segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Vingativo Respirante Brilho De Um Draconiano Filho Do Dragão Negro


Visualizar daqui a Cidade De Drakahn'an'ahmar, neste momento de retirada da virtude existencial da mesma, exalta toda a minha trajetória destruída pelos cães que habitavam-na. Ah, cães, cães, cães, que me humilharam como se eu fosse um horizonte degerativo do Terno Materno E Paterno Poder presente em todas as Coroas que se erguem da terra batida e molhada do Oeste... Viajei pelos mais sangrentos campos, dotei minha vertigem do arremedo são das potencialidades diante do fogo do carvalho e fiz rubra a intensidade repulsora das baixas formas que me acorrentavam. Ao me destruirem, o povo desta cidade executou a sua ruína, pois mais um deles eu não era e nem advinha da mesma fossa de lamas várias da qual todos nelas advinham. Vim de uma cidade extinta e lâminas revoltosas ditam a história da mesma nos anais ocultos das pequenas narrativas da Grande Estrada. Escrevendo meu nome em frutas sagradas, me iniciei na Magia e a erma estrada foi a minha única companhia até que um refúgio, que eu acreditava ser maternal, encontrei nos braços da cidade que hoje se torna um bolo de carne ressecada a queimar na Vossa fornalha...


Fui manipulado...


Fui enganado...


Fui devidamente incorporado a um arremesso de insultos e desavenças...


Fui espancado...


Fui aprisionado...


Fui violentado...


Fui torturado...


Fui queimado...


Fui jogado na fétida lama de uma rua escura...


Fui expulso...


E tive meus olhos arrancados...


E tive minhas mãos arrancadas...


E tive meus pés arrancados...


E me arrastaram para um deserto mui amargo...


Nu me deixaram...


Em meu ânus uma estaca cravaram...


Me arrastei pelo ardente deserto...


Me arrastei pelas ardentes areias...


O sol ardente tornou a minha pele inexistente...


O ardente sol destruiu a minha alma...


Não sei se foram dias...


Não sei se foram semanas...


Não sei se foram meses...


Não sei se foram anos...


Não sei se foram séculos...


Não sei se foram milênios...


Mas, eu muito ardi no deserto...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


Ardi...


A estaca em meu ânus não pude quebrar...


A estaca em meu ânus me fazia gritar cada vez que a me arrastar pela areia eu seguia um caminho que não me levava lugar nenhum...


A estaca em meu ânus ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Ardia...


Apenas areia eu comia...


Ratos comiam-me a pele...


Apenas água suja eu bebia...


Abutres comiam-me a pele...


E ninguém me encontrou...


E ninguém me via...


E ninguém aos meus gritos ouvia...


Caravanas passavam longe...


Bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


Sempre bem longe...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E nunca me viam...


E eu não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


Não morria...


E tudo isso porque ousei disto saber:



- Por que estamos fadados a apenas obedecer ao que vem do Alto, sendo Verdade ou sendo Mentira, e não oferecemos uma vista de nossos olhos, verdadeiramente abertos, para o que os Subterrâneos nos Oferece com todos os devidos Sorrisos em todos os Ocultos Lábios Neles Residentes?



A público, levei o questionamento. A público, incitei ao pensamento dos moradores da cidade. A público, iniciei um movimento de mais outros questionamentos e muitos partidos foram tomados. Eu era já um mago de renome na cidade, auxiliava aos mais pobres e aos mais ricos com a mesma humildade e o mesmo desapego, sem nada pedir, e esmolava diariamente pelas ruas a fim de dar aos miseráveis que por elas perambulavam o máximo do que necessitavam para não morrerem de fome ou sede, nem andarem nus a fim de serem vítimas de todo tipo de escárnio. Eu era um asceta a negar o contato com a mulher, pois a minha fama fazia com que muitas me desejassem; no entanto, absdorvido pela Formosura das visões que eu tinha do meu Interior e de um futuro brilhante para a cidade, e firme em meu ascetismo, resisti a cada uma delas concedendo-lhes maridos belos e desejáveis com leves feitiços de conquista realizáveis. Nos partidos que ficaram a meu lado, todas elas participaram com fervor e as discussões eram levadas a sério, todos queriam exatamente saber sobre o que eu verdadeiramente disse ao tocar no assunto do olhar para o que é rejeitado por ser desconhecido, ignorado e, muitas vezes, esquecido. Os Lordes Sha'atyr, A Igreja Da Suprema Trindade, A Elite Dos Dezesseis e Os Quinze Clãs ficaram contra mim, não gostaram da participação do povo em discussões públicas fervorosas, o povo estava a pensar demais e eles necessitavam que o povo continuasse a crer no que eles defendiam como uma única Verdade, que passava por várias Mentiras, que definida estava apenas com relação ao que do Alto advinha. E eu apenas pensava que o povo para Ti estava preparado... Pensava que o povo poderia amar-Te como eu amo... Pensava que o povo poderia respeitar-Te como eu respeito... Pensava que o povo poderia adorar-Te como mais próximo a ele do que tudo aquilo que dizem estar lá no Alto, como Tu próximo de mim e muitos outros iguais a mim estás... O povo temeu seus líderes, temeu cada um daqueles que lhes hipnotizava com as manipulações das crenças, dos conceitos e das rotineiras mensagens de teor doutrinário que mais se amparam em descidas do que em ascensões. E muitos do povo me manipularam contra os líderes, pois meus discursos inflamados a favor de uma atenção para com as Forças Respirantes Nos Subterrâneos, discursos em praças públicas da cidade, eram utilizados como armas que feriam aos interesses da alta cúpula de poder desta. Quando os líderes contra mim se voltaram diretamente, me caçando, me aprisionando, me torturando, todos que ouviam-me discursar em prol de um novo despertar interno de cada um deles me abandonaram... Me abandonaram, deixando-me solitariamente ser vítima das maiores atrocidades, das maiores crueldades, das maiores violações possíveis, contra um ser... E todos, obedecendo aos líderes, depois me acusaram de querer enganá-los, de querer atirá-los contra a ordem e as leis estabelecidas pelos organismos diretores da cidade... O povo me julgou, condenou, humilhou, ao lado dos líderes, que debochavam de mim quando iam à cadeia coordenar as sessões de tortura e os estupros aos quais eu era submetido, uma forma de dizerem que na cidade apenas havia uma voz, a voz deles, em tudo que a ela dizia respeito. Por essa voz, então, todos os castigos recebi no corpo, na alma, na integridade existencial minha e arrastando-me pelo deserto clamei...


clamei...


muito clamei...


clamei...


bastante clamei...


clamei...


por desérticos horizontes clamei...


clamei...


aos gritos...


clamei...


chorando...


clamei...


meu ânus perfurado...


clamei...


minha pele arrancada...


clamei...


eu não morria...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


e eu clamei...


não pela minha morte...


não pela cura de minha dor...


não pelo alívio do meu sofrer...


clamei por Ti...


por Ti...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


por Ti, Dragão Negro...


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


E por vingança. Por vingança, eu clamei a Ti, Dragão Nwegro. Clamei e Compreendo agora que todo meu sofrimento no deserto foi para que eu mais me identificasse com a Vossa Respiração nos subterrâneos d'alma minha de Draconiano Filho Vosso... Vossa Respiração em mim, Vossa Respiração em Vossos Filhos, não em uma cidade imerecedora de Vosso Existir. Esta cidade incinerando-se, Dragão Negro, eu erroneamente Vi como uma possível jóia para a Vossa Material Glória; porém, a cidade que agora queima revelou-se um reduto de venenosas frutas que se identificam mais com a Lama Moldada do que Convosco. Errei, Dragão Negro, e Compreendi que a minha vingança é também Vossa Vingança, pois Tu estavas em meus lábios, mesmo sabendo que eu errava, quando pelas praças dela eu discursava em Vosso Nome, mas sem citar-Lhe O Nome. Tu estavas comigo, Dragão, e nenhum deles percebia, nenhum deles Te merecia. Agora, Vejas, Vejas o que ocorre... Homem contra mulher... Mulher contra homem... Criança contra adulto... Adulto contra criança... Velhos contra crianças... Crianças contra velhos... Tu Respiras Silenciosamente incinerando a cidade, Dragão Negro. Incinerando a Cidade De Drakahn'an'ahmar com cada um dos trinta milhões de habitantes dela, ricos e pobres, os líderes e o povo, se matando através de recíprocas estacas cravadas nos ânus uns dos outros. Maravilhosa vingança minha, Dragão Negro. Maravilhosa vingança nossa, Dragão Negro. A mais maravilhosa Draconiana Vingança, Dragão Negro.



E Eu Desço

E Cativo

Os Noivos.

E Eu Subo

E Cativo

As Trevas.

Eu Bato

As Minhas Asas

E Assopro

No Coração

Das Serras.

Eu Solto

As Minhas Chamas

E Camuflo

As Minhas Esferas,

Eu Respiro

Abaixo,

Acima

E Entre

Todas As Coisas

E Me Convocam Sempre

Do Alto Da Mais Serena

Eterna Madrugada.

Eu Sou

O Dragão Negro,

O Pai Dos Draconianos Filhos

Do Eterno Fogo

Da Verdadeira Vida.

Eu Sou

O Dragão Negro,

Revestido De Corpos

Que Guerreiam Pelo Valor

Das Taças Antigas.

Eu Sou

O Dragão Negro,

Evocado Para A Vingança

De Meus

Draconianos Filhos,

Evocado Para A Minha

Eterna Vingança

Contra Aqueles Que

Me Ofendem

E Desafiam

Nas Peles

De Meus Filhos.

Eu Sou

O Dragão Negro

E Todos Que Se Vingam

Devem Chamar-Me

Quando No Deserto

De Suas Caminhadas

Tão Áridas

Estiverem Sendo Vítimas

Das Estacas Dos Malefícios

Rachando-Lhes As

Habitáveis Auroras

E As Crepusculares

Moradas.



DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!


DRACONIS UNIVERSUS NIGRI!!!



Inominável Ser

EVOCANDO

O DRAGÂO NEGRO











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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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