quinta-feira, 24 de abril de 2008

Slipknot - Wait And Bleed (Alternative Version)




I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed.

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

Goodbye!

I wipe it off the tile, the light is brighter this time
Everything is 3-d blasphemy
My eyes are red and gold, the hair is standing straight up
This is not the way i pictured me
I can't control my shakes!
How the hell did i get here?
Something about this, so very wrong
I have to laugh out loud, i wish i didn't like this
Is it a dream or a memory?

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

Get out my mind because i don't need this!

Why didn't i see this?
I'm a victim--manchurian candidate

I-have-sinned-by-just

Makin my mind up and takin your breath away

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

Goodbye!

You haven't learned a thing
I haven't changed a thing
The flesh was in my bones
The pain is always free

You haven't learned a thing
I haven't changed a thing
The flesh was in my bones
The pain is always free

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

I've felt the hate rise up in me
Kneel down and clear the stone of leaves
I wonder out where you can't see
Inside my shell i wait and bleed

And it waits for you!!!....




Eu senti o ódio crescer em mim,
Ajoelhado-se e limpando as folhas das pedras
Eu me pergunto porque você não vê
Dentro de meu casco eu espero e sangro

Adeus!

Eu arranco a telha, a luz está mais brilhante desta vez
Tudo é uma blasfêmia 3-d
Meus olhos são vermelhos e dourados, cabelo é reto e arrepiado
Este não é o jeito que eu me imagino
Eu não consigo controlar minhas agitações
Que inferno eu fiz para chegar aqui?
Alguma coisa sobre isso está muito errada,
Eu tenho que rir em voz alta, eu gostaria de não gostar disso
Isso é um sonho ou uma lembrança?

Eu senti o ódio crescer em mim,
Ajoelhado-se e limpando as folhas das pedras
Eu me pergunto porque você não vê
Dentro de meu casco eu espero e sangro

Saia da minha mente pois eu não preciso disso
Por quê eu não consigo ver isso?
Eu sou uma vítima -- candidato manchuriano

Eu-fui-assemelhado-apenas-por
Fazendo minha decisão e tirando o seu ar!

Eu senti o ódio crescer em mim,
Ajoelhado-se e limpando as folhas das pedras
Eu me pergunto porque você não vê
Dentro de meu casco eu espero e sangro

Eu senti o ódio crescer em mim,
Ajoelhado-se e limpando as folhas das pedras
Eu me pergunto porque você não vê
Dentro de meu casco eu espero e sangro

Adeus!

Você não aprendeu nada
Eu não mudei nada
Minha carne estava nos meus ossos
A dor é sempre grátis

Eu senti o ódio crescer em mim,
Ajoelhado-se e limpando as folhas das pedras
Eu me pergunto porque você não vê
Dentro de meu casco eu espero e sangro...

E espera por você!




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A Casa Das Antigas Realidades

- Existe um simples lado de tudo isso que definimos como a nossa Realidade. Seremos tolos se formos crer nos palmos bem próximos das terras batidas nas quais nunca pisamos por sermos tão diletamente covardes. Tolos por cedermos aos conceitos de um modo medíocre de seguir as pistas do que há Além-Do-Mundo. Tomei a coragem, Alexander Erasmus, e concedi-me ao vasculhar das Antigas Realidades, descobrindo Mundos que nem mesmo Lovecraft tencionou acessar. Fui longe, propus o meu próprio Necronomicon visando atingir Coisas que esquecidas foram abaixo dos túmulos de concretos de nossas atuais cidades. Você agora está ciente do que alcancei, não menti quando afirmei que Bahastero Daremau Umaneroon me concedeu o Iukor.

- Tolas são as tuas convicções em tais Mundos, Pierre, muito tolas! Somos homens racionais, homens deste século vinte e um no qual definidas estão as novas diretrizes do Pensamento Humano! Coisas do tipo, assim como crer no Diabo, são heranças de tempos ignorantes já enterrados!

- O Diabo, meu amigo Alexander Erasmus, tem mais a oferecer do que o Prato Limpo Do Limbo Na Mesa De Ofertas Alimentares Maiores.

- Você e suas tolas filosofias baratas, Pierre!

- Tolice, tolice, tolice... Por que os que buscam o Além-Do-Mundo são tolos, Alexander Erasmus?

- Sua loucura o cegou, Pierre! Que insanidade é esta de crer que acessou Mundos que distanciam-se de todas as provas científicas acerca do que fora está da Terra?

- A Ciência comum, a da contemporaneidade preocupada com doenças e com a Genética, Alexander Erasmus, já faliu em suas naturezas mais profundas e é apenas uma caricatura do que poderia ter sido para nós, homens deste século viente e um. Kadalaros, O Senhor De Adaros, ensinou-me A Ciência Dos Brilhos Do Ouro Constituido De Ferro, Tirando Do Ferro As Essências Douradas Dos Ovos De Mel Das Fertilidades Sagradas. Já notou o quanto de Sabedoria estou a derramar sobre este nosso mundo, Alexander Erasmus? Ciências, As Antigas Ciências, de um Tempo Antigo, Antigo Tempo De Outras Criações, Ouramatrea, Dasurt, Iuharer, Rehosutrer... Amigo, Contatos com Os Que Foram E Ainda Serão E Estão Sendo ocorre diariamente comigo!

- O que diariamente ocorre contigo é a elevação da sua psicopatia, Pierre! Você, é VOCÊ, O Ladrão De Orelhas!

- Ouvidos, ouvidos são as Chaves para que eu possa acessar as Antigas Realidades. Através deles, eu Ouço Harampoerasharash, Gaferamurosh, Sferauemortteor...

- Demente, você ouve é a ilusão da sua própria crueldade! Não me admiraria em nada se você também fosse O Estuprador De Gatos, O Martelador De Crânios, O Canibal Das Prostitutas, todo maníaco que vem sendo noticiado nesta cidade!

- Sou todos eles, Alexander Erasmus, meu amigo.

- Seu... Seu... Você matou Rachel e Corina, minhas irmãs!

- As marteladas eram necessárias, através das rachaduras daqueles crânios acessei Romoodearomwrunoafadesawur.

- Desgraçado! Desgraçado! Pierre, seu desgraçado!

- Isso mesmo, Alexander Erasmus, todo esse ódio é o que eu necessito para que a partir do teu crânio esmagado eu possa acessar Galawaryamudharaurewophotohae.

- Você vai ser descoberto, você vai ser preso! Você vai, Pierre! Você vai!

- Não, minha prisão não vai ocorrer, porque tenho muitos outros Mundos para acessar, nem que eu tenha que matar todos desta cidade. Já matei quinhentos e vinte para um população de setecentos e três habitantes... Não me descobriram, mesmo sendo convocada a CIA, o FBI... Continuam aqui e eu continuo matando e acessando as Antigas Realidades. Cento e oitenta faltam, somando dá-se o número nove, o número da minha Peregrinação, da minha Realização Final.

- A sua realização final será em uma cadeira elétrica, desgraçado!

- Alexander Erasmus, seu crânio já pode ser esmagado.

Com uma marreta de oitenta quilos, Jean-Pierre Trudeau Alvin abre o crânio de um amigo de infância, Alexander Erasmus Wallenstein Steinberg, Pierre e Alexander, vamos assim chamá-los, não estão em uma cidade e nem em local próximo a uma cidade. Pierre, o que com frieza e rosto endurecido, sem emoção, deflagra marretadas no crânio de Alexander, carregou este acorrentado para uma região do Limbo limitrofe entre os Espaços Dimensionais Ocultos Da Criação, através de fórmulas místicas aprendidas aos pés de Igoromonn. No silêncio entre chamas esverdeadas e amareladas, ele mata seu amigo de infância, cujo cadáver será lançado em mais uma das ruas da cidade na qual reside, cujo nome ele oculta a este que vos escreve a fim de narrar mais uma das suas façanhas terríveis. Findado o crime, Pierre joga a marreta em direção às chamas, ajoelha-se, envolve nas mãos a massa encefálica de seu amigo de infância e entoa um cântico na Antiga Língua Mais Estranha:



BAM BA RE ON

ER TU RE MO

ANER MAR ION DER

TUO DER FAU OIRE

RETIU YFAER DEASE REPO

ODO DASE SWQU ABDER

BDU ADERU IREMW DERE


ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR


KE RE TU YO

FE RE TY FER

OLAO DEAO INEO

GERI DAE RUT REWU

IOLA DERO PAUR DUEU

URA VERIY UPET ERO


GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR


EWE EWU EBRE EREUT

RE TUE REU TUB

BU DER PAO IFER


ASO

ASO

ASO

ASO

ASO

ASO

ASO


WEU DE RW UI

IFO ANU DRO RUB


GAN

GAN

GAN

GAN

GAN

GAN

GAN


BAU TA TE TGI


RON

RON

RON

RON

RON

RON

RON


NAR THU FER RUT


NOO

NOO

NOO

NOO

NOO

NOO

NOO


DAG GAR DRU IFE


AGD

AGD

AGD

AGD

AGD

AGD

AGD



Sob o efeito da firme e fria entoação do cântico, a Porta De Uma Casa Abre-Se. Pierre, em seu frio mover de pernas, o rosto preenchido de triunfo, caminha em direção à entrada da Casa, A Casa Das Antigas Realidades. Com uma imposição de mãos, sem olhar para o cadáver de Alexander Erasmus, amigo de infância, envia o mesmo para uma das ruas de sua cidade que já recebeu outros noventa cadáveres mortos da mesma maneira. Pierre adentra na Casa,,,

Quero ver...

Quero saber...

Você quer ver...

Você quer saber...

O que Pierre está a encontrar na Casa?

Como é Galawaryamudharaurewophotohae?

Isso ele me impede de ver...

Isso ele me impede de saber...

Isso ele te impede de ver...

Isso ele te impede de saber...

Ele me diz, ele te diz, isto:

- Pegue uma marreta, siga minha busca pelas Antigas Realidades, preencham as ruas de suas cidades com cadáveres e mais cadáveres. Assim, verão e saberão como são as Antigas Realidades.


Inominável Ser

MARRETANDO




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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rammstein - Sonne




Eins, zwei, drei, vier, fünf, sechs, sieben, acht, neun, aus

Alle warten auf das Licht
fürchtet euch fürchtet euch nicht
die Sonne scheint mir aus den Augen
sie wird heute Nacht nicht untergehen
und die Welt zählt laut bis zehn

Eins
Hier kommt die Sonne
Zwei
Hier kommt die Sonne
Drei
Sie ist der hellste Stern von allen
Vier
Hier kommt die Sonne

Die Sonne scheint mir aus den Händen
kann verbrennen, kann euch blenden
wenn sie aus den Fäusten bricht
legt sich heiss auf das Gesicht
sie wird heute Nacht nicht untergehen
und die Welt zählt laut bis zehn

Eins
Hier kommt die Sonne
Zwei
Hier kommt die Sonne
Drei
Sie ist der hellste Stern von allen
Vier
Hier kommt die Sonne
Fünf
Hier kommt die Sonne
Sechs
Hier kommt die Sonne
Sieben
Sie ist der hellste Stern von allen
Acht, neun
Hier kommt die Sonne

Die Sonne scheint mir aus den Händen
kann verbrennen, kann dich blenden
wenn sie aus den Fäusten bricht
legt sich heiss auf dein Gesicht
legt sich schmerzend auf die Brust
das Gleichgewicht wird zum Verlust
lässt dich hart zu Boden gehen
und die Welt zählt laut bis zehn

Eins
Hier kommt die Sonne
Zwei
Hier kommt die Sonne
Drei
Sie ist der hellste Stern von allen
Vier
Und wird nie vom Himmel fallen
Fünf
Hier kommt die Sonne
Sechs
Hier kommt die Sonne
Sieben
Sie ist der hellste Stern von allen
Acht, neun
Hier kommt die Sonne



Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, fora...

Tudo espera pela luz
tenham medo, não tenham medo
O Sol brilha nos meus olhos
Ele não irá se por esta noite
E o mundo conta alto até dez

Um
Lá vem o Sol
Dois
Lá vem o Sol
Três
Ele é a estrela mais brilhante de todas
Quatro,
Lá vem o Sol

O Sol brilha em minhas mãos
Pode queimar, pode cegar
Quando ele irrompe dos meus punhos
Deita-se quente sobre seu rosto
Ele não vai se por esta noite
E o mundo conta alto até dez

Um
Lá vem o Sol
Dois
Lá vem o Sol
Três
Ele é a estrela mais brilhante de todas
Quatro
Lá vem o Sol
Cinco
Lá vem o Sol
Seis
Lá vem o Sol
Sete
Ele é a estrela mais brilhante de todas
Oito, nove
Lá vem o Sol

O Sol brilha em minhas mãos
Pode te queimar, pode te cegar
Quando ele irrompe dos meus punhos
Deita-se quente sobre seu rosto
Deita-se dolorosamete sobre o peito
O equilíbrio é perdido
Ele te faz ir com força sobre o chão
E o mundo conta alto até dez

Um
Lá vem o Sol
Dois
Lá vem o Sol
Três
Ele é a estrela mais brilhante de todas
Quatro
E ele nunca vai cair do céu
Cinco
Lá vem o Sol
Seis
Lá vem o Sol
Sete
Ele é a estrela mais brilhante de todas
Oito, nove
Lá vem o Sol




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O Entregador De Presentes Amigáveis

06:00h

Uma cidade brasileira amigável

Um dia brasileiro amigável

Juliano se aproxima da igreja que escolheu para mais uma de suas entregas. Na mão esquerda, uma caixa negra de papelão envolvida em plástico também negro. Seus passos em direção à igreja são como os de um antigo andarilho de estradas amargas e lutas fadadas ao fracasso em seus todos a mais. A cidade, o nome da cidade, qual é o nome da cidade? É uma vila, será uma vila? O que achar que for deixará Juliano inerte, ele não se importa com o que lhe cerca e apenas é designado para entregas de presentes amigáveis aos mais amigáveis padres.

Padre Sebastião está a abrir a igreja, a Igreja De Santo Antônio, a única da cidade, que não é vila como pudemos saber, cantarolando o Magnificat. Todas as manhãs, o Padre Sebastião entoa o seu querido Magnificat, para inspirar-se a fim de realizar a missa das sete horas para fiéis que llotam sua igreja. Já ao abrir nesta manhã a porta de sua igreja, depara-se com Juliano, de terno e calça e sapatos e gravata e camisa brancos, sorrindo de simpática maneira, parado à frente daquela.

- Bom dia, padre!

- Bom dia, filho de Deus!

- Seu nome é...

- Sebastião.

- Padre Sebastião...

- És novo nesta cidade, filho de Deus?

- Sou um passante de muitas cidades, padre Sebastião, não me fixo em nenhuma porque sou um entregador de presentes.

- Um trabalho agradável, suponho.

- Sim, o agradável em meu trabalho é não ter que receber por ele.

- Trabalha de graça, senhor...

- Juliano.

- Não recebe um salário, senhor Juliano?

- O dinheiro não me é suficiente, Padre Sebastião.

- Deus disse que...

- Deus não caminha aqui neste humano solo.

- Um pensamento com o qual não concordo.

- Eu não concordo em ter que pensar em um Deus. Não há tempo, para mim, a fim de que eu o gaste pensando em Deus.

- Não devias falar assim na frente de um padre, filho de Deus.

- Outros padres se enfureceram e me excomungaram. Mas, eu nunca comunguei com um Deus que me impede de ser um presenteador.

- Deus é...

- "Bom para com todos"! Mas, será mesmo que bondade há em obrigar-se um Ser a Nele crer? E os ateus, os ateus, não seriam, neste caso, os grandes sábios da Humanidade?

- O que o senhor quer e o que senhor veio fazer aqui a esta hora?

- Eu lhe disse, Padre Sebastião, que lhe trazia um presente.

- Não tenho nem amigos e nem família para deles receber presentes.

- Teus amigos, tua família, não foram eles a causa da fuga vossa para a batina?

- Eu amo a Deus, senhor Juliano, e me acheguei a Ele por vontade do meu Espírito, apenas isso.

- Todos me disseram isso.

- Todos os padres com quem conversou?

-E aos quais entreguei os presentes agradáveis que vou entregar-lhe.

- Não aceito que me dê algo que nem sei de onde foi retirado e de onde está vindo.

- Por que tudo tem que ser retirado de algum lugar e tem que vir deste mesmo lugar para os nossos braços, Padre Sebastião? Vocês, cristãos, negam a velocidade das coisas que não se podem dizer de onde estão chegando.

- Senhor Juliano, não tenho tempo para conversar mais e estou para arrumar a minha igreja, daqui a pouco rezarei a primeira missa do dia.

- Não iria atrapalhá-lo, Padre Sebastião, apenas vou deixar aos seus pés o presente amigável da companhia que me encarrega de distribui-los.

Juliano ajoelha-se e põe, com um tanto de respeito, a caixa que carrega, dando as costas ao Padre Sebastião e indo embora. O padre fica a olhar o sorridente e simpático homem, estranho em sua cidade, caminhar como ágil gato pela rua, distanciando-se do seu olhar. Ao desaparecer de seu olhar, este se direciona à caixa deixada aos seus pés, com curiosidade e com receio de abrir ao mesmo tempo.

"Devo chamar a Polícia? Devo abrir a caixa? Meu Deus, dai-me forças para escolher o correto caminho!"

Pensa o Padre Sebastião.

"Aquele homem estranho... O olhar dele como o da salamandra e a voz como o ronronar de gatos manhosos... O que tem nesta caixa? O que tem?"

Pensa o Padre Sebastião.

"Minha missa, faltam vinte minutos, os moradores estão vindo... Essa caixa, tenho que guardar..."

Pensa o Padre Sebastião, que se abaixa e pega a caixa, já vendo ao longe se aproximarem os primeiros moradores. Com pressa, ele tropeça enquanto se dirigia aos seus aposentos, à esquerda do altar, para guardar a caixa. Ao tropeçar deixa a caixa cair; o plástico rasga; a caixa abre; e algo rola no piso da igreja até os pés de Dona Emiliana, a carola mais fanática da igreja, sempre a primeira a nesta adentrar. Quando se recupera da queda, o Padre Sebastião ouve apenas o grito dela.

- Dona Emiliana?

Dona Emiliana não responde.

Dona Emiliana apenas grita.

- Dona...

O Padre Sebastião aproxima-se e choca-se com o que vê aos pés de Dona Emiliana. Ele dá vários passos de costas, até tropeçar na escadaria que leva ao altar. Seus olhos não saem do que vê aos pés de Dona Emiliaana. Seus olhos não se fazem de pequenos toldos de desinteresse e desatenção ao que se encontra aos pés de Dona Emiliana. Os olhos deles, como seus lábios, como todo o seu corpo, paralisados.

O que olhos paralisados assim, em tal estado de choque, podem estar a ver?

O que olhos paralisados assim, em tal estado de choque, podem estar aterrorizadamente a ver?

Dona Emiliana grita.

Os outros fiéis da igreja chegam assustados com os gritos que ouvem.

Dona Emiliana gritando, gritando, gritando...

Outras mulheres, jovens e idosas, também começam a gritar...

Os homens da cidade começam a chegar.

Alguns homens da cidade gritam.

Outros querem saber o que significava aquilo.

Dona Emiliana, a única que poderia explicar algo, continuava a gritar.

Dona Emiliana, de tanto gritar, desmaia.

Dona Emiliana, de tanto gritar, tem um enfarto fulminante.

Dona Emiliana morre.

O Padre Sebastião é cercado por fiéis assustados, que lhe perguntam o que seria aquilo, que lhe incitam a responder, que tentam reitirar-lhe da paralisia na qual está! Dona Samira, chorando, sacode-o; os olhos dele estão vazios, ele apenas fixa-os o que está aos pés de Dona Emiliana, agora um cadáver. Seu Aldair, pai do delegado da cidade, corre para chamar o filho, o Delegado Jorge. Karen, a jovem Karen, de nove anos, que quer ser freira e possui vocação, desmaia e é amparada pelos pais, Dona Ruth e Seu Baltazar. Bárbara, Ana e Júlia, grávidas, jovens, de vinte, vinte e dois, vinte e seis anos, respectivamente, passam mal e tem que ser retiradas da igreja por outros moradores da cidade. Choro por todos os cantos da igreja. Gritos desesperados por todos os cantos da igreja. O Delegado Jorge chega, acompanhado pelos Soldados Henrique, Tadeu, Ademar, Lúcio e Roberto; e as Cabos Sandra, Regina, Débora, Flávia, Emília (sobrinha de Dona Emiliana) e Jaciara. A Cabo Emília se desespera ao ver a tia morta e o que está aos pés desta. O Delegado Jorge e seu pai, o Seu Aldair, se aproximam do Padre Sebastião, o qual continua ainda a paralisado estar. Sem saber o que fazer e para não tumultuar mais a igreja, pois outros moradores da cidade poderiam estar a chegar, o Delegado Jorge ordena a seus Soldados e Cabos (excetuando Emília, que teve uma crise histérica e foi carregada pelo Seu Alberto para o posto médico da cidade) que isolem a igreja. Com dificuldade, eles retiram todos; o Padre Sebastião é carregado para fora dela pelos Senhores Rafael, Guilherme e Sandro, pois caminhar não lhe cabe mais, paralisado, inerte, catatônico, está. Apenas ficam no interior da igreja o cadáver da Dona Emiliana e o que está aos pés desta.

Por que tantos gritos?

Por que tanto desespero?

O que levou Dona Emiliana a ter um enfarto fulminante?

O que levou Karen, a jovem Karen, a desmaiar?

O que levou Bárbara, Ana e Júlia, as jovens grávidas, a passarem mal?

O que levou o Padre Sebastião ao estado catatônico?

Os policiais fecham a igreja e providenciam um cordão de isolamento, até que a perícia, na cidade mais próxima, possa chegar. No interior da igreja, o cadáver de Dona Emiliana e aquilo que provocou toda a tenebrosa situação que abalou toda a cidade.

Uma cabeça.

Uma cabeça embalsamada.

Uma cabeça de um bebê.

Cabeça de um bebê de, pelo que se pôde notar pelo desespero dos moradores da cidade, era um recém-nascido.

Foi a tenebrosa visão daquela cabeça, aos pés do cadáver de Dona Emiliana, que provocou a tenebrosa manhã daquela cidade, uma manhã que as gerações seguintes de moradores sempre saberão que houve.

Enquanto a cidade toda estremece em um misto de horror, ódio e sentimentos de vingança contra quem fez aquilo, Juliano está no berçário da cidade mais próxima, é um pediatra visitante de bem longe, acariciando a cabeça de um recém-nascido.

Doutor Juliano já escolheu um novo presente amigável para em outra cidade, e a outro padre, entregar.

Inominável Ser

ENTREGADOR


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domingo, 13 de abril de 2008

Type O Negative - Christian Woman




A cross upon her bedroom wall
From grace she will fall
An image burning in her mind
And between her thighs

A dying God-man full of pain
When will you cum again?
Before him beg to serve or please
On your back or knees
There's no forgiveness for her sins
Prefers punishment?
Would you suffer eternally
Or internally?

For her lust
She'll burn in hell
Her soul done medium well
All through mass manual stimulation
Salvation

Body of Christ
She needs
The body of Christ

She'd like to know God
Ooh love God
Feel her God
Inside of here - deep inside of her

Jesus Christ looks like me



Um crucifixo no alto da parede de seu quarto
Da graça ela cairá
Uma imagem queimando em sua mente
E entre suas coxas

Um homem de Deus morrendo, cheio de dor
Quando você gozará novamente?
Antes que ele implore para servir ou satisfazer
De costas ou de joelhos
Não há perdão para seus pecados
Ela prefere ser punida
Você vai sofrer eternamente?
Ou internamente?

Por sua luxúria
Ela queimará no inferno
Sua alma saiu-se na média
Tudo através de estimulação manual massiva
Salvação

Corpo de Cristo
Ela precisa
Do corpo de Cristo

Ela gostaria de conhecer Deus
De amar a Deus
De sentir Deus
Dentro dela...fundo dentro dela

Jesus Cristo parece comigo...




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A Igreja Do Belo Culto

Como toda protestante de veia esplêndida em sua fé dedicada, Marília, do bairro de Cosme Velho, segue todo dia para o seu culto noturno, culto este dirigido pelo Pastor Virgílio. É diária rotina de gritos em louvor de seu Deus e de seu Jesus, assim como da miríade toda da Anjos Salvadores e palavras as mais variadas acerca das virtudes de ser uma cristã, ou um cristão.

A fé de Marília, supremacia de um protesto contra as desvairadas estupidezas de um mundo de pecados, fé de mulher sagrada e consagrada aos estoques de palavras e mais palavras recitadas pelo pastor Virgílio.

A fé de Marília, uma fé tão rara, uma fé tão bonitinha, uma fé tão profundinha, toda belissimamente feita de conceitos amplamente divulgados pela sua igrejinha.

A fé de Marília, Marília, uma dessas mulheres despersonalizadas por aquela, cientes das coisas erradas do mundo, tão dadas ao recluso movimento de seus membros, tão fadadas ao caminhar de cabeça abaixada e vestida de forma aprumada, pois afinal de contas ela não é como qualquer vagabundinha de shortinho enfiado no cu que passa pela linha de um trem todo dia.

A fé de Marília, manancial de dedicações ao rígido seguir da pureza imposta pela sua igreja, pureza que a obriga a fechar as pernas para qualquer homem, a fechar a buceta para os prazeres carinhosos de um grosso pau, a aguardar até que um príncipe encantado revestido de sol se aproxime e a faça mulher conforme a moral cristã, um casamentinho bem organizado, uma lua-de-mel bem comportadinha.

A fé de Marília, a fé de Marília, a fé de Marília!

A voz do Pastor Virgílio:

- Senhor, Senhor, tu és o supremo coroado diretor das sendas que sigo! Aleluia, irmãos, aleluia!

A voz de Marília e de seus irmãos:

- Aleluia, Senhor! Aleluia! Aleluia!

A voz do Pastor Virgílio:

- Glorifiquemos a Deus, como Moisés glorificou em sua poderosa fé em relação a Ele! Sejamos como Moisés, irmãos, sejamos como ele, como ele diante do nosso Senhor Deus!

A voz de Marília e de seus irmãos:

- Aleluia! Glória a Deus! Aleluia!

A voz do Pastor Virgílio:

- Ergamos nossas mãos aos céus, vejo Anjos Do Senhor aqui pairando! Vejam, irmãos, vejam, Anjos aqui a pairar,Anjos aqui conosco a rezar, Anjos aqui, Anjos aqui, Anjos aqui! Aleluia, Aleluia, Aleluia!

A voz de Marília e de seus irmãos:

- Aleluia! Aleluia! Aleluia, Jesus!

A voz do Pastor Virgílio:

- Em fé, em nossa fé, em nossa fé, louvemos ao nosso Senhor Deus, nosso Senhor Deus, nosso Senhor Deus!

A voz de Marília e de seus irmãos:

- Aleluia, Senhor! Aleluia! Aleluia! Aleluia, Senhor!

A rotina de Marília é essa, leitores que talvez sejam ou não crentes no tal de Deus. Rotina de mulher bem oferecida aos braços de Jesus, uma noiva perfeita de Jesus, tão bozinha, caridosa e amiga da caridade cristã. Marília ferve, Marília entra em êxtase, todo orgasmo que um homem não lhe dá ela tem ali nos momentos de oferta da palavra ao Senhor de seu pastor, em sua igreja.

E o Pastor Virgílio vai declarando mais acerca de seu Deus!

E Marília vai mais gritando aleluias, aleluias, aleluias!

E o Pastor Virgílio vai aos êxtases mais soberanos em delírios sagrados ao ver de todos ali na igreja!

E Marília delira acompanhando os êxtases de todos e gritando aleluia, aleluia, aleluia!

Pastor Virgílio grita, grita, grita!

Marília grita, grita, grita!

Pastor Virgílio grita, grita, grita!

Maríli grita, grita, grita!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Aleluia, irmãos, aleluia!

Deus, o caralho, leitores crentes e descrentes!

Jesus, o caralho, leitores crentes e descrentes!

Na Igreja Do Cu Das Abominações, filial da Igreja Universal Dos Reinos Infernais, o Pastor Virgílio parodia a Bíblia e debocha desta mijando por sobre o cadáver de sete bebês degolados e carbonizados em chamas onde também se encontravam suas mães!

Marília!

A doce Marília!

A cristã Marília!

A virgem Marília!

Marília, de quatro, nua, é currada por um cavalo negro cujo pau mede mais de um metro e trinta, pelo cu!

Marília grita pelo seu cu sendo rasgado em honra aos Infernos!

Marília debocha aos gritos da fé cristã em honra aos Infernos!

Os irmãos da Igreja, os homens, deixam-se currar por cães!

As irmãs da Igreja, as mulheres, deixam-se currar por jegues!

CURRADOS!

ALELUIA!

CURRADAS!

ALELUIA!

GLÓRIA AO CURRAR!

GLÓRIA AO DEIXAR-SE CURRAR!

GLÓRIA AOS CURRADOS!

GLÓRIA AO CU ARROMBADO!

GLÓRIA AO CU ARROMBADO DE MARÍLIA!

GLÓRIAS AOS CUS ARROMBADOS DE TODOS OS IRMÃOS DE MARÍLIA!

GLÓRIAS, CUS ARROMBADOS!!!

GLÓRIAS, CUS ARROMBADOS!!!

GLÓRIAS, CUS ARROMBADOS!!!

GLÓRIAS, CUS ARROMBADOS!!!

CAVALOS, ARROMBEM!!!

JEGUES, ARROMBEM!!!

CÃES, ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

ALUCINADAMENTE, ARROMBEM!!!

SOLIDAMENTE, ARROMBEM!!!

ULTRAVIOLENTAMENTE, ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

ARROMBEM!!!

MARÍLIA QUER SER ARROMBADA MAIS, ELA GARGALHA!!!

ELAS QUEREM SER ARROMBADAS MAIS, ELAS GARGALHAM!!!

ELES QUEREM SER ARROMBADOS MAIS, ELES GARGALHAM!!!

GARGALHA, MARÍLIA ARROMBADA!!!

GARGALHEM, IRMÃS ARROMBADAS!!!

GARGALHEM, IRMÃOS ARROMBADOS!!!

GARGALHA, PASTOR VIRGÍLIO!!!

O Pastor Virgílio, sendo currado pelo seu filho de quinze anos, de quatro:

- Aleluia ao Diabo! Aleluia a Moloch! Aleluia a Belzebuth! Aleluia a Astaroth! Aleluia a Baphomet! Aleluia a Lilith! Aleluia, Aleluia, ALELUIA! QUEIMEM NA PERDIÇÃO, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM NA INFERNAL ORAÇÃO, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM NA ENTREGA AO PRAZER QUE PODEM TER PARA SALVÁ-LOS, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM OS CUS PARA OS BEIJOS DAS PUTAS INFERNAIS, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM OS CUS PARA AS DEDADAS DOS DEMÔNIOS, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM OS CUS PARA A CONSAGRAÇÃO DOS VOSSOS SEGREDOS REVELADOS NA PERDIÇÃO DEDICADA AOS INFERNOS, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM, HOMEM E ANIMAL, MULHER E ANIMAL, LIBERTEM-SE DA CHAMA DO CRISTO DESGRAÇADO QUE VOS ANIQUILA AS VONTADES, SAGRADO É O INFERNO! QUEIMEM, Ó DIABO, Ó LILITH, SAGRADO É O INFERNO!

O Pastor Virgílio pára de gritar, O Diabo põe em sua boca o pau, o qual ele delicadamente começa a consagrar com as suas lambidas e chupadas.

Marília pára de gritar, ela agora está com a vulva de Lilith em sua cara a roçar e a fazer-lhe lambê-la e chupar.

Todos os irmãos param de gritar, Demônios surgem e preenchem as bocas deles com hóstias enroscadas e inseridas em paus e bucetas infernais.

Filosofia perdida, filosofia encontrada, onde está a nota ausente que poderia em meio ao bacanal de homens, mulheres, animais e Demõnios? Notas ausentes a mais na nota ausente, aquela nota da liberdade de fazer-de Templo Das Abominações Para As Glórias Infernais! As gargalhadas, o suor, as chupadas... Ah, quantas chupadas, chupadas monumentais, monumentos de chupadas! Ah, chupadas, odes ao filosófico estrondo de uma Filosofia Infernal, a do encontro dos Bacos com as Messalinas, a do encontro de Sodomas com Gomorras, a do encontro de putas das esquinas cariocas com putas de bailes funk, a do encontro de estupradores com pedófilos, a do encontro de santas e de santos libertinos, destemidos heróis de uma existência toda tomada pelas furiosas parcelas de participações nas elucubrações dialéticas da foda que filosofa! A igreja sagrada, sagrada com o pau chupado, sagrada com a buceta chupada, ó honra dos desgraçados amantes das perdições, ó ode aos desregrados filhos dos estupros e dos assassinanatos, ó onda de exaltação da buceta e do cu e do caralho gostoso da foda ritual nas tetas da Deusa Loucura Chupando A Buceta Da Deusa Luxúria! Igreja que filosofa, é bom abominar, é bom O Abominável, é a atitude do encontro com a selvageria interior, a parcela exata das inexatas proporções de quanto vale um homem que pode foder para estrangular e outro homem que pode foder para esfaquear milhões de vezes uma odiada buceta e um odiado cu! A Igreja Da Abominação, Eterna Igreja Da Abominação, Igreja de lá, de lá onde filosofias são chamas jocosas a sorrirem, a rirem e a gargalharem da Humanidade entregue ao Foder Abominável! Avemus Foda, Avemus Abominável, Avemus, Avemus, Avemus, Aleluia, Aleluia, Aleluia!

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

AMEN

Bela igreja para se freqüentar.

Levo qualquer um de vós, leitores crentes e descrentes, até lá.

Mas, antes, terão que me chupar.

Inominável Ser

CHUPADO

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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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