quarta-feira, 22 de outubro de 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 1ª EDIÇÃO





Inomináveis Saudações a todos!

Dando um tempo nos enterros realizados aqui neste blog, é com um prazerosamente abismal prazer que estou a escrever esta mensagem de apresentação de mais uma fase concreta de realizações que nascem do Projeto C.O.V.A.

Mesmo diante de um mundo que ultimamente pouco preza pela cultura e pelo conhecimento, pela capacidade de fazer acreditar que ainda se pode construir algo de valor e qualidade, eu e muitos outros continuam a lutar, mesmo contra tudo e todos que não apreciam as oportunidades de obtenção de cultura e o conhecimento. O objetivo do Projeto C.O.V.A. é esse, proporcionar, conjuntamente com a valorização do Universo Sombrio e de temáticas gerais que sejam propiciadoras de conhecimentos a mais a todos que os quiserem, uma organização de interesses culturamente amplos. Tais interesses não são levianos, nem medíocres e nem absurdos.

Creio nisto e, para o desespero de todos os meus inimigos e daqueles que pensam e dizem e torcem para que o Projeto C.O.V.A. não passe apenas de mais um projeto sem desenvolvimentos e finalidades concretas, faço hoje o lançamento oficial do nosso veículo virtual de divulgação de Arte, Literatura, Poesia, Música e Conhecimentos Gerais, a Webrevista Projeto C.O.V.A.

Será uma edição mensal, sempre contando com as contribuições dos que gostarem e apreciarem auxiliar na construção de algo. Nesta primeira edição, estes são os assuntos nela abordados:


Tributo A Álvares de Azevedo

Mitologia - Uma Pequena Introdução

Tatuagem - Algumas Considerações


Por se tratar de uma edição de estréia, as suas 52 páginas enfocaram em sua grande parte um dos maiores autores brasileiros, Álvares de Azevedo. Contamos, eu e a Elektra, a Demolidora Editora, que Administra junto comigo o fórum do Projeto C.O.V.A. no Forumeiros, com as contribuições de Alessandro Reiffer e Ariadne, Poesia e Desenho, dando uma apurada face à edição. Para baixá-la, escolham qualquer um dos links abaixo:


Media Fire


Badongo


Bigupload


Aos que se interessarem em enviar contribuições (artigos, poemas, contos, desenhos, ilustrações e fotografias) para as próximas edições, por favor, entrem em contato através deste e-mail:

projetocova@gmail.com

Leiam e enterrem-se nesta Cova!

Saudações Inomináveis a todos!




Melancolia - c.1618 - Domenico Feti


Links:

Projeto C.O.V.A. - Forumeiros

Projeto C.O.V.A. - Ning

Projeto C.O.V.A. - HI5
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domingo, 19 de outubro de 2008

Sibilar Serpentinamente Predatório


Hannah Karin sibilantemente percorre as vias do corpo de sua amante, dita como A Angustiada, ou, como nos humanos terrenos precisamos dar nomes aos seres, Juliette Assis Braz. O odor das coisas mortas, as coisas mortes das passadas dores, é sugado do Ser de Juliette pela habilidosa língua maliciosamente bem treinada de Hannah. Elas se envolvem em um ritual, estão diante de objetos dedicados a Borhomanopholekhar, O Demônio Maior Do Sangue, um dos Guardiães-Mestres Do Baixo Astral, Poderoso Imperador Assassino De Todos Os Filhos Das Luzes. O sangue menstrual de Juliette é bebido agora em uma taça de ferro de duzentos e vinte e um anos de idade por Hannah, e uma brisa gélida envolve o local, fazendo-as permanecer em um estado de transe satisfatório para o que está para vir. Os lábios delas entoam o Abataramon, um antigo cântico que recitado era pelos Magos Negros Da Assíria na Evocação de Barhomanopholekar. O cântico, A Sedutora Elevação Do Abismo... O Cântico, A Aproximação Singela Do Abismo... O Cântico, A Expressão Das Trombetas Do Abismo... O Cântico, A Inspiração Das Letras Do Abismo... O Cãntico, As Harmonias Musicais Do Abismo... Hannah cantora... Juliette cantora... Cântico... Cântico... Cântico...



LITHYU BARDAKAY

YHAMA UFRERAE

NIDYO LAA NAREN

NASAMA URTA EGAK

KALAU LUAOR REETA

ATEREN NAUMEN

MELUR RAKAU


SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN

SAHYN


LOKOU IDSES SEAU

UNAMA MANJA

JAAN NAOBA

BARATU TUISO

ODONA PEOTARA

GALYN NA HRUER

ROONA MANGER TAURY


YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB

YOONB


JARYUN NABRADAH JAOA

ANAMUN NOYTRE ERARUN

NAO PALAO GASA

RANAH RABAR

LAOIN INURE APANA

NASEON LUAROTE


GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN

GEBAYN


NAYNE ESRA

NAYFER DOORA

RABAKUR TEARA

AOREO OBANA GALOU

UNAERO OFERO FADERAU

IBYSA BARA

ERYSA ANARA

ADYRA ABARA


AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR

AGATUR


SOLOPUS AOAS

SABAKUS IHAURE

REENAN HTREOS

SALABAN NARAYN

NAEPOAR RAKEAU

UBERAN NAUREN

HARAU UMENA

NAPARAE ERATUY


LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON

LOON


ZE RAR MYR

ZE RAN MUR

ZE RAU MYR

ZE ROU MUR

ZE RAT MYR

ZE RAA MUR

ZE ROO MYR

ZE REA MUR

ZE ROY MYR

ZE RAB MUR

ZE RBA MYR

ZE RZA MUR

ZE RKO MYR

ZE RJA MUR

ZE RYT MYR

ZE ROP MUR

ZE RPN MYR

ZE RAU MUR


GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN

GAZUN


LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN

LADUN


NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR

NAGUR


RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR

RORUR



A Voz Do Abismo Torna-Se Um Trovão... A Voz Do Abismo Torna-Se Raio... A Voz Do Abismo Em Ascensão... A Voz Do Abismo Descendo... Hannah Grita Ao Abismo...



ZEEPAAARAUENAEO

ZEEPAUEIREAYER

ZEEPAUNEROAUERAHE



A Vez Do Abismo... As Vezes De Todas As Vezes Do Abismo... O Abismo Em Versos... O Abismo em Verbos... Abismo Poético... Abismo Verbal... Juliette Grita Ao Abismo...


OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO

OLODO



Gritos das Magas Negras! Gritos Da Magia Do Abismo! Gritos Da Magia Das Trevas! Gritos Da Antiga Magia Da Terra! O Kosmos Se Altera! O Kosmos Se Converte Em Esfera Austera! O Kosmos Se Compraz Na Busca Da Abismal Fera! O Kosmos Se Entrega Ao Afundar No Abismo! O Kosmos Traz O Abismo! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! O ABISMO CHEGA!!! As Magas Crescem! As Magas Sobem! As Magas Adormecem! As Magas Despertam! As Magas Obedecem! As Magas Desobedecem! As Magas Recebem! As Magas Recusam! As Magas Aplaudem! As Magas Vaiam! As Magas Encantam! As Magas Desencantam! As Magas Glorificam! As Magas Desgraçam! As Magas Reunem! As Magas Rompem! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!! A AMPLIDÃO DA NEGRA MAGIA DO ABISMO!!!


Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



Ele É Chamado!



BORHOMANOPHOLEKAR



GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! GRANDE DEMÔNIO EVOCADO!!! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele! Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele? Ele, Hannah? Ele, Juliette? Ele? Por que Ele não surgiu, Hannah? Por que Ele não surgiu, Juliette? Ei, Hannah, O Abismo esteve aí! Ei, Juliette, O Abismo esteve aí! Por que um dos Grandes Do Abismo não surgiu? Por que um dos Preciosos Do Abismo não surgiu? Por que um dos Ricos Do Abismo não surgiu? Falta de habilidades vossas? Falta de Poderes Maiores vossos? Falta de Profundidades Ritualísticas Maiores vossas? Claro que não, vós sois Magas Negras desde primordiais infâncias, hábeis, profundamente hábeis! Não, vós sois Magas Negras desde as adultas vivências mais primais, extensamente poderosas! Não, vós sois Magas Negras catalisadoras dos mais abismais rituais, profundas operadoras de ímpares eficiências incomparáveis! Então, o que houve, POR QUE BORHOMANOPHOLEKAR NÃO SURGIU DIANTE DE VOCÊS?


Juliette chuta um punhal de prata para fora do círculo ritualístico, desfazendo um dos Símbolos Do Abismo que servem de Elemento Fortalecedor do Ritual que pratica com sua amante Hannah. Esta, afastando-se dela, ergue-se e fica de costas para a mesma, mas sem sair do círculo. Nervosa e suando, Juliette se desespera; de costas para ela, Hannah está calma e mui silenciosa.



- Hannah, qual foi a perturbação nas Esferas que não permitiu a vinda Dele? Fizemos o traçar do círculo em perfeito estado de alimentação das Formas que giramos aqui! Exercemos a Presença de nossos Espíritos com o oferecimento das nossas Expansões aqui! O que pode ter dado errado? O que pode ter dado errado, Hannah? Eu me preparei durante os vinte e dois anos de nossa associação para este momento, Este Momento, e agora tudo se abortou, tudo se desconstruiu, que Maga, que merdas de Magas, eu e você somos?

- A palavra merda não condiz comigo, Juliette. Não me denomine como tu és.

- Ah, então você se considera uma Maga melhor do que eu, Hannah?

- Se eu me considero melhor do que você, Juliette? Escute, nada pode parecer assim tão infértil aqui, é melhor sua intuição, sua Visão, agir melhor. Ou nada pode Ver agora?

- Se este Ritual fracassou, Hannah, a culpa é nossa, de nós duas, juntas! Nós o praticamos juntas! Juntas!

- Você praticou-o sozinho, Juliette.

- Como é que é, Hannah?

- Eu não pratiquei nada aqui.

- Que conversa é essa, agora, que eu e você estamos diante do nosso fracasso em conjunto?

- Seu fracasso, Juliette, seu fracasso.

- O que quer dizer com essa sua atitude de superior a mim, Hannah? Você esteve envolvida neste Ritual, nós o estudamos por vinte e dois anos, viramos noites e noites envolvidas nos trâmites das Execuções Ritualísticas, empenhamos as nossas finanças todas na obtenção destes materiais pela França, no Iraque, no Irã e em Israel! Aliás, tudo nesta casa, neste nosso Templo Do Abismo, foi conseguido às custas deste Ritual que fracassou! E você está tendo essa atitude de "Maga Suprema E Absoluta" por qual motivo?

- Veja, Juliette, Veja... Nós nos conhecemos, mesmo, há vinte e dois anos nesta Existência, desde que eu fui adotada pelos seus pais quando tinha nove anos de idade. Temos a mesma idade, mas não temos a mesma Idade; por isso, Juliette, eu tenho a propriedade de te dizer que o fracasso foi inteiramente seu e não meu, pois não estamos em paralelo e não podemos ser comparadas diante do Abismo. Você ainda é um Microorganismo Abismal, eu sou Algo que não possui explicação ou rotulação por meras palavras humanas.

- Você, Hannah, e sua imaginação... - Juliette gargalha. - Sempre brincando! Sei que está fazendo isso para me deixar aliviada deste nosso desempenho pífio, mas não vou me recuperar... Saiba, eu sonhava muito com este Encontro com Ele, vivemos muito tempo, desde nossos primeiros contatos com a Magia Do Abismo aos onze anos, apenas sendo predadoras do que estivesse ao nosso alcance e queríamos ser Predadoras De Tudo Nos Mundos. Sonhamos bem alto, altíssimas ficamos a sonhar com isso, durante e após bebermos o sangue de nossas vítimas nos Rituais Preparatórios a este Ritual. Neste aqui, hoje, nós falhamos... Mas, podemos recomeçar, Hannah, ainda temos mais vinte e dois anos para tentar Ver aqui em nosso mundo o Pai Nosso Que Está No Abismo! Ainda podemos Vê-lo, como O Vimos, juntas, no Abismo!

- Você não Viu nada neste mundo, Juliette, NADA, desde que tomastes a consciência de ti mesma nele.

- Esta sua conversa, Hannah, já está chegando ao leviano toque em coisas que você Sabe que não existem!

- Você, a sua Visão Espiritual, inexistentes, Juliette. Ainda não Viu, Juliette?

- Eu Vi, aqui, o nosso fracasso, Hannah!

- Ainda não Viu, Juliette?

- Você Sabe, Hannah, que eu sou uma clarividente, Vi que aqui Ele estaria, eu Vi! Mas, minha Visão, deu em nada! E a sua Visão, a de que seriamos as precursoras de uma Ordem Do Sangue Do Abismo aqui na Terra, ressuscitando os Templos dos Povos Abismais que caminharam aqui, como lemos no Capítulo Zero Do Livro Do Abismo? Ela também falhou, Hannah, e nós duas temos que ter a humildade de apenas nos conectar a Borhomanopholekar para pedirmos Poderes e Proteção agora.

- Sua Pequena Minhoca No Esquema Da Criação, Ainda Não Me
Viu?



Hannah volta-se para Juliette e esta, então, percebe, pela primeira vez, A Verdadeira Face de sua amante e irmã de criação... É um momento seu de espanto, Juliette! É um momento seu de horror, Juliette! É um momento seu de surpresa, Juliette! É um momento seu de pequenez, Juliette... Juliette, Juliette, Juliette... Maga Juliette, desde que a conheceu, jamais Viu? Juliette, desde que a beijou pela primeira vez aos nove anos de idade jamais Viu? Juliette, oh, Juliette, não Viu, jamais Viu? O que tu fazes agora, Juliette? O quê? Você se curva diante de Hannah? Você beija os pés de Hannah? Você se humilha diante de Hannah?



- Perdão, perdão, perdão! Eu... Eu... Eu...

- Sua Cegueira, Pequena Minha Na Criação, Não Justifica Mais Nada.

- Perdão... Perdão... Perdão...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Não É Da Serpentina Natureza.

- Eu... Eu...

- Você, Pequena Minha Na Criação, Não Envenena A Humana Nação.

- Como eu... Como eu... Não... Não...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Pare De Beijar Os Meus Pés.

- Não, não vou parar, não vou parar!

- Você, Pequena Minha Na Criação, Pare De Sujar Com Os Seus Lábios De Presa Os Meus Pés. Serpentes Jamais Fariam Isso, Você Não É Uma Serpente, Nunca Foi Uma Serpente, Nunca Será Uma Serpente.

- Nossa Senhora Lilith, Sen...

- Meu Nome Não Deve Ser Pronunciado A Partir De Vossos Lábios, Pequena Minhoca Na Criação. Cale-Se.

- Eu... Eu...

- Nos Conhecemos Há Vinte E Dois Anos Nesta Época, Pequena Minha Na Criação, Mas Meus Nove Anos De Idade Quando Te Encontrei Eram O Presente Do Nono Milênio Do Meu Caminhar No Planeta Terra, Milênio Ainda A Correntemente Ocorrer. Estou Aqui Há Novecentos E Vinte E Dois Anos E Sua Visão Não Deu Para Me Perceber Mesmo Quando Estes Lábios Que Para Mim Tomei Começaram Ao Vosso Corpo Todo Percorrer. Te Conheço Do Tempo Antigo E O Último Povo Abismal Da Terra Eu Governei, Como Diz O Capítulo Zero Do Livro Do Abismo. O Seu Nome Nele Está, Pequena Minhoca Na Criação, E Tu Não O Vistes.

- Meu Nome No Abismo... Eu Sei o meu Nome no Abismo... Eu Sei... Eu O Sei!

- Diga-O, Então, Agora, Pequena Minha Na Criação.

- Eurota!

- Não.

- Araman!

- Não.

- Jarba!

- Não.

- Asya!

- Não.

- Namana!

- Não.

- Bhalla!

- Não.

- Raga!

- Não.

- Walla...

- Não.

- Wamma...

- Não.

- Kyrya...

- Não...

- Lyryan...

- Não...

- Nagamarana...

- Não...

- Jeemma...

- Não.

- Adonya...

- Não...

- Não...

- Você Esqueceu Do Nome Que No Abismo Tens, Pequena Minhoca Na Criação. Você Traiu O Povo Do Abismo, A Maldição Das Luzes Para Você É O Nosso Castigo.

- Não, não é assim! Eu me lembro do meu Nome Abismal! Eu me lembro Dele! Me lembro Dele, Sen...

- Cale-se, Pequena Minha Na Criação, Não Diga O Meu Nome, Meu Nome Não Merece Ser Pronunciado Pelos Seus Traidores Lábios.

- Vinte e dois anos e eu não identifiquei... Vinte e dois anos... Não, como com vinte e dois anos ao seu lado... Não, eu... Eu... Eu...

- Você, Pequena Minhoca Na Criação, Não Vai Continuar Aqui Na Terra E Nem Em Outro Mundo Fora Do Abismo, Eu A Condeno Ao Encarceramento Em Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun.

- NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!!



Juliette é telecineticamente suspensa e seus braços são abertos, ao mesmo modo, em cruz, os punhos fechados, as pernas unidas. Aquela que foi sua amante, com o uso ainda da telecinésia, atrai para a sua mão esquerda o punhal que chutara para fora do círculo, refazendo o Símbolo Do Abismo apagado, que havia sido inscrito com uma pemba branca, com a ponta da Arma Ritualística. A mesma ponta da Arma é utilizada para desenhar pelo rosto de Juliette os Nove Símbolos De Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun; e, entre os seios, um pequeno furo é efetuado, fazendo-a sentir A Dos Dos Embrutecidos Encarcerados.



- Eu Te amei... Eu Te busquei...

- Você Amou A Sua Fracassada Magia, Pequena Minha Na Criação. Você Buscou O Seu Encarceramento Eterno Em Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun, Pequena Minhoca Na Criação.



Juliette vê aquela que tanto beijou, que tanto abraçou, que tanto amou, cravar o punhal na testa até o cabo e cair para trás, com os braços e as pernas cruzadas, no meio do círculo. Juliette, vertendo lágrimas, as lágrimas de seu mágico fracasso, Vê os Portões Do Abismo Abrirem-Se e avista um Antigo Conhecido, O Guardião De Todos Os Umbrais Abismais, Talavakharas-Anaruh. Com o Seu Negro Cajado, Ele Abre um dos Rubros Portões Secretos, suas lágrimas secam, seu Espírito começa a atravessar o Túnel De Abarashakarn em direção à sua Prisão, Oxowoarthlunfnan-Zt-Bordethlun...


Quinze segundos se passam no local do Ritual que Juliette considerava como um seu maior fracasso. Seu cadáver está caído acima do corpo daquela que lhe concedeu momentos amorosos vários. Esta, abre os olhos, os negros olhos serpentinos predadores, levando a mão esquerda ao cabo do punhal, retirando este lentamente da testa, que ao mesmo tempo faz o ferimento aberto, externa e internamente, desaparecer. Ela senta-se com o cadáver de Juliette no meio do círculo e fita-o serpentinamente serena... Ele senta-se com o cadáver de Juliette no meio do círculo e fita-o serpentinamente sereno, melhor agora, muito melhor agora, dizendo... Borhomanopholekar precisa do sangue ainda quente de um cadáver para se alimentar.



Inominável Ser

SERPENTINAMENTE

ALIMENTADO











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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

O Coveiro Inominável

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