo com a sua buceta;

Arreganhas a buceta,

linda buceta com lâmina cravada,

linda buceta de mulher mais perfeita;

Aconchego em minha lâmina,

ela na sua buceta te tornando ainda mais

uma mulher mais perfeita!

Charles gira a lâmina com mais força e Viviane, sem gritar, tendo orgasmos, de olhos fechados, braços abertos, vai sendo abraçada pela Lâmina Da Foice Da Deusa Morte...

Charles vai girando a lâmina, Viviane vai sendo abraçada pela Lâmina...

Charles vai girando a lâmina, Viviane vai sendo abraçada pela Lâmina...

Charles vai girando a lâmina, Viviane vai sendo abraçada pela Lâmina...

Charles girando a lâmina, Viviane abraçada pela Lâmina...

Charles girando a lâmina, empurrando Viviane para a ponta do despenhadeiro, Viviane abraçada pela Lâmina...

Charles retira a lâmina, Viviane caindo no desfiladeiro, Viviane caindo abraçada pela Lâmina...

Viviane vai rolando pela mata, Viviane abraçada pela Lâmina...

Viviane vai rolando, seu sangue manchando a mata...

Viviane vai rolando, rolando, rolando, Charles vendo entre o verde iluminada pela lua as manchas de sangue nas folhas...

Charles tem um orgasmo e o seu esperma deixa que regue a lâmina da faca que banhada está pelo sangue de Viviane.

Charles olha para a lua...

Charles ergue a faca em direção à lua...

Charles é transportado de volta para O Templo Sangrento Dos Reinos Das Trevas Lunares.

Viviane lá aguarda-o, como inúmeras outras mulheres mais perfeitas, desejosas que Charles foda com elas por românticas horas que não são lá contadas cravando-lhes e girando-lhes a lâmina da faca de caçador nas bucetas.

E você aí, mulher que estiver aqui ao final deste conto, não achas Charles um homem mais perfeito do que os que conheces?

Você aí, você mesma, mulher, não achas Charles o romântico mais perfeito desde Vinícius de Moraes?

Você aí, mulher, está com a buceta bem limpinha e prontinha para receber a romântica forma dele te amar e adorar?

Mulher, ele pode te encontrar, a sua buceta vai saber quando o encontrar...

Mulher, Charles quer te encontrar...

Romanticamente,

Inominável Ser.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Atheistc - The End Of The Christhian Age

Composição: Dilpho Castro




The epidemic is among us
They say they master of truth and justice
They're killers that say they are masters of reason
With the end of this curse all will be well

Join the power of atheism
And fight against the impose dictatorship
The dictatorship of intolerance in the name of God

"I am not bound by this laws
We make our own laws
The inquisition hurt us, let's attack "

Underdog, just a shield for uncertainty

"Until we establish the end of the Christian era
God is the cane of the weak
Reason of the destruction of the human race"

I believe in myself
In my mind and in my strength
Because of this I deny God


A epidemia está entre nós
Eles dizem que eles dominam a verdade e justiça
Eles são matadores que dizem que eles são mestres da razão
Com o fim desta maldição todos serão bem

Junte o poder do ateísmo
E luta contra a ditadura imponho
A ditadura de intolerância em nome de Deus

"Não sou atado por estas leis
Fazemos as nossas próprias leis
A inquisição prejudica-nos, vai atacar "

Prejudicado, somente um escudo de incerteza

"Até que estabeleçamos o fim da era cristã
O deus é a cana do débil
Razão da destruição da corrida humana"

Acredito em mim
Na minha mente e na minha força
Por causa disto nego Deus.




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Espelho Dos Seios Cortados

Venço meus medos diretos e saio cavalgando cavalos imaginários pela noite. Aqui é muito bom, encontro satisfações que me remetem aos antigos dispositivos de sondagens de antigas culturas que se revelam nos máximos pontos de descobertas arqueológicas. Coleciono obras antigas, obras de civilizações que sequer alguns de vocês conheceram, de civilizações bem antes de todas as civilizações conhecidas pelos vossos atuais livros de História. Guardo tudo como que fossem as relíquias de verdadeiras mensagens que lidas eram pelas almas humanas e pelas almas não-humanas. Carrego com prazer antigos adornos, objetos de sagrados esforços na reunião e na união de todos os determinativos anseios da Humanidade pelo Conhecimento e pelo Poder advindo daquele, um Poder que se bebe como a taça de vinho contendo poderes ocultos que mais se assemelham aos esplendorosos loucos momentos de saciedade de toda fome e de toda sede... O vinho que tomo agora é tinto... A taça que empunho agora é antiga... Ambos da safra de 1600, ambos de uma época que seduzia pelos mistérios acerca de mundos além da Europa desconhecidos. Sou europeu, antes de mais nada, resido no Brasil há anos por opção de rica empolgação com as maravilhas deste país descoberto para ser até hoje mutilado pelos predadores humanos mais ferozes entre os países ricos. Sou político, mas minha política não me direciona aos palanques, gosto de discursar em raros comícios privados...

Um espelho à minha frente, mais antigo do que o vinho, mais antigo do que a taça. Nele, toda uma História Maia Antiga sendo a cada dia humano e a cada dia não-humano melhor contada, melhor disponibilizada nas alegorias e realidades de um mundo que não resgata muito as Antiguidades. Não conto os anos dele, apenas conheço de onde provém, onde nasceu, onde foi disposto através de tempos nos quais os anos não eram contados... Não falemos, pois, dele, mas do que hoje pude politicamente fazer, ao meu modo, segundo os trâmites da minha política. O sol me alimentando nas ruas de cidades cariocas refelete-se em meu espelho, agudads luzes, agudas nuvens, agudas frutíferas mensagens de momentos energeticamente vorazes alimentadores das resoluções internas dos meus pesos e levezas... Na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, caminhei hoje, disposto a me distrair e disposto a acolher em mim mais um motivador estado de meu discursar. Gosto das ruas, do cheiro de suor do povo, das carnes todas bem próximas, do odor erguido pelo calor de cada feromônio e de cada hormônio que capto em meus momentos de experimentações sensoriais. Me consideram um médium, um ocultista, sei que me consideram, ou rotulam, como certos humanos dizem, nesses termos; porém, naturalmente sei que já possuo tal poder de experimentação desde o meu berço bem distante de qualquer atual berço humano e não-humano...

Fui caminhando, bem em direção ao sol, o negro de minha veste se assemelhando ao negro em meu redor que eu apenas captei por ser revestido de capítulos especiais de certos Livros em redor das ruas... Fui caminhando, parei em um ponto de ônibus, instintivamente sabendo que eu devia parar ali... Gosto de ônibus, parei ali no ponto, aguardei e, aleatoriamente peguei um ônibus que eu nem sabia para onde ia... Entrei no ônibus, a passagem paga, atravessei a roleta e a vi, voluptuosa, sedutora, ardente, exulando fluidos aos trilhões que logo se fizeram partes de meu corpo... Sentei ao lado dela e fiquei a loucamente afdmirar-lhe os seios, as coxas... Vestido estampado rosa... Mulata bela, como todas as mulatas deste maravilhoso país que adotei como meu lar... Eu olhei, ela percebia meu olhar, ficou um tanto envergonhada, mas no fundo, é, eu sei que sim, sei muito bem que sim, ela gostava do meu olhar... Fiquei calado, fixo nos seios dela, naqueles seios bem redondos e singelos, lindos demais, tão lindos como eu já vira há muitos e muitos anos atrás... Seios balançando, o ônibus balançava-os, as energias deles eu sugava, sugava,, sugava... Continuei olhando, continuei sugando, continuei, continuei, continuei... Envergonhada, a mulata cobria os seios, cobria as coxas, que eu também olhava, olhava, olhava...

O ônibus ia, aqueles seios balançando...

O ônibus ia, aquelas coxas balançando...

Eu sugando tudo daqueles seios...

Eu sugando tudo daquelas coxas, igualmente...

A viagem de ônibus tornou-se uma eternidade, trânsito ruim, trânsito caótico, como eu estava caótico, eu desejava lamber ali aqueles seios, desejava lamber ali aquelas coxas!

Desejava lamber...

Os seios...

Desejava lamber...

As coxas...

Desejava os seios...

Desejava as coxas...

Não resisti, não pude resistir, não consegui resistir!

- Moça, este ônibus está indo para Caxias?

- Não, para Sulacap.

- Mas, ele passa por Nilópolis?

- Sim, passa...

- É que eu peguei este ônibus sem nem ao menos saber para onde ele ia, sou um tanto distraído...

- É como eu... - Ela sorriu, sua voz me estremecia, eu sugava tudo da voz dela...

- Distraída, também?

- Um tanto como louca e estou atrasada por causa dessa distração...

- Deve ser um compromisso mui importante.

- É apenas o meu namorado, ele me aguarda...

- E você tem certeza de que ele te guarda na alma, moça?

- Meu nome é...

- Sônia Patrícia de Alencar.

- Que... que...

- Mediunidade, Sônia, não se assustes comigo. Pelo que Vejo, você é de uma família de médiuns poderosos.

- Sou, mas não acredito nessas coisas e nem as sigo, sou temerosa demais com elas... E me perguntou o que antes, já esqueci, sou bastante distraída...

- Eu perguntei se você sabia se o seu namorado a carregava na alma.

- Ele me ama.

- Você o ama?

- Eu...

- Ah, não ama... A resposta demorada revela a sua natureza insegura com relação a ele.

- Por que me sinto obrigada a falar de minha vida particular contigo? Está me hipnotizando?

- Nada de hipnose, é você que quer falar de sua vida particular comigo.

- Eu não quero falar... Mas, tenho que falar...

- Você me olhava também, não olhava, Sônia?

- Quando?

- Eu fitava os vossos seios, as vossas coxas, essas maravilhas abençoadas que tu recebestes do Alto a lhe darem este aspecto de Deusa Brasileira.

- Tu é safado, cara... - Ela sorri e me olha com desejo, o que me deixou um pouco surpreso... - Como se chama?

- Gih Dre Har.

- Que nome é esse?

- Ahnamalohkatiano.

- Hein?

- Um nome antigo, digamos que seja anterior à invenção da escrita que esta civilização humana conhece.

- Seus pais deviam estar loucos quando te deram esse nome aí...

- Eles eram loucos, tão loucos que causaram a destruição de milhões de classes especiais de Natos.

- Sua linguagem... Você é bem fascinante... Mas, não estou entendendo... De onde você veio, afinal? O seu sotaque parece europeu, mas soa, às vezes, como chinês.

- Residi na China há cinco mil anos atrás.

- Ah, tá, tá bom! - Ela gargalha, uma gargalhada que me faz sugar mais dela... - Tu é um barato, cara, um barato! Pare agora e me diga seu nome verdadeiro, por favor.

- Meu nome verdadeiro é Gih Dre Har, Sônia, Gih Dos Natos Ahnamaloh.

- Você é ator, não?

- Não sou, mas você seria uma excelente modelo... Pensas nisso?

- Sou baixinha, não há como ser modelo da minha altura!

- Sua altura é bem maior...

- Lá vem o papo mediúnico...

- Não, é Verdade, sua Altura é bem maior. Sua beleza irrompe pelas fortalezas do meu Eu afogado em solidões inatas em que meus lampejos de tentativas de aproximação afogam-se em inúteis ações de nenhuma razão. Olho para teu rosto e vejo O Rosto Da Senhora Da Manhã, A Antiga Deusa Dos Trópicos, A Grande Negra Repousando Seus Seios Nos Lábios Dos Filhos Natos De Ahanamaloh. Tua beleza resplandece, teus seios falam, tuas coxas falam, teu rosto fala, teus olhos falam, antes, durante, depois, de todo anoitecer no alvorecer das noites que não podem dizer uma só palavra...

- Que lindo... Nunca ouvi isso do meu namorado... Nunca...

- Nilopólis, vou saltar aqui.

- Quer o meu telefone?

- Nós nos reencontraremos, Sônia Patrícia de Alencar, brevemente. Aguarde-me.

Salto do ônibus sem olhar para trás, deixando-a ansiosa e mais curiosa a meu respeito do que antes ficara. Eu vou para a minha casa, que não é em Nilopólis, não é em São João de Meriti e nem é em Caxias. Adentro em sombras de uma árvore e surjo nela, uma antiga mansão fora de vosso mundo realizado como o mundo humano. Quando cheguei aqui, logo vim para a frente deste espelho e fiquei a observá-la chegar em casa, encontrando o seu namorado. Antes, observei-a no ônibus, ela pensava em mim, seus seios ardiam, suas coxas ardiam, sua vagina ardia, seu ânus ardia, sua garganta, profundamente, ardia... Fiquei nela, um pouco dela, de positivo, ficou em mim... Observo-lhe conversar com o namorado... Observo-lhe perder a calma com as grosserias de seu namorado por ela ter demorado... Observo-lhe gritar e absorvo um pouco do poder da raiva, é deliciosamente romanesco o poder alimentador da raiva... Ela bate o portão de sua casa na cara dele, adentrando furiosa em sua casa... O namoro terminou, ela chora ao colo da mãe, suas três irmãs consolam-na, seu pai, falecido, aproxima-se, para consolá-la... Absorvo seu choro, suas lágrimas, choros e lágrimas são romanticamente divinos em suas cargas e descargas de emoções das quais preciso alimentar-me... Ela se acalma depois, toma um banho... O banho! Eu a observo tirar a roupa e a não mais pensar em seu namorado, no banheiro... Ela pensa em mim, em como eu olhava para as coxas dela, em como eu olhava para os seios dela... A água fria cai, ela arde mais, ela se masturba com demência voraz... Os dedos no ânus, ela pensando em mim... Os dedos na vagina, ela pensando em mim... Ela pensando em mim termina o banho... Ela pensando em mim janta... Ela pensando em mim vê a novela das oito... Ela pensa em mim sobe para o quarto... Ela pensando em mim despe-se, vai dormir apenas com uma calcinha minúscula, tipo fio-dental... Ela pensando em mim deita... Eu surjo no quarto, a mesma veste negra, ela não se assusta, ela me chama para deitar-se com ela na cama... Mas, tenho outros planos, minha política não é a de deitar-me com minhas vítimas na cama... Eu a puxo da cama, ela se assusta, mas excitada e desejando-me... Eu olho para o espelho do quarto dela e faço surgir o meu espelho... Eu a sinto oferecendo-se, calada, suada, me olhando, me tocando no pênis com as duas mãos... Eu a carrego para o espelho, nós ficamos no Mundo Dos Espelhos... Os seios dela balançam, eu amo seios... Os seios dela balançam, eu queria muito lamber aqueles seios... Os seios dela balançam, eu corto com os meus caninos aqueles seios... Os seios dela balançam, eu sugo o sangue todo dela, de cada um daqueles seios cortados pelos meus caninos... Os seios dela balançando, sangrando, ela sentindo prazer, ela gostando... Os seios dela balançando, sangrando, ela me acariciando no pênis, com as duas mãos, com força... Os seios dela balançando, sangrando, ela perdendo a força nas mãos que apertam-me o pênis... Os seios dela balançando, sangrando, as mãos dela não apertam-me mais o pênis... Os seios dela param de balançar, eu a suguei totalmente... Os seios dela param de balançar, eu os lambi então... Os seios dela param de balançar, eu lambi as coxas dela depois... Eu a segurei ao colo, admirando-a sem vitalidade, uma vitalidade que minha é, eternamente, agora... Era linda e é mais linda ainda assim, de olhos fechados, sem nenhum Espírito a mover-lhe o lindo corpo... Era linda... É linda...

Larguei o corpo dela e a chutei para um local obscuro do Mundo Dos Espelhos, onde os Bestiais lá aprisionados, que eu sempre alimento, irão saborear. Chutei e, agora, já estou a localizar a próxima vítima nas ruas do Rio de Janeiro... Talvez, no centro da cidade do Rio de Janeiro... Avenida Rio Branco... CCBB... Teatro Municipal... Seios balançando... Coxas balançando... Vítimas muitas, o Brasil é um país maravilhosíssimo e por isso dizem que o tal Deus Único é brasileiro....

Desejando seios e coxas,

Inominável Ser.

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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

O Coveiro Inominável

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