domingo, 28 de março de 2010

Katatonia - Day And Then The Shade




I will rise
To dreams of freedom
And avow
To return the treason that came under your reign
The day and then the shade
I have slept
Inside the season that froze within my grasp

All my fears come into view
There must be an end soon
When every waking hour
Is part of the lie

I will rise
Over glass cathedrals
And let go
With my eyes resting upon the nearing dark
The day and then the shade
I have slept
Within the reason that kept me so remote

Make a brand new vow
In the heat of the evening
The darkness swarms
I was nothing, ever
But red like the sun
Dying down over the freeway
Is the brand new sky
Over the mountain ridge












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domingo, 21 de março de 2010

Máscaras De Sangue Para Maahat E Zepar




A Lua Rubra...


O sangue escorrendo.


A Lua Rubra...


Centelhas de sangue escorrendo.


A Lua Rubra...


Miríades de sangue escorrendo.


A Lua Rubra...


Coroas de sangue escorrendo.


A Lua Rubra...


Cartas de sangue escorrendo.


A Lua Rubra...


Palmas de sangue escorrendo.


A Lua Rubra...



Veja O Lobo

Que Dos Infernos

Clama Pelo

Sangue Derramado.


Ei,

Lobo,

Quem Te Convoca

Para Banhar-Se?


Ei,

Lobo,

Quem Te Convoca

Para O Banquete?


Ei,

Lobo,

Quem Está Por Aí

Agora Sangrando?


Uiva,

Lobo,

Sente O Cheiro

Do Sangue Caindo...


Uiva,

Lobo,

Sente O Calor

Do Sangue Pulsando...


Uiva,

Lobo,

Sente O Chamado

Do Sangue Derramado...


A Rainha Dos Insetos

Cerca Já

Um Cadáver

Em Uma Esquina.


Vá Até Lá,

Lobo,

Lobo Zepar,

É Sangue Na Esquina!


Vá Até Lá,

Lobo Que Inspirou

A Morte De Mais Um

Humano Fodido!


Vá Até Lá,

Inspirador Lobo

Zepar,

Vá Até Lá!



Josephine vê mais um assassinado...


A Lua Rubra.


Josephine felicita-se com mais um assassinado...


A Lua Rubra.


Josephine festeja mais um assassinato...


A Lua Rubra.


Josephine ri ao ver mais um assassinato...


A Lua Rubra.


Josephine cumpre mais um Ritual De Assassinatos...


A Lua Rubra.


Josephine mira outros que podem ser assassinados...


A Lua Rubra.


Josephine mentalmente traça O Círculo Assassinante...


A Lua Rubra.


Josephine mentalmente empunhal O Punhal Sanguinário...


A Lua Rubra.


Josephine mentalmente entoa O Cântico Do Assassinato...



Discutam com as vossas

poderosas mortes,

caiam nas mãos

dos piores assassinatos!

Entrem na demanda

da rica morte,

pesem vossas jugulares

contra uma bala,

contra um machado

ou contra um punhal

ou adaga!

Percam-se,

miseráveis,

aos Espíritos que vós sois

ordeno que dobrem

vosso Ser

a Zepar!

Zepar

vos queimará

na fogueira de sangue

que se formará

com os vossos

assassinatos!

Zepar

vos desonrará

diante do espelho

da doença assassinante

advinda da arma

mais adorável!

Zepar

vos repreenderá,

pondo-vos como culpados

pela falta de sorte

ao encontrá-Lo

em vosso caminhar!

Zepar

se alegrará

diante de vossos

cadáveres!

Zepar,

com sabedoria,

provocará em vós todos

a mais preciosa

sangrenta morte!

Zepar,

Ó Ídolo Do Sangue

Atraente Dos

Círculos Infernais!

Zepar,

Meu Pai Zepar,

Estas São As Tuas

Vítimas!

Zepar,

Grande Duque Zepar,

ja'iaos

jas'oae

jasle'oo

jasole'o

jasoe'o

jased'ci

jader'aop

jauei'laoe

janse'pao

janmekr'sapa

janekr'peorp

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o

jande'o!!!



Morrendo.


A Lua Rubra...


Vão morrendo.


A Lua Rubra...


Morrendo mesmo.


A Lua Rubra...


Morrendo demais.


A Lua Rubra...


Mortes ao oeste da Terra.


A Lua Rubra...


Mortes ao leste da Terra.


A Lua Rubra...


Mortes ao norte da Terra.


A Lua Rubra...


Mortes ao sul da Terra.


A Lua Rubra...


Mortes no centro da Terra.


A Lua Rubra...


Mortes que de Zepar fazem Alta Fera!



MORREI, HUMANIDADE, A SIMPLES FACE DA MORTE TECE A ROTINA DE VALORES QUE EU DOS INFERNOS FAÇO GRITANTES DO ALIMENTO DE MINHAS LEGIÕES EM MINHAS VERDADES!!! MORREI, HUMANIDADE, ATIRO A FACA DIANTE DE VOSSOS CORAÇÕES DE NADA!!! MORREI, HUMANIDADE, ATIRO A LANÇA EM VOSSAS FACES DE FEALDADE!!! MORREI, HUMANIDADE, ATIRO A BALA EM VOSSAS GARGANTAS DE IRREALIDADES!!! MORREI, HUMANIDADE, SONHO COM A MORTE DE TODOS DA VOSSA ORDEM!!! MORREI, HUMANIDADE, SANGRE!!! MORREI, HUMANIDADE, DÁ-ME VOSSO SANGUE!!! MORREI, HUMANIDADE, DÁ-ME CADA VIOLENTA MORTE VOSSA!!! MORREI, HUMANIDADE, TROQUE A LUZ SOLAR PELA LUZ RUBRA LUNAR QUE ME ANUNCIA EM TODAS AS MAIS VIOLENTAS MORTES!!! MORREI, HUMANIDADE, A LUA RUBRA BRILHA EM MINHA FACE, UM MORTO, DOIS MORTOS, MIL MORTOS, TODOS OS VIOLENTAMENTE MORTOS, TODOS QUE ME AQUECEM NA ALIMENTANÇÃO SANGUINÁRIA QUE ME HONRA DIANTE DOS SETE MIL CORDEIROS SACRIFICADOS NA MONTANHA DOS LOBOS REALIZADOS!!! MORREI, HUMANIDADE, VIOLENTA TODAS AS VOSSAS CIDADES!!! MORREI, HUMANIDADE, VIOLENTO TODAS AS VOSSAS NAÇÕES!!! MORREI, HUMANIDADE, VIOLENTO TODAS OS VOSSOS LARES!!!



A Rubra Lua...


Uma lua.


A Rubra Lua...


A Lua Sangrenta.


A Rubra Lua...


A Lua Dos Assassinatos.


A Rubra Lua...


A Lua Dos Assassinos.


A Rubra Lua...


A Lua Das Violentas Mortes.


A Rubra Lua...


A Lua Bebedora Do Humano Sangue Derramado.


A Rubra Lua...


A Lua Que Dos Infernos Dilacera Violentamente Os Humanos Corretos E Os Humanos Errados.


A Rubra Lua...


A Lua De Zepar.


A Rubra Lua...


A Lua De Josephine.


A Rubra Lua...


A Lua Que Faz A Humanidade Sangrar.



Sou A Loba Da Morte,

A Rainha Infernal

Da Violência

Na Terra

E Nos Mundos

Onde Homens

E Mulheres

Ainda Estão

No Estado

De Feras

Que Se Devoram.

Meu Nome É

Maahat,

Tenho A Beleza

De Uma

Violenta Morte

E Meus Cabelos Envolvem

Cadáveres Putrefatos

Nos Cemitérios

Do Décimo Terceiro

Inferno Em

Ozmoloth

E

Irasthoum.

Me Agito

E Meu Amado

Zepar

Traga O Sangue

Que Envolve O Solo

Que Batizado Fica

Com Uma

Violenta Morte.

Maahat,

A Lua Rubra,

Filha Brilhante

Da Rubra Noite

Da Criação,

Refletindo O Sol Negro

E Enroscada Na Cauda

Da Lua Negra.

Meu Nome,

Humanidade,

É Maahat,

Filha Do Inferno,

A Rubra Assassina

Dos Círculos

Infernais,

A Rubra Corrupta

Dos Círculos

Infernais,

A Rubra Perversidade

Dos Círculos

Infernais.

O Meu Altar

É Todo Cadáver

Violentamente Moldado

Ao Solo Estirado.



Pesados os novos tempos, os ciclos lunares sangrentos irrompendo na horizontalidade capitular das ruínas dos internos mundos da Lua Rubra... Josephine Delacroix, grande enfermeira exemplar, grande Maga Negra de crueldade exemplar, encantadora de miríades de sangrentas sombras, molda raios de danações diante dos sacrifícios efetuados no altar de Seus Pais, a Duquesa Maahat, comandante de 415 Legiões Infernais, e o Duque Zepar, comandante de 28 Legiões Infernais... Altar construido em sua interioridade, em sua mente criativamente meticulosa na arte mágica do Rubro Assassinar... Altar de sacrifícios para Seus Pais... Mas, não são sacrifícios efetuados por loucos vestidos com mantos, encapuzados e armados com punhais; e nem rituais de Magia Negra levados a cabo por meros padres amorais. O sangue escorre do que ela e Seus Pais mais podem influenciar: das mesquinharias que fazem com que milhares de pessoas morram de fome; da corrupção política a aumentar ainda mais a miséria e a fome; das taras sexuais que alimentam todos os tipos de criminosos sexuais; das violentas reações da Humanidade em momentos de conflitos, medos, ódios e aflições; das guerras vitimando crianças de colo e levando homens e mulheres a se comportarem abaixo do comportamento das espécies animais; dos vícios de diversas drogas a fomentarem riquezas colossais de poderosos que nunca serão prisioneiros, jamais; da inveja a levar ao separatismo entre irmãs e irmãos; do ciúme doentio a tornar possíveis todos os crimes passionais; da gula, a arregimentar comportamentos alimentícios irracionais; do orgulho, a cegar as mais torpes almas mortais; de todas as más paixões, grilhões que prendem os seres humanos no mundo material, de existência a existência aumentando O Mal, Este Supremo Eterno Ser Vital para a sobrevivência de todos os Demônios no Panteão Infernal Maior: dentro de cada ser humano que a cada milionésimo de segundos se torna um ser pior!


Mundo contemporâneo, globalização, a revolução da Internet... Que Demônio exigiria sacrifícios de sangue como os de antigamente quando é mais fácil divulgar seus deteriorantes valores através do novo mundo que a Era De Aquário nos proporciona? Josephine não é a única dos Filhos de Maahat e Zepar a violentamente na Terra, de uma silenciosa forma, a atuar... Em todo canto... Em todos os campos... Onde as violências são necessárias aos Seres Infernais... Há um Filho de Maahat e Zepar...


Maahat se diverte, Ela faz a geração de violentas mortes que alimentam aos Demônios Do Assassinato.


Zepar se diverte, Ele faz a Lua Rubra nos humanos violentamente propensos a violentamente morrer, sangrar.


Josephine, cinicamente, finge ajudar jovens viciados em drogas em uma clínica particular em Jacarepaguá, mas leva, todas as noites, para cada um deles, oitenta e dois pacientes, uma carreirinha de pó para cada um mais no vício se afundar. E realiza seus Rubros Ritos Mentais sempre observando um viciado consumindo toda uma carreirinha de pó.


Sangrento Rubro Lunar Carnaval Em Rubro Sangrento Círculo Viciante Em Rubro Sangrento Humano Mar.


Inominável Ser

SANGRANDO

HUMANAMENTE

LUNAR









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sábado, 20 de março de 2010

Katatonia - My Twin





The neck, then the shame
The head is hung in shame
The neck, then the shame
The head is hung in shame

I thought that you had grown
That you would carry on
But now that I am gone
What else's been with drawn?

You used to be like my twin
And all it's been. Was it all for nothing?
Are you strong when you're with him?
The one who's placed you above us all

I think our love
I let it pass
It feels like fire
But it won't last

You used to be like my twin
And all it's been. Was it all for nothing?
Are you strong when you're with him?
The one who's placed you above us all

What is it coming to
I am unwilling to go on
You have lost
No one has won

You used to be like my twin
And all it's been. Was it all for nothing?
Are you strong when you're with him?
The one who's placed you above us all









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segunda-feira, 15 de março de 2010

Nove Textos Para Aradia


Potências repousaram neste elemento de ingestões de ares, tomaram rumos novos buscando densos jardins de brumas os Eleitos De Armach. A Mãe Das Abominações conteve em Sua Taça o esperma do Pai Das Salas Secretas, uma batalha determinou que toda vitória ao longo deste bosque de sangue irrompe na estrada mais longa que se agiganta quando os passos são de heróis na vanguarda dos mundos interiores. Heróis de sombras que rasgam os ventos determinantes do véu que A Senhora Do Cadafalsos usa para encobrir a Sua Pervertida Nudez. Livre está O Bode Da Corrupção, Kathalon proclama Seus Reinos próximos ao Sol Obscurecente Das Mais Desconhecidas Trevas.


Inscrição gravada nas pedras dos Portões De Orak



A ventania empurra algo do Portão, Aradia impulsionada à frente um pouco vai sendo. No entanto, não está no que se encontra além do Primeiro Portão o que ela procura. Ao lado, um esqueleto, um rato e um morcego, acompanhando o estupro de uma criança por dez homens. Aradia nem se mostra preocupada com o que ocorre, nem olha para o que ocorre, apesar dos gritos da criança, uma menina cega e surda, serem alucinantes. Aradia se afasta, o Portão e os demais Portões se fecham. Aradia caminha, retoma sua posição de sempre na Encruzilhada Das Estradas Abismais. Aradia olha para cima, sobe uma escadaria e chega a outra inscrição em outros Portões Abismais.


Em terrível desespero, fomos carregados para fora de nossos originais destinos e arrancados de nossos lares definidos. Arrastados fomos para ninhos inimigos e as fagulhas de nossos sonhos se tornaram alimentos de monstros medonhos. Jarlu Ke Tar acomoda-se acima de nossos corpos, cuspindo em nossas faces para mostrar o quanto somos escravos da desesperança estelar que brilha no firmamento a jazer em nosso fim. Inglório aceitar de morada final, definidora de nosso continuado destino, ao final.


Inscrição gravada nos Portões De Amylrah




Um cão adoentado, esqueleticamente formado, imensamente esfomeado, arrasta-se em direção ao Primeiro Portão, mas uma águia negra começa a devorá-lo. Ouvindo os latidos de dor do animal, Aradia não se abala, não se sensibiliza e continua lendo aquelas palavras inscritas naqueles Portões. O cão consegue utilizar as suas últimas forças para lutar contra a águia, mas sucumbe ante a força da rapina alada cruel e exagerada. Aradia não se importa em olhar para a luta entre os dois animais e se afasta dos Portões, ainda não está diante do Lar no qual possa seguramente adentrar. Aradia à Encruzilhada retorna, caminha mais um pouco, olha para baixo, desce uma escadaria de lama e esgoto. Outra inscrição em outros Portões Abismais no Abismal Lar esgotado que agora está a encontrar.



Veja a multiplicidade negando a tenra idade das ruínas dos Tempos Adeses. Akyymathon esperou dezenas de anos sem contagens para estabelecer o veículo que melhor navegaria entre as Esferas Amyssays e resguardou as sementes de centelhas refletindo as certezas de Laak em plenos realizadores Lares. Aos caminhos que morreram, guiadas para as cantorias pequenas as grandes confrarias que velam pelas buscas maiores de terrenos que permanecem nos desertos. Desertos e desertos, o campo das sentenças que condenam os terrenos ínfimos liberados da colheita recolhedora de todos os frutos menos deleitosos.


Inscrição gravada nos Portões De Amylak



Em um devaneio narrável, perto de Aradia seis homens cortam-se mutuamente com punhais dourados, não necessariamente em luta, mas ritualisticamente. Cortando-se nas gargantas, imitam movimentos de recebimentos de dádivas semelhantes ao sangue que jorra e molha os pés de Aradia. Aradia não sente o sangue, apenas sente em si ou tenta sentir o impacto das palavras lidas nos Portões diante do primeiro deles, mais uma vez diante de um primeiro Portão dos Portões que caminhando alcança. O sangue forma um X no solo. O sangue forma um Y no solo. O sangue forma um Z no solo. Os homens, em ritual de cortes, continuam, e Aradia sequer para eles olha. Aradia se move e mais uma vez retoma seus passos na Encruzilhada, olhando para a esquerda e concentrando-se no caminhar até outros Portões.



Há um engano presente na rota do percalço determinado pelos artigos do antigamente dotados de fendas abertas nas rochas de horas abordáveis de crostas infindáveis. Havia algo ruminante no Amanhã Cego e os clarões dentro dos povoados ermos das praias insinuantes nos redesenhamentos das colinas acalmaram as fúrias imantadoras de sentimentos de pura guerra em sangrentos movimentos de líquidos momentos. Sonhada a Gruta De Ibraryr dentro das Montanhas Magníficas De Belary, toda cidade enenenada pelos sibilos de Korak exibe escamas velozmente ressuscitantes das mesmas ruínas de muitas mais antigas envenenadas cidades. O ponto das chaves quebra-se, o tumulto revela a gritaria presente nas silenciosas terras.


Inscrição gravada nos Portões De Yborak



Repetindo o movimento de girar em redor de um amontoado de fezes, um velho, cujas vísceras estão expostas, os olhos vertendo sangue e os lábios e todo o corpo cheio de chagas, perto de Aradia está. Aradia não se perturba e nem fita o velho, apenas se integra ao que a inscrição em mais um primeiro Portão dos Portões que está a acessar diz ao seu estranho frio olhar. O velho vomita sangue. O velho vomita vidro. O velho vomita fezes que se amontoam acima das fezes ao solo já amontoadas. Nem o cheiro das fezes incomoda Aradia, que parte da frente dos Portões e com a mesma convicção de encontrar um Lar onde possa entrar retorna à Encruzilhada. Anda um tanto mais determinada e olhando para a direita toma um caminho que a guia até outros Portões.




O barco sangrento sobre as águas do Mar De Rokyh segue sendo guiado pelo Filho Das Brutas Águas Do Repousante Mar, Lararumantuhr. Aguardam o barco os Vigilantes Anamyer e todos que se encontram sem a esperança da salvação oferecida pelo Guardião De Cyar. Aguarda-se um chamado e um assobio no recanto oferecido pelos Filhos De Lyss aos que determinam o oriente secundado pelos proibidos textos referentes aos sulcos de terras queimadas em pleno oculto mar. O barco e o barqueiro, seguindo direto para o subterrâneo mundo mais abaixo dos subterrâneos véus que ordenam as estruturas dos horizontes que se chamam Delengolar.


Inscrição gravada nos Portões De Ryyldemahr



Sinos quebrados, uma mulher sem os braços acorrentada a eles pela cintura e um louco, nu, chicoteando-a, ao mesmo tempo que chuta a cabeça de um homem sem as pernas amarrado ao tronco de uma árvore espinhosa. Aradia fita a inscrição com um interesse da maior profundidade e friamente nem se importa com os sofredores perto de si, gritando por causa dos golpes recebidos do louco carrasco a lhes aprisionar. O louco bate impiedosamente na mulher sem braços. O louco bate impiedosamente no homem sem pernas. A mulher sem braços grita e clama por salvação. O homem sem pernas grita e clama por salvação. Aradia não sente, mais uma vez, que deva adentrar naqueles Portões e se afasta, voltando-se novamente para a Encruzilhada. Aradia retorna a alguns passos que já dera e encontra um novo rumo dentro de um rumo que já tomara, chegando em frente a mais um Portão de Portões que encontra na execução de sua caminhada.




Derrotas aqui foram forjadas, cairam deste patamar de vales rochosos inumeráveis crânios sedentos de ódio. Ódio alimenta a vertigem da nota perturbante máxima na Música Morta Determinante Da Sinfonia Gasta, morrer degolado forma a garantia de uma passagem através de mundos densamente formidáveis na ascensão em direção às sombras nascentes nas vias detentoras de raios caóticos. Caos nomeia a palavra que invade corações sangrando em frente aos olhos de sanguinários tenebrosos campeões nas Artes Dos Morticínios, Morte simboliza Glória, Morte simboliza Nascimento, Morte simboliza Engrandecimento, Morte simboliza Lembrança, Morte simboliza Momento, Morte simboliza Eternidade. Augusta Eternidade repousou os Pés diante de Lorok, abriu-se um mar onde estancado vai sendo o sangue das gargantas dos que gritam "VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI, VAI VAI". Ouve-se um grito ao norte espancando o vento suave que ancora-se ao guiar de um furacão. Ouve-se um grito ao sul dizendo que mais gritos ao centro erguem o solo sangrento. Quem ainda grita ao leste morrendo? Quem ainda grita ao oeste morrendo?


Inscrição gravada nos Portões De Deraath



Dois homens apunhalam-se no pescoço à frente de Aradia. Duas mulheres apunhalam-se na vagina atrás de Aradia. Duas crianças apunhalam-se nos olhos à esquerda de Aradia. Um idoso apunhala um recém-nascido no abdômen à direita de Aradia. Aradia não fita nada mais além da inscrição, impecavelmente concentra-se no que aquele Portão, mais um Primeiro Portão, diz-lhe ao olhar internamente mais capitular. O idoso apunhala-se no cu. O recém-nascido morde o pescoço do idoso. Uma das crianças bate sem parar, sangrando, a testa no solo. A outra criança abre o próprio abdômen com o punhal. Uma das mulheres corta a própria língua. A outra mulher come a língua que a outra de si mesma cortara. Um dos homens arranca o próprio pau com os dentes. O outro homem perfura os próprios ouvidos com o punhal. Aradia não sente que após esses Portões haja um Lar e parte dali novamente em direção à Encruzilhada. Caminhante ainda mui determinada, olha para trás, pega uma estrada curva e chega a mais Portões, pondo-se a ler as abismais letras presentes no Primeiro.



Veja a multiplicidade das desgraças como caminhos viajantes pelos caninos do Grande Cão Osborodos, ciente da deteriorante ruína operando na estuprante sina das cidades estremecidas pelo valor imundo das famintas doutrinas. Alimenta-te de desgraça, filho desgraçado da Criação em forma de Grande Desgraça. Alimenta-te de muita desgraça, filho mui desgraçado da Criação em forma de Eterna Desgraça. Dança, desgraçado, desgraça chama aliados, desgraças chamam todos os lados. Ó, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA, BENDITA DESGRAÇA,! Desgraça Mãe Do Abismo, Amai Os Vossos Desgraçados Abismais Filhos! Desgraçada Mãe Do Abismo, Acalentai Os Vossos Desgraçados Abismais Filhos!


Inscrição gravada nos Portões De Dyydorak



Castiga-se uma população de dois milhões de assassinos de vários tipos com os mais diversos instrumentos, métodos e variações. Quantos gritos... Quantos gemidos... Quantos pedidos por misericórdia... Carrascos, gigantes empunhando sangue e vísceras, sobem e descem chicotes, machados, espadas, lanças, punhais, adagas, todo tipo de cortante objeto encontrável nas mãos de torturadores cruéis e demasiadamente radicais. Aradia nem sequer ouve um gemido e a sua concentração única volta-se para a leitura da inscrição, uma leitura que não indica após aqueles Portões o seu tão buscado Lar, afinal. Aradia retorna à Encruzilhada, mais um retorno para a Encruzilhada com passos decididamente buscadores do maior repouso final possível em todos os Maiores Repousos Finais Do Abismo. Ela olha para cima mais uma vez, sobe uma escadaria toda cheia de fezes e chega em frente a outros Portões, a outra inscrição.



Vejas o riscado no peito do morto tonteado pela névoa que vem das irradiantes Rochas De Fafanur. Brilha no ferimento a chaga que matou almas que agora jazem nos braços de Gydehmayor-Rohak. Atingidas as pontes de negações, não se fala no Portal Dos Cristais Quebrados sobre o que ocorre terminando sempre no País De Layborah. Um gigante degolado guarda sete chaves e nove chaves foram perdidos quando o Limbo Da Chama Girante tomou conta da impiedosa marcha das Eras Anahas. Fez-se um tumulto que sacudiu a Rocha Verde e dentro da Corrente De Prata correu o sangue de mil naturezas deterioradas. Os Antigos escrevem na descida do sangue pelas ruas de Hylhgaemesh. Os Antigos escrevem BAYERTOMANAMHUERA. Os Antigos escrevem JAMAKOPEARTUEHRA. Os Antigos escrevem BAVAGEROGUTYHAADURA. Dagon poetiza. Ctulhu sussurra. Ahu Marzdu devora.


Inscrição gravada nos Portões De Laam-Mak-Yylo-Depa



Versos de Dagon pontuam uma orgia de bilhões em redor de Aradia. Sussurros de Ctulhu rasgam as sanidades de trilhões em redor de Aradia. Devorar, O Devorar De Ahu Marzdu escancara ao Fosso Das Almas Mais Condenadas as pobres perdidas muito desgraçadas almas de quatrilhões em redor de Aradia. Sexo. Loucura. Aprisionamento. Nesta Trindade que executa uma narração do Abismo para os que não caminham Nele Sabendo Aprender A Ser O Que Ele É, o Terrível Aspecto apenas situa-se no Eterno Espectro que governa os Horizontes Daquele. Aradia não sente o cheiro dos suores corporais dos que fodem em seu redor. Aradia não ouve os loucos gritos dos que enlouquecem em seu redor. Aradia não visualiza o Cair No Fosso dos que inexistencialmente perdem-se mais em seu redor. Aradia está lendo a inscrição. Aradia está lendo. Aradia não se sente como parte do que há atrás dos Portões que agora estão diante de si. Aradia, diante de mais um primeiro Portão, vê que não será ainda após os demais o seu Lar Encontrado, afinal. Aradia se afasta, para a Encruzilhada novamente. Aradia caminha dando voltas em redor do meio da Encruzilhada e encontra outro caminho para mais Portões, dos quais se aproxima para ler mais uma inscrição gravada com rutilante precisão.



Precisamos da Voz Que Não Fala. Precisamos da Voz Que Não Alcança. Precisamos da Voz Que Não Causa. Precisamos da Voz Que Não Participa. Precisamos da Voz Que Não Direciona. Alas Baryr matou sua Voz e entregou aos Mortos Sem Voz a garganta de mil Dragões. O Dragão Do Abismo De Escuridões Fatais, Jalumatah, Respirou, Respirou, Respirou... Três vezes O Dragão-Rei Do Abismo-Rei Do Abismo Respirou... Precisamos parar de respirar, Jalumatah Respira. Precisamos parar de tentar respirar, Jalumatah Respira. Precisamos parar de sermos um respirar, Jalumatah Respira. Precisamos parar de termos um respirar, Jalumatah Respira. Precisamos parar de temermos um respirar, Jalumatah Respira. Como vingança, Grande Vingança, pelos sacrifícios dos mil Dragões, Jalumatah acorrenta-se à Serpente-Dragão e Respira Naqueles Que Não Tem A Voz Dele Que Fala Como O Ar Pensa Em Alcançar O Que Está Dentro Do Ser Que Costuma Respirar Dentre Ossos E Pedaços Do Negro Colar.


Inscrição gravada nos Portões De Numuj



Caminhando sem direção, há em redor de Aradia berços e terrenos de Moradas e Campos que se perdem no Abismal Mar. Uma planície se eleva, um planalto cai, uma montanha desintegra-se, um trino ciclo repetindo-se em redor de Aradia. O firmamento assume todas as desconhecidas cores pelos que não estão no Abismo, acima de Aradia. Diante de Aradia, os Portões de Numuj abrem-se. Diante de Aradia, surgem outros Abismos no Abismo. Diante de Aradia, esqueléticas mãos surgem vindo em direção, saindo de cada Abismo do Abismo. Aradia segura em uma delas e parte para outro Abismo, já que em sua caminhada de imemorial tempo pela Encruzilhada do Abismo no qual estava, ela não encontrara para si um Lar. Abismo está em outro Abismo. Abismos estão em outros Abismos. Aradia está em outro Abismo.


Mais um Abismo no qual Aradia procurará um Lar. Tem sido assim com Aradia de Abismo a Abismo. Inumeráveis e inumeráveis Abismos no Abismo ela percorreu. As últimas nove inscrições lidas no Abismo do Abismo onde antes estava fazem parte de inumeráveis e inumeráveis inscrições em inumeráveis e inumeráveis Portões Naquele.


E na Encruzilhada de mais um Abismo, Aradia continua a sua busca por um Lar.


À frente, Aradia avista os primeiros Portões em mais um Abismo do Abismo onde agora está.


O primeiro Portão, a primeira inscrição...



Inominável Ser

BUSCANDO

EM SEU ABISMO

NO ABISMO

UM LAR








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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

O Coveiro Inominável

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