domingo, 1 de maio de 2011

Frios Luxuriosos Beijos, Toques E Abraços


Meu amante tem a delícia característica daqueles antigos fervorosos amantes a dotarem sua amada das mais completas vestimentas de belezas frondosas. Ele tem muito a me dar como um homem vigoroso nas palavras, na força de seu espírito, na cativante motivação que move o seu interesse por mim. Tenho por ele o maior e melhor amor que uma mulher pode a um homem dar, amor sincero que percorre todas as expressões mais vivas da entrega total de um coração a outro coração. Coração... Um coração batendo... Um só coração batendo somos, uma semente de alegria infinita nasce de nosso amor, apesar do frio... A pele dele... Os toques dele... Os beijos dele... O corpo dele acima do meu... O corpo dele abaixo do meu... Seu pênis dentro de todas as minhas prazerosas regiões... É tudo frio nele, tudo frio... Mas, eu o amo, o amo... Meu coração bate por ele, apesar do coração dele por mim não bater.

Meu amante me deseja a seu lado sempre em todos os momentos de suas tomadas de decisões e reflexões mais profundas. Imediatamente, atendo aos pedidos dele de carinho, de afeto, e eu vou tocando a frieza inteira da pele e da alma dele... Luxúria cresce e desenvolve-se nesse encontro, nossos corpos unem-se na canção preferida de toda a Humanidade que respira e está aquecida pela luz do sol. Em nosso lar não há sol, não há calor, apenas o frio mede este nosso amor, esta nossa luxúria... O pênis dele em minha boca suada... O pênis dele entre meus seios suados... O pênis dele dentro do meu ânus suado... O pênis dele dentro da minha vagina suada... Ele suga minha vagina com milenar habilidade... Ele suga meu ânus com milenar selvageria... Ele suga meus seios com milenar primazia... Ele beija meu corpo inteiro com milenar malícia... Fico a gemer... Fico a sussurrar... Fico a gritar... Fico a sorrir... Fico a gargalhar... Meu amante, meu homem, meu macho totalmente capaz de me elevar... E várias vezes ao dia chupo o pênis dele e o frio gozo escorre pelo meu rosto, congela minha garganta, congela meu corpo todo... E suas unhas me arranham na hora do último prazer... Meu sangue vai parar nas presas dele com muito mais prazer... Meu sangue entra dentro dele com um infindo enredo de prazer... Sou uma mulher em combustão nos braços dele, que sequer aquece seu próprio corpo em contato com o vulcão que é o meu corpo.

Meu amante possui beijos que massacram e salvam, aqueles beijos estrondosos capazes de abalarem as estruturas até mesmo das mais frígidas das mulheres. Esses contatos, esses beijos, ah, como são os mais primais e desejosos... Não sei exatamente explicar, mas quando ele me beija quero ali ficar eternamente recebendo cada um, parada, sedenta de que nenhum deles termine nem seja menos fatal e enfurecido do que o anterior... Ele me beija bastante... Me beija insaciável... Me beija indecente... Me beija escandalosamente... Me beija profundamente... Me beija intensivamente... Me beija corrosivamente... Me beija inclemente... Quero os beijos dele... Quero a frieza toda dos beijos dele... Um beijo em cada um dos meus olhos... Um beijo em cada lado do meu rosto... Beijos por todos os meus cabelos... Beijos e profana língua abusando de meus lábios... Beijos acuando meu pescoço... Beijos saboreando meu colo... Beijos consagrando meus seios... Beijos honrando meus braços... Beijos explorando minhas mãos... Beijos agitando meu abdômen... Beijos desbravando meus pêlos pubianos... Beijos investigando minha vulva... Beijos analisando minha vagina... Beijos investindo contra meus quadris... Beijos idealizando minhas nádegas... Beijos arrasando meu ânus... Beijos homenageando minhas coxas... Beijos agigantando meus joelhos... Beijos saudando meus tornozelos... Beijos agradecendo aos meus pés por eu ser aquela que os lábios de onde eles surgem serem abençoados pelo sabor de todo meu corpo... Me beija mais... Me beija mais... Me beija... Me beija... Me beija... Me beija... Me beija... Vem, me beija, meu amante... Me beija, meu homem... Me beija, meu macho sempre pronto para ao meio rachar-me com sua longa e grossíssimo tronco entre as pernas... Ele me saboreia e eu o saboreio mais, nem me importo se a frieza que emana de seus poros não lhe diz muito acerca do que mais deveria por mim sentir.

Meu amante tem aqueles toques provindos de todos os pensamentos mais vastos nos caminhos da carne a perder-se de tanto saciar-se nas fronteiras existentes entre o prazer sexual e o sexual prazer. Que mãos... As mãos dele são as de um escultor, esculpindo ainda mais meu corpo... As mãos dele são as de um pintor, encontrando novas formas para as minhas já definidas formas... As mãos dele são as de um arquiteto, erguendo como rijas colunas as minhas pernas... As mãos dele são as de um pedreiro, reformando cada parte do meu há muito formado corpo... As mãos dele são as de um poeta, eternizando versos por toda a minha pele... As mãos dele são as de um escritor, desenvolvendo textos dentro de minha pele... As mãos dele são as de um filósofo, desvendando os mistérios existenciais inteiros e plenos de cada religioso templo presente em minha pele... As mãos dele são as de um cafetão, prostituindo com seus dedos as minha pele... As mãos dele são as de um ladrão, roubando com seus dedos as riquezas de minha pele... As mãos dele são as de um traficante, viciando minha fraca carne inteira deixando cada vestígio de sua passagem por esta na forma de rubras e negras manchas e feridas... As mãos dele são as de um sequestrador, deixando refém toda a minha carne, que pede pelo maior dos resgates muito consideráveis: mais toques, mais toques, mais toques, mais toques, mais toques, mais toques, mais toques, mais toques, mais toques... As mãos dele, que mãos, que mãos... Que mãos... Que mãos... Que mãos... Mãos de amante maior... Mãos de homem maior... Mãos de macho maior... Suas unhas penetram em minha pele, arranham e eu gosto... Gosto dos arranhões... Gosto de cada arranhão... Gosto de ver o meu sangue escorrendo pelas mãos dele... Gosto de ver o meu sangue pintando os lábios dele... A partir daquelas mãos... Aquelas fortíssimas mãos senhoras de fortíssimos toques, frios e grandemente torpes e nobres, ao mesmo tempo... Mãos de guerreiro... Mãos de conquistador... Mãos de assassino... Mãos de estrangulador... Com minhas mãos percorro toda a fria pele dele e não sinto reações aos meus toques, tão amorosos e tão pedintes de uma resposta aos seus pedidos por qualquer forma de reconhecimento ou, até, amor, mesmo estranho, mesmo primitivo, mesmo efêmero, mesmo frio.

Meu amante possui o abraço capaz de esmagar mundos inteiros, é uma possante forma de sua frieza imensa dar-me a noção de que em todos os nossos íntimos momentos ele ali comigo está. Os braços dele... Fortíssimos... Escandalosamente magníficos... Explosivamente frios, mas que envolvem meu corpo como inquebráveis mortalhas... Abraçada por ele, sou feliz... Abraçada por ele sou sorridente... Abraçada por ele sou dignamente mulher... Fico segura... Fico plenamente segura... Com ele, em seus braços, tenho riquezas, sonhos, tronos, fortalezas, castelos, imensidões totais destinadas à soberania infinitíssima das já completas supremas e absolutas realizações que os mortais podem possuir. Ele, meu amante, não é um mortal, eu sou uma mortal, ou, melhor esclarecendo a mim mesmo, sou uma morta desde que o primeiro beijo, o primeiro toque e o primeiro abraço dele encontraram-se com o meu corpo. Posso amá-lo, mas ele não me ama; posso querê-lo, mas ele não me quer; posso sonhar com ele, mas ele comigo não sonha; posso ter esperanças de ser feliz ao lado dele, mas ele comigo não alimenta nenhuma esperança de felicidade; tenho tanta certeza de que não sou correspondida quanto os nomes que consigo ler agora, quando ele está a me beijar, tocar e abraçar, nas paredes deste aposento de seu castelo...


Cândida


Vitória


Edna


Hildegard


Wanessa


Louise


Fernanda


Paula


Emily


Henriqueta


Joana


Josefa


Laís


Clementina


Júlia


Sílvia


Rachel


Augustina


Charlotte


Annie


Amanda


Bárbara


Brunilda


Anita


Ana Maria


Alberta


Adriana


Rafaela


Renata


Nancy


Anastasia


Xiangfei


Aya


Florence


Adalgisa


Ítala


Jacqueline


Rose Marie


Joaquina


Míriam


Henriertte


Juliana


Ruthinea


Ester


Jezer


Zippora


Marianne


Francisca


Miguelina


Michelle


Luana


Flaviana


Sebastiana


Cecília


Leopoldina


Valéria


Ivana


Glória


Stephany


Eduarda


Hannah


Beatrice


Naomi


Ashley


Raven


Agatha


Christhine


Jade


Dinorah


Eudóxia


Alfreda


Diana


Eva


Melissa


Sophie


Esses são os nomes que consigo ler nas paredes deste aposento, nomes escritos pelas pontas das predadoras unhas das mãos dele. Meu nome é Dandara e será mais uma Dandara a ser escrita neste castelo, todo tomado por nomes, os nomes de todas as mulheres que pelos milênios amaram este meu mesmo amante. Esta é a minha última noite nos braços de meu amor, eu o sei, mesmo sem nada ele ter me falado, apenas acusado através da sinistra frieza de seu olhar para todo meu corpo. Nesta última noite, serei por ele beijada, tocada, abraçada e penetrada; gozarei e relaxarei com ele a sugar-me todo o sangue, arrancar meu coração, abrir a minha garganta, comer a minha carne e cremar os meus ossos na grande lareira no salão central deste castelo. Morrerei amando meu amante, meu homem, meu macho, aquele que descobriu toda a exata tradução da minha essência. Morrerei na frieza de suas presas e garras dilacerando meu corpo, tomando a minha vida como foram todas as vidas de cada uma das mulheres cujos nomes estão gravados nas paredes internas e externas deste castelo. No frio do corpo de meu amante sinto apenas que ele se importa com a hora de saciar-se existencialmente com a minha morte, da mais brutal maneira, da mais horrenda maneira, como sempre fora em todas as mortes que saciaram-no pelos milênios. No calor do meu corpo, ele sente apenas a velocidade do meu sangue e as últimas aceleradíssimas batidas de meu coração, estou ansiosa, aflita, angustiada e, silenciosa, aguardo apaixonadamente a minha morte pelas mãos, presas e garras do amante, do homem e do macho que tanto amo!

O nome do meu amante, homem e macho é Leylej, O Nocivo; para mim, ele foi o augusto inofensivo senhor conquistador da carne e da alma que eu sou. Com ele encontrei as dádivas do amor e nele estou para encontrar as delícias da Morte, o que nem todas as mulheres do mundo podem ter a imensa sorte de, sem medo, aceitar e desejar. Desejo-me morta... Morta por você, meu amante... Morta por você, meu homem... Morta por você, meu macho... Que mãos... Que mãos... Que mãos... Que braços... Que braços... Que braços... Que beijos... Que beijos... Que beijos... Sim, com frieza, Leylej... Penetre-me assim mesmo... Obrigada por agora arrancar meus olhos com suas garras... Obrigada por agora abrir a minha garganta com suas presas... Obrigada por agora sugar o sangue de minha garganta e, ao mesmo tempo, arrancar o meu coração para, depois, saboreá-lo como a sobremesa... Eu te amo, Leylej... Eu te amo, meu amante... Eu te amo, meu homem... Eu te amo, meu macho... Eu te amo...


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Dandara


Eu sou a décima quinta Dandara a ter seu nome gravado na parede deste aposento do castelo de Leylej pelas garras deste. Eu, as outras Dandaras e todas que possuem seus nomes imortalizados pelas paredes deste castelo, todas nós, ajoelhadas estamos em redor de nosso amante, de nosso homem, de nosso macho, venerando-o amorosamente. E recebemos bem mais uma que conosco assim estará, Jenniffer, mais uma Jenniffer, a amar Leylej, O Nocivo, O Frio, O Amante, O Homem, O Macho, O Vampiro.



Inominável Ser

O FRIO

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O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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