quinta-feira, 24 de abril de 2008

A Casa Das Antigas Realidades

- Existe um simples lado de tudo isso que definimos como a nossa Realidade. Seremos tolos se formos crer nos palmos bem próximos das terras batidas nas quais nunca pisamos por sermos tão diletamente covardes. Tolos por cedermos aos conceitos de um modo medíocre de seguir as pistas do que há Além-Do-Mundo. Tomei a coragem, Alexander Erasmus, e concedi-me ao vasculhar das Antigas Realidades, descobrindo Mundos que nem mesmo Lovecraft tencionou acessar. Fui longe, propus o meu próprio Necronomicon visando atingir Coisas que esquecidas foram abaixo dos túmulos de concretos de nossas atuais cidades. Você agora está ciente do que alcancei, não menti quando afirmei que Bahastero Daremau Umaneroon me concedeu o Iukor.

- Tolas são as tuas convicções em tais Mundos, Pierre, muito tolas! Somos homens racionais, homens deste século vinte e um no qual definidas estão as novas diretrizes do Pensamento Humano! Coisas do tipo, assim como crer no Diabo, são heranças de tempos ignorantes já enterrados!

- O Diabo, meu amigo Alexander Erasmus, tem mais a oferecer do que o Prato Limpo Do Limbo Na Mesa De Ofertas Alimentares Maiores.

- Você e suas tolas filosofias baratas, Pierre!

- Tolice, tolice, tolice... Por que os que buscam o Além-Do-Mundo são tolos, Alexander Erasmus?

- Sua loucura o cegou, Pierre! Que insanidade é esta de crer que acessou Mundos que distanciam-se de todas as provas científicas acerca do que fora está da Terra?

- A Ciência comum, a da contemporaneidade preocupada com doenças e com a Genética, Alexander Erasmus, já faliu em suas naturezas mais profundas e é apenas uma caricatura do que poderia ter sido para nós, homens deste século viente e um. Kadalaros, O Senhor De Adaros, ensinou-me A Ciência Dos Brilhos Do Ouro Constituido De Ferro, Tirando Do Ferro As Essências Douradas Dos Ovos De Mel Das Fertilidades Sagradas. Já notou o quanto de Sabedoria estou a derramar sobre este nosso mundo, Alexander Erasmus? Ciências, As Antigas Ciências, de um Tempo Antigo, Antigo Tempo De Outras Criações, Ouramatrea, Dasurt, Iuharer, Rehosutrer... Amigo, Contatos com Os Que Foram E Ainda Serão E Estão Sendo ocorre diariamente comigo!

- O que diariamente ocorre contigo é a elevação da sua psicopatia, Pierre! Você, é VOCÊ, O Ladrão De Orelhas!

- Ouvidos, ouvidos são as Chaves para que eu possa acessar as Antigas Realidades. Através deles, eu Ouço Harampoerasharash, Gaferamurosh, Sferauemortteor...

- Demente, você ouve é a ilusão da sua própria crueldade! Não me admiraria em nada se você também fosse O Estuprador De Gatos, O Martelador De Crânios, O Canibal Das Prostitutas, todo maníaco que vem sendo noticiado nesta cidade!

- Sou todos eles, Alexander Erasmus, meu amigo.

- Seu... Seu... Você matou Rachel e Corina, minhas irmãs!

- As marteladas eram necessárias, através das rachaduras daqueles crânios acessei Romoodearomwrunoafadesawur.

- Desgraçado! Desgraçado! Pierre, seu desgraçado!

- Isso mesmo, Alexander Erasmus, todo esse ódio é o que eu necessito para que a partir do teu crânio esmagado eu possa acessar Galawaryamudharaurewophotohae.

- Você vai ser descoberto, você vai ser preso! Você vai, Pierre! Você vai!

- Não, minha prisão não vai ocorrer, porque tenho muitos outros Mundos para acessar, nem que eu tenha que matar todos desta cidade. Já matei quinhentos e vinte para um população de setecentos e três habitantes... Não me descobriram, mesmo sendo convocada a CIA, o FBI... Continuam aqui e eu continuo matando e acessando as Antigas Realidades. Cento e oitenta faltam, somando dá-se o número nove, o número da minha Peregrinação, da minha Realização Final.

- A sua realização final será em uma cadeira elétrica, desgraçado!

- Alexander Erasmus, seu crânio já pode ser esmagado.

Com uma marreta de oitenta quilos, Jean-Pierre Trudeau Alvin abre o crânio de um amigo de infância, Alexander Erasmus Wallenstein Steinberg, Pierre e Alexander, vamos assim chamá-los, não estão em uma cidade e nem em local próximo a uma cidade. Pierre, o que com frieza e rosto endurecido, sem emoção, deflagra marretadas no crânio de Alexander, carregou este acorrentado para uma região do Limbo limitrofe entre os Espaços Dimensionais Ocultos Da Criação, através de fórmulas místicas aprendidas aos pés de Igoromonn. No silêncio entre chamas esverdeadas e amareladas, ele mata seu amigo de infância, cujo cadáver será lançado em mais uma das ruas da cidade na qual reside, cujo nome ele oculta a este que vos escreve a fim de narrar mais uma das suas façanhas terríveis. Findado o crime, Pierre joga a marreta em direção às chamas, ajoelha-se, envolve nas mãos a massa encefálica de seu amigo de infância e entoa um cântico na Antiga Língua Mais Estranha:



BAM BA RE ON

ER TU RE MO

ANER MAR ION DER

TUO DER FAU OIRE

RETIU YFAER DEASE REPO

ODO DASE SWQU ABDER

BDU ADERU IREMW DERE


ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR

ZAR


KE RE TU YO

FE RE TY FER

OLAO DEAO INEO

GERI DAE RUT REWU

IOLA DERO PAUR DUEU

URA VERIY UPET ERO


GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR

GAYR


EWE EWU EBRE EREUT

RE TUE REU TUB

BU DER PAO IFER


ASO

ASO

ASO

ASO

ASO

ASO

ASO


WEU DE RW UI

IFO ANU DRO RUB


GAN

GAN

GAN

GAN

GAN

GAN

GAN


BAU TA TE TGI


RON

RON

RON

RON

RON

RON

RON


NAR THU FER RUT


NOO

NOO

NOO

NOO

NOO

NOO

NOO


DAG GAR DRU IFE


AGD

AGD

AGD

AGD

AGD

AGD

AGD



Sob o efeito da firme e fria entoação do cântico, a Porta De Uma Casa Abre-Se. Pierre, em seu frio mover de pernas, o rosto preenchido de triunfo, caminha em direção à entrada da Casa, A Casa Das Antigas Realidades. Com uma imposição de mãos, sem olhar para o cadáver de Alexander Erasmus, amigo de infância, envia o mesmo para uma das ruas de sua cidade que já recebeu outros noventa cadáveres mortos da mesma maneira. Pierre adentra na Casa,,,

Quero ver...

Quero saber...

Você quer ver...

Você quer saber...

O que Pierre está a encontrar na Casa?

Como é Galawaryamudharaurewophotohae?

Isso ele me impede de ver...

Isso ele me impede de saber...

Isso ele te impede de ver...

Isso ele te impede de saber...

Ele me diz, ele te diz, isto:

- Pegue uma marreta, siga minha busca pelas Antigas Realidades, preencham as ruas de suas cidades com cadáveres e mais cadáveres. Assim, verão e saberão como são as Antigas Realidades.


Inominável Ser

MARRETANDO




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