domingo, 4 de abril de 2010

Cortando Uma Pele No Pesadelo Da Febre


O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca...


Contei esse sonho para minha esposa, de madrugada ainda, acordo suado e apavorado, no primeiro dia do ano passado!



- Maria Lúcia, aquele sonho... de novo, aquele sonho... Não aguento mais isso... Eu... Eu preciso de um outro psiquiatra... de mais um padre... ou de mais um pastor... Estou enlouquecendo, Maria Lúcia, enlouquecendo!


O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida...


Contei para a minha mãe esse sonho, ao visitá-la ano passado no domingo de Carnaval!



- Mãe, aquele sonho desde que eu tinha cinco anos vem me atormentando cada vez mais agora, me ajuda, faz algo por mim! O psiquiatra que vem a cuidar de mim agora não consegue dar um fim nisso e nem mesmo as igrejas que tenho frequentado, os centros espíritas, os centros de Candomblé e de Umbanda tem surtido o efeito que eu quero! Me ajuda, mãe, reza por mim, me ajuda, por favor!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável...


Contei o sonho para o filho de meu prmeiro casamento no segundo dia de março do ano passado!



- Alexandro, aquele sonho que me atormenta... Deus, como está ficando cada vez mais incomodante, cada vez mais! Na faculdade de Medicina não estou a conseguir dar aulas direito e as cirurgias parei de realizar! Estou quase fechando a minha clínica! Filho, me dá alguma ajuda, por favor, venho tentando acabar com isso, mas não consigo, não tenho como acabar sozinho! Me fala de algum tratamento alternativo eficaz, alguma terapia oriental, que você tenha aprendido lá na Índia! Me ajuda, Alexandro, me ajuda, por favor!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma...


Contei esse malfito sonho para o meu único amigo de infância no dia trinta e um de março do ano passado!



- Germano, estou maluco, maluco! Já tentei tudo, tudo, desde que era criança, para parar com esse sonho, mas ele não desaparece, me acompanha, me espanca, me atormenta! E está agora cada vez mais frequente, diário, até nos cochilos à tarde que dou em minha clínica, que quase estou a fechar, tenho sofrido o ataque dele! Nós, Germano, desde criança, temos esse contato, e quando eu dormia em sua casa acordava gritando, você se lembra, de madrugada... Seus pais tentaram me ajudar, me levando a várias igrejas, junto com os meus... Meu pai, coitado, adoeceu ano após ano me vendo, o filho único dele, sofrendo daquela maneira... Ele acabou morrendo de um ataque cardíaco, você se lembra, quando eu tinha treze anos... Por minha causa, Germano... Por minha causa, eu o preocupava, ele se angustiava por me ver... Eu amava aquele homem, meu amigo... Sinto falta dele... Após a morte dele foi que o sonho se tornou mais atormentador... Remédios não adiantam, terapias, rezas, nada, nada, nada, Germano! Já pensei em me matar, mas quando estou a ponto de fazer isso, o sonho ocorre quando acordado estou, empunhando uma arma, no alto de um prédio, com uma faca no pulso, a mesma faca que uso para cortar aquela mulher que aparece nele! Meu amigo, meu irmão, você sempre foi o meu confidente... O que eu devo fazer? O que eu devo fazer! Me dá um conselho, Germano, não posso continuar mais assim, já tenho cinquenta e três anos!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue...


Contei o sonho, minha tortura, para o primeiro padre que cuidou de mim quando eu era criança na Sexta-Feira Santa do ano passado!



- Padre Andrew, costumava muito vir aqui quando era casado com a Marlene, mas depois que me formei e tive o Alexandro, parei de visitá-lo... Me desculpe, não venho aqui há mais de nove anos... Meus pais te adoravam e eu te adoro, o senhor me batizou, me crismou, cuidou de mim com muito carinho e me indicou a outros padres, estudiosos em Roma de casos psicológicos, parapsicológicos e espirituais graves, para me ajudarem... Aquelas viagens para Roma não foram nada agradáveis, o sonho me perturbava muito mais quando eu pisava na Itália... E aqueles padres todos, Doutores da Igreja, falharam... O senhor falhou... O sonho continuou... Mesmo com orações e aqueles rituais que ninguém de fora sabe que lá são realizados, o sonho continuou me atormentando... Nem sei como consegui estudar, me formar, me casar e ter um filho... O Alexandro vem muito aqui, não? O senhor o batizou, como a mim, hoje ele é um especialista em Yoga reconhecido internacionalmente, não é maravilhoso? Tudo bem com ele, mas, comigo... Bem, comigo, padre, Andrew, o de sempre... "Senhor, meu Deus, em ti me refugioi: livra-me de quantos me perseguem, e salva-me! Senão, como um leão a agarrar-me pela garganta, eles me dilaceram, sem haver quem me salve.", eis o salmista Davi em divina cantoria... "Mais vale o fim de uma coisa do que o começo, e mais vale a paciência do que a arrogância. Não sejas precipitado em encolerizar-te, porque a cólera se aloja no peito do insensato.", Salomão em sua eterna sabedoria... Nada mais do que o senhor me ensinou, Padre Andrews, suaviza-me e... não rezo mais... não leio mais a Bíblia... nem estou mais acompanhado pelo meu Anjo-da-Guarda... e por Deus...



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais...


Contei o sonho que me provoca um caos eternizando-se a uma amiga de faculdade que há muito tempo não encontrava no Dia do Trabalho do ano passado!



- Sílvia, aquele sonho... Deus, não aguento mais! Olha, lá na faculdade você assistiu o meu desespero quando eu cochilava nos intervalos das aulas e acordava suado, gritando, louco! Louco! Já estou louco, eu sei, totalmente louco! O bisturi jamais conseguiu arranhar, sequer, a minha garganta, de tanto que em minha clínica, quando não tinha nada para fazer, eu tentei me matar! Psicologicamente, estou aos frangalhos, exausto, abortado em tudo... tudo... tudo... O que mais eu posso fazer, Sílvia? Qual nova terapia, tratamento, psicoterápico, você conhece, que talvez possa vir a me ajudar? Algo novíssimo, Sílvia, nunca antes tentado, por nenhum psicoterapeuta? Algo que você mesma, que se tornou especialista no assunto, tenha desenvolvido, Sílvia, algo que possa me curar? Algo que possa... me curar...



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares...


Contei o sonho para aquela que foi uma das minhas melhores alunas na Faculdade de Medicina da UFF no Dia dos Namorados do ano passado!



- Rafaela, é aquilo ainda... Aquilo que eu sempre te contava quando conversávamos durante a hora do almoço... Tanto tormento e muito, muito, dinheiro gasto, desde que eu era uma criança, em tratamentos caros aqui no Brasil, na Itália, nos Estados Unidos, em Cuba... Os melhores especialistas em ciências da alma e religiosas meus pais consultaram... O sonho, como um inimigo ferrenho, um rebelde eternamente moldado, a todos desafiava e vencia, vencia, vencia e vencia! Engraçado, o sonho não me afetou a mente, eu me mantive sempre em equilíbrio psíquico... Mas, o meu desejo, Rafaela, era ter enlouquecido logo aos cinco anos, ser internado em um hospício e ficar abandonado lá dentro até hoje... Neste ano, está muito pior do que nos anteriores, os sonhos são diários, duram mais tempo, eu fico cortando aquela mulher com mais ânsia e, meu Deus, prazer... A faca me dá prazer no sonho... Cortá-la me dá prazer no sonho... Me ajuda, Rafaela, me ajuda! Sua capacidade ultrapassou a minha, seus estudos ultrapassaram os meus, seus livros mostram que a sua genialidade pode me mostrar o caminho da salvação minha! Me ajuda, Rafaela, estude-me, ponha-me em um tubo de ensaio, me dá uma esperança, uma luz, por favor, por favor!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range...


Contei esse perseguidor sonho para um pai-de-santo do Candomblé que me ajudou em minha adolescência no Dia dos Pais do ano passado!



- Filho de Exu, o senhor identificou isso, Pai Lauro, naquela época... Exu... Jamais acreditei muito nesse negócio todo de Candomblé, Umbanda, Espiritismo, Ocultismo, Magia... Todas essas coisas, para mim, sempre foram besteira, e, como a Igreja Católica e outros grupos aos quais meus pais me levaram e eu mesmo, depois, procurei, jamais encontrei uma cura para a desgraça deste sonho que me acompanha! Uma ajuda sua seria bom, este ano tem sido coroado pelo aumento do sofrimento que o sonho me dá, Pai Lauro... Muitos outros trabalhos em sua linha, com outros pais e mães-de-santo, eu fiz, mas, nada... O sonho vencia a todo Espírito que tentava retirá-lo de mim! Meus pais e eu gastamos milhões em mais de mil trabalhos, nada deu o resultado que esperávamos! Será que esses Órixas do senhor, Pai Lauro, agora, neste ano, estariam em melhores condições de me ajudar? Será que meu "pai", Exu, estaria melhor preparado, neste ano todo ruim para mim, na ajuda que quero para poder me curar? Me dá a sua opinião, Pai Lauro, vê nos búzios, nas cartas, alguma coisa! Em sua vidência, veja se o senhor me vê curado, Pai Lauro, veja se eu vou conseguir ser curado!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo...



Contei o sonho para um dos médicos que trabalham comigo na clínica há oito anos, que se tornou meu amigo íntimo, no Dia das Crianças do ano passado!




- Um ritmo de dança sombria sanguinária, Adrian, o sonho é isso! Sabe quando toca em uma boate um ritmo moderno? "Harsh Electro", "Dark Electro", acho que é assim que se chama... É como ouvir uma música desses estilos marcando a velocidade da minha mão direita cortando aquela mulher... E as serpentes enroscadas em meu corpo dançam ouvindo a faca cortando a pele dela... Os cortes fazem estrondos ruidosos, o escuro no qual eu fico promove um sufoco que supera a pior claustrofobia conhecida... Ainda tem aqueles remédios controlados importados da Alemanha, Adrian? Me dá vinte caixas, preciso tomar tudo, o sonho, assim, talvez seja abrandado! Este ano, terrível ano, Adrian, por Deus, terrível ano! Não tenho descanso, minhas férias não foram apro... Ora, que merda de memória fraca, nunca tive férias maravilhosas, o sonho nunca tirou de mim férias... Nunca tirou, ele sempre foi em mim um incansável e dedicado trabalhador...



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara...


Contei o sonho para meu padrinho no último dia do ano passado!



- Rico, famoso, doutor... Padrinho, eu sou isso tudo... O famoso doutor... Doutor Merda! Famoso Merda! Rica Merda! De que adiantou tanto estudo? De que adiantou tanto dinheiro? De que adiantou tanto buscar uma cura para essa doença, para o sonho que me destrói há trinta e oito anos? De que adianta eu ficar perguntando para todo mundo que conheço se há uma eficiente forma de me curar, de me livrar, de me salvar desse tormento todo no qual desde criança estou? De que adianta, padrinho, de que adianta? Veja a minha carteira! Quinhentos e nove dólares e noventa cents! Quantos aqui no Brasil podem andar nas ruas com tanto dinheiro assim na carteira, quantos, padrinho? Quatorze milhões de dólares é a fortuna que herdei de meus pais, guardada no Citibank desde sempre! E de que essa merda toda de dinheiro adiantou para mim, para que eu me livrasse do assassino meu, do assassino dentro de minha mente que é uma escura névoa atormentadora toda vez em que eu fecho os meus olhos? De que adiantou, padrinho, de que adiantou? Eficiência, conclusões de estudos com louvor, operações cirúrgicas brilhantes, uma inteligência quase divina... De que me vale ou valeu, e valerá ainda, padrinho, toda essa porra afirmada em livros, jornais, revistas e compêndios de Medicina? O senhor estudou Filosofia, padrinho, me ensinou muito sobre cada filósofo conhecido... "Apegai-vos à Grande Idéia, e o mundo avançara. Avançara sem dores, na paz, na serenidade, na abundância. A música e as iguarias farão o viajante parar por algum tempo. O que vem do Tao não agrada ao paladar, pois é insosso. Olhamo-lo, mas não o vemos. Ouvimos o seu chamado, mas não o entendemos. Mas, se recorrermos a ele, o seu uso é inexaurível.", ah, Laozi... Bosta pura, padrinho, que eu nunca entendi! Bosta pura, padrinho, como toda a Filosofia, que nunca me consolou na bosta deste mundo do sonho que sempre me arruinou!



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara... É ela, vestida, que esta gritando, que está gargalhando e, nua, eu continuo a cortá-la, ao mesmo tempo, as serpentes, a faca, o escuro, tudo inundando mais o ambiente aprisionante meu na febre que já nem mais posso calcular a quantos graus está...


Conto o sonho neste Dia de Páscoa para todos vocês, leitores que são diariamente cortados pelo Sonho da Terra!



- De uma vez por todas, vocês pensam que eu me faço de coitadinho, de fraquinho, de fracassado, apenas por querer? Querem estar em meu lugar? Querem sonhar o meu sonho em algum lar? Digo a vocês: não queiram estar em meu lugar, sonhar o meu sonho para cada um seria morrer ao acordar! Como é que hoje estou? Ah, mais atormentado, sombrio, louco e bizarro, o sonho agora é permanente, dura vinte e quatro horas, estando eu acordado ou adormecido! E ainda continuo a procurar uma cura, mas com outras pessoas... Outras pessoas... Outras... Outras, já que todos os meus familiares, amigos e conhecidos estão mortos... A faca, rangendo... As serpentes, apertando-me o corpo... Aquela mulher, nua, vermelha sangrenta... Aquela mulher, vestida, mais vermelha ainda... Quando eu acordava, quando o sonho terminava, sempre havia um cadáver fatiado totalmente aos meus pés... Não desisto, não, vou continuar buscando a minha cura, nem que eu tenha que viver eternamente sonhando vinte e quatro horas por dia o meu sonho!


O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara... É ela, vestida, que esta gritando, que está gargalhando e, nua, eu continuo a cortá-la, ao mesmo tempo, as serpentes, a faca, o escuro, tudo inundando mais o ambiente aprisionante meu na febre que já nem mais posso calcular a quantos graus está... A mulher sapateia, nua, vestida, a faca febril, as serpentes febris, o calor é a música...


Conto o sonho para uma turista holandesa na Copa do Mundo de 2014, no intervalo do jogo Brasil X Holanda no Maracanã, pelas quartas-de-final!



- Você me cura? Você me dá uma cura? Você tem uma cura?



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara... É ela, vestida, que esta gritando, que está gargalhando e, nua, eu continuo a cortá-la, ao mesmo tempo, as serpentes, a faca, o escuro, tudo inundando mais o ambiente aprisionante meu na febre que já nem mais posso calcular a quantos graus está... A mulher sapateia, nua, vestida, a faca febril, as serpentes febris, o calor é a música... E eu danço, febril, pela Eternidade, cortando a mulher, abraçados por mais e mais serpentes, a faca sempre firme, o calor sempre aumentando infinitamente...


Conto o sonho para mim mesmo no Último Dia Da Terra, não sei qual é o ano, não há mais habitantes além de mim e das baratas, somente pó e ossos em meu redor, sempre que agora integralmente estou no sonho e não mais desperto!



- Não vou encontrar a minha cura? Não tenho como encontrar a minha cura? A minha cura fugiu de todas as ruas?



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara... É ela, vestida, que esta gritando, que está gargalhando e, nua, eu continuo a cortá-la, ao mesmo tempo, as serpentes, a faca, o escuro, tudo inundando mais o ambiente aprisionante meu na febre que já nem mais posso calcular a quantos graus está... A mulher sapateia, nua, vestida, a faca febril, as serpentes febris, o calor é a música... E eu danço, febril, pela Eternidade, cortando a mulher, abraçados por mais e mais serpentes, a faca sempre firme, o calor sempre aumentando infinitamente... Até que ele se torna mais infinitamente febril em um novo sonho dançante...


A Terra explode. Tudo explode. Eu sobrevivo. Estou em outro mundo. Muitos habitantes. E eu conto meu sonho para o primeiro habitante que nele encontro, um homem de suave semblante em meio a um campo de douradas flores brilhantes.



- Você tem a minha cura?



O mesmo sonho, que para muitos é um pesadelo medonho, acomete-me em mais uma madrugada de Noturno Terror... Preso em um escuro quarto... Preso, sufocado... Tentando sair... Gemendo... Gritando... Me debatendo, sempre no escuro... Escuro de um quarto... Serpentes enroscando-se em meus calcanhares... Gritos... Muitos gritos... Eu, gemendo... Serpentes enroscadas... Quentes... Muito quentes... Serpentes muito quentes... Cortes... Em meio a uma deteriorante febre, estou cortando... Cortando uma pele... A pele de uma mulher nua... Toda... Toda a pele... Toda a pele dessa mulher... Minha faca não descansa... Eu vou cortando essa mulher... Não vejo o rosto dela... Não sei de nenhuma linha do rosto dela... Nenhum traço conhecido... Nenhum tipo de rosto conhecido... Nenhum tipo de corpo conhecido... Não sei da cor da pele dela, uma pele que transborda sangue, o sangue que sai da pele dela devido aos cortes... Os cortes que com uma faca de cozinha enorme faço... A mulher não grita... A mulher não geme... A mulher não pede por socorro... Calada, ela vai sendo por mim cortada... Calada, ela vai sendo por mim sangrada... Calada, ela vai sendo por mim tornada uma estátua ensanguentada... Ainda estou preso no quarto sem luz... As serpentes ainda em meus calcanhares, enroscadas... E eu ainda cortando a mulher nua sem rosto toda aberta pela lâmina de minha grande faca... E a velocidade de meus golpes vai ficando cada vez mais rápida... Uma velocidade meteórica pontuada por uma insanidade cada vez mais a situar-me em uma febre assombrosamente incurável... Ultravelocidadade consciente e consistente em toda sua febril rapidez que me toma toda a alma... Batidas do meu coração vou ouvindo, a cada corte um estampido louvando o sangue que vai banhando o corpo da mulher cujo rosto é apenas uma bolha de sangue... E a minha febre explodindo, explodindo na fúria com a qual uso a faca, estourando mais as veias da mulher, submetendo mais a pele da mulher a um vermelhidão úmido que se torna um cobertor cujo cheiro vai aumentando o meu desejo de cortá-la mais... Justamente este desejo encontra na faca que uso no sonho um paraíso onde residem todas as assassinas vontades aniquiladoras de toda forma que caminhe e respire no mundo inteiro, no mundo fechado no qual estou nele preso, nele, o sonho, a prender-me sufocado com serpentes que agora apertam mais os meus calcanhares... Tomo ciência da frieza das escamas delas, frieza que me inebria com um veneno a aumentar a minha febre, cinquenta a cem graus de febre em um pulo, o suor de meu corpo se une ao sangue da mulher que eu corto, no chão suor e sangue, meu suor, o sangue dela, a faca range... Meus ouvidos doem captando o sibilar das serpentes, a faca range, range exeutando um assobio terrível que chama outras serpentes, que agora se enroscam em todo meu corpo, são muitas, me deixando móvel a fim de continuar cortando aquela mulher que não reage de nenhum modo... E ela, de repente, traja um vestido negro, bonito, e eu continuo cortando-lhe a pele, a faca rangendo, a faca assobiando, as serpentes, chegam mais serpentes, que agora apertam-me todo o corpo, estou ouvindo um grito, estou ouvindo uma gargalhada, estou sentindo mais calor, milhões de graus em meu corpo, uma febre rara... É ela, vestida, que esta gritando, que está gargalhando e, nua, eu continuo a cortá-la, ao mesmo tempo, as serpentes, a faca, o escuro, tudo inundando mais o ambiente aprisionante meu na febre que já nem mais posso calcular a quantos graus está... A mulher sapateia, nua, vestida, a faca febril, as serpentes febris, o calor é a música... E eu danço, febril, pela Eternidade, cortando a mulher, abraçados por mais e mais serpentes, a faca sempre firme, o calor sempre aumentando infinitamente... Até que ele se torna mais infinitamente febril em um novo sonho dançante... Tem mais serpentes aqui, mais sufoco aqui, mais escuro aqui, mais cortes aqui, a faca aqui, a mulher aqui, nua e vestida, sapateando, gargalhando e gritando, a febre e eu formamos uma unidade feliz...


E continuo contando meu sonho neste novo mundo aqui.



- A cura, você tem aí?



Inominável Ser

SONHANDO

SEM UMA CURA







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