terça-feira, 9 de junho de 2009

Maus Estupradores Na Morada De Um Bom Demônio


Em Cada Tijolo

Desta Morada,

Eu Resido Como

O Resíduo

De Todas As Partes

Das Coisas

Que Não São Concluídas

E Nem Deflagradas.

Me Assemelho

Ao Ruído

Que É Contrário

A Todos Os Sons

Dos Mundos Infindos

Içados A Altos

Mui Altos Caminhos

Que Levam

Ao Dourado

Dos Sóis.

Repito Meu Nome

Diante De Uma

Teia De Sangue

Oferecida Às Paredes

De Minha Morada

Por Uma Aranha

Que Tem Meu

Nome.

Aguardo A Ruína

Que Me Fará

Cair De Minha

Morada

E Um Estrondo

Que Ecoa

No Assombro Da Terra

Percorre As Eras

Que Contém

A Minha História

Que Escrita Está

Em Todas As

Humanas

Moradas.

Sou A Tinta

Gasta.

Sou A Porta

Quebrada.

Sou A Janela

Roubada.

E As Soleiras

Clareadas São

Com O Brilho

Que Reside Em Mim

Na Hora Marcada

Pelas Visitas

Que Recebo

Das Sombras Amigas

Moradoras

Das Moradas Infernais.



Larissa, menina rica da família mais nobre de Copacabana, uma dessas meninas de alta estirpe cujos ancestrais remontam às encantandoras terras italianas, dona de uma dessas belezas que vagueiam pelas esferas das grandes mulheres que se destacaram por suas belezas. Estudante de Direito da mui afamada PUC, uma faculdade para pessoas de alta estirpe em sua essência, uma faculdade para meninas da estirpe de Larissa, uma alta dama da sociedade que muito preza pela alta estatura intelectiva dos de sua cepa. 22 anos, cabelos louros-claros ondulados, olhos verdes, corpo bem torneado, malhado, uma mistura de todas as mulheres fatais em um corpo alongado, bonito, forte, uma beleza, como dito antes, que a História faz com que se destaque em certas mulheres. Menina fina, bem educada, fala com todos, não tem nariz empinado, como dizem que a maioria dos endinheirados tem. Menina mui inteligente, primeiro lugar sempre em tudo esteve, melhor aluna de Direito da PUC, no segundo período e já sendo destaque em toda a faculdade por sua perspicácia e talentos inatos, por sua astúcia e altíssima capacidade oratória.


pena

que

assim

correndo

nua

sangrando

entre

as

pernas

pelos

corredores

com

um

pedaço

de

madeira

cravado

na

vagina

Larissa

não

seja

tão

esperta


Lúcio, jovem rico, esplendidamente rico, de uma estirpe advinda das terras norueguesas, um deus louro de beleza e de delicadeza, dono de uma androginia que confunde a todos em qualquer lugar. Estudante da PUC, de Direito, quarto período, veterano já, um dos destaques, após Larissa, do curso em questão. Uma mente brilhante, privilegiada, 26 anos, sempre sorridente e muito falante, mulherengo, mas responsável quando o assunto concentra-se nos estudos. Atleta, nada desde os cinco anos de idade e já foi campeão sul-americano e mundial de Natação na adolescência, resolvendo dedicar-se ao Direito na vida adulta, para trilhar uma carreira que sempre o fascinou. Seus discursos e sua liderança são máximas, quando fala domina totalmente o ambiente, todos gostam dele, todos confiam nele, Larissa gosta dele, Larissa confia nele.


pena

que

tão

bom

rapaz

tenha

decepcionado

Larissa

que

apaixonada

estava

por

ele

e

agora

corre

dele

pelos

corredores

com

um

pedaço

de

madeira

na

vagina

cravada

nua

desesperada

gritando

lacrimosa

quase

a

cair

quase

a

desmaiar


Richard, de origem inglesa, veio residir no Brasil aos nove anos de idade, aparentando ainda um leve sotaque. Seus ancestrais possuem os pés na Irlanda e alguns da Islândia, duas famílias de ricos senhores navegantes seculares e importantes. Também estudante de Direito da PUC como Larissa e Lúcio, sendo aos 25 anos de idade um grandiosíssimo especialista em Hegel, o qual estuda desde os dez anos de idade. No quarto período junto ao seu melhor e único amigo Lúcio, um tanto quanto recatado, sério e calado, sendo brilhante como aquele em seus discursos sempre pontuados por uma firme frieza bem objetiva e pausadamente calculada. Encantou-se com Larissa desde a primeira vez que a avistou na PUC e, como Lúcio, tornou-se grande amigo dela.


pena

que

Larissa

tenha

também

se

decepcionado

com

Richard

que

ela

via

como

um

irmão

e

agora

dele

corre

nua

pelos

corredores

sangrando

com

um

pedaço

de

madeira

cravado

na

vagina


Por que jovens como Lúcio e Richard assim estão a perseguir Larissa? Por que um jovem tão detentor de todos os atributos para conquistar Larissa, como Lúcio é, está assim correndo atrás dela? Por que um jovem que com o tempo poderia conquistar os sentimentos românticos de Larissa, como Richard, está assum correndo atrás dela? Voltemos no tempo, o tempo muito diz, o tempo é uma morada que tudo diz aos ouvidos que se abrem para os seus ecos diante das montanhas de lembranças gravadas em todas as moradas. Lúcio e Richard, fora de todo convívio social com os de sua estirpe, desde que se conheceram na adolescência compartilharam de gostos incomuns em relação ao sexo e outros bizarros estilos de vivenciar a realidade. Amantes de filmes mortais, repletos de muitos estupros e mortes reais; colecionadores de material referente à Pedofilia, bem como de práticas pedófilas efetuadas contra as suas irmãs ainda bebês; apreciadores de Zoofilia e praticantes do mesmo com as éguas dos haras de seus respectivos pais; e estupradores de meninas faveladas vendidas a eles por policiais corruptos que recolhiam-nas nas ruas. Diante da sociedade, da alta sociedade carioca, da alta sociedade brasileira, esses dois brilhantes jovens eram dotados de um finíssimo e íntegro caráter, de uma grande feitura e roupagem na personalidade isenta de desvios, maiores e menores, no convívio para com os de seu círculo de relacionamentos. Larissa, parte deste círculo, tornou-se para eles uma gigantesxca obsessão, sendo que eles praticavam campeonatos de masturbação em um apartamento que alugavam para estuprar as meninas faveladas no centro do Rio de Janeiro com fotos dela penduradas no teto; ganhava aquele que conseguisse ejacular diretamente no rosto dela em uma das fotos. Desde que conheceram-na, desejaram-na, um desejo destes que fazem frente a desejos como o do fogo pelo seu expandir em uma área na qual esta mesma expansão facilitada seja qual a eclosão de invencíveis explosões de calor trazendo as infinitas sensações absolutas de torpor. A obsessão cresceu e junto com este crescer, um plano se formou, um plano que suas afiasdas mentes propuseram, um plano que ousadamente seria uma das obras capitais de suas existências como estupradores; gabam-se entre si eles dois pelo fato de terem estuprado mil e duzentas e quinze meninas faveladas, a maioria de onze anos de idade, elevando esse feito ao trono de um dos grandes feitos da Humanidade ou, como defendem, da parcela da Humanidade que praticam este fetiche condenado como crime legalmente falando. A obsessão cresceu ainda mais pelo fato deles nunca terem estuprado a uma menina ou mulher da alta sociedade; a cada conversa com Larissa, a cada olhar direcionado a Larissa, a cada abraço dado em Larissa, a cada beijo dado no rosto de Larissa, Lúcio e Richard faziam com que dita altíssima obsessão viesse a se tornar um plano para o estupro de Larissa. Um plano que envolvia, depois, o assassinato de Larissa e a redução do corpo de Larissa a cinzas em um forno crematório de um dos muitos traficantes amigos dos dois que lhes forneciam as meninas faveladas que estupravam.


Um prédio abandonado, em um bairro quase deserto, do qual nem o nome sabem, na cidade do Rio de Janeiro, foi escolhido para o estupro e assassinato de Larissa. A última aula que os três assistiram juntos deu-se no dia 05 de maio de 2009; após a aula, Larissa foi por eles convidada para beber uma cervejinha simpática em um barzinho da Urca. Inocente menina confiante nos tão refinados amigos que tinha, Larissa direcionou-se com eles para o barzinho, um lugar simpático frequentado por muitos artistas, modelos, prostitutas de luxo e michês, os dois últimos tipos não sendo incômodos para ela, que não tem em si preconceitos. Nas mentes dos tão refinados amigos dela, haviam apenas as imagens do estupro e diversas questões, tais como:


1- A buceta dela é fechadinha?

2- O cu dela é limpinho?

3- Os peitos dela são macios?

4- Será que ela chupa bem?

5 – Será que vai ter um orgasmo?

6- É uma piranha!

7- É uma puta!

8- É uma vagabunda!

9- É uma cachorra!


Rapazes refinados, rapazes mui refinados, Lúcio e Richard olhavam-na e olhavam-se furiosamente, a obsessão, o plano, bem próximos de realizarem, bem próximos de fazer-lhes estupradores e assassinos de Larissa. Esclareçamos algo aqui: os estupros para eles são esportes de refinadíssima estirpe, claro que moldados sob uma ótica de dominação masculina sobre o sexo feminino; e o assassinato era já um sonho antigo dos dois, um assassinato de uma mulher após esta ser por eles estuprada, algo que os dois, em livros que escreveram juntos e que nunca tiveram a coragem de enviar para uma editora ou publicarem utilizando os recursos financeiros de seus riquíssimos papais, confessam enfaticamente senhores de uma autêntica propensão para tal tipo de ato. Eles olhavam para os lábios dela bebendo o whisky, um whisky preparado com alguns tranquilizantes por um garçom do barzinho, um tal de Rafael, um patife estuprador como eles que sabia dos planos dos dois e que participaria do estupro, já que foi quem conseguiu para os dois outros patifes o prédio abandonado em um bairro que nem ele, também, sabe o nome. Larissa, perto das duas da manhã, começou a sentir-se sonolenta demais, e esta foi a sinalização para que Lúcio, Richard e Rafael (já na hora de sua saída do barzinho) agissem, levando-a para o carro, uma Ferrari cinza importada, do primeiro; o barzinho estava quase vazio e os poucos presentes eram apenas quatro casais de namorados dançando e beijando-se que nem perceberam a saída dos quatro, assim como os demais garçons e o dono do barzinho, ocupados em arrumar tudo pois às três horas o mesmo fecharia. Sob o efeito dos tranquilizantes, dados em doses minimamente aceitáveis, pouco a pouco, para que não dessem na vista em meio ao barzinho cheio caso ela desmaiasse na mesa onde estavam.


Larissa foi posta no banco de trás, no qual ficaram Richard e Rafael, a violentamente acariciarem-lhe todo o corpo, a desnudarem-lhe, a enfiarem os dedos na vagina dela com ferocidade, enquanto Lúcio, alucinado e suando muito, dirigia em direção ao prédio abandonado no bairro cujo nome ele e os outros dois estupradores desconheciam. E quem é este Rafael que surge no plano de imanência correspondente a este cruel relato de algo que ocorre muito com muitas filhas da alta sociedade nascidas em muitos berços dourados pelo mundo, mas que ficam ocultos para a grande massa porque elas são parte da estirpe de todos aqueles que mandam no mundo? Rafael é um rapaz de classe média alta, 29 anos, 2,02 m de estatura, halterofilista, formado na faculdade das ruas cariocas nas quais o sangue corre com mais velocidade, menos rico do que Lúcio e Richard, de uma família menos importante do que as de Lúcio e Richard, um ex-chefe de gangues de Copacabana envolvidas com a Extrema-Direita, tráfico de drogas, prostituição e estupros de meninas ricas da Zona Sul do Rio de Janeiro. Rafael é o ídolo, o único ídolo dos tão refinados Lúcio e Richard, um exemplo a ser seguido já que teve a coragem de estuprar sessenta e nove meninas ricas que, envergonhadas e com medo de aparecer nos jornais brasileiros envolvendo os importantes sobrenomes de suas famílias, não o denunciaram. Rafael foi expulso de casa pelos pais aos 22 anos depois de ser pego abusando sexualmente da irmã de treze anos, uma irmã com a qual ele fodia desde que ela tinha seis anos, com o consentimento bem claro dela. Rafael, indo morar sozinho em um apart na Urca, sustentou-se durante quatro anos como michê e ator pornô, realizando alguns filmes mortais patrocinados por abastados nobres homens alemães, até conseguir um emprego de garçom no barzinho que acima foi descrito, para manter uma fachada de homem honestíssimo, que ainda envolvido está com os filmes mortais, agora como produtor. Rafael conheceu Lúcio e Richard pela Internet, conversaram muito pelo MSN até marcarem um encontro em uma filmagem de um dos seus últimos filmes mortais, Arranquem A Buceta Dela!, na qual atua e dirige cinco atores especializados na arte do estupro e do assassinato de nove meninos de rua sequestrados no centro do Rio. Rafael, comercializando esses filmes, possui uma pequena fortuna que já ultrapassou há muito a de sua família, e trabalha como garçom não apenas para manter uma estampa de bom moço trabalhador, mas para ficar perto dos frequentadores, ou, melhor dizendo, das frequentadoras, sendo que destas já estuprou vinte e sete, sempre sem máscaras e contando com o silêncio delas, que por serem ricas e envergonhadas, não o denunciaram. Rafael seria o assassino de Larissa, combinado ficou no plano traçado por ele, Lúcio e Richard que Larissa seria morta por estrangulamento, para que o local do prédio onde a estuprassem não ficasse manchado com o sangue dela, facilitando a limpeza do mesmo após o estupro realizado com os recursos de instrumentos de suplício sumariamente utilizados.


mas

Rafael

ainda

não

matou

Larissa

que

corre

nua

pelos

corredores

do

prédio

descendo

escadas

caindo

gritando

com

um

pedaço

de

madeira

na

vagina

cravada


O que deu errado no plano dos três tão eficazes estupradores? O que pôde dar errado? Lúcio, Richard e Rafael levaram Larissa, nua, para o décimo primeiro andar do prédio abandonado no bairro que o nome lhes é desconhecido, para uma sala na qual já estavam alguns dos instrumentos de suplício acima mencionados. Lúcio, Richard e Rafael ficaram nus, ansiosamente passando a acariciar e a beijar o escultural corpo de Larissa, mas a excitação... O que? A excitação? Qual excitação? Ora, ora, ora! Ora, ora, ora! Ora, ora, ora! Eles não ficaram excitados! Não estavam ficando excitados! Lúcio: 25 cm! Richard: 27 cm! Rafael: 42 cm! E nada de excitação da parte de estupradores tão eficientes! Nem o Viagra que Rafael sempre consigo trazia adiantou, eles não se excitaram, não conseguiram sequer uma pontinha de excitação diante da visão e do toque naquele corpão musculoso, macio e de altíssima qualidade, bem diferente de todas as meninas e mulheres que já haviam antes estuprado! Por quatro ou cinco horas ou seis horas, Lúcio, Richard e Rafael tentaram de tudo, até a masturbação, que, no entanto, não conseguiu fazer com que viesse a excitação que tanto queriam! O tempo passava, o nervosismo dele aumentava e os tranquilizantes dados à Larissa já perdiam os efeitos, até que Rafael, o mais cruel dos três estupradores cuja crueldade de estuprador somava-se ao seu ódio contra gays, nordestinos, negros, judeus e qualquer um que fosse, na mente dele, diferente da sua idéia de pureza, pegou um dos instrumentos que muito amava, um cabo de vassoura, e enfiou-o dez centímetros na vagina de Larissa! Rafael, rosnando, já nem demonstrando sanidade, mandou que Lúcio e Richard segurassem os braços dela, enquanto movia o cabo da vassoura para a frente e para trás, retirando sangue, machucando a parte interna toda da vagina de Larissa, gargalhando os três bem alto juntos, sem mais um pingo de sanidade! Larissa, cujos efeitos dos tranquilizantes se esvaziam, acordava, sentia a dor que nunca antes havia sentido, pois ainda era virgem, desconhecia os prazeres sexuais, e viu aquele homem monstruoso e nu à frente dela, agachado, lhe ferindo com o cabo da vassoura! Larissa olhou para os lados, ainda tonta, e viu que seus amigos, seus mui amados amados, com rostos ferozes, gargalhando, estavam a segurar-lhe enquanto aquele monstro agachado à sua frente lhe introduzia ultraviolentamente o cabo de vassoura na vagina! Larissa quis se entregar toda, não acreditava no que se passava, mas algo bateu dentro d'alma dela, um ódio bem profundo pelos três monstros que profanavam-lhe a virgindade, uma virgindade que, pelas convicções religiosas dela, era sagrada! Larissa, com um grito mui selvagem, desvencilhou-se de Lúcio e Richard, e quebrou o cabo da vassoura, deu uma joelhada no nariz de Rafael, que caiu por cima do outro pedaço de madeira, que cravou-se em seu abdômen, perfurando-lhe o intestino delgado! Larissa, praticante de Karatê Shotokan desde os sete anos de idade, faixa preta do quarto grau, partiu para cima de Lúcio e Richard, quebrando-lhes os narizes, mas não pôde continuar porque o pedaço da madeira do cabo da vassoura cravado em sua vagina não permitiu! Larissa, então, assustada, mesmo sabendo defender-se muitíssimo bem, saiu da sala e passou a correr pelos corredores, descendo escadas, caindo de escadas, manchando os degraus e os corredores com o seu sangue, sendo perseguidas por três estupradores que não queriam mais estuprá-la, mas, agora, assassinar-lhe!


Larissa

nua

desce

as

escadarias

o

pedaço

de

madeira

na

vagina

cravada

sangue

todo

manchando

degraus

corredores

e

algumas

paredes


Lúcio

nu

nariz

quebrado

tonto

corre

atrás

dela

não

mais

pensando

apenas

rosnando

qual

um

cão

raivoso

louco


Richard

nu

nariz

quebrado

tonto

corre

atrás

de

Larissa

também

rosnando

como

um

cão

raivoso

louco


Rafael

nu

pedaço

de

madeira

cravado

no

abdômen

perfurado

o

seu

intestino

delgado

corre

atrás

de

Larissa

rosnando

como

um

cão

raivoso

louco

tal

qual

Lúcio

e

Richard


No sexto andar, Larissa cai no corredor, e aproximam-se dela os três cães raivosos loucos estupradores, rosnando, sem nenhum sinal de civilidade ou de amor ao próximo ou, como dizem nas faculdades, indícios de homens que possam bem conviver com os demais em sociedade. À frente dos três surge, saindo de uma das salas escuras vazias, um homem bem alto, de branco, quando próximos estão dez metros de Larissa, que se vira, vê o homem que surgiu e se arrasta em direção à escadaria que leva ao quarto andar. Lúcio, Richard e Rafael, quais cães raivosos loucos mesmo, apenas babam, parados, em frente ao homem, que com uma voz bem firme e baixa assim se direciona a eles:



- Neste prédio, senhores, o respeito ao que aqui adormece traquilamente deve ser imposto em vossas atitudes. Deixem a moça que trouxeram para cá em paz, deixem-na ir e nada lhes ocorrerá aqui dentro que possa...



Lúcio, Richard e Rafael saltam em direção ao pescoço do homem, mordendo-lhe. O homem trajado totalmente de branco, até os sapatos, não solta um grito, deixa-se morder e, aparentemente, ser morto, pelos três, que seguem, depois, ao perseguir de Larissa, que já está no quinto andar, gritando de dor, correndo, segurando-se nas paredes, chorando e chamando pelo Deus dela, enquanto faz a pergunta que toda virgem cristã faz:



- Por que, Senhor Deus, por que?



Lúcio, Richard e Rafael chegam bem cansados ao quinto andar, banhados com o sangue do homem trajado totalmente de branco que mataram, avistando Larissa correndo muito mais à frente, ainda tendo forças para assim deles afastar-se. Os três, como cães raivosos loucos, uivam, curvam-se, põem as mãos no chão cheio do sangue de Larissa, lambem-no e, como cães mesmo, seguem atrás dela, retomando a velocidade anterior, até que próximos da escadaria que leva ao quarto andar, entre eles e Larissa, dez metros novamente, ressurge, saindo de outra sala escura abandonada, o mesmo homem trajado totalmente de branco que antes haviam assassinado.



- Senhores, pela segunda vez neste dia lhes digo para respeitarem o que aqui está adormecendo, não se envolvam com o que está adormecendo neste prédio. Deixem a moça que trouxeram para cá em paz, peço-lhe de novo, vão embora e...



Lúcio, Richard e Rafael atacam-no de novo, agora mordendo-lhe todo o corpo, com uma ferocidade digna dos animais selvagens enlouquecidas das florestas mais perigosas. O homem totalmente trajado de branco não reage de novo, deixando-se morder, até que aparentemente é morto de novo pelos três, que, muito mais cansados do que estavam ao chegarem ao quinto andar, partem, agora, arrastando-se e uivando, para o quarto andar, descendo os degraus da escadarias bem lentos. Larissa não está correndo mais e se arrasta, como eles, pela escadaria que leva ao terceiro andar. Larissa chega ao terceiro andar, a vagina doendo muito mais ao se arrastar pelo chão, fazendo o pedaço de madeira adentrar mais e ferir-lhe mais. Larissa chega às escadarias que levam ao segundo andar, enquanto que Lúcio, Richard e Rafael, em pé novamente, caminham pelos corredores do terceiro andar segurando-se nas paredes, mui cansados. Larissa consegue erguer-se, está perto das escadarias que leva ao primeiro andar e, amparando-se nos degraus com dificuldade, chega ao primeiro andar. Larissa segura-se nas paredes dos corredores do primeiro andar, próxima está do térreo, enquanto que Lúcio, Richard e Rafael chegam ao segundo andar. Larissa alcança o térreo, anda trinta metros e cai, não aguenta mais ficar em pé, não aguenta mais se arrastar, não aguenta mais gritar, não aguenta mais chorar, apenas seu corpo lhe responde que estirado ao chão quer continuar. Larissa ouve os rosnados de Lúcio, Richard e Rafael, que alcançam o primeiro andar, voltando a caminharem rápido, como se sentissem-na bem perto, como se o cheiro do sangue dela pelos corredores lhes indicasse que bem perto dela estavam. Larissa ouve os rosnados de Lúcio, Richard e Rafael bem mais perto, eles descem as escadarias até o térreo, uivando, estão a avistar-lhe estirada ao chão, com o pedaço de madeira agora todo cravado na vagina, pedaço de madeira que perfurou-lhe o útero três andares acima. Larissa ouve os rosnados de Lúcio, Richard e Rafael há dez metros de si e novamente o homem totalmente trajado de branco que havia sido assassinado duas vezes antes pelos três surge a frente destes.



- Três vezes assim eu surjo, duas vezes antes assim eu surgi e lhes pedi para respeitarem aqui ao que está adormecido, mas os senhores não respeitaram! Agora, então, o que aqui está adormecido desperta e o sabor de vosso sangue que fez com que o sangue desta moça aqui fosse derramado no que aqui está adormecido vai aplacar a fúria que agora desperta!



O homem totalmente trajado de branco assume uma forma horrenda, seu rosto transfigura-se na de um queimado com todas as feições distorcidas e sua estatura eleva-se quinze metros, alargando-se para os lados, alongando-se para trás, como a de um cão do mais baixo dos Círculos Infernais. Lúcio, Richard e Rafael param de rosnar, recuam e agacham-se, como cães amedrontados, perto de uma parede, enquanto que o Demônio que estava adormecendo no prédio e que despertou devido ao desrespeito deles, aproxima-se abrindo mandíbulas de espessuras e dimensões inimagináveis. Lúcio, Richard e Rafael são envoltos pelas mandíbulas, mastigados, seus gritos, uivos e rosnados de medo, o mais puro medo, são infinitamente superiores ao medo que geraram em todas as vítimas de seus estupros. Rafael, o pior dos três, sente mais medo do que as todas as mulheres que ele assassinou e organizou o assassinato em seus filmes mortais. Rafael, o pior dos três, sente mais medo do que sentiram todos aqueles que espancou pelas ruas do Rio de Janeiro por serem diferentes de seus ideais de pureza racial e social. Rafael, junto a Lúcio, junto a Richard, mastigados com calma, recebem em seus respectivos Espíritos os terrores todos sentidos pelas suas respectivas vítimas e se juntam às Legiões Dos Estupradores Que Serão Eternamente Estuprados no mais baixo Abismo Infernal...


Larissa nada presenciou, estirada, cansada, quase morta, longe da ação do Demônio que despertou, Demônio que assume novamente as feições e o corpo do homem trajado totalmente de branco que a ajudou a escapar dos três estupradores que pretendiam não mais estuprar-lhe, mas assassinar-lhe. Larissa apenas avista o rosto do homem trajado totalmente de branco, em pé, à sua esquerda, e com o pouco de forças ainda em si, diz-lhe:



- Senhor... Obrigada... Muito obrigada, senhor...

- Não sou o vosso Senhor, querida Larissa, nem lhe salvei daqueles três senhores para que agora possas me agradecer, mas me amaldiçoes, por favor.

- Amaldi... çoa-lo?

- Amaldiçoes a este que aqui está, eu não despertei para que não possam me oferecer algo em troca, um sacrifício, um presente. Amaldiçoes a este que aqui está, eu não vejo uma mulher há cinquenta milhões de anos, desde que me aprisionaram aqui neste prédio deste inominável lugar que vocês quatro invadiram, pois nem no mapa de vosso material mundo está. Amaldiçoes a este aqui, eu não toco em uma mulher há cinquenta milhões de anos e tu vais agora me acompanhar enquanto pela Eternidade eu ainda estiver aqui aprisionado e, agora, despertado para poder usufruir do mais belo corpo jamais visto por mim em uma mulher.



Um último grito Larissa dá.


E os da cidade do Rio de Janeiro nem se lembrarão mais que ela, Lúcio, Richard e Rafael existiram em seu lar.


Apagados os quatro foram da humana história.


Larissa Agora É A Esposa Do Demônio Aprisionado Em Um Prédio E Lugar Que Fora Da Terra E Do Inferno Está.


E Larissa será eternamente estuprada por um Demônio conhecido como O Pai De Todos Os Estupros, exilado dos Círculos Infernais por ter se atrevido a Satan estuprar.



Inominável Ser

UM BOM

DEMÔNIO


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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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