domingo, 24 de agosto de 2008

O Lupino Romance Dos Predadores


A nuvem de sangue sobe e desce pelo solo de verde estrutura que já foi palco das imensas e ardentes batalhas dos Walaykhans contra os Deyzens na Era Rubra Das Medalhas De Bronze em seu 142º Século. Alekhys Saman, Caçador De Lobos, um homem bruto, perverso e friamente dedicado a ser um colecionador de espécies lupinas raras em Baerkmandahzun, O Mundo Maior Das Dimensões Do Universo Negro, não aguardava ter um fim, assim, tão nitidamente humilhante para a sua condição de temido Caçador, conhecida por todos os Mundos do Universo Negro. A lua negra enobrece o momento de vingança daquela que o feriu após uma luta de cinco dias pelas pradarias e montanhas da região de Baerkmandahzun conhecida como Ahra Maa'dar; luta da fera predadora contra predadora feroz, O Caçador E A Caçada, o homem e a loba. As condições da luta eram iguais, as pretensões dos dois combatentes eram iguais, mas fatores além da Matéria vieram a dar a vantagem para Laradekana Alusarak Karendelban XXVIII, Herdeira Lupina De Alusarak Karandelban, O Clã Lupino Dos Guerreiros Negros Das Sombras Da Criação. Laradekana, a belíssima Laradekana, à frente do ferido Alekhys, observa a ferida que no mesmo fizera, uma abertura de 15 cm de diâmetro no abdômen, efeito de uma mordida possante de suas presas na Forma Lupina de sua estrutura física. Seus lábios estão tomados pelo sangue do Caçador mais impiedoso do Universo Negro e sua nudez é encoberta pelos fios de sangue que lentamente escorrem a partir dos ferozes lábios...

- Lembras do que fizestes, Caçador, com os Clãs Das Terras De Landyyr?
- Vocês... Lycans... Vocês são monstros que não mercem conviver com os demais moradores deste Mundo...
- Pacificamente, antes das Guerras Lupinas, Tratados foram afirmados entre os da tua Raça e os da minha, tecendo uma linha ilimitada de comuns acordos que nos afastaram de conflitos por quinhentos mil séculos, até que o seu Clã, humano, decidiu por nos caçar sem justificativas.
- Monstros, meu Clã... Meu Clã caçou monstros...
- Não, seu Clã, Alekhys, caçou seres que apenas conviviam pacificamente com a Humanidade deste Mundo, sem os conflitivos desenvolvimentos dos resultados da vitória do meu Clã sobre os trezentos Clãs dos Zatawa'saajur'san-Namajau. Seu Clã se aproveitou da instabilidade dos Lycans para iniciar uma caçada sem sentido e...
- Sua desgraçada, houve um motivo... houve um sentido... Vocês... Vocês! Vocês, há seis milhões de séculos atrás, escravizavam a Humanidade de Baerkmandahzun e ofereciam os bebês humanos aos vossos caprichos carnívoros nos Banquetes De Alusarak Karendelban! Meu Clã não esqueceu... Os meus Ancestrais foram os que mais sofreram sob o vosso domínio... Secretamente, nos preparamos para... para... para um dia nos vingarmos...
- E uma vingança solitária contra a Raça mais poderosa deste Mundo?
- Os demais humanos deste Mundo estão escravizados pela falsa visão de que vocês, Lycans, são pacíficos...
- Nós, Lycans, no Universo Negro, formamos uma Primeira Força, muito maior do que as das demais Raças do mesmo. Há muito, nós teríamos conquistado todo este Universo, mas Os Primeiros Dos Lycans, O Inominável Casal Das Luas Negras Universais, Uiva em nossos Seres nos recomendando a convivência pacífica com as demais Raças. A vossa estupidez e a de vosso Clã, Alekhys, não foi compreendida nem pelos que eram teus amigos neste mundo, nem por aquela que te amava...
- Em onze séculos de nossa guerra contra vocês... onze séculos de vingança nossa contra o que nos fizeram... destruimos cinquenta e seis mil Clãs... matamos oitenta bilhões de vocês... tomamos as vossas Terras mais valiosas... queimamos vossas cidades mais esplendorosas... arrastamos vossos cadáveres até as terras de vosso Clã e os empilhamos para que pudessem saber que estavam condenados à extinção... O Inominável Casal não vos protegeu, vossos gritos e lágrimas não Lhes comoveram...
- Meu filho ainda grita...
- Seu filho... seu filho... fui eu que o matei... eu o torturei... eu o desmembrei... e lancei nos portões de Karamadasjys a cabeça dele... e o seu choro, Laradekana, foi a mais maravilhosa música que ouvi...
- Ultrapassastes todas as possíveis linhas com aquele crime, Alekhys, todas elas...
- Meu Clã, Lycan, estudou todos vocês... nós nos expandimos em redor de vossas Terras... incutimos em nossas crianças o ódio por todos vocês... procriamos tanto conscientemente de que um dia iniciariamos o vosso massacre que nos tornamos o Clã Humano Maior, em número de membros, deste Mundo... ultrapassamos o número de integrantes de vossos Clãs... mas... nós erramos... deveríamos ter aniquilado os Alusarak Karandelban primeiro...
- Estúpido, você acha que mesmo os vossos trezentos e oitenta decalhões de familiares seriam capazes de extinguir os Vinte E Dois Mil Alusarak Karandelban, O Clã Líder Dos Lycans deste Mundo?
- Não era um mito tolo... não era... o que dizia que vocês, os Alusakarak Karandelban, sempre seriam Os Vinte E Dois Mil Lupinos Seres Inderrubáveis... nós não tememos esse mito... iniciamos a nossa guerra... e eu tenho certeza que... tenho certeza, Laradekana... que todo o meu Clã... que você extinguiu nestes quatro últimos séculos... está gargalhando em Osthoros por ver que os Lycans foram reduzidos a apenas nove Clãs...
- Nem todos de vosso Clã gargalham em Osthoros, Alekhys. Lembras de Bamara, Lyuka, Lankhys e Alekhys II?
- Minha família, que você...
- Eu não os matei, eles foram aprisionados há dois séculos atrás em Manasaustha e estão hoje, aqui, para que a minha vingança e A Vingança Dos Alusarak Karandelban, seja cumprida!

Sete Lycans, em belas formas lupinas, escoltam quatro magérrimos humanos em direção a Laradekana e Alekhys. Este, esforçando-se, ergue a cabeça e visualiza a sua família, a qual havia sido dada como morta após a invasão das Terras De Faga pelas tropas de Alusarak Karandelban. Em um desespero que delicia Laradekana, Alekhys, o temido Caçador, o terrível Caçador, O Flagelo Dos Lycans De Baerkmandahzun, chora...

- Bamara... Lyuka... Lankhys... Alekhys... Amados... Preciosos...
- Não fale conosco, miserável, não fale!
- Bamana... Bamana...
- Você não tem que falar conosco, levastes a todos nós em direção à ruína, à ruína, com uma vingança que eu nunca quis que liderasses!
- Bamana, esses monstros...
- São melhores do que nós que os caçamos e matamos pelas Terras deste Mundo!
- Bamana... eles... eles te seduziram para o lado... deles?
- Não, não são como você, que seduziu Laradekana para que pudesses saber mais acerca dos Arcanos Ocultos Dos Lycans e manteve com ela, durante sete séculos, um romance enquanto esteve comigo casado!
- Tudo foi feito pela... vitória... a vitória... de nosso... nosso... Clã...
- Não, Alekhys, nunca foi a minha vingança, nem a de nossos filhos...
- Lyuka... Lankhys... Alekys...
- Eles prometeram uns aos outros, Alekhys, que jamais falariam contigo novamente.
- Sou... o pai... deles...
- Não, você não é um pai, um pai não mataria o seu próprio filho como tu matastes o teu filho com...
- AQUELE MONSTRO DESGRAÇADO NÃO ERA MEU FILHO!!!
- O teu filho com Laradekana.

O sangue de Alekhys ao solo, escorre com mais vigor, seu abdômen aberto força-o a deitar novamente sua cabeça, a dor física não é acompanhada pelo remorso. Bamana olha para Laradekana e chora, demonstrando o infinito remorso por ter participado da Caçada Aos Lycans no conflito que na História De Baerkmandahzun ficará conhecido como A Guerra Dos Samans Contra Os Lycans. A agora líder dos últimos nove Clãs Lycans de um Mundo que em sua parte humana lamenta pelo conflito e em sua parte não-humana alimenta ódio inexorável por Alekhys, que liderou seu Clã na Guerra, uiva para os seus companheiros na forma lupina. Eles uivam, rosnam e avançam sobre a família de Alekhys, que ouve apenas fracos gemidos da parte deles enquanto pele e ossos são mastigados pelas presas lupinas cruéis. Braços, pernas, troncos e crânios são cirurgicamente separados; Laradekana posiciona os membros em redor de Alekhys, que agora permanece com os olhos fechados, chorando, mais pelo fato de ter perdido a Guerra que deflagrou do que pela família dizimada por sete Lycans. Com um semblante vitorioso, Laradekana posiciona os crânios da esposa e dos filhos deles em redor de sua cabeça, ficando por alguns minutos a fitar-lhe as lágrimas. Seu semblante vitorioso, então, se desmancha, e uma melancólica face não esconde suas próprias lágrimas...

- Eu trai os Princípios de minha Raça, Alekhys, para que pudesse amá-lo... Ainda lhe amo... Tanto lhe amo que não o matarei e nem ordenarei a meus Lupinos Irmãos que matem-no... Quero que agonizes aqui por dias, o metabolismo humano no Universo Negro é bastante resistente do que em outros, tornando a morte natural de sua Raça bem dolorosa pelo corpo se recusar a apagar-se vitalmente... Massyan Alusarak Karandelban LXXIII, nosso filho, uiva neste momento em Osthoros... Os Lycans Continuarão A Uivar Eternamente Em Baerkmandahzun! E tu, meu amado, serás referido nos livros que serão futuramente escritos apenas como aquele que tentou nos extinguir aqui! Uivos Eternos Para O Vosso Partir!

Ela assume a sua forma lupina, uma Grande Loba Universal, correndo agora com os seus Irmãos em direção às suas Terras Naturais. Alekhys, o bravo, o forte, o destemido, o temido, humilhado, ferido e vencido, é deixado para que a Natureza de um Mundo novamente pacífico possa atuar para dar-lhe o mais do que merecido fim...

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Vinte e sete dias de agonia, vinte e sete noites de agonia: Alekhys, ou melhor, o organismo de Alekhys, resiste. Desce a vigésima oitava noite, a lua negra observa os já decompostos membros mortais da família dele e os vermes comendo-os e espalhando-se por cima dele. O único sentido que se mantém ativo nele é a audição e passos próximos são ouvidos, passos que estremecem o solo sinistro que, além de seu sangue, conta com o sangue de bilhões de guerreiros do passado, passado bélico do qual agora é parte histórica, parte histórica derrotada. Ele, com audição treinada devido a seus treinamentos militares, distingue seis homens caminhando em sua direção e parando a 3 m de distância. A voz, pequena, que ainda possui, é erguida:

- Ajudai-me, irmãos... irmãos humanos... Ajudai-me... sou... sou Alekhys Saman... um humano... humano... humano como vocês...
- É ele mesmo, Lord Nebula, como o rastro deixado pela luta entre ele e a Loba Laradekana declarou-nos. - Um dos homens dirige-se ao que se encontra no meio de um círculo formado por ele, à frente, e mais quatro em redor do primeiro.
- Recolham nosso inimigo, Quem Fere Uma Raça Do Abismo Fere A Todas As Raças Do Abismo. - A voz de Lord Nebula é um estrondo abismal que rompe os tímpanos de Alekhys, que passa a não ser mais ciente de nada e nem do que lhe reservará o futuro. - Tal criatura servirá bem como escravo para trabalhos forçados em nossa cidade; recolham-no, Vampiros, o fétido cheiro do que humanamente se decompõe é-me desagradável!


Inominável Ser
LUPINAMENTE
VAMPIRICAMENTE
ROMANTIZANDO







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