terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Espelho Dos Seios Cortados

Venço meus medos diretos e saio cavalgando cavalos imaginários pela noite. Aqui é muito bom, encontro satisfações que me remetem aos antigos dispositivos de sondagens de antigas culturas que se revelam nos máximos pontos de descobertas arqueológicas. Coleciono obras antigas, obras de civilizações que sequer alguns de vocês conheceram, de civilizações bem antes de todas as civilizações conhecidas pelos vossos atuais livros de História. Guardo tudo como que fossem as relíquias de verdadeiras mensagens que lidas eram pelas almas humanas e pelas almas não-humanas. Carrego com prazer antigos adornos, objetos de sagrados esforços na reunião e na união de todos os determinativos anseios da Humanidade pelo Conhecimento e pelo Poder advindo daquele, um Poder que se bebe como a taça de vinho contendo poderes ocultos que mais se assemelham aos esplendorosos loucos momentos de saciedade de toda fome e de toda sede... O vinho que tomo agora é tinto... A taça que empunho agora é antiga... Ambos da safra de 1600, ambos de uma época que seduzia pelos mistérios acerca de mundos além da Europa desconhecidos. Sou europeu, antes de mais nada, resido no Brasil há anos por opção de rica empolgação com as maravilhas deste país descoberto para ser até hoje mutilado pelos predadores humanos mais ferozes entre os países ricos. Sou político, mas minha política não me direciona aos palanques, gosto de discursar em raros comícios privados...

Um espelho à minha frente, mais antigo do que o vinho, mais antigo do que a taça. Nele, toda uma História Maia Antiga sendo a cada dia humano e a cada dia não-humano melhor contada, melhor disponibilizada nas alegorias e realidades de um mundo que não resgata muito as Antiguidades. Não conto os anos dele, apenas conheço de onde provém, onde nasceu, onde foi disposto através de tempos nos quais os anos não eram contados... Não falemos, pois, dele, mas do que hoje pude politicamente fazer, ao meu modo, segundo os trâmites da minha política. O sol me alimentando nas ruas de cidades cariocas refelete-se em meu espelho, agudads luzes, agudas nuvens, agudas frutíferas mensagens de momentos energeticamente vorazes alimentadores das resoluções internas dos meus pesos e levezas... Na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, caminhei hoje, disposto a me distrair e disposto a acolher em mim mais um motivador estado de meu discursar. Gosto das ruas, do cheiro de suor do povo, das carnes todas bem próximas, do odor erguido pelo calor de cada feromônio e de cada hormônio que capto em meus momentos de experimentações sensoriais. Me consideram um médium, um ocultista, sei que me consideram, ou rotulam, como certos humanos dizem, nesses termos; porém, naturalmente sei que já possuo tal poder de experimentação desde o meu berço bem distante de qualquer atual berço humano e não-humano...

Fui caminhando, bem em direção ao sol, o negro de minha veste se assemelhando ao negro em meu redor que eu apenas captei por ser revestido de capítulos especiais de certos Livros em redor das ruas... Fui caminhando, parei em um ponto de ônibus, instintivamente sabendo que eu devia parar ali... Gosto de ônibus, parei ali no ponto, aguardei e, aleatoriamente peguei um ônibus que eu nem sabia para onde ia... Entrei no ônibus, a passagem paga, atravessei a roleta e a vi, voluptuosa, sedutora, ardente, exulando fluidos aos trilhões que logo se fizeram partes de meu corpo... Sentei ao lado dela e fiquei a loucamente afdmirar-lhe os seios, as coxas... Vestido estampado rosa... Mulata bela, como todas as mulatas deste maravilhoso país que adotei como meu lar... Eu olhei, ela percebia meu olhar, ficou um tanto envergonhada, mas no fundo, é, eu sei que sim, sei muito bem que sim, ela gostava do meu olhar... Fiquei calado, fixo nos seios dela, naqueles seios bem redondos e singelos, lindos demais, tão lindos como eu já vira há muitos e muitos anos atrás... Seios balançando, o ônibus balançava-os, as energias deles eu sugava, sugava,, sugava... Continuei olhando, continuei sugando, continuei, continuei, continuei... Envergonhada, a mulata cobria os seios, cobria as coxas, que eu também olhava, olhava, olhava...

O ônibus ia, aqueles seios balançando...

O ônibus ia, aquelas coxas balançando...

Eu sugando tudo daqueles seios...

Eu sugando tudo daquelas coxas, igualmente...

A viagem de ônibus tornou-se uma eternidade, trânsito ruim, trânsito caótico, como eu estava caótico, eu desejava lamber ali aqueles seios, desejava lamber ali aquelas coxas!

Desejava lamber...

Os seios...

Desejava lamber...

As coxas...

Desejava os seios...

Desejava as coxas...

Não resisti, não pude resistir, não consegui resistir!

- Moça, este ônibus está indo para Caxias?

- Não, para Sulacap.

- Mas, ele passa por Nilópolis?

- Sim, passa...

- É que eu peguei este ônibus sem nem ao menos saber para onde ele ia, sou um tanto distraído...

- É como eu... - Ela sorriu, sua voz me estremecia, eu sugava tudo da voz dela...

- Distraída, também?

- Um tanto como louca e estou atrasada por causa dessa distração...

- Deve ser um compromisso mui importante.

- É apenas o meu namorado, ele me aguarda...

- E você tem certeza de que ele te guarda na alma, moça?

- Meu nome é...

- Sônia Patrícia de Alencar.

- Que... que...

- Mediunidade, Sônia, não se assustes comigo. Pelo que Vejo, você é de uma família de médiuns poderosos.

- Sou, mas não acredito nessas coisas e nem as sigo, sou temerosa demais com elas... E me perguntou o que antes, já esqueci, sou bastante distraída...

- Eu perguntei se você sabia se o seu namorado a carregava na alma.

- Ele me ama.

- Você o ama?

- Eu...

- Ah, não ama... A resposta demorada revela a sua natureza insegura com relação a ele.

- Por que me sinto obrigada a falar de minha vida particular contigo? Está me hipnotizando?

- Nada de hipnose, é você que quer falar de sua vida particular comigo.

- Eu não quero falar... Mas, tenho que falar...

- Você me olhava também, não olhava, Sônia?

- Quando?

- Eu fitava os vossos seios, as vossas coxas, essas maravilhas abençoadas que tu recebestes do Alto a lhe darem este aspecto de Deusa Brasileira.

- Tu é safado, cara... - Ela sorri e me olha com desejo, o que me deixou um pouco surpreso... - Como se chama?

- Gih Dre Har.

- Que nome é esse?

- Ahnamalohkatiano.

- Hein?

- Um nome antigo, digamos que seja anterior à invenção da escrita que esta civilização humana conhece.

- Seus pais deviam estar loucos quando te deram esse nome aí...

- Eles eram loucos, tão loucos que causaram a destruição de milhões de classes especiais de Natos.

- Sua linguagem... Você é bem fascinante... Mas, não estou entendendo... De onde você veio, afinal? O seu sotaque parece europeu, mas soa, às vezes, como chinês.

- Residi na China há cinco mil anos atrás.

- Ah, tá, tá bom! - Ela gargalha, uma gargalhada que me faz sugar mais dela... - Tu é um barato, cara, um barato! Pare agora e me diga seu nome verdadeiro, por favor.

- Meu nome verdadeiro é Gih Dre Har, Sônia, Gih Dos Natos Ahnamaloh.

- Você é ator, não?

- Não sou, mas você seria uma excelente modelo... Pensas nisso?

- Sou baixinha, não há como ser modelo da minha altura!

- Sua altura é bem maior...

- Lá vem o papo mediúnico...

- Não, é Verdade, sua Altura é bem maior. Sua beleza irrompe pelas fortalezas do meu Eu afogado em solidões inatas em que meus lampejos de tentativas de aproximação afogam-se em inúteis ações de nenhuma razão. Olho para teu rosto e vejo O Rosto Da Senhora Da Manhã, A Antiga Deusa Dos Trópicos, A Grande Negra Repousando Seus Seios Nos Lábios Dos Filhos Natos De Ahanamaloh. Tua beleza resplandece, teus seios falam, tuas coxas falam, teu rosto fala, teus olhos falam, antes, durante, depois, de todo anoitecer no alvorecer das noites que não podem dizer uma só palavra...

- Que lindo... Nunca ouvi isso do meu namorado... Nunca...

- Nilopólis, vou saltar aqui.

- Quer o meu telefone?

- Nós nos reencontraremos, Sônia Patrícia de Alencar, brevemente. Aguarde-me.

Salto do ônibus sem olhar para trás, deixando-a ansiosa e mais curiosa a meu respeito do que antes ficara. Eu vou para a minha casa, que não é em Nilopólis, não é em São João de Meriti e nem é em Caxias. Adentro em sombras de uma árvore e surjo nela, uma antiga mansão fora de vosso mundo realizado como o mundo humano. Quando cheguei aqui, logo vim para a frente deste espelho e fiquei a observá-la chegar em casa, encontrando o seu namorado. Antes, observei-a no ônibus, ela pensava em mim, seus seios ardiam, suas coxas ardiam, sua vagina ardia, seu ânus ardia, sua garganta, profundamente, ardia... Fiquei nela, um pouco dela, de positivo, ficou em mim... Observo-lhe conversar com o namorado... Observo-lhe perder a calma com as grosserias de seu namorado por ela ter demorado... Observo-lhe gritar e absorvo um pouco do poder da raiva, é deliciosamente romanesco o poder alimentador da raiva... Ela bate o portão de sua casa na cara dele, adentrando furiosa em sua casa... O namoro terminou, ela chora ao colo da mãe, suas três irmãs consolam-na, seu pai, falecido, aproxima-se, para consolá-la... Absorvo seu choro, suas lágrimas, choros e lágrimas são romanticamente divinos em suas cargas e descargas de emoções das quais preciso alimentar-me... Ela se acalma depois, toma um banho... O banho! Eu a observo tirar a roupa e a não mais pensar em seu namorado, no banheiro... Ela pensa em mim, em como eu olhava para as coxas dela, em como eu olhava para os seios dela... A água fria cai, ela arde mais, ela se masturba com demência voraz... Os dedos no ânus, ela pensando em mim... Os dedos na vagina, ela pensando em mim... Ela pensando em mim termina o banho... Ela pensando em mim janta... Ela pensando em mim vê a novela das oito... Ela pensa em mim sobe para o quarto... Ela pensando em mim despe-se, vai dormir apenas com uma calcinha minúscula, tipo fio-dental... Ela pensando em mim deita... Eu surjo no quarto, a mesma veste negra, ela não se assusta, ela me chama para deitar-se com ela na cama... Mas, tenho outros planos, minha política não é a de deitar-me com minhas vítimas na cama... Eu a puxo da cama, ela se assusta, mas excitada e desejando-me... Eu olho para o espelho do quarto dela e faço surgir o meu espelho... Eu a sinto oferecendo-se, calada, suada, me olhando, me tocando no pênis com as duas mãos... Eu a carrego para o espelho, nós ficamos no Mundo Dos Espelhos... Os seios dela balançam, eu amo seios... Os seios dela balançam, eu queria muito lamber aqueles seios... Os seios dela balançam, eu corto com os meus caninos aqueles seios... Os seios dela balançam, eu sugo o sangue todo dela, de cada um daqueles seios cortados pelos meus caninos... Os seios dela balançando, sangrando, ela sentindo prazer, ela gostando... Os seios dela balançando, sangrando, ela me acariciando no pênis, com as duas mãos, com força... Os seios dela balançando, sangrando, ela perdendo a força nas mãos que apertam-me o pênis... Os seios dela balançando, sangrando, as mãos dela não apertam-me mais o pênis... Os seios dela param de balançar, eu a suguei totalmente... Os seios dela param de balançar, eu os lambi então... Os seios dela param de balançar, eu lambi as coxas dela depois... Eu a segurei ao colo, admirando-a sem vitalidade, uma vitalidade que minha é, eternamente, agora... Era linda e é mais linda ainda assim, de olhos fechados, sem nenhum Espírito a mover-lhe o lindo corpo... Era linda... É linda...

Larguei o corpo dela e a chutei para um local obscuro do Mundo Dos Espelhos, onde os Bestiais lá aprisionados, que eu sempre alimento, irão saborear. Chutei e, agora, já estou a localizar a próxima vítima nas ruas do Rio de Janeiro... Talvez, no centro da cidade do Rio de Janeiro... Avenida Rio Branco... CCBB... Teatro Municipal... Seios balançando... Coxas balançando... Vítimas muitas, o Brasil é um país maravilhosíssimo e por isso dizem que o tal Deus Único é brasileiro....

Desejando seios e coxas,

Inominável Ser.

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2 Cadáveres Aqui Escavaram Suas Covas:

Luciana disse...

Arrebatamento de passos predatórios, avassaladora fome saciada... um dos melhores... gostaria de ler mais produções vampirescas...abs...

Inominável Ser disse...

Inomináveis Saudações, Luciana.

Mais mordidas... Mais sangue... Mais caçadas... Sim, elas continuarão aqui... Aqui, nesta Cova...
Aqui, neste Abismo...
Cova E Abismo deste Coveiro que vos fala...

Agradeço-lhe pela visita e retornes quando quiser.

Saudações Inomináveis, Luciana.

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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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