domingo, 24 de abril de 2011

Como Gosto Do Sabor Do Seu Sangue...


Uma segunda-feira...


Scyrra deita a vítima com cuidado ao solo em uma casa habitada apenas por ratos e baratas, acariciando-lhe a jugular e o rosto. Aquele que ela atacou ainda respira, assustado, com os olhos bastante aflitos fitando-lhe as afiadíssimas mandíbulas ensanguentadas. Ela segura-o pela nuca, fecha os olhos, joga a cabeça para trás e libera a sua voz gutural estarrecedora...


— Eduardo Esteves Damasceno, 34 anos, advogado, cantor e poeta, casado, quatro filhos e o quinto filho de uma rica família do Morumbi... Você sempre gostou de esportes, praticava Jiu Jitsu há dezoito anos e surfava nas férias no Havaí sempre que podia... Bom pai de família, fiel à sua esposa, Aninha, como você a chamava... Pretendiam ter mais um filho no próximo ano, o último... Tinham a intenção de enviar os quatro filhos que já possuiam para estudarem nos Estados Unidos no futuro... Sua empresa de advocacia rendia bastante lucros, sua felicidade era estupendamente grandiosa... Seu sangue me diz tudo, Eduardo, não se preocupe mais com a sua vida, se preocupe com a sua morte... Não vai ser demorada... Vai ser mais rápida do que você pensa... Seu coração está parando de bater e seu corpo já está tão frio quanto o meu... Chore, Eduardo, isso mesmo, chore, eu compreendo o seu sofrimento, seu sangue me diz tudo... Tudo, Eduardo... Tudo... Como gosto do sabor do seu sangue...


Uma terça-feira...


Scyrra mantém suspensa apenas com a mão direita o corpo moribundo da obesa mulher no subterrâneo de um shopping ainda em construção. A mulher, ofegante, delira e estremece, apavorada, olhando para aquela que atacou-a, a qual está a lamber os dedos da mão esquerda, encharcados com seu sangue. A atacante fecha os olhos, põe a cabeça para trás soltando um tenebroso urro e solta a sua nefasta voz...


— Marina Silveira da Conceição, 67 anos, faxineira, mãe zelosa de doze filhos, honestamente criados em uma favela... Você sofreu a violência de seu marido durante vinte e sete anos até ter a coragem de denunciá-lo... Cuidou de para cada um deles... Antônio: médico... Severo: professor de Matemática... Aloísio: pintor profissional e estudante de Biologia... Nélio: instrutor de Educação Física... Reginaldo: boxeador... Geraldo: professor de Música... Regina: babá... Glória: estudante de Ciências Sociais... Helena: dançarina...seus pais, que adoeceram mentalmente, até a morte deles há seis anos atrás... Sempre trabalhou para dar o melhor para seus filhos... E conseguiu dar o melhor Lúcia: dentista... Rita: farmacêutica... Norma: modelo... Não se preocupe mais com os seus filhotinhos, como você os chama, Marina, sua morte está chegando muito rápida... Dê o seu melhor na hora de morrer, não sinta medo de mim, pense no que teve, no que realizou e no que vai deixar... Seu sangue me diz tudo, Marina, você sempre foi uma guerreira e vai morrer como uma guerreira... Sinto sua luta para não morrer aqui em minhas mãos, seu sangue me diz tudo, Marina... Mas, mesmo lutando, você vai morrer aqui, sim, este momento final da sua vida não será adiado... Não será, Marina, seu sangue está me dizendo isso... Ele está a dizer-me isso... Como gosto do sabor do seu sangue...


Uma quarta-feira...


Scyrra mantém os joelhos apoiados sobre os abdômens do casal de adolescentes nus em uma praia deserta. Atacados por ela enquanto sexualmente se relacionavam, sentem como se o peso de um prédio inteiro estivesse esmagando-lhes os corpos. Aquela que atacou-os cheira a camisinha que retirou do pênis do adolescente, o qual teve o órgão arrancado com uma dentada, órgão agora saboreado por ela... A namorada dele, uma bela garota, olha para seu amado já quase morto e, revoltada, volta-se para o aterrorizante rosto daquela que atacou-os. A atacante fecha os olhos após terminar a sua refeição, põe a cabeça para trás e põe-se a falar antes de qualquer protesto da parte da garota ser erguido em alta voz...


— Adriana Fontes da Fonseca, 14 anos... Rodrigo Ferrez San Martin, 15 anos... De famílias que vivem em diferentes realidades, um namoro proibido e secreto há seis meses... Você, Adriana, uma garota bonita e pobre do subúrbio... Você, Rodrigo, um garoto bonito e rico da parte mais rica da cidade... Viciados em maconha e cocaína... Gostavam de beber vinho, uísque e cachaça... Assistiam filmes pornô e participavam de orgias com colegas de escola, todos viciados como vocês... Tramavam fugir juntos quando fossem maiores de idade, acima de uma moto a rondar o Brasil todo... Estavam apaixonadíssimos um pelo outro... Adriana, você está grávida há dois meses sem saber, o seu sangue me diz tudo... Agora, os três vão morrer juntos... Pai, mãe e filho vão morrer, ele seria um menino tão bonito quanto vocês dois... Sim, eu vejo que seria um menino, o seu sangue, o sangue dele, me diz tudo... Você, Rodrigo, seria para ele o melhor pai do mundo... Você, Adriana, seria para ele a melhor mãe do mundo... Juntos, vocês dois se tratariam em uma clínica de reabilitação, terminariam os estudos e se casariam enfrentando todas as dificuldades... Seu pai te deserdaria, Rodrigo, mas, por amor, sua escolha seria ficar ao lado dela e de seu filho... E você ficará ao lado dela e de seu filho, Rodrigo, a morte de vocês será ao mesmo tempo consumada... Sintam-se felizes, crianças, os seus sonhos de serem um casal se realizará na morte... Eu ouço o sangue de vocês dizer-me tudo... Como gosto do sabor do seu sangue, Rodrigo... Como gosto do sabor do seu sangue, Adriana... Como gosto do sabor do seu sangue, Jonathan... Jonathan seria o nome do filho de vocês, uma escolha sua, Adriana, seu sangue me diz isto... Como gosto do sabor do seu sangue...


Uma quinta-feira...


Scyrra segura de cabeça para baixo, apenas com a mão esquerda, acima de um arranha-céu de vinte e nove andares, os corpos de gêmeas de quatro anos de idade. As crianças estão chorando e gemendo, olhando para ela com um terror transcendentalmente alto, um momento final de uma curta existência a definir o fim de uma angélica inocência. Aquela que atacou-as, devido ao alto frescor do sangue puro das crianças, encontra-se felicíssima e fortalecida, uma terrífica sepulcral alegria. Ela fecha os olhos, põe a cabeça para trás e sua voz faz com que as crianças parem de chorar...


— Karina e Karen Andersen Strauss, 4 anos, filhas de turistas suecos de férias neste país... Karina, você seria uma belíssima diplomata... Karen, você seria uma importante missionária, uma católica fervorosa que levaria a paz a diversas áreas do mundo ainda em guerra... Karina, você se casaria com o presidente da Comunidade Européia e com ele teria três filhos... Karen, você se tornaria uma freira e após uma existência toda dedicada à caridade, se tornaria a Santa Karen através de uma canonização bem merecida seis anos após sua morte... Mas, a sua morte e a de sua irmã acontecerá daqui a pouco e não daqui a noventa anos... O seu sangue me diz que vocês duas viveriam muito e veriam muito deste mundo... Vocês são crianças, mas entendem nesta última noite de suas vidas estas minhas palavras, o sangue que vocês compartilham por igual me diz isto... Podem chorar ou podem não mais chorar, não haverá um final diferente para as duas... Entendo o medo de vocês, sou o bicho-papão mais real e próximo da verdade que se esconde entre as múltiplas veias que abertas são quando as noites caem neste mundo... O medo de vocês é o primeiro e o último, o maior e o único, o sangue nas veias das duas me diz isto... Descansem, crianças, mamãe e papai não podem salvá-las, seus super-heróis, como vocês pensam que eles são, perderam esta batalha... Eu sou o monstro que as devorou, a vilã da vida real que sempre vence, meninas, e seus momentos finais serão aqui perto de mim... O Superman de vocês, o pai de vocês, não pode voar até aqui para salvá-las... A Wonder Woman de vocês, a mãe de vocês, não pode enlaçar-me e impedir que morram... A Liga da Justiça é apenas um desenho, Karina e Karen... Eu não sou personagem de um desenho, Karina e Karen... Como gosto do sabor do seu sangue, Karina... Como gosto do sabor do seu sangue, Karen...


Uma sexta-feira...



Scyrra quebra as armas dos cinco traficantes aos seus pés, em meio à mata atlântica na qual eles agiam. Cada um deles foi selvagemente atacado, perdendo os olhos, as mãos, os pés e os cabelos, os quais foram arrancados com puxadas as mais ferozes. A atacante degusta os cinco tipos de sangue com esmerada calma, ouvindo como estrondos as batidas dos corações de cada um deles. Ela fecha os olhos, põe para trás a cabeça e se delicia com palavras a eles direcionadas...


— Paulo da Silva, 22 anos... Renato da Costa Santos, 33 anos... Reginaldo Santana dos Santos, 35 anos... Geraldo da Fonseca, 37 anos... Saulo da Conceição Pereira, 49 anos... Traficantes, assassinos, ladrões e sequestradores... Você, Paulo, matou dezenove... Você, Renato, trinta e nove... Você, Reginaldo, sessenta... Você, Geraldo, oitenta e nove... Você, Saulo, o melhor e o mais experiente entre os cinco, o chefe desta comunidade, cento e vinte e nove... Todos já foram presos, escaparam matando policiais e aterrorizavam a cidade toda... Eram muito ferozes armados e desarmados, sabiam lutar Capoeira, o que é muito raro entre marginais como vocês... Sua organização lhes daria um fim daqui a sete meses, mas eu me antecipei, até porque a Humanidade não sentirá falta de nenhum de vocês... O sangue de vocês me fala que cada um desejava poder, dinheiro, mulheres, carros caros e o domínio de uma comunidade inteira, onde se sentiriam imperadores e cometeriam os piores crimes, aqueles que lhes passassem pelas mentes... Não que eu os esteja matando para impedir isso, eu gosto do crime e da morte, eu gosto do caos e da destruição, e amo contemplar as mortes de tipos como vocês e de policiais ou dos chamados “inocentes”... Não fiz isso para salvar os “inocentes”, fiz porque gostaria de saborear o sangue de cada um de vocês... Eu lhes disse que a Humanidade não sentiria a falta de cada um, mas suas mães sentirão, elas chorarão muito... Suas mortes serão rápidas, mortais, muito rápidas, o sangue de vocês me diz isto... Ouçam... Ouçam o sangue de suas vítimas como eu ouço agora... Ouçam... Ouçam cada vítima de vocês ranger os dentes e se aproximar daqui, eu consigo ver cada um caminhando para cá... Ouçam... Ouçam cada um dos seus carrascos bem próximos, carrascos piores do que eu, a assassina de vocês... Ouçam como eu ouço o sangue de vocês comigo dialogar... Selvagem, brutal e delicioso sangue... Muito delicioso... Como gosto do sabor do seu sangue, Paulo... Como gosto do sabor do seu sangue, Renato... Como gosto do sabor do seu sangue, Reginaldo... Como gosto do sabor do seu sangue, Geraldo... Como gosto do sabor do seu sangue, Saulo...


Um sábado...


Scyrra crava nas costas do padre ajoelhado diante do altar da igreja que invadira dois crucifixos de ouro. O padre, atacado e todo ensanguentado, ora voltado para a imagem de Santa Bárbara. A atacante segura as pontas dos dois crucifixos, fecha os olhos, põe a cabeça para trás e sua aniquiladora voz percorre toda a igreja, sombria e escura...


— Bernardo Esteves Piccoli, 77 anos, você estudou no Vaticano para se tornar um humilde padre de uma humilde igreja dedicada a uma Entidade chamada Santa Bárbara... Fez o seu papel de cristão e posso dizer que você foi um cristão de verdade... Pelo menos, nunca abusou de um menino, de uma menina ou de uma mulher... Foi verdadeiramente casto, verdadeiramente puro, verdadeiramente celibatário e verdadeiramente, praticando toda caridade possível... Não discriminou os homossexuais e nem outras minorias, práticas típicas da sua religião morta e decadentista... Deus te ouvia... Deus Descia para atender aos seus pedidos... Deus, o seu Deus, te ouvia, Padre Bernardo... Seu sangue me diz que você pessoalmente falava com o nosso Criador... Sim, Padre Bernardo, sou tanto criatura Dele quanto você ou qualquer uma das minhas vítimas... Sou uma última prova, uma última prova para que Ele tenha a certeza de sua fé Nele... Você não está orando silenciosamente para pedir a ajuda Dele... Você não está orando para pedir a ajuda de um Anjo Guerreiro... Você está orando para agradecer por esta última prova... Padre Bernardo, você e sua fé são tão admiráveis quanto o seu sangue... Já causei as últimas provas de milhares de padres antes, mas jamais encontrei um servo de Deus como o senhor... Seu sangue é o mais puro dentre todos os padres dos quais me alimentei... A sua fé é mais profunda do que a de um Papa que matei... Essa santa para a qual está voltado está pronta para te receber no seu Paraíso Encontrado... Você venceu, campeão da fé... Fui o instrumento correto para que você mostrasse ao seu Deus a sua autêntica fé Nele... Todo o seu sangue vibra a favor de sua vitória definitiva... Parabéns, Padre Bernardo, a sua morte valerá a pena no Reino Divino... O derramamento do seu sangue, igualmente... O Reino Das Trevas perdeu mais uma Alma Eterna, mas eu ganhei mais uma força para a continuidade da minha caminhada... Uma força que dialoga comigo através do seu sangue... O seu sangue, Padre Bernardo... O seu doce cristão sangue, Padre Bernardo... O seu singelo caridoso cristão sangue, Padre Bernardo... Como gosto do sabor do seu sangue, Padre Bernardo...


Um domingo...



Scyrra chegou ao cair da noite, me encontrou escrevendo no computador e me atacou. Eu me entreguei, a atacante todo me sugou... Eu estremeci muito, mas medo, nenhum, tive... Entreguei a ela todo o meu sangue, toda a minha vida, toda a minha alma... Ela me jogou na cama, moribundo eu estava... Sorri vendo-a lamber os meus braços sujos de sangue... Sorri ao senti-la morder meus pulsos e arrancar as últimas gotas do meu sangue... Eu e ela fechamos os olhos ao mesmo tempo... Dela ouvi as últimas palavras na materialidade, uma voz de uma das mais antigas predadoras forças deste mundo...


— Giovani Coelho de Souza, 34 anos, o Inominável Ser, poeta, escritor e filósofo... Ser entre as Trevas e as Luzes, entre as Luzes e as Trevas... Crente em Deus... Amante da Arte... Frustrado... Angustiado... Derrotado... Fracassado... Tudo que fazia dava errado... Tudo que tentava fazer de bom era cortado... Orou muito, acreditou em muita coisa e, no fim, não acreditou jamais em nada, a não ser no poder de sua escrita e de sua intelectualidade... Sua família, única família, era a sua mãe, a qual amava em demasia... Sua primeira e única namorada deixa, uma amiga e confidente rara... Você odeia o seu pai, Giovani... Você odeia todo o resto da sua família, Giovani... Você odeia os seus vizinhos, Giovani... Você odeia este mundo, Giovani... Você odeia esta Humanidade, Giovani... Todo o seu ódio é o mais delicioso que já provei... É ódio puro, o mais puro ódio de todos os tempos deste mundo... É ódio infinito, o mais infinito ódio de todos os tempos deste Universo... É ódio sagrado, que possui uma igreja frequentada por todos os seus amigos no Reino Das Trevas... É ódio para alimentar todos Aqueles Que Odeiam... É ódio venerado no Abismo e no Inferno... É ódio admirado por Ctulhu e por Satan... É o ódio que te move, moveu e moverá sempre, Giovani, Inominável Ser ou seja lá qual Ser você seja... É ódio destilado em sua sombria forma de escrever... É ódio inteligentemente desafiador e atraente utilizado como forma de protesto, revolta e manifestação do seu interno poder, da sua força interior, do Rubro, do Alvo e do Negro em seu Ser... Seu sangue arrogante, egoísta, prepotente, esnobe e nada bom me diz isto tudo, Giovani... Você sempre esteve entre a bondade e a maldade, mas conseguiu alcançar A Unicidade... Conseguiu alcançar O Um... E teve permissão de tocar em tudo o que através da sua escrita tocou... Seu sangue está em cada um de seus poemas... Seu sangue está em cada um dos seus textos... Seu sangue está em cada um dos seus livros... Sua esperança acabou há muito, apenas a morte você ficou a desejar e ela chegou... Ela chegou, Giovani, você morrerá como sempre quis, através de uma Vampira que você sempre conheceu e reconheceu em todos os lugares nos quais pisou... Morra, feliz, Giovani, seu sangue me diz que sua morte é a mais feliz das mortes que já ocorreram neste mundo... Os Deuses Do Sangue te felicitam... Os Deuses Dos Vampiros estão te recebendo... A Senhora De Sombras te recebe... A Senhora De Ossos te recebe... A Senhora De Êxtases te recebe... O Primeiro Dos Vampiros te recebe... Todos os Vampiros te recebem, Giovani, morra muito feliz... Seu sangue está feliz... O seu sangue está muito feliz, Inominável Ser... O seu sangue me chamou sempre e eu causo a sua deliciosa aguardada morte... O seu sangue, muito antigo... O seu sangue, muito desejado... O seu sangue, muito precioso para as Trevas... O seu sangue, igualmente precioso para as Luzes... Quem, afinal, é você, Inominável Ser, tão disputado tanto pelo Alto quanto pelo Baixo? Quem, afinal, é você, Giovani? O seu sangue me responde agora... Morra, meu irmão, morra, o seu sangue me dá a resposta... Como gosto do sabor do seu sangue, Giovani... Como gosto do sabor do seu sangue, Inominável Ser...


E todos os dias eu me ergo de minha cova para inominavelmente ser, saboreando o sangue de cada um que me lê...

E Scyrra, com toda a sua sanguinária glória, continua a sua saborosa obra rondando toda a Terra com o mais selvagem prazer... Ela encontrará cada um de vocês para com o vosso sangue dialogar...

Como gostamos do sabor do sangue de vocês...



Inominável Ser

INOMINAVELMENTE

SENDO

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