segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 2ª EDIÇÃO




Inomináveis Saudações a todos! Enfim, eis a segunda edição da Webrevista Projeto C.O.V.A., que, devido a alguns problemas, apenas pôde ser lançada neste mês de dezembro. Mas, como para tudo há uma específica razão desconhecida para cada um de nós, o lançamento desta edição neste mês de dezembro possui mais do que simples significados, sendo o momento correto para seu lançamento.

Esta é uma edição dedicada ao Abismo e às Suas manifestações na Arte. As contribuições dos contos de Alessandro Reiffer e José Carlos Neves tanto quanto dos desenhos deste e de Ariadne enriquecem esta edição, que, qual como a primeira, buscou a melhor maneira de disponibilizar o conteúdo com a qualidade já utilizada aqui no fórum. Estes sãos os assuntos tratados:

AS PÁGINAS DO ABISMO NA ARTE ILUSTRATIVA CONTEMPORÂNEA


CONTO 1: LICANTROPIA - JOSÉ CARLOS NEVES


TUMULAR CITAÇÃO: O CREDO NEGRO


TUMULAR RECOMENDAÇÃO DE QUADRINHOS: A CONDESSA SANGRENTA
BÀTHORY


TUMULAR ESCRITURA OCULTA: O RITUAL DA SERPENTE, DA LEOA E DA LOBA


CONTO 2: E ELA FALOU SEU NOME - ALESSANDRO REIFFER


50 páginas dedicadas ao Universo Sombrio em suas abismais essências! Eis a segunda edição desta Webrevista, que aqui pode ser baixada:



MEDIAFIRE


Uma excelente leitura no fundo do Abismo a todos desejo!
Saudações Inomináveis a todos!

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 1ª EDIÇÃO





Inomináveis Saudações a todos!

Dando um tempo nos enterros realizados aqui neste blog, é com um prazerosamente abismal prazer que estou a escrever esta mensagem de apresentação de mais uma fase concreta de realizações que nascem do Projeto C.O.V.A.

Mesmo diante de um mundo que ultimamente pouco preza pela cultura e pelo conhecimento, pela capacidade de fazer acreditar que ainda se pode construir algo de valor e qualidade, eu e muitos outros continuam a lutar, mesmo contra tudo e todos que não apreciam as oportunidades de obtenção de cultura e o conhecimento. O objetivo do Projeto C.O.V.A. é esse, proporcionar, conjuntamente com a valorização do Universo Sombrio e de temáticas gerais que sejam propiciadoras de conhecimentos a mais a todos que os quiserem, uma organização de interesses culturamente amplos. Tais interesses não são levianos, nem medíocres e nem absurdos.

Creio nisto e, para o desespero de todos os meus inimigos e daqueles que pensam e dizem e torcem para que o Projeto C.O.V.A. não passe apenas de mais um projeto sem desenvolvimentos e finalidades concretas, faço hoje o lançamento oficial do nosso veículo virtual de divulgação de Arte, Literatura, Poesia, Música e Conhecimentos Gerais, a Webrevista Projeto C.O.V.A.

Será uma edição mensal, sempre contando com as contribuições dos que gostarem e apreciarem auxiliar na construção de algo. Nesta primeira edição, estes são os assuntos nela abordados:


Tributo A Álvares de Azevedo

Mitologia - Uma Pequena Introdução

Tatuagem - Algumas Considerações


Por se tratar de uma edição de estréia, as suas 52 páginas enfocaram em sua grande parte um dos maiores autores brasileiros, Álvares de Azevedo. Contamos, eu e a Elektra, a Demolidora Editora, que Administra junto comigo o fórum do Projeto C.O.V.A. no Forumeiros, com as contribuições de Alessandro Reiffer e Ariadne, Poesia e Desenho, dando uma apurada face à edição. Para baixá-la, escolham qualquer um dos links abaixo:


Media Fire


Badongo


Bigupload


Aos que se interessarem em enviar contribuições (artigos, poemas, contos, desenhos, ilustrações e fotografias) para as próximas edições, por favor, entrem em contato através deste e-mail:

projetocova@gmail.com

Leiam e enterrem-se nesta Cova!

Saudações Inomináveis a todos!




Melancolia - c.1618 - Domenico Feti


Links:

Projeto C.O.V.A. - Forumeiros

Projeto C.O.V.A. - Ning

Projeto C.O.V.A. - HI5
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domingo, 19 de outubro de 2008

Sibilar Serpentinamente Predatório


Hannah Karin sibilantemente percorre as vias do corpo de sua amante, dita como A Angustiada, ou, como nos humanos terrenos precisamos dar nomes aos seres, Juliette Assis Braz. O odor das coisas mortas, as coisas mortes das passadas dores, é sugado do Ser de Juliette pela habilidosa língua maliciosamente bem treinada de Hannah. Elas se envolvem em um ritual, estão diante de objetos dedicados a Borhomanopholekhar, O Demônio Maior Do Sangue, um dos Guardiães-Mestres Do Baixo Astral, Poderoso Imperador Assassino De Todos Os Filhos Das Luzes. O sangue menstrual de Juliette é bebido agora em uma taça de ferro de duzentos e vinte e um anos de idade por Hannah, e uma brisa gélida envolve o local, fazendo-as permanecer em um estado de transe satisfatório para o que está para vir. Os lábios delas entoam o Abataramon, um antigo cântico que recitado era pelos Magos Negros Da Assíria na Evocação de Barhomanopholekar. O cântico, A Sedutora Elevação Do Abismo... O Cântico, A Aproximação Singela Do Abismo... O Cântico, A Expressão Das Trombetas Do Abismo... O Cântico, A Inspiração Das Letras Do Abismo... O Cãntico, As Harmonias Musicais Do Abismo... Hannah cantora... Juliette cantora... Cântico... Cântico... Cântico...



LITHYU BARDAKAY

YHAMA UFRERAE

NIDYO LAA NAREN

NASAMA URTA EGAK

KALAU LUAOR REETA

ATEREN NAUMEN

MELUR RAKAU


SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN


LOKOU IDSES SEAU

UNAMA MANJA

JAAN NAOBA

BARATU TUISO

ODONA PEOTARA

GALYN NA HRUER

ROONA MANGER TAURY


YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB


JARYUN NABRADAH JAOA

ANAMUN NOYTRE ERARUN

NAO PALAO GASA

RANAH RABAR

LAOIN INURE APANA

NASEON LUAROTE


GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN


NAYNE ESRA

NAYFER DOORA

RABAKUR TEARA

AOREO OBANA GALOU

UNAERO OFERO FADERAU

IBYSA BARA

ERYSA ANARA

ADYRA ABARA


AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR


SOLOPUS AOAS

SABAKUS IHAURE

REENAN HTREOS

SALABAN NARAYN

NAEPOAR RAKEAU

UBERAN NAUREN

HARAU UMENA

NAPARAE ERATUY


LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON


ZE RAR MYR

ZE RAN MUR

ZE RAU MYR

ZE ROU MUR

ZE RAT MYR

ZE RAA MUR

ZE ROO MYR

ZE REA MUR

ZE ROY MYR

ZE RAB MUR

ZE RBA MYR

ZE RZA MUR

ZE RKO MYR

ZE RJA MUR

ZE RYT MYR

ZE ROP MUR

ZE RPN MYR

ZE RAU MUR


GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN


LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN


NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR


RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR



A Voz Do Abismo Torna-Se Um Trovão... A Voz Do Abismo Torna-Se Raio... A Voz Do Abismo Em Ascensão... A Voz Do Abismo Descendo... Hannah Grita Ao Abismo...



ZEEPAAARAUENAEO

ZEEPAUEIREAYER

ZEEPAUNEROAUERAHE



A Vez Do Abismo... As Vezes De Todas As Vezes Do Abismo... O Abismo Em Versos... O Abismo em Verbos... Abismo Poético... Abismo Verbal... Juliette Grita Ao Abismo...


OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO



Gritos das Magas Negras! Gritos Da Magia Do Abismo! Gritos Da Magia Das Trevas! Gritos Da Antiga Magia Da Terra! O Kosmos Se Altera! O Kosmos Se Converte Em Esfera Austera! O Kosmos Se Compraz Na Busca Da Abismal Fera! O Kosmos Se Entrega Ao Afundar No Abismo! O Kosmos Traz O Abismo! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! As Magas Crescem! As Magas Sobem! As Magas Adormecem! As Magas Despertam! As Magas Obedecem! As Magas Desobedecem! As Magas Recebem! As Magas Recusam! As Magas Aplaudem! As Magas Vaiam! As Magas Encantam! As Magas Desencantam! As Magas Glorificam! As Magas Desgraçam! As Magas Reunem! As Magas Rompem! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!!


Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele, Hannah? Ele, Juliette? Ele? Por que Ele não surgiu, Hannah? Por que Ele não surgiu, Juliette? Ei, Hannah, O Abismo esteve aí! Ei, Juliette, O Abismo esteve aí! Por que um dos Grandes Do Abismo não surgiu? Por que um dos Preciosos Do Abismo não surgiu? Por que um dos Ricos Do Abismo não surgiu? Falta de habilidades vossas? Falta de Poderes Maiores vossos? Falta de Profundidades Ritualísticas Maiores vossas? Claro que não, vós sois Magas Negras desde primordiais infâncias, hábeis, profundamente hábeis! Não, vós sois Magas Negras desde as adultas vivências mais primais, extensamente poderosas! Não, vós sois Magas Negras catalisadoras dos mais abismais rituais, profundas operadoras de ímpares eficiências incomparáveis! Então, o que houve, POR QUE BORHOMANOPHOLEKAR NÃO SURGIU DIANTE DE VOCÊS?


Juliette chuta um punhal de prata para fora do círculo ritualístico, desfazendo um dos Símbolos Do Abismo que servem de Elemento Fortalecedor do Ritual que pratica com sua amante Hannah. Esta, afastando-se dela, ergue-se e fica de costas para a mesma, mas sem sair do círculo. Nervosa e suando, Juliette se desespera; de costas para ela, Hannah está calma e mui silenciosa.



- Hannah, qual foi a perturbação nas Esferas que não permitiu a vinda Dele? Fizemos o traçar do círculo em perfeito estado de alimentação das Formas que giramos aqui! Exercemos a Presença de nossos Espíritos com o oferecimento das nossas Expansões aqui! O que pode ter dado errado? O que pode ter dado errado, Hannah? Eu me preparei durante os vinte e dois anos de nossa associação para este momento, Este Momento, e agora tudo se abortou, tudo se desconstruiu, que Maga, que merdas de Magas, eu e você somos?

- A palavra merda não condiz comigo, Juliette. Não me denomine como tu és.

- Ah, então você se considera uma Maga melhor do que eu, Hannah?

- Se eu me considero melhor do que você, Juliette? Escute, nada pode parecer assim tão infértil aqui, é melhor sua intuição, sua Visão, agir melhor. Ou nada pode Ver agora?

- Se este Ritual fracassou, Hannah, a culpa é nossa, de nós duas, juntas! Nós o praticamos juntas! Juntas!

- Você praticou-o sozinho, Juliette.

- Como é que é, Hannah?

- Eu não pratiquei nada aqui.

- Que conversa é essa, agora, que eu e você estamos diante do nosso fracasso em conjunto?

- Seu fracasso, Juliette, seu fracasso.

- O que quer dizer com essa sua atitude de superior a mim, Hannah? Você esteve envolvida neste Ritual, nós o estudamos por vinte e dois anos, viramos noites e noites envolvidas nos trâmites das Execuções Ritualísticas, empenhamos as nossas finanças todas na obtenção destes materiais pela França, no Iraque, no Irã e em Israel! Aliás, tudo nesta casa, neste nosso Templo Do Abismo, foi conseguido às custas deste Ritual que fracassou! E você está tendo essa atitude de "Maga Suprema E Absoluta" por qual motivo?

- Veja, Juliette, Veja... Nós nos conhecemos, mesmo, há vinte e dois anos nesta Existência, desde que eu fui adotada pelos seus pais quando tinha nove anos de idade. Temos a mesma idade, mas não temos a mesma Idade; por isso, Juliette, eu tenho a propriedade de te dizer que o fracasso foi inteiramente seu e não meu, pois não estamos em paralelo e não podemos ser comparadas diante do Abismo. Você ainda é um Microorganismo Abismal, eu sou Algo que não possui explicação ou rotulação por meras palavras humanas.

- Você, Hannah, e sua imaginação... - Juliette gargalha. - Sempre brincando! Sei que está fazendo isso para me deixar aliviada deste nosso desempenho pífio, mas não vou me recuperar... Saiba, eu sonhava muito com este Encontro com Ele, vivemos muito tempo, desde nossos primeiros contatos com a Magia Do Abismo aos onze anos, apenas sendo predadoras do que estivesse ao nosso alcance e queríamos ser Predadoras De Tudo Nos Mundos. Sonhamos bem alto, altíssimas ficamos a sonhar com isso, durante e após bebermos o sangue de nossas vítimas nos Rituais Preparatórios a este Ritual. Neste aqui, hoje, nós falhamos... Mas, podemos recomeçar, Hannah, ainda temos mais vinte e dois anos para tentar Ver aqui em nosso mundo o Pai Nosso Que Está No Abismo! Ainda podemos Vê-lo, como O Vimos, juntas, no Abismo!

- Você não Viu nada neste mundo, Juliette, NADA, desde que tomastes a consciência de ti mesma nele.

- Esta sua conversa, Hannah, já está chegando ao leviano toque em coisas que você Sabe que não existem!

- Você, a sua Visão Espiritual, inexistentes, Juliette. Ainda não Viu, Juliette?

- Eu Vi, aqui, o nosso fracasso, Hannah!

- Ainda não Viu, Juliette?

- Você Sabe, Hannah, que eu sou uma clarividente, Vi que aqui Ele estaria, eu Vi! Mas, minha Visão, deu em nada! E a sua Visão, a de que seriamos as precursoras de uma Ordem Do Sangue Do Abismo aqui na Terra, ressuscitando os Templos dos Povos Abismais que caminharam aqui, como lemos no Capítulo Zero Do Livro Do Abismo? Ela também falhou, Hannah, e nós duas temos que ter a humildade de apenas nos conectar a Borhomanopholekar para pedirmos Poderes e Proteção agora.

- Sua Pequena Minhoca No Esquema Da Criação, Ainda Não Me
Viu?



Hannah volta-se para Juliette e esta, então, percebe, pela primeira vez, A Verdadeira Face de sua amante e irmã de criação... É um momento seu de espanto, Juliette! É um momento seu de horror, Juliette! É um momento seu de surpresa, Juliette! É um momento seu de pequenez, Juliette... Juliette, Juliette, Juliette... Maga Juliette, desde que a conheceu, jamais Viu? Juliette, desde que a beijou pela primeira vez aos nove anos de idade jamais Viu? Juliette, oh, Juliette, não Viu, jamais Viu? O que tu fazes agora, Juliette? O quê? Você se curva diante de Hannah? Você beija os pés de Hannah? Você se humilha diante de Hannah?



- Perdão, perdão, perdão! Eu... Eu... Eu...

- Sua Cegueira, Pequena Minha Na Criação, Não Justifica Mais Nada.

- Perdão... Perdão... Perdão...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Não É Da Serpentina Natureza.

- Eu... Eu...

- Você, Pequena Minha Na Criação, Não Envenena A Humana Nação.

- Como eu... Como eu... Não... Não...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Pare De Beijar Os Meus Pés.

- Não, não vou parar, não vou parar!

- Você, Pequena Minha Na Criação, Pare De Sujar Com Os Seus Lábios De Presa Os Meus Pés. Serpentes Jamais Fariam Isso, Você Não É Uma Serpente, Nunca Foi Uma Serpente, Nunca Será Uma Serpente.

- Nossa Senhora Lilith, Sen...

- Meu Nome Não Deve Ser Pronunciado A Partir De Vossos Lábios, Pequena Minhoca Na Criação. Cale-Se.

- Eu... Eu...

- Nos Conhecemos Há Vinte E Dois Anos Nesta Época, Pequena Minha Na Criação, Mas Meus Nove Anos De Idade Quando Te Encontrei Eram O Presente Do Nono Milênio Do Meu Caminhar No Planeta Terra, Milênio Ainda A Correntemente Ocorrer. Estou Aqui Há Novecentos E Vinte E Dois Anos E Sua Visão Não Deu Para Me Perceber Mesmo Quando Estes Lábios Que Para Mim Tomei Começaram Ao Vosso Corpo Todo Percorrer. Te Conheço Do Tempo Antigo E O Último Povo Abismal Da Terra Eu Governei, Como Diz O Capítulo Zero Do Livro Do Abismo. O Seu Nome Nele Está, Pequena Minhoca Na Criação, E Tu Não O Vistes.

- Meu Nome No Abismo... Eu Sei o meu Nome no Abismo... Eu Sei... Eu O Sei!

- Diga-O, Então, Agora, Pequena Minha Na Criação.

- Eurota!

- Não.

- Araman!

- Não.

- Jarba!

- Não.

- Asya!

- Não.

- Namana!

- Não.

- Bhalla!

- Não.

- Raga!

- Não.

- Walla...

- Não.

- Wamma...

- Não.

- Kyrya...

- Não...

- Lyryan...

- Não...

- Nagamarana...

- Não...

- Jeemma...

- Não.

- Adonya...

- Não...

- Não...

- Você Esqueceu Do Nome Que No Abismo Tens, Pequena Minhoca Na Criação. Você Traiu O Povo Do Abismo, A Maldição Das Luzes Para Você É O Nosso Castigo.

- Não, não é assim! Eu me lembro do meu Nome Abismal! Eu me lembro Dele! Me lembro Dele, Sen...

- Cale-se, Pequena Minha Na Criação, Não Diga O Meu Nome, Meu Nome Não Merece Ser Pronunciado Pelos Seus Traidores Lábios.

- Vinte e dois anos e eu não identifiquei... Vinte e dois anos... Não, como com vinte e dois anos ao seu lado... Não, eu... Eu... Eu...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Não Vai Continuar Aqui Na Terra E Nem Em Outro Mundo Fora Do Abismo, Eu A Condeno Ao Encarceramento Em Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun.

- NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!!



Juliette é telecineticamente suspensa e seus braços são abertos, ao mesmo modo, em cruz, os punhos fechados, as pernas unidas. Aquela que foi sua amante, com o uso ainda da telecinésia, atrai para a sua mão esquerda o punhal que chutara para fora do círculo, refazendo o Símbolo Do Abismo apagado, que havia sido inscrito com uma pemba branca, com a ponta da Arma Ritualística. A mesma ponta da Arma é utilizada para desenhar pelo rosto de Juliette os Nove Símbolos De Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun; e, entre os seios, um pequeno furo é efetuado, fazendo-a sentir A Dos Dos Embrutecidos Encarcerados.



- Eu Te amei... Eu Te busquei...

- Você Amou A Sua Fracassada Magia, Pequena Minha Na Criação. Você Buscou O Seu Encarceramento Eterno Em Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun, Pequena Minhoca Na Criação.



Juliette vê aquela que tanto beijou, que tanto abraçou, que tanto amou, cravar o punhal na testa até o cabo e cair para trás, com os braços e as pernas cruzadas, no meio do círculo. Juliette, vertendo lágrimas, as lágrimas de seu mágico fracasso, Vê os Portões Do Abismo Abrirem-Se e avista um Antigo Conhecido, O Guardião De Todos Os Umbrais Abismais, Talavakharas-Anaruh. Com o Seu Negro Cajado, Ele Abre um dos Rubros Portões Secretos, suas lágrimas secam, seu Espírito começa a atravessar o Túnel De Abarashakarn em direção à sua Prisão, Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun...


Quinze segundos se passam no local do Ritual que Juliette considerava como um seu maior fracasso. Seu cadáver está caído acima do corpo daquela que lhe concedeu momentos amorosos vários. Esta, abre os olhos, os negros olhos serpentinos predadores, levando a mão esquerda ao cabo do punhal, retirando este lentamente da testa, que ao mesmo tempo faz o ferimento aberto, externa e internamente, desaparecer. Ela senta-se com o cadáver de Juliette no meio do círculo e fita-o serpentinamente serena... Ele senta-se com o cadáver de Juliette no meio do círculo e fita-o serpentinamente sereno, melhor agora, muito melhor agora, dizendo... Borhomanopholekar precisa do sangue ainda quente de um cadáver para se alimentar.



Inominável Ser

SERPENTINAMENTE

ALIMENTADO











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domingo, 21 de setembro de 2008

Cradle Of Filth - Her Ghost In The Fog



"The Moon, she hangs like a cruel portrait
soft winds whisper the bidding of trees
as this tragedy starts with a shattered glass heart
and the Midnightmare trampling of dreams
But on, no tears please
Fear and pain may accompany Death
But it is desire that shepherds it's certainty
as We shall see..."

She was divinity's creature
That kissed in cold mirrors
A Queen of Snow
Far beyond compare
Lips attuned to symmetry
Sought Her everywhere
Dark liquored eyes
An Arabian nightmare...

She shone on watercolours
Of my pondlife as pearl
Until those who couldn't have Her
Cut Her free of this World

That fateful Eve when..
The trees stank of sunset and camphor
Their lanterns chased phantoms and threw
An inquisitive glance, like the shadows they cast
On my love picking through by the light of the moon

Putting reason to flight
Or to death as their way
They crept through woods mesmerized
By the taffeta Ley
Of Her hips that held sway
Over all they surveyed
Save a mist on the rise
(A deadly blessing to hide)
Her ghost in the fog

They raped left...
(Five men of God)
...Her ghost in the fog

Dawn discovered Her there
Beneath the Cedar's stare
Silk dress torn, Her raven hair
Flown to gown Her beauty bared
Was starred with frost, I knew Her lost
I wept 'til tears crept back to prayer

She'd sworn Me vows in fragrant blood
"Never to part
Lest jealous Heaven stole our hearts"

Then this I screamed:
"Come back to Me
I was born in love with thee
So why should fate stand inbetween?"

And as I drowned Her gentle curves
With dreams unsaid and final words
I espied a gleam trodden to earth
The Church bell tower key...

The village mourned her by the by
For She'd been a witch
their Men had longed to try
And I broke under Christ seeking guilty signs
My tortured soul on ice

A Queen of snow
Far beyond compare
Lips attuned to symmetry
Sought Her everywhere
Trappistine eyes
An Arabian nightmare...

She was Ersulie possessed
Of a milky white skin
My porcelain Yin
A graceful Angel of Sin

And so for Her...
The breeze stank of sunset and camphor
My lantern chased Her phantom and blew
Their Chapel ablaze and all locked in to a pain
Best reserved for judgement that their bible construed...

Putting reason to flight
Or to flame unashamed
I swept form cries
Mesmerized
By the taffeta Ley
Or Her hips that held sway
Over all those at bay
Save a mist on the rise
A final blessing to hide
Her ghost in the fog

And I embraced
Where lovers rot...
Her ghost in the fog

Her ghost in the fog






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Os Diários Recados De Cada Recanto E De Cada Coisa De Uma Amarga Morada


Condicionado pelos anos de espera por alguma milagrosa despreocupada mudança no estado das coisas de mundos existenciais em meu mundo, talvez existente por um acaso dos destinos dos recantos de minha morada, eu alço um vôo agora pelas lembranças desta. Sou de uma espartana estirpe de inconsoláveis manobristas de pensamentos, eu os coordeno na tirania da disciplina de cada momento que me ensinou a trazer ao palco do teatro do meu consciente enleio com o viver que me suporta uma atuação sincera para abarcar a hipocrisia que a cada situação me cercava. As palavras soam bem melhores assim, assim quando estou em minha morada, herança de uma hierarquia romena de nobres nesta terra gélida da Inglaterra. Todo meu dinheiro, todo meu momento de fazer-me um rico homem de posses por metade da Europa, alguns países da América e em Hong Kong são apenas insignificantes pontos do meu existente espaço neste enredo de mundos que me abordam, me cercam e me refazem quando me destruo diante dos recados de minha morada. Os tijolos, eles, os tijolos, dão-me diários recados. A tinta das paredes, ela, a tinta, dá-me diários recados. O piso, ele, o piso, dá-me diários recados. As lâmpadas, elas, as lâmpadas, dão-me diários recados. O teto, ele, o teto, dá-me diários recados. O azulejo, ele, o azulejo, dá-me diários recados. O sofá, ele, o sofá, dá-me diários recados. A cama, ela, a cama, dá-me diários recados. As portas, elas, as portas, dão-me diários recados. Os estrados, eles, os estrados, dão-me diários recados. O computador, ele, o computador, dá-me diários recados. O chuveiro, ele, o chuveiro, dá-me diários recados. Os quadros, eles, os quadros, dão-me diários recados. Os livros, eles, os livros, dão-me diários recados. Minha morada dialoga, eu sou um recebedor dos recados dela, ouço ainda o cimento e a areia que foram utilizados para a construção dela. Os recados da minha morada esquartejam-me a consciência e nem este vinho português de mais de oitenta anos que ora estou a saborear me embebeda, pois eu quero me embebedar, quero um tanto me embebedar e esquecer-me que ela, a minha morada, comigo agora está a falar...


Marianne York. Minha morada me fala de Marianne York, a padeira escocesa que acolhi durante algum tempo por aqui, ela fugia de um marido que queria enforcá-la. Minha morada me fala dela, melhor, o porão me fala dela...



- Repita a sagrada palavra!

- Senhor...

- Repita a sagrada palavra!

- Eu...

- Marianne, repita a sagrada palavra!

- Louvadamente...

- Louvada? Que é a louvação?

- Senhor, eu...

- Que é a louvação?

- Por favor, pela Virgem...

- Que é a louvação?

- Não suporto aqui esta...

- Que é a louvação?

- Senhor...

- Que é a louvação?

- A mente... A mente!

- Que mente?

- Mentira... A mentira...

- Mentira? Te ensinei assim acerca da Bíblia da minha morada?

- Não...

- Vai me dizer que não se lembra da primeira lição?

- Não...

- Dirá a mim que não se lembra, Marianne?

- Meu pescoço...

- Dirá que não se lembra da primeira lição, Marianne?

- Quero sair... Senhor, deixe-me sair... Deixe-me sa...

- Ore para a minha morada!

- Quê?

- Ore para a minha morada!

- Senhor, senhor, por favor... Vou embora de vossa morada... Me solte...

- Ore para a minha morada!

- Senhor...

- Ore para a minha morada!

- Por Deus... Por Deus...

- Eu sou aqui na minha morada o teu Deus, Marianne! O teu Deus!

- Por Deus...

- Me venere no altar da minha morada, Marianne!

- Por Deus...

- Qual foi a quinta lição bíblica, Marianne?

- Por Deus, me solte... Por Jesus, me solte...

- Eu sou o seu Messias, Marianne!

- Me... solte...

- Qual foi a quinta lição bíblica, Marianne?

- Não posso...

- Qual foi a quinta lição bíblica, Marianne?

- Minha cabeça...

- Qual foi a quinta lição bíblica, Marianne?

- SOLTE-ME, DESGRAÇADO, SOLTE-ME!!!

- A Ira, não!



Minhas mãos envolveram o pescoço de Marianne, dá me este recado a tinta da parede atrás de mim.



- A Ira, não!



Eu a balancei enquanto minhas mãos sufocavam-na, dá-me este recado o abajur acima de mim.



- A Ira, não!



O arame farpado com a qual, nua, amarrei-a, penetrou-lhe na pele, dá-me este recado a taça de cristal na qual sorvo o vinho que estou a sorver.



- A Ira, não!



Eu envolvi o pescoço dela com arame farpado e apertei, dá-me este recado o tapete da saleta na qual estou a sorver o vinho que não está a embebedar-me.



- A Ira, não!



O arame farpado cravou-se em minhas mãos, dá-me este recado o cinzeiro cheio de cigarros que está na pequena mesa diante de mim.



- A Ira, não!



O arame farpado crava-se no pescoço de Marianne, que, enfim, assim morreu, dá-me este recado os pés da pequena mesa diante de mim.



- A Ira, não!



Tremulações, as últimas tremulações de Marianne, minhas mãos sentiram enquanto eu ainda fiquei a apertar no pescoço dela o arame, dá-me este recado a mini-estante de livros atrás de mim.



- A Ira, não!



Balancei mais Marianne, balancei mais com o dilacerante farpado arame, dá-me este recado a página trezentos e quarenta e quatro da Divina Comédia de Dante aberta acima da mini-estante atrás de mim.



- A Ira, não!



Marianne parou de tremular, mas eu continuei ao farpado arame ainda a apertar, diz-me todo o piso de mármore na saleta aos meus pés a apresentar-se.



- A Ira, não!



Joguei aquele cadáver, em arame envolvido qual trapo podre dos lixões das grandes cidades, no meio do porão dando um urro de aliviante expressividade, diz-me uma gravata Armani que retirei e depositei acima do braço direito do sofá no qual estou a encontrar-me.


Marianne, eu não ensinei tudo a ela acerca da Bíblia de minha morada para que fosse ignorado quando exigisse na prova que lhe dei cada pedaço da lição aprendida! Aquele sangue dela, diz-me a maçaneta da porta da saleta na qual estou, junto ao meu, aqueceu-me em desejos que me destrançaram dos cabelos da mulher sã que é a Humanidade, ou, pelo menos, dita parcela sã da Humanidade. O arame no corpo dela, o porão ensangüentado, e as paredes do mesmo porão me dizendo o que fazer com aquele cadáver miserável... Fui a um recanto do porão e peguei um machado de lâmina dupla; antes de utilizá-lo, retirei todo o arame do corpo daquela escocesa puta. Eu desmembrei aquele cadáver fruto de terras escocesas e as lâminas do machado que eu utilizava deram-me a condução do que depois eu faria com cada membro. Um caldeirão de barro que adquiri no Brasil recebeu cada pedaço do cadáver de Marianne e eu subi para recolher lenha, água, fósforos... Assei os pedaços de Marianne, cozinhei cada pedaço no caldeirão de barro, que me dizia para degustar calmamente cada osso, cada centímetro daquela pele, cada unha, os olhos, a língua, o fígado, os intestinos, os pulmões, o coração... O coração de Marianne, diz-me agora o acolchoado das almofadas nas quais me apóio, foi o último pedaço dela que consumi. De lá do porão, de lá do porão que diariamente me envia recados, o cheiro do sangue de Marianne é o que me faz beber diariamente litros e litros de vinho, mas nunca me embebedo. Ainda remexem-se em meu estômago os pedaços dela, diz-me agora os óculos que deixei acima da pequena mesa nesta saleta. E Adam Stewart é um nome que uma edição de O Vermelho E O Negro, de Stendhal, que deixei caída no chão à minha esquerda, diz-me...


Adam Stewart, carteiro. Adam Stewart, um deficiente mental, Síndrome De Down, um retardado da cidade mais próxima daqui, Newcastle. Deram um emprego para um retardado, um emprego importante para um retardado; meu banheiro, um dos três banheiros de minha morada, na parte superior da minha morada, protestou contra isso quando eu atendi a porta e vi aquele demente com uma encomenda da Espanha para mim. A carta estava amassada, diz-me o pé esquerdo do meu sapato de couro italiano que retirei... A carta estava amassada, não suporto ver cartas amassadas... A carta estava amassada, aquele retardado... Aquele retardado, Adam Stewart... Aquele retardado amassou a minha carta, ela me dizia isso, eu olhava para ela, ela, a carta, que me dizia isso! O vaso daquele banheiro deu-me um recado, um recado para que eu espancasse aquele retardado, o atordoasse dando-lhe uísque e álcool puro para beber, e o arrastasse com a roupa toda rasgada até ele, subindo uma escadaria de cento e vinte e oito degraus. Isso eu fiz, havia fezes naquele vaso, minhas fezes despejadas contendo restos de carne de carneiro que eu havia comido; o vaso disse-me para torturar o retardado nele.



- Retardado, a minha carta chegou amassada!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei um minuto, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me o quadro de Moran na saleta que agora estou.



- Retardado, não gosto das minhas cartas amassadas!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma segunda vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei dois minutos, contei em meu relógio, Rolex, depois retirei, diz-me a revista Time deste mês que acima da pequena mesa deixei.



- Retardado, eu pago os impostos a todo mês e as minhas cartas eu gosto de ver sem nenhum amassado!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma terceira vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei três minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me o papel em branco que uso para fazer meus cálculos financeiros que deixei cair na pequena mesa diante de mim.



- Retardado, o amassado nas minhas cartas me deixa no pico do máximo de estresse aceitável!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma quarta vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei quatro minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me a caneta Montblanc que caiu ao lado do papel embaixo da pequena mesa diante de mim.



- Retardado, a ordem define minha fineza, eu deixo todas as minhas roupas divinamente bem passadas e o amasso de cartas aqui não há, todas as minhas cartas eu plastifico e guardo em cofres de ouro nos melhores bancos do mundo!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma quinta vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei cinco minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me o vidro do espelho circular na parede à minha esquerda nesta saleta na qual estou a vinho sorver.



- Retardado, custa muito manter-me na ordem que eu julgo a perfeição que meu santo ofício de guardar bem esta minha morada me exige e coisas amassadas não são do meu agrado sagrado!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma sexta vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei seis minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me uma cópia do CD do Álbum Branco dos Beatles que acima da pequena mesa nesta saleta deixei.



- Retardado, meu tempo constrói a ordem das minhas tarefas e não me recordo de ter deixado nenhuma delas amassar qualquer dos bens que eu possuo em minha morada e em meus domínios pelo mundo!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma sétima vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei sete minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me o aparelho de som da LG à esquerda da porta desta saleta, a tocar nesta Clair De Lune, de Debussy.



- Retardado, aquela carta amassada vou ter que jogar fora e você ficará fora para sempre da respeitável Companhia Dos Correios da respeitável Inglaterra!



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma oitava vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei oito minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me uma caixa de charutos cubanos acima do aparelho de som da LG.



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Enfiei a cabeça dele nas fezes uma nona vez com a mão esquerda segurando-lhe os cabelos, deixei nove minutos, contei em meu relógio Rolex, depois retirei, diz-me um lenço de seda com o qual eu seguro a taça de cristal com o vinho que estou a sorver.



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Ergui a cabeça dele com as duas mãos segurando-lhe os cabelos, bati uma vez a testa dele no assento do vaso, contei com os lábios, diz-me uma das tomadas, à minha direta, nesta saleta na qual estou.



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Ergui a cabeça dele com as duas mãos segurando-lhe os cabelos, bati duas vezes a testa dele no assento do vaso, contei com os lábios, diz-me outra tomada, agora à esquerda, nesta saleta na qual estou.



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Ergui a cabeça dele com as duas mãos segurando-lhe os cabelos, bati três vezes a testa dele no assento do vaso, contei com os lábios, diz-me mais uma tomada, agora perto da porta, à direita da porta, nesta saleta na qual estou.



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Ergui a cabeça dele com as duas mãos segurando-lhe os cabelos e fui batendo e fui batendo e fui batendo, dizem-me agora todas as três tomadas ao mesmo tempo!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



E fui batendo e fui batendo e fui batendo, as três tomadas, elas, as três tomadas, dizem-me ao mesmo tempo!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



E fui batendo e fui batendo e fui batendo, as três tomadas, as três, elas, as tomadas, dizem-me ao mesmo tempo!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



E fui batendo e fui batendo e fui batendo, as tomadas, três tomadas, as tomadas, elas, elas três, dizem-me ao mesmo tempo!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



E fui batendo, a massa cinzenta daquele retardando se uniram às fezes, dizem-me as moedas em minha carteira!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



E fui batendo, a massa uniu-se às fezes, o cérebro daquele retardado saía, uma rachadura naquela retardada testa se abria mais e mais e muito mais a cada batida, dizem-me as notas de euros em minha carteira!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



Eu continuei batendo, como eu continuava a bater e a bater e a bater aquela testa retardada no assento do vaso, diz-me a a minha identidade na carteira posta agora em meu colo!



- Retardado, sabeis do valor de um produto amassado e irrecuperável?



A última batida, diz-me a ponta de um dos oitenta cigarros que hoje já fumei, abriu totalmente o crânio daquele retardado, sangue e massa cinzenta jorraram em meu rosto, minha língua saboreou esta mistura, minha boca se saciou e eu me sentei ao lado do cadáver do retardado, depositando a cabeça deste no meio das fezes no vaso.


Me motivei a limpar aquilo tudo, o banheiro tornou-se um grande esgoto cheio de sangue, miolos e fezes. Litros d'água carreguei, subindo e descendo os degraus da escadaria de minha morada; lavei até o cadáver do retardado, aquele Adam cujas roupas me diziam para levá-lo até o porão, o caldeirão o aguardava. Daquela vez eu usei uma serra elétrica para desmembrar parte a parte de um corpo humano, colocando-as uma a uma no caldeirão, colhendo a lenha necessária, pondo a água necessária, acendendo o fogo necessário para cozinhar aquelas partes do retardado Adam. Antes, diz-me um mosquito que pousa perto do meu ouvido direito, tomei um banho de sais e lavanda, álcool e essências ricas em minerais, o cheiro do sangue, das fezes e dos miolos do retardado Adam do meu corpo eu precisava retirar. Outro mosquito pousa perto do meu ouvido esquerdo, para dizer-me que me vesti com roupa de gala, peguei o melhor conjunto de pratos de porcelana da minha morada, os talheres de ouro quinze quilates comprados em França e fui apreciar o sabor da carne e dos ossos do retardado Adam no porão destinado ao livramento dos resquícios da imposição de meu domínio no império que a cada recanto daqui ergui com amoroso gosto. A carne daquele retardado de Newcastle era mais dura que a de Marianne, mas desceu bem pela minha garganta; os ossos chupei bastante, deliciosos ossos de um retardado. O porão, ao fim da minha refeição, foi limpo, diz-me uma barata que aos meus pés passa, barata oriunda dele que cheira a sangue, a miolos, a fezes e a vômito... Vômito me faz de algo lembrar, me faz de algo muito mais longe lembrar, muito mais longe, algo que uma fileira de formigas que percorre os cantos todos desta saleta na qual estou diz-me... Annabella, Annabela... Uma Annabella, uma Annabella... Uma Annabella... Annabella Schiffer, a alemã que se apaixonou por mim, diz-me o nome dela A Canção De Solveig da ópera Peer Gynt, de Grieg, automaticamente o CD foi trocado no aparelho de som da LG.


Annabella Schiffer. Annabella, eu a tive como minha amante, ela era casada com um certo Klaus Schiffer, um nome que me faz lembrar do vômito no porão, diz-me uma outra barata que advém do porão e voa agora por esta saleta. Eu e Annabella, sim, Annabella, aquela Annabella, eu e ela viajamos pelo mundo, Taiti, Bahamas, Havaí, Alasca, todo exótico lugar que o meu dinheiro me possibilita acessar. Ela era pompoarista, fazia sexo anal, sexo oral e apreciava orgias em grupo, fizemos diversas orgias em grupo, somente no Rio de Janeiro, esta cidade na qual todos os residentes nela pensam a partir da cintura para baixo, foram doze orgias em quatro anos. Quatro anos me relacionei com aquela Annabella, sim, quatro anos foram, quatro anos de relacionamento com a aquela alemã cadela que valia menos do que uma puta desgastada de um euro das ruas de Berlim. Nada eu sentia, nada eu sentia, nada, sentir não me acometia quando meu pênis se introduzia na vagina, no ânus, na boca ou entre os seios dela ou de outras durante as orgias e fora destas. Nada senti quando fui penetrado no ânus por um avantajado negro carioca, trinta e dois centímetros de um pênis que dilacerou-me a próstata. Durante quatro anos eu estudei aquela criatura e os seus propósitos, aquela deturpada Filha De Lilith que me disse ter nascido de uma família pobre de Frankfurt e que enriqueceu ao dar o golpe do baú em Klaus Schiffer. Annabella Schiffer era, originalmente, Annabella Fisher, a mesma cadela alemã com o nome de solteira, afirmo isto após concluir o que ela de sua história pessoal me disse. Aquela criatura me atraiu e a minha morada toda por ela clamava; eu jamais a trouxera durante quatro anos até minha morada, a sua presença aqui desestabilizaria a harmonia que eu construi na religião que exerço aqui. Mas, a minha morada, a minha, a morada, sim, ela clamou por Annabella e eu quis conhecer Klaus, o marido dela, um industrial alemão com uma empresa do ramo de motos presente em vinte e cinco países. Eles vieram aqui, vieram à minha morada, ela me apresentou como seu amante, era um casamento aberto, e Klaus queria que eu, para satisfazer-lhe a fantasia, o violentasse no porão, no porão da minha morada que, àquela época, era apenas uma parte não-utilizada da religiosa ordem que aqui eu elaborei bem coordenada.



- Os amantes da minha mulher sempre me violentaram, eu gosto da coisa, gosto muito...

- Eu e ele, S...

- Annabella e Klaus, vamos para o porão.

- Interessou-se, S...

- Vamos para o porão.

- Hmmm...

- Meu interesse por essas práticas, Annabella, você sabe que são bem formais.

- Eu quero primeiro te chupar, S...

- Sim, Klaus, podes me chupar. Querem que eu deixe ligada aqui uma música?

- Quero.

- Eu também, Klaus e S...

- Qual música, tenho todas aqui disponíveis para naquela vitrola ali no canto esquerdo desta casa tocar.

- Seu detalhismo sempre me surpreendeu, S...

- Qual a música que você quer que eu deixe tocando aqui, Annabella?

- Uma música apenas, não, um disco inteiro! Você tem o álbum recém-lançado de uma banda chamada Black Sabbath?

- De mesmo nome, o primeiro álbum deles.

- Este, sim, com músicas que amo!

- Eu também, sou fã dessa nova banda!

- Vou pôr o disco para tocar.



Me aproximei de minha coleção de discos, alguns raros em demasia, perto da vitrola e identifiquei o álbum pedido de imediato, pondo-o para tocar, diz-me um dos discos raros, de jazz, de uma banda desconhecida dos Estados Unidos que deixei junto de um saco de lixo à frente da porta, não tenho mais vitrola e os discos raros estou quase jogando fora. Pus o volume na capacidade máxima e ao tocar a primeira música, Black Sabbath, em seus iniciais acordes de estranha ambientação, Annabella e Klaus começaram a mexer o corpo e eu, hipocritamente, teci um sorriso de desprezo que eles não perceberam, diz-me o saco de lixo à frente da porta. Me encaminhei até a entrada do porão, a três salas da sala principal de minha morada, eles me acompanharam se esfregando um no outro como os cães alemães que eram, desci com os dois até o porão, diz-me um dos botões do aparelho de som da LG. Eles se despiram e eu continuei vestido, esqueci totalmente do disco que no último volume, acima de nós, tocava, me concentrando com o braço esquerdo para trás e com a mão direita abrindo a braguilha da minha calça de cetim e pondo meu pênis endurecido de vinte centímetros, grosso e bem erguido, para fora. Klaus abriu os lábios e o envolveu todo, chupando-o; Annabella deitou no chão do porão e se masturbou; e eu nada sentia, diz-me um pequeno caderno de anotações que carrego sempre no bolso esquerdo do meu blazer Calvin Klein negro. É o mesmo blazer que estou a usar hoje. A mesma calça, igualmente. Esta latente lembrança é dita pelo meu pênis, também parte desta morada de bíblicas lições ordenantes. Klaus me chupava, Annabella se masturbava, os dois de olhos fechados... Eu mantive meu braço esquerdo voltado para trás e eles nem perceberam a furadeira automática que em minha mão se encontrava, diz-me a mesma mão esquerda que agora segura a taça de cristal com o vinho que não me embebeda. Eu me curvei por sobre Klaus, ajoelhado diante de mim, e fiz meu pênis descer mais pela garganta dele, chegando perto do meio das pernas de Annabella, atrás dele presente. Medi a distância, liguei a furadeira e com um único movimento de meu braço, enfiei a lâmina toda da mesma, de quinze centímetros, na vagina dela, ligando-a, diz-me uma pequena mancha amarelada na parede branca desta saleta que pintada é de azul-claro. Annabella gritou continuamente e Klaus, pensando que meus dedos davam-lhe prazer continuou a chupar-me.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Girava a furadeira e mantinha, com a mão direita, as mãos dela afastadas, Klaus me chupava, diz-me a coleção de carros de prata de brinquedo espalhada pelo chão desta saleta.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Girava a furadeira, Annabella se contorcia, Annabella gritava, eu quebrei com apenas uma mão os braços e as pernas dela, Klaus me chupava, diz-me a coleção de pequenas revistas pulps pornográficas guardadas em uma maleta atrás do sofá no qual estou.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Girava a furadeira, Annabella, ela se contorcia; Annabella, ela gritava; Klaus, ele me chupava; diz-me a maleta atrás do sofá no qual estou.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Girava a furadeira, Annabella parou de se controcer, se entregou, ela se entregou, apenas gemia; Klaus extasiado continuava a chupar-me, mas se sentia estranho e eu percebia; diz-me a fina luz fraca da lâmpada nesta saleta.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Girava a furadeira, ela, Annabella, apenas gemia, e Klaus afastou a sua boca do meu pênis e vomitou e começou a delirar rolando ao chão, já que LSD líquido tinha previamente passado em meu pênis antes da chegada deles à minha morada, diz-me uma mosca que aqui voa em redor de mim, oriunda como os mosquitos e as baratas do porão de minha morada.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Pisei no corpo de Klaus bem forte, fazendo-o parar de se arrastar no chão do porão, retirei a furadeira da vagina de Annabella e a cravei entre os olhos dela, girando-a e erguendo-lhe o corpo, diz-me uma ratazana que se aconchega ao meu colo, ratazana esta que oriunda é do porão de minha morada como os mosquitos, as baratas e a mosca ainda me rondando.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Mantive Annabella erguida, girando a furadeira cravada entre os olhos dela, que não mais gemia, que agonizava, e fui massacrando o crânio de Klaus com o meu pé direito, diz-me uma serpente venenosa, uma naja que comprei na Índia há anos e anos atrás, serpente naja que como a ratazana, a mosca ainda me rondando, as baratas e os mosquitos, oriunda é do porão de minha morada.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Annabella, erguida, morreu, mas continuei girando a furadeira entre os olhos dela; Klaus, enlouquecido pelo LSD que pus em meu pênis, morreu pisoteado no crânio, mas, mesmo morto, continuou a receber as pisadas de meu pé direito, dizem-me as rachaduras presentes por toda esta saleta, por onde água e esgoto escorrem.



- Eu estou girando bem os meus dedos, Annabella?



Joguei aquela cadela alemã ao chão e retirei de entre os olhos dela a lâmina da furadeira; juntei o corpo dela ao de Klaus e, como havia bebido bastante vinho antes deles chegarem, sem me embebedar, cinco garrafas de bom vinho português do Porto, mijei nos cadáveres deles, diz-me a água misturada com esgoto a escorrer pela saleta.


E, como naquela época, ainda não havia no porão um caldeirão e eu, sendo muito mais jovem do que agora, era brutalmente mais forte e vigoroso devido aos treinos de luta livre e boxe e musculação incessantes, que me fizeram campeão mundial nas duas primeiras categorias esportivas, peso-pesado, devorei aqueles dois cadáveres mijados sem cozinhá-los, crus, as peles macias de alemães saudáveis, os ossos frágeis de alemães magros, um sabor inesquecível como diz-me o cheiro podre da saleta e de minha morada toda...


Sessenta e quatro anos tenho agora. Ainda sou fisicamente muito forte. Ainda sou rico. Ainda viajo pelo mundo todo. Ainda consumo muito. Ainda coleciono muito. Mas, não recebo visitas em minha morada, não faço reformas em minha morada, não permito aproximações de estranhos em minha morada, que é somente a minha morada. Este vinho nunca me embebeda... Vinhos nunca me embebedaram... Bebidas alcoólicas nunca me embebedaram... Sempre sóbrio, eu fico bebendo e aguardando as novas oportunidades de espalhar a religião desta minha morada aqui mesmo nela aos praticantes agora todos da mesma, os praticantes, estes, estes que são dela agora, todos, todos os que nos recantos desta minha morada foram por mim convertidos, todos que me obedecem, eu sou deles Papa.


E seus diários recados me fazem Deus Único de uma Criação de muitas outras moradas, todas minhas como esta minha morada. Morada de diários recados e de infinitas rezas amargas diariamente entoadas a mim direcionadas.



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