domingo, 18 de abril de 2010

Volac Está Me Arrastando Para O Abismo De Gob!


Nunca busquei o menos desde que era criança e mantive ininterruptamente sempre tendo em vista as maravilhosas riquezas que um mundo povoado de canalhas que roubam, estupram e matam poderia me dar. Roubei quando foi preciso, claro, confesso abertamente isso. Estuprei quando me deu vontade, as mulheres para mim são apenas para serem agarradas, usadas e jogadas fora em uma vala. Matei por prazer muita gente, tanto com as minhas próprias mãos quanto com algumas mandingas que sozinho aprendi... Sou Pedro Augusto Ferraz, um bem sucedido mestre na Arte da Magia Negra, sempre obtive tudo o que Satan poderia me conceder, desde rasgar o ventre de minha mãe com uma adaga até jogar minha filha de dez anos de um precipício em honra a Moloch. Matei todos os meus seis filhos assim, em honra ao Poderoso Moloch e esmaguei o crânio de meu pai com meus pés apenas para me divertir um pouco derramando no Mar Da Morte outra pessoa de meu próprio sangue. E bebi o sangue deles, da mulher que me deu à luz, dos meus filhos, de meu pai, fui me aperfeiçoando nessa maneira de fortalecer-me como Espírito do Inferno, e consegui muitas coisas agradáveis com isso. Não estudei em faculdade, não terminei meus estudos escolares, toda a minha autodidática ascensão foi fruto do meu empenho em cada vez mais me fazer um forte na perversidade, no Mal que é o Grande Pai Do Mundo. Até tive escolhas, durante trinta e sete anos neste planejado caminhar no Inferno, para abandonar tudo, me regenerar, formar uma família, foder todo dia com a mesma mulher sem estuprá-la e ser, como dizem os putos que acreditam em Deus, “feliz”. Tive essas escolhas, no entanto, minha natureza me guiou em direção ao crime, ao estupro, ao assassinato, à corrupção e ao roubo e, sem pestanejar, pratiquei toda barbaridade que cada um de vocês possa imaginar, sem limites e sem dores na minha consciência, que, para falar bem a verdade, eu nunca tive. A Magia Negra me deu muita coisa mesmo, eu Vi Satan, Belzebuth, Leviathan, Baal, Astaroth, Nergal, Behemoth, Asmodeus, Adramelech, Moloch, Naberus, Paymon, Maormer, Samael, Lilith, Nahemah, Linkamech, Jaranella, Adarasa, Astarte e toda a Confraria Infernal frequentemente, sem nem ao menos invocá-los, em meus sonhos, e segui todos os seus conselhos. Seguindo cada um Deles e, principalmente, ao meu Mentor Espiritual dentre Eles, fiquei rico, bilionário, vendendo drogas pelo mundo, contrabandeando armas, explorando a Pornografia Infantil, arregimentando escravas sexuais no Brasil para meus abastados clientes europeus e asiáticos, apoiando organizações criminosas, subornando policiais e todo o lixo que usa farda que possa ser corrompido, praticando a “caridade”, sendo “bonzinho” para com os pobres, me candidatando a um cargo político, ganhando todas as eleições das quais participei... Primeiramente, fui eleito vereador pelo Rio de Janeiro; depois, deputado estadual pelo mesmo Estado; a seguir, deputado federal, três vezes, por São Paulo; senador, duas vezes, na Bahia; e, neste ano de 2010, com a minha popularidade em alta liderando meu partido, o PUCEL (Partido da União Centralizadora Liberal), aclamado como “grande benfeitor dos pobres e oprimidos”, “o novo Getúlio Vargas”, “mais popular que o Lula”, me candidataria a Presidente da República e ganharia, com toda a certeza, graças ao Diabo. O Povo Do Inferno gosta da Política e todos os políticos são Demônios enrustidos; se vocês duvidam, porque acham que eles prometem que farão maravilhosos prodígios durante as eleições e, depois que eleitos, esquecem do que prometeram, quais Demônios que prometem aos que com Eles compactuam muitos tesouros e, ao fim de um tempo, se esquecem de seus “protegidos” e lhes arrastam para os Abismos Infernais? A Política pertence ao Inferno e não ao Reino Dos Céus, como as porras dos crentes católicos e protestantes costumam chamar ao buraco no qual eles crêem que a merda do Deus deles está. Meu passo maior como seguidor das Leis Infernais seria me tornar um político e afundar o Brasil em um reino de glórias nunca antes visto, derrubando todas as religiões e erguendo um altar ao Culto Do Diabo lá no Planalto Central, após dar um Golpe De Estado e me tornar Presidente Vitalício do país! A Palavra Infernal seria pelo mundo espalhada, a Internet seria minha grande aliada! O Império Do Inferno dominaria, após alguns anos de luta contra meus opositores (que eu derrubaria e empalaria do Alasca a Tóquio), todas as esferas de poder! E em 2069, conforme as minhas previsões, eu me tornaria O Imperador Da Terra! Sonhei muito alto? A ilusão tomou conta de mim? Ambicionei tudo além do que eu poderia ter? Sim, eu me vi como um César, um Napoleão, um Hitler, mas com mais sucesso do que cada um deles porque minha crença Naquele com o qual firmei um Pacto, dando-lhe minha alma em troca da Imortalidade Física e da Juventude Eterna a fim de que Ele me auxiliasse a dominar o mundo, era uma crença fortíssima e inabalável! Aquele, meu Mentor, meu amigo, meu Mestre e Verdadeiro Pai... me traiu... rasgou o Pacto... em uma emboscada, passeando de carro neste domingo ensolarado deste mês de abril pelo litoral carioca com os meus vinte e sete seguranças (ex-militares israelenses, mercenários bastante treinados e experientes, que contratei há sete anos) em seis furgões blindados, fui assassinado com mil tiros pelo corpo junto com todos eles... balas perfurantes de blindagens saídas de dez UZI's... cinco assassinos de aluguel (empunhando, cada um, uma UZI em cada mão), contratados na Inglaterra por um general brasileiro cuja filha de doze anos estuprei em uma festa na casa dele, na cama dele, assassinaram-me em frente à praia do Leblon... até agora estou ouvindo muita gente comemorar a minha morte... estão dando uma festa... meus inimigos estão dando festas... e eu, agora, todo ensanguentado, enquanto sinto meu corpo material dentro da geladeira do IML, vou sendo arrastado por Aquele, meu Mentor, meu Mestre, meu amigo, meu Verdadeiro Pai, Volac, para o Abismo De Gob!


- Vamos, Filho-Da-Puta, Vamos, Não Tenho A Eternidade Toda Para Te Arrastar Por Estes Pântanos!

- Pai, piedade!

- Pai, Piedade?


- O Senhor, meu Pai...


- Quem É O Senhor Aqui, Rapaz?


- Pai?


- Pai De Quem?


- Pai, o Senhor me prometeu...


- Eu Prometi A Você Algo, Rapaz?


- No Pacto que fizemos, eu pedi...


- Que Pacto Fizemos Entre Nós, Rapaz?


- Volac, seu...


- Eu O Quê, Rapaz?


- Volac...


- Cale A Boca, Estamos Em Um Pântano Que Exige Silêncio, Rapaz!


- Volac, seu desgraçado, você me prometeu o mundo todo!


- Rapaz, Não Sei Do Que Você Está Falando!


- Nosso Pacto, Volac, nosso Pacto!


- Rapaz Imbecil, Pensa Que Conhecia Demônios...


- Você não podia me enganar assim, Volac, não podia! Nenhum de vocês podia, eu fui um servo fiel do Inferno durante toda a minha vida!


- Um Servo Que Roubou, Estuprou E Matou Por Conta Própria, Nós Não Te Pedimos Isto, Rapaz.


- Como não pediram? E o que dizem os livros sobre...


- Se Estudasse Mais A Natureza Demoníaca, Rapaz, Saberia Que Nós Não Pedimos Crimes Como Roubos, Estupros E Assassinatos De Um Modo Direto, Apenas Sugestionamos E Inspiramos Para Que O Livre-Arbítrio De Nossos Humanos Seguidores Possa Escolher Sobre Fazer Ou Não Fazer O Que Assopramos Em Seus Ouvidos.


- Mas, se vocês são contrários ao que pregam os Filhos de Deus...


- Quem Você Acha, Rapaz, Que Nos Deu O Seu Rabo?


- Não minta mais, Volac, você sabe muito bem que...


- Quantas Obras Você Realizou Apenas Porque Ele Permitiu, Rapaz?


- Demônio, eu exijo uma verdade!


- Exigir Uma Verdade Diante Da Maior Verdade Que Está Abrindo-Se Diante Dos Seus Olhos? Você É Tão Imbecil Assim, Rapaz? Você É Tão Cego Assim, Rapaz? Não Estou Brincando, Não Estou Te Dizendo Uma Mentira Ou Arrumando Uma Outra Mentira Para Enganá-Lo. Se Os Demônios Pronunciam O Sagrado Nome De Deus Aqui No Inferno, Se Respeitam Tal Nome, É Porque Há Uma Sagrada Razão Para A Sua Presença Aqui Sendo Arrastado Por Mim Até O Abismo De Gob.


Volac está me arrastando, com correntes que estão presas ao Dragão de duas cabeças no qual está montando e que sempre o acompanha, por um pântano de fogos fátuos e sangue que grita contra a minha presença! É o sangue de todas as minhas vítimas exigindo vingança! Na lama estou sendo arrastado e em meu redor as trinta Legiões de Volac (cada uma possuindo 666.666 integrantes) fazem uma imensa festa comemorando o que o Líder Deles está a fazer! Me sinto humilhado pela primeira vez! Me sinto ofendido pela primeira vez! E, com medo, muito medo, pela primeira vez!



- Volac, me solte e me dê uma segunda chance, façamos um novo Pacto!


- Vamos, Seu Verme, E Cale A Boca!


- Volac!


- Terei Que Mandar Um Dos Meus Soldados Arrancar A Sua Língua?


- Volac, outro Pacto, dê-me outra chance!


- Outra Chance Para Fazer Mais Imbecilidades, Rapaz?


- Outra chance, Volac, para Te adorar! Para Te amar! Para...


- Não Preciso Da Sua Ridícula Adoração E Nem Do Seu Ridículo Amor, Rapaz.


- Volac!


- Não Fique Assim Desesperado, Não É O Inferno O Que Sempre Desejou?


- A Terra, um Império na Terra, Volac, seu desgraçado traidor, foi o que eu sempre desejei!


- Não Está Vendo Que O Seu Desejo Foi Realizado, Rapaz?


- Volac!


- Você Teve Seu Império Na Terra, Um Império De Roubos, Um Império De Estupros, Um Império De Assassiantos. Que Outro Império Você Queria, Rapaz?


- Volac, lembre-Se do nosso Pacto, do que estava no Contrato, lembre-Se!


- Meu Dragão Comeu Aquele Contrato, Rapaz, Quando Todas As Balas Que Te Enviaram Para Mim Acertaram O Seu Corpo.


- Por que me traiu, Volac? Por que me traiu, desgraçado?


- Na História, Rapaz, Demônios Sempre Serão Traidores. A Política Não Te Ensinou Que “O Roubo É A Arte Demoníaca Mais Utilizada Na História Pelos Que Sabem Manejar A Arma Da Mente Voltada Para O Estabelecimento De Uma Eterna Ideologia Maior”?


- Eu queria tudo, Volac, tudo que o mundo tem!


- Aquele Seu Mundo, Rapaz, Não Tem Nada. Quando A Tempestade Do Deserto Abrir Caminho Para Os Poderosos Impérios Do Abismo, A Terra Vai Ser Apenas Um Dos Muitos Mundos Por Eles Reconquistados. E Eu Estarei À Frente De Muitos Abismais Exércitos E Gob Estará Cagando Na Sua Cara No Planalto Central Quando O Brasil For Conquistado.




A festa dos Soldados de Volac fica maior, Eles ficam debochando da minha condição, do estado no qual me encontro, sendo arrastado pela lama de um pântano que nunca termina! Estou tentando me soltar das correntes! Estou tentando convencer Volac a reconsiderar! Me ajudem, eu preciso que me ajudem! Peçam a Volac para me perdoar! Peçam a Volac para me perdoar! Peçam, peçam, peçam!



- Me perdoe, Volac?


- Perdão Apenas Lá No Alto, Rapaz. Aqui, No Inferno, Condenação Por Um Tempo Fixado Lá.


- E o que eu fiz pelo Inferno, Volac, tudo que eu fiz, na Terra?


- Rapaz, Você É Mesmo Um Imbecil...


- Eu me doei por inteiro em toda crueldade possível e recebo de vocês isto?


- Imbecil!


- Me responda, Volac, por favor, me responda!


- Imbecil, Cale A Boca!


- Por que eu recebo...


- Imbecil, Para Onde Você Acha Que Vão Todos Que Fazem Pactos Com Demônios? Para Junto De Deus? Para O Paraíso? Para Um Mundo Perfeito?


- Sei que eu viria para cá, mas não assim... Eu era Imortal! Desceria em carne e osso ao Infernos quando fosse Imperador Da Terra, governando por Vocês aquele mundo! O que fiz de errado para me trairem, Volac? O que eu fiz de errado para Você, Mestre Volac, me trair?


- Nunca Fui Seu Mestre, Rapaz, E Não Me Atormente Mais Com As Suas Lamúrias De Cão Abandonado E Chutado Para Fora De Casa!


- Você me ensinou...


- Nunca Te Ensinei Nada, Rapaz, Eu Sempre O Enganei Falsamente Ensinando-Lhe “A Sabedoria Infernal”!


- Isso não pode ser verdade, Volac!


- No Inferno, Aqui No Inferno, Demônios Não Mentem, Rapaz!


- Exijo estar na presença dos Quatro Reis Coroados!


- Imbecil, Acha Que Os Quatro Reis Coroados Perderão Tempo Com Um Lixo Como Você?


- Quero falar com Eles!


- Você Está Indo Para A Sua Prisão Aqui No Inferno, Estará Logo Na Presença De Gob!


- Quero falar com os Quatro Reis Coroados!


- Acabou, Rapaz! Adrameezell, Corte A Língua Desse Verme Imbecil Agora!



Continuando a me arrastar, Volac ordena a um dos Seus Soldados que corte a minha língua! Mas, sem meu corpo, continuo tendo uma língua ou transmito minhas palavras pelo pensamento? Estou a conversar com Volac como se estivesse ainda vivo! Então, eu...



- Não, Adrameezell, espere!


- Adrameezell, Corte A Língua Desse Verme Agora!


- Volac, se aqui no Inferno estou falando como se já vivesse aqui há muito tempo...


- Até Que Enfim Você, Rapaz, Abandonou Uma Parte Da Sua Imbecilidade!


- O Espírito Que Eu Sou... Eu... Vim daqui... Daqui, do Inferno...


- Como Muitos Outros Que Morreram Na Mesma Hora Que Você E Que Outros Presidentes Infernais Estão A Arrastar Para Abismos Especiais Neste Exato Momento, Rapaz!


- Então, como explicar que a nossa crueldade e empenho em sermos bons seguidores diante do Panteão Infernal não faz parte do que Vocês nos Ensinaram, nos Inspirando em todo crime que praticamos?


- Vocês Tiveram Uma Chance De Redenção, Rapaz, Que Até Mesmo Os Quatro Reis Coroados, Se Tivessem A Permissão Para Isso Caso Quisessem, Aceitariam! Eu Aceitaria! No Entanto, A Sede De Poder, A Sede De Sangue E A Imbecilidade Humana Conhecida Como Ambição Falaram Mais Alto Fazendo Que Retornasse Mais Uma Vez Para Cá, O Seu Mundo Natal! Agora, Você Reclama, Rapaz? Você Não Quis Sempre Abraçar O Inferno? Por Que Está Tão Desesperado?


- Estou desesperado porque eu não merecia isso, tinhamos um Pacto, Volac, um Pacto! Eu lhe dei tudo que Sou! Eu me ajoelhei perante a Sua Presença! Eu pratiquei tudo o que Gob...


- Não Pronuncie Em Vão O Nome De Gob, Rapaz, Respeite Aquele Que Será Seu Carcereiro Daqui Por Diante!


- Não quero ser aprisionado!


- Você Fez Tudo Para Ser Aprisionado No Abismo De Gob, Rapaz! Agora, Perca A Sua Língua! Adrameezell, Corte A Língua Desse Imbecil Agora!



Adrameezell, gargalhando, monta em meu peito com uma adaga na mão esquerda! Eu viro o rosto! Não, ele corta meu rosto! Não, ele abre a minha boca! Não! Não! Não! Ele segura a minha língua! Ele corta a minha língua! Continuo sendo arrastado, arrastado, arrastado! Minha língua, Adrameezel gargalha e come a minha língua! Não, Volac, não me leve para lá! Volac, não continue a me arrastar para lá! Pare, Volac! Pare! Pare! Pare!



- Você me matou!



Mãe?



- Você me matou!



Pai?



- Você me estuprou!



Rita?



- Você me estuprou!



Sabrina?



- Ladrão!



Essas pessoas todas gritando isso!



    - Ladrão!



As pessoas que roubei, estuprei e matei, estou ouvindo todas gritarem comigo, me acusando, acusando, acusando, acusando! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem! Parem!



- Você me matou!


- Você me estuprou!


- Ladrão!

- Você me matou!


- Você me estuprou!


- Ladrão!

- Você me matou!


- Você me estuprou!


- Ladrão!


- Você me matou!

- Você me estuprou!


- Ladrão!


- Você me matou!


- Você me estuprou!


- Ladrão!

-
Você me matou!

- Você me estuprou!


- Ladrão!



Não gritem mais! Não gritem mais! Não gritem mais!



- Tragam-No Para Mim, Tragam-No Para Mim!



Quem...?



- Traga-O Para Mim, Volac, Traga-O Para Mim!



Gob!



- Jogue-O, Volac, Jogue-O Aqui!



Estamos chegando perto da Entrada no Abismo Dele, de Gob! Não, não, Volac, não! Pai! Mestre! Amigo! Mentor! Não! Não! Não!



- Jogue-O, Volac, Jogue-O!



Volac parou! Será que... Não, Ele vai me jogar no Abismo De Gob! Ele está descendo do Dragão, voando até mim! Todos estão comemorando, desgraçados Demônios que me usaram durante toda a minha vida! Ele está me erguendo, socorro, me ajudem! Me ajudem, peçam para Ele não me jogar no Abismo De Gob! Peçam vocês a Ele para não me jogar! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


- Rei Gob Da Terra, Senhor Da Asfixia, Do Veneno, Da Peste, Das Epidemias, Da Avareza, Do Orgulho E Da Crueldade! Aqui Estou Diante Da Entrada De Vosso Abismo, Trazendo-Lhe Mais Um Condenado Ao Vosso Reino De Castigantes Carrascos Anos! Receba Mais Este Verme Que O Altíssimo Permitiu Que Aqui Viesse Para Pagar Pelos Crimes No Planeta Terra Cometidos! Receba Em Vosso Abismo Pedro Augusto Ferraz, Ladrão, Estuprador E Assassino, Cumpridor Das Leis Infernais Do Inferno Que Ele Em Si Mesmo Aprimorou! Caia, Desgraçado, E Cumpra A Sua Pena Durante O Tempo Determinado Por Aquele Lá De Cima!



Volac me joga agora no Abismo De Gob! Gob está gargalhando, enquanto vou caindo! Vou perdendo a minha pele! Vou perdendo toda a minha pele! Vou caindo e me tornando apenas ossos! Continuo caindo e me tornando apenas ossos! Continuo caindo e me tornando um horrendo esqueleto, apenas osso, osso, osso, osso! Socorro! Socorro! Socorro! Por favor, SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCORRO!!! SOCOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Inominável Ser

UM EX-DETENTO

DO

ABISMO DE GOB







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Daath - Subterfuge




It's your fault, you tell your tales of loss
You clam that's not your fault
But you don't see yourself, inside your tomb
Your mind's unable to solve
The end shall never resolve
Your filthy thoughts rejoice
In its lie...

Your face is covered in
Webs spun from words without worth
Entangled in my world
I digest my offerings

Your mind's unable to solve
The end shall never resolve
Your filthy thoughts rejoice
In its lie...

Your face is covered in
Webs spun from words without worth
Entangled in my world
I digest my offerings

[solo - levi]

Lost consumed inside - madness
Bile, spewing forth - fountains
It exudes petty - failings
You're so blind for too long

[solo - werstler]

Your face is
Your face is
Your face is covered in
Webs spun from words without worth
Entangled in my world
I digest my offerings

It's your fault, you tell your tales of loss
You clam that's not your fault
But you don't see yourself, inside your tomb
Inside your tomb
Inside your tomb
Inside your....
Tomb...
Tomb...
Tomb...
Tomb...
Tomb...
Tomb...












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segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Sanguinária Doce Namorada De Marcelo


Marcelo Pereira Carvalho de Sousa, alto executivo da multinacional Strong Shadows Corporation, especializada em produtos farmacêuticos e em equipamentos hospitalares, é um tímido jovem de 29 anos que somente agora tem a oportunidade de ter a sua primeira namorada. Ele é um dos que sobem na vida através dos próprios esforços, nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, na charmosa Vila da Penha, filho único de pais pobres que faleceram no ano 2000 em um terrível acidente de ônibus. Estudioso, comportado, um completo mauricinho, estudou desde sempre, aprendendo Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Japonês e Grego, dotado de um QI de 280, um desses gênios oriundos de famílias nas quais a maioria dos integrantes não termina nem o segundo grau. Nosso amigo estudioso Marcelo formou-se na UFRJ em Direito Internacional, alcançando o Pós-Doutorado com a brilhante defesa da seguinte tese no ano de 2009: A Formação Do Núcleo Do Direito Das Nações Em Face Da Globalização E Da Crise Financeira Internacional. Louvores a ele foram dados, prêmios recebeu na Índia, China, Japão, Europa e nos Estados Unidos quando o livro, que alcançou sucesso apenas no meio acadêmico brasileiro, foi traduzido para o inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, grego, chinês e japonês. Marcelo, nosso genial estudante e executivo, atualmente possui uma fortuna avaliada em R$ 4.299.700,25, adquirida com o passar dos anos em seu elogiado trabalho na Strong, no qual, como Diretor Executivo, comanda o núcleo advocatício central; e aumentada com a venda de seu livro, que bateu recordes mundiais e já está sendo traduzido para mais vinte idiomas. Se antes ele usava roupas compradas no câmelo, hoje Prada, Armani e Gucci fazem parte de seu vestuário, imponente, guardado em seu apartamento em um apartamento luxuoso no bairro de Ipanema. Para este apartamento, um tanto nervoso, Marcelo, nosso rico amigo que nascera pobre e ainda é humilde, se direciona neste momento, vinte e duas horas e seis minutos deste domingo, 11 de abril de 2010.


Há dois meses, Marcelo e Túlia namoram. Túlia, a namorada de Marcelo, uma morena magra de olhos profundamente senhores de uma divindade sepulcral, belíssimo par de jóias cristalinamente vibrantes que, antes do Carnaval deste ano de 2010, conquistou o solitário coração de Marcelo. Se vocês pudessem visualizar os olhos de Túlia, doces leitores, veriam não os olhos de ressaca de uma Capitu, mas os olhos de mortalha de uma Bathory... No entanto, cegado pelo amor e pela oportunidade de perder, enfim, a sua virgindade, Marcelo nem notou a estranheza do olhar de sua amada, assim como o rosto que mais se parece com o de uma brutal carrasca, e a levou para residir em sua residência três dias após conhecê-la em uma noite na qual seis recém-nascidos foram decapitados e tiveram seu sangue sugado na maternidade da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro... Se Marcelo não tivesse sido cegado pelo amor à primeira vista que sentiu quando visualizou Túlia pela primeira vez, perceberia que ela, sentada na areia da praia de Ipanema na qual a conhecera, tinha pequenas marcas de sangue no longo branco vestido transparente que usava... Se vocês pudessem sentir o cheiro do perfume dela naquela noite, doces leitores, sentiriam o de fresco sangue fortemente selvagem... Marcelo nem sentiu esse cheiro, assim como não viu as marcas de sangue e nem percebeu a crueldade singular estampada no rosto, no corpo e, principalmente, no olhar de sua doce namorada. E seguiu com ela para a sua casa na mesma noite, foi para a cama, tirou a roupa e, na hora H, seu pênis não funcionou e, até agora, até este dia 11 de abril de 2010, não funciona, a impotência é-lhe uma desgraça risonha! Marcelo chora, não consegue foder com Túlia! Marcelo reclama, não consegue meter na buceta de Túlia! Marcelo se revolta, não consegue meter no cu de Túlia! Apenas boquetadas, dedadas e beijinhos doces da namorada o nosso brochante Marcelo recebe, frustrando-o ainda mais e fazendo com que agora, dirigindo o seu Renault para seu ninho de amor, o nervosismo lhe deixe mais frustrado ainda. Túlia não exige que ele seja viril, até porque ela goza praticando uma diversão mais prazerosa, para ela, do que qualquer foda: sugar o sangue de recém-nascidos até a morte e decapitá-los. De vez em quando, ela caça uma criança de mais idade ou um adulto pela Zona Sul do Rio de Janeiro, mas a sua preferência é mesmo um apetitoso inocente recém-nascido que lhe dá uma orgiástica sensação de alegria em suas presas recheadas de doce carinho. E os crânios ela junta no apartamento de Marcelo, ele não liga e acha que ela é apenas uma gótica excêntrica colecionando apetrechos em cemitérios colhidos!


Doces leitores, não julguemos, precipitadamente, o nosso Marcelo como um imbecil, entendamos o seguinte: ele está amando de verdade e, quando se ama de verdade, sabemos que a cegueira toma conta total de nossos olhinhos! Vocês nunca amaram tanto assim, como ele, a ponto de ficarem igualmente ceguinhos? Então, doces leitores, para Marcelo, agora dirigindo seu Renault, do centro do Rio até Copacabana, após uma reunião dominical de oito horas com os diretores da Strong, a cegueira é justificável e a imbecilidade passa longe da personalidade dele. Uma pessoa, no entanto, que nos cheira neste exato momento, doces leitores, não está contente com essa cegueira de Marcelo: Túlia. Apegada de verdade ao seu namorado, ela (que não podemos, doces leitores, dizer, de maneira alguma, que ama ao Marcelo) quer que o mesmo perceba o que ela é. Túlia planejou abrir os olhos dele durante toda a semana anterior e não deixará escapar a chance de ter com ele uma reveladora conversa com Marcelo. O palco para a conversa, no apartamento cujas paredes comportam cento e dois crânios, da sala à cozinha, passando pelos banheiros e quartos, já está preparando, ela aguarda, apenas, a chegada de seu namorado. Marcelo não tem amigos íntimos, apenas colegas em seu trabalho que ele nunca levou ao seu apartamento, ele sempre gostou de privacidade e de ser reservado; nem aos parentes, que nem visita mais há anos, ele levou ao que denomina “meu refúgio elementar”. Ninguém na Strong sabe de seu relacionamento com Túlia, uma reclusa que os vizinhos do prédio dele apenas vêem sair à noite e que com nenhum deles fala; e esses vizinhos, doces leitores, não querem se aproximar dela, percebem tudo o que Marcelo não consegue perceber... Túlia aguarda, nua, acariciando um crânio pulsante, quente... Um crânio pulsante? Um crânio quente? O que ela preparou para revelar-se a Marcelo, doces leitores? Aguardemos, doces leitores, aguardemos... Ela sente a chegada de seu namorado, estacionando o carro, desligando o motor, guardando a chave no bolso esquerdo da calça Armani, segurando a grande pasta de couro italiano que sempre carrega para o trabalho, saindo do carro, fechando o carro, dirigindo-se nervoso para o elevador, entrando no elevador e aproximando-se dela no térreo, dezenove andares acima do estacionamento, um andar para cada rico morador do Edifício Fernão Ribeiro Monteiro Castañeda de Carvalho... Nosso nervoso Marcelo está aflito dentro do elevador, pensativo, assim: “Será que o tratamento urológico que estou fazendo vai me dar uma erecção bem firme? Será que hoje vou conseguir transar de verdade com a Túlia? Sei que ela gosta de mim, mas me perturba não satisfazê-la como eu e ela queremos! Fico preocupado, minha primeira namorada, a mulher que amo... Não sei, ela pode querer outro homem, um que não seja impotente, que seja mais experiente, que tenha já o jeito de saber lidar com uma mulher na cama... Ela me falou de outros homens na vida dela, como se me comparasse com eles... Não gostei muito, me calei por educação, por gostar dela, por não querer brigar com ela... Isso vai passar... Acho que, hoje, vou conseguir transar... Hoje, eu vou conseguir transar!” Pensamentos de um tímido homem desesperadamente amando a sua namorada, doces leitores, não é lindinho e adorabilíssimo todo esse interesse dele em querer dar prazer à doce namoradinha?


O elevador chega ao apartamento dele e, quando a porta se abre, uma porrada equivalente à força de três homens o faz desmaiar dentro dele. Túlia mirou na têmpora esquerda, diminuindo a sua colossal força física para não matá-lo. Arrastando-o em direção à sala, amarra-o com correntes de aço em uma cadeira pesada de cedro e arruma o que preparou para apresentar ao namorado. Enquanto isso, este sonha com ela, um sonho no qual Túlia está vestida como uma romana, feliz, sorridente, dançando entre brancas flores sob um sol fortíssimo e cantando uma ode à natureza em uma antiquíssima língua desconhecida, hoje morta, eternamente perdida; de repente, uma tempestade surge, Túlia, com o rosto endurecido e uma cruel alegria na face, encharcada de sangue está, as brancas flores tornam-se crânios que gritam de dor ao solo e os lábios dela abrem-se recitando um medonho poema em um português claríssimo:



Sou Dama de um

conhecimento sereno,

teço a rosa mais rubra

que colhida é

pelo poço de corpos

que meus acólitos

moldam ao luar

sedento...

O luar sedento...

O luar e a sede...

A Sede... O Luar...

Afio as vítimas,

caço com alegria,

tenho que ser uma

Dama,

uma Dama,

amigo,

amiga,

que mira as veias

de vossos pescoços

com a segurança metódica

cartesiana de que

eles serão dilacerados

pelas minhas mordidas...

Avanço,

como uma Sanguinária Dama ,

como A Sanguinária Dama ,

Bathory me ensina

a ser fria,

a ser calculista,

a aguardar na sombra,

a torturar n'alma,

sufocando com a minha

simples presença

as mais fortes

e as mais fracas

criaturas por mim vitimadas...

Sou uma Dama como

Vanessa Da Porta

Dos Cemitérios,

Negra Pombagira,

Eterna Vampira

que já foi

Bacante e Estriga,

Medéia e Scylla...

Aguardo um dia encontrar-te,

sou Pombagira e Vampira,

meus dentes irão dar-te

a mais educada lição

de etiqueta,

que te fará

sir ou lady

dentro de uma sepultura

da mais fina madeira...

Eu te mato,

criança,

roubo a tua inocente

vitalícia força

e forço a sua ida

ao Nebuloso Caminho,

Caminho Das Brumas

Da Morte,

minha Senhora Mãe

Amada...

Eu te mato,

criança,

sorrindo para

o teu crânio,

que arranco com

as mãos ensanguentadas

e deliciosamente

saciada com o seu

bendito sangue fresco...

Eu te mato,

criança,

sou o bicho-papão

dos contos da realidade,

não sou uma fantasia

fora do nexo

da vida comum,

sou Vampira Real

perto do berço

no qual tu dormes...

Eu te mato,

criança,

acorde se sua morte

e verdadeiramente viva

entre as minhas

presas...



E, terrivelmente assustado, Marcelo acorda, olhando para Túlia e outras presenças na sala de seu apartamento! No grande sofá de couro branco, nove recém nascidos, com as bocas cobertas de esparadrapos e as pernas e as mãos amarradas com nylon, estão deitados. Túlia acaricia uma menina adormecida, sorrindo de modo aterradoramente cruel... Se vocês pudessem ver, doces leitores, o sorriso de Túlia agora... Marcelo, também com a boca cheia de esparadrapos, não compreende nada do que está a acontecer em seu lar doce lar... Se vocês pudessem ver, doces leitores, os olhos esbugalhados d Marcelo agora... Túlia agarra a menina adormecida pela nuca, como se a mesma fosse menos do que um animal, acordando-a; ela gritaria se não estivesse com a boca tapada, alertando aos vizinhos logo abaixo, por isso, em todos e em seu namorado, a nossa sanguinária doce Vampira tratou de arrumar uma forma de calá-los. Ela se aproxima de Marcelo e deixa a menina próxima ao rosto dele, começando a falar com um tom de voz bem diferente daquele doce tom que ele costuma dos lábios dela ouvir...



- Não estou filmando isso, Marcelo, eu detesto filmes, e nem estou brincando, detesto comédias e comediantes. Para mim, isto aqui não é um esporte, eu detesto esportes e esportistas, em geral. Você está me conhecendo de verdade agora, Marcelo, esta aqui é a verdadeira namorada sua que mora aqui e que quis, a toda hora, ter a oportunidade de mostrar quem ela é de verdade. Está vendo essa pequenina desgraça em minha mão esquerda? Não é linda essa menina? Não é cheirosa e limpinha? Vejamos como ela fica...



Em um aperto simples do pescoço da menina, apenas com a mão esquerda, Túlia arranca a cabeça dela. O corpo cai aos pés de Marcelo e o sangue jorra nos mesmos, respingando no rosto e no corpo da Vampira.



- ... sem a cabeça.



Nossa doce infanticida Vampira gargalha de modo aniquilante, fazendo Marcelo enlouquecer de terror e espanto na cadeira onde está amarrado. Túlia continua gargalhando, vendo-o tentar se mexer, mas ele não consegue, ela apertou e modo fortíssimo as correntes, impossibilitando o franzino namorado de tentar soltar-se. Ela agacha-se e molha os dedos das mãos com o sangue da menina decapitada; a mão esquerda ela enfia toda na buceta; a mão direita leva aos lábios; ela se masturba ao mesmo tempo que degusta o sangue da inocente sacrificada aos pés do namorado. Dezesseis minutos depois, gozando ao seu modo, ela ergue-se e se aproxima de outro recém-nascido, outra menina, que ela segura pelos calcanhares, de cabeça para baixo.



- Muito ruim, Marcelo, não conhecermos bem aqueles com os quais nos relacionamos. Eu teria prazer em contar-lhe toda minha história, mas estou muito cansada de contar sempre aos meus homens o que eu fiz há dezesseis séculos atrás lá em Roma, como me transformaram em uma Vampira e o que fiz depois disso. Sou boa contadora de histórias, mas me cansei, mesmo, disso, Marcelo, quero fazer algo bem diferente com você, que sequer percebeu a minha natureza de fera que eu não procuro esconder. Outra menina, Marcelo, uma outra menina que poderia ser a nossa filha se eu pudesse...



As pernas da menina são arrancadas e, após o tronco da mesma chocar-se com o piso da sala, ela tem a cabeça esfacelada pelo pé direito de Túlia, que novamente gargalha.



- ... ter filhos.



Marcelo chora de nervosismo e mais terror ainda por não poder fazer nada para salvar as criancinhas que neste momento estão sendo assassinadas pela sua namorada! Nosso amarrado homem apaixonado poderia ser um herói se este relato fosse amparado no senso comum das vampirescas histórias; porém, este relato estabelece um sangrento vínculo com a realidade de nosso ultraviolento contemporâneo mundo repleto de Túlias nas formas de mulheres e homens tão docemente sanguinários quanto ela. E, além do mais, o franzino Marcelo não poderia com uma Vampira de mil e seiscentos anos de idade que, apesar de ser franzina como ele, possui uma força física equivalente à força física de dois milhões de homens! Portanto, doces leitores, a matança está inscrita neste relato de sangue que não contraria ao que vemos nos jornais televisivos e impressos e a própria Túlia, agora se aproximando de mais uma criança, um menino, quer que o rumo deste relato não assuma uma fantasiosa direção. Agora, o recém-nascido é seguro ao colo e, ironicamente, ela embala-o andando de um lado para o outro à frente do aturdido Marcelo.



- Gosto muito de você, Marcelo, porque me deu um abrigo, algo que apenas dois dos muitos incontáveis homens que tive me deram. Seria injusto não demonstrar o meu agradecimento a você desta maneira, eu não pretendo matá-lo e sei, exatamente, porque não vou fazer isso. Depois, quando eu terminar aqui, te conto... Matei todos os meus homens, eu não os queria comigo eternamente caminhantes, eram apenas bandos de carne dos quais me apossei para poder sobreviver pelas noites da Terra. Quando eu estava sozinha, matava essas criaturazinhas para me satisfazer e acabei viciada...



Ela põe as mãos nas axilas do menino, salta e pulveriza o crânio dele no piso, à frente de Marcelo, que agora está a chorar!



-... neste hábito que amo mais do que a você.



Gargalhadas, doces leitores, de uma doce sanguinária homicida vampicamente constituída! O sangue deste último menino morto é sugado com ferocidade e Marcelo, não conseguindo fechar os olhos molhadíssimos de lágrimas, assiste ao que Túlia faz com a maior naturalidade. Vinte minutos depois, o sangue quente todo sugado, o coração do menino morto, ela ergue-se mais uma vez, vai até o sofá e perfura com o dedo indicador esquerdo o olho direito de um recém-nascido, mais uma menina, erguendo-a, assim, aproximando-se de seu namorado.



- O bom de matar assim, sem escândalos, ocultada pelo noturno silêncio, está no fato, Marcelo, de que nunca serei punida pelos olhares de um tribunal mundano. Vocês, humanos, sempre acharam que nós, Vampiros, éramos apenas lendas medievais e iguais aos que aparecem em seus horrorosos filmes cinematográficos. Sempre estivemos perseguindo as vossas jugulares, Marcelo, nossa imortalidade nos concedeu uma herança genuinamente mais rica do que a de vocês, que consiste em ir do berço ao túmulo em uma curta questão de anos. Sabe as multidões de crianças desaparecidas no Brasil e no mundo, Marcelo? Quem você acha que as fez desaparecer? O Deus Único, Judaico e mais Vampiro do que todos os Vampiros, que os “levou para o céu”? Nunca parou para pensar, Marcelo, com toda a sua genialidade, que, talvez, cada uma dessas crianças tenha sido devorada por um Vampiro, literalmente, carne, sangue e ossos degustados libertinamente? Eu mesma matei muitas dessas crianças brasileiras desaparecidas que aparecem em cartazes neste país ...



Ela usa o dedo anular esquerdo para perfurar o olho direito da menina e crava suas presas na jugular dela, arrancando a pele com uma única mordida. Ela suga o sangue e cospe-o em cima de Marcelo, gargalhando mais alto do que antes.



- ... e me delicio vendo os pais delas chorosos buscando-as por tudo que é lugar sem jamais encontrá-las.



Trinta minutos dura o sugar e o cuspir, Marcelo não tenta mais se mexer, apenas chora. Suas lágrimas unem-se ao sangue de mais uma menina oferecida em holocausto para o delicioso altar de sua doce sanguinária namorada, que, a cada gargalhada, transtorna-o ainda mais. Túlia repete o ritual caminhante em direção ao sofá após deixar o cadáver da quarta criança perto do da primeira que matou, aos pés de Marcelo. Ela senta no sofá e começa a socar o corpo de outro menino, quebrando cada osso do frágil corpo dele. Marcelo, imerso em lágrimas e sangue, apenas assiste a tudo, não acreditando no que sua namorada, tão doce com ele, está a realizar.



- Estamos nos conhecendo bem melhor agora, não estamos, Marcelo? Eu pude perceber que você está chocado com o que está vendo, mas isso é muito normal, muito normal para quem apenas pôs as caras nos livros e no computador e se esqueceu de vivenciar as coisas da vidinha humana diária. Eu te conheço muito bem, você sonha, fantasia e me posicionou em um altar como a uma Deusa; pobrezinho, sou menos do que isto e eu adoro estar bem embaixo, bem no fundo do Abismo...



Um único possante soco com a mão direita parte o menino ao meio e ela, gargalhando de novo, pega o coraçãozinho dele com as duas mãos e põe-no na boca, mastigando-o bem devagar... A mastigação dura quarenta minutos e Marcelo, estático, fita o movimento da boca de sua doce Túlia que, mesmo com a boca cheia, continua gargalhando. Ao terminar de mastigar completa o que dizia:



- ... que é mais interessante do que qualquer Trono Divino.



O nosso Marcelo, o nosso estático Marcelo, como está agora, doces leitores? Esmagado! Aniquilado! Desiludido! Magoado! Confuso! Lacrimoso! E cheio de sangue no rosto... Continuando sentada no sofá, Túlia puxa para o colo o sexto recém-nascido que matará, um menino a mais para sangrar... Seus estômagos estão embrulhados demais, as cabeças doem, dá vontade de parar de ler este relato de um caso real de Vampirismo fora da telinha da televisão e do telão dos cinemas, doces leitores! Então, parem de ler por aqui, seus idiotas, eu não os obrigo a lerem meus escritos, assim como Túlia não abriga Marcelo em seu morto coração! Ela, com o olhar de mortalha, os olhos de mortalha dela, mais obscuros quais doces representações do Abismo, mesmo não amando ao Marcelo, quer que este a conheça como ela é. O motivo? Bem, continuem sendo corajosos, lendo a doce carnificina relatada aqui...



- Isto nunca me cansa, Marcelo, sabia? Fazer isto me dá uma força muito superior ao que se imagina quando falam que nós, Vampiros, sugamos o sangue de nossas vítimas. Vocês, humanos, não compreendem que é mais do que isso, há um envolvimento bem maior que remete a um antigo rito que nos mantém unidos como Raça neste mundo. Estou querendo dizer, Marcelo, que há muito mais em matar da forma que mato do que os seus olhos estão vendo, não faço isto apenas por fazer...



Túlia transpassa o tórax do menino com o braço direito até o cotovelo, gargalhando!



- ... faço isto pelo Sangue Que Não Pode Escorrer.



Marcelo chora mais forte, não esboçando nenhuma outra reação além, enquanto sua doce namorada vampicamente carrasca faz o sangue do menino escorrer pelo seu braço direito, erguendo-o. O sangue vai caindo diretamente em seus lábios, as gargalhadas tornam-se doces retumbantes trovoadas! À esta altura, todo o prédio está a ouvi-las, mas os vizinhos pensam que os moradores do térreo devem estar tendo uma noite muitíssimo agitada e divertidíssima... Trinta e cinco minutos depois, ela joga o cadáver da sexta criança em direção à parede à esquerda de Marcelo, quebrando quatro crânios. A sétima criança, a última menina, tem o alto do crânio apertado pela mão esquerda dela...



- Faculdades não ensinam a ter uma experiência como a da vida vampiresca, Marcelo, lembre-se disto. Isto tudo que estou fazendo pode parecer-lhe atroz, mas eu preciso lhe ensinar sobre o nosso ritmo, o ritmo da vivência dos Vampiros que gostam de matar por um motivo que vai sendo conhecido, pouco a pouco, com cada vítima exposta sem respirar diante de nosso olhar. A emoção obscurece nossa vontade, a obsessão em fazer uma vítima se torna essencial e a expansão desta mesma obsessão é o que seus olhos ainda mortais estão agora vendo. Uma Humanidade sem predadores...



A última menina tem sua cabeça girada para trás com um único movimento da mão de Túlia, gargalhando e sugando-lhe o sangue pela face retorcida!



- ... é uma Humanidade sem vitais valores reais.



Trinta minutos sugando o sangue da sétima criança assassinada. Túlia segue lenta apenas para atordoar ainda mais o seu namorado já demasiadamente atordoado, ela quer Marcelo bastante atordoado para o que depois virá... E o que virá depois, doces leitores que ainda estão lendo este doce sanguinário relato? Continuem insistindo nesta leitura, está próximo tudo que é a razão desta sessão de assassinatos proporcionada por Túlia... A oitava criança, sacudida com ultravelocidade, pelas duas mãos dela, acima da cabeça!



- Espero que não me desaprove como sua namorada depois desta aula, Marcelo, eu ficaria muito decepcionada. Me disseram, uma vez, para não me controlar diante do que eu mais gosto de fazer e, então, estoicamente, assim venho há mais de mil anos, fazendo o que faço sem me atrever a ceder caminho para alguma piedade ou misericórdia de minha parte para com minhas vítimas. Cada uma tem um sentido para mim, me lembro do nome de cada uma, dos rostos de cada um antes e depois da minha, digamos, lição de vida final. Sei os nomes que estas crianças receberiam dos pais, li os pensamentos destes quando peguei-as naquele cemitério que é a Santa Casa de Misericórdia. Pela ordem: Fernanda, Raíssa, Giancarlo, Lúcia, Gustavo, Brandon, Olívia...



Ela sacode tão ultravelozmente a menina que separa em diversas partes o corpo dela, fazendo o sangue jorrar por toda a sala, manchando o teto, as paredes cheias de crânios, encharcando Marcelo e encharcando-a de sangue, mais sangue que ela, gargalhando, lambe em seus lábios!



- ... e Maria Aparecida, esta que agora por aqui espalhei.



Chocado, Marcelo continua olhando, continua chorando, continua não acreditando no que está a ver... Gargalhando, Túlia pega a nona criança e, chutando-a pelo piso, chega perto de Marcelo, pondo-se em cima dela com os dois pés. O direito na cabeça e o esquerdo no abdômen, fazendo pressão... Muita perversidade a desta nossa Vampira tão doce assassina, não é mesmo, doces leitores?



- Ficou contente em me conhecer de verdade, Marcelo? Até cheguei a pensar que você era maluco, não percebia que eu, trazendo todos estes crânios para cá, era alguma coisa além de humana. Tão genial e tão cegado pelo seu amor por mim, um amor que eu não tenho, de maneira nenhuma, por você. Desde que me Transformaram, não amei mais, nem odiei, apenas mato e sinto, com isto, o mais completo prazer. O sexo nem é tão importante, mas você faz muita questão dele, então...



Os doces pés da sanguinária namorada de nosso atordoado choroso Marcelo esmagam a última criança sequestrada por aquela a fim de participar desta macabra aula de como ser um Vampiro de verdade. Um Vampiro de verdade em um mundo de verdade, não um romântico mundo ficcional crepuscular cheio de vaselina e purpurina brilhantes, doces leitores. Túlia gargalha e chuta os cadáveres aos pés de Marcelo para trás de si, lançando-os no sofá; gargalhando, levanta o rosto de seu namorado, fitando-o mais profundamente no olhar; gargalhando, lentamente retira as correntes; gargalhando, lentamente retira os esparadrapos; gargalhando, lentamente o vê cair aos seus pés, chorando, chorando, chorando...


Quatro horas da manhã, segunda-feira, 12 de abril de 2010. Túlia ergue o tronco de Marcelo, que continua aos seus pés ajoelhado. Ela está docemente sorrindo, hipnotizando-o sedutoramente com o olhar, coberta de sangue como ele. Segura o queixo dele com a mão direita e com a esquerda abaixa-lhe a calça; um grosso pênis endurecido como rocha surge, vinte e cinco centímetros que surpreendem-na pela quantidade de sangue a fazê-lo manter-se enrijecido! E Marcelo está chorando de felicidade! Doces leitores, agora vamos ao finalizar deste doce relato tão repleto de sangue em uma tão estranha realidade!



- ... vamos foder.



Melhor do que qualquer urologista que exista, já tenha existido ou venha a existir, a Doce Vampira Túlia de Roma fez um homem impotente alcançar uma erecção incrível! Precisamos de mulheres no mundo assim como Túlia, mulheres que façam um impotente como Marcelo era alcançar um estado de peniana felicidade completa elevada às mais completíssimas alturas! Seria o fim da Urologia! Seria o fim da impotência masculina! Há tantos berçários pelo mundo, doces leitores...



Inominável Ser

BUSCANDO

UMA SANGUINÁRIA

DOCE NAMORADA

COMO TÚLIA







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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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