domingo, 18 de setembro de 2011

Danesha Anarcovampira


Os Espíritos Se Rebaixam Diante Do Grande Arcano Da Vida. A Vitória Oferecida É A De Uma Terrível Música Ouvida. O Silêncio Arruinado É A Fonte De Poder Da Raiz Da Própria Vida. O Gozo Perturbante Advém Da Penetração Mais Ardente No Âmago Da Inverdade. Vista-Se, Vampiro, O Manto Da Esperança É Uma Noite Tão Amiga Para Os Imortais Que Bebem De Suas Mortes Vitais...”


O Livro Divino Dos Vampiros, Sentença XXXIII



Às Matriarcas E Patriarcas Da Sociedade Vampírica Oculta


Cara Sociedade Vampírica Oculta, venho por meio desta mensagem escrita informar-lhes da decisão que tomo para o meu próprio bem.


Estudei seus Livros, participei de seus Rituais e aprendi a defender-me na Escola Vermelha Dos Antigos. A simplicidade de vocês me iludiu por algum tempo e eu soube da Verdade ao romper a jugular de minha última vítima. Escapo de todas essas coisas simples e ainda tenho muito a rever de tudo que se construiu desde que me fizeram participar de um grupo. Sempre fui sozinha, nas beiradas das estradas sutis tendo perto de mim a garantia do sangue de uma vítima. Me quiseram perto de algo para que, simplesmente, eu pudesse me identificar com eles, mas não deu certo e nunca daria...


Não nasci para o alfabeto da unicidade, nem dos grandes movimentos contrários ou a favor de uma sociedade. Para quê toda a fantasia da crença em uma união se o egoísmo é a fonte da razão da própria vida? Tudo é egoísta e apenas o sol possui a generosidade banhando toda a Terra, espalhando seus raios, sendo um Servo Da Vida. Como uma Serva Da Morte, reconheço isso, reconheço muito bem isso, mais do que qualquer outro Vampiro que eu conheça. Foi no egoísmo que vocês formaram a Sociedade e é no egoísmo que a Eternidade conta com a vossa continuidade em meio às Trevas. Foi por egoísmo que eu segui a minha trajetória vampírica, aceitando a minha verdadeira natureza logo em meu Primeiro Despertar. Foi no egoísmo que eu me tornei uma Vampira, sofrendo todas as mortes possíveis dentro da doutrinação que recebi do meu Mestre.


Admiti muitas coisas e até mesmo as coisas que, como humana, eu considerava horrendas. Servi a Princípios que julgo ser bem mais verdadeiros do que os ditados pelas humanas religiões e seitas, adiantando-me muito em matéria de certezas que moldam a minha particular visão da realidade. Não fui nem feliz e nem triste como uma Vampira, assim como não era quando humana; apenas quero lhes dizer que cheguei a um determinado ponto de equilíbrio, explodi nas tardes de minha imortalidade e me ofereci um descanso nas manhãs de minha sede. Me alimentei das vítimas corretas e transformei os Potenciais corretos, apenas seguindo os Eternos Deveres de seus Eternos Decretos. Servi, enfim, ao papel que me foi destinado dentro da Sociedade e agradeço a cada um pelo reconhecimento de meu empenho em manter a nossa Raça ocultada dos olhos mortais. Mas, novamente Despertei e consegui chegar a um novo olhar...


Não é pela falta do sol que eu fiz o que fiz, Matriarcas e Patriarcas, jamais adorei ao sol, à lua ou a qualquer astro de todas as galáxias. Não tenho saudades de minha vida humana e muito menos apreciei ser uma Vampira, para mim tudo é uma nulidade plena, um vazio completo, uma versão alternativa de uma existência que nem poderia ter sido uma existência. Não me apeguei a nada como humana e nem como Vampira, tudo para mim foi uma passagem neutra por uma estrada bem recheada de ilusões. Meu Último Despertar não me tornou Gloriosa E Soberana, Ele me fez reconhecer a falsidade dentro de mim mesma, a falsidade dos meus pensamentos, dos meus desejos, dos meus anseios, dos meus ideais, dos meus planos e de toda as minhas certezas de crença em alguma coisa viável que possibilite uma segura trajetória existencial.


Descobri que não gostei de ser o que eu me tornei. Sugar sangue, viver nas sombras, aprender a sorver mais do que a reles condição humana frágil... Como eu não gostava de ser humana, também, meus 1.047 anos como Vampira nada me acrescentaram e nem me fizeram uma gigante entre anões... Nada valeu a pena como humana; nada valeu a pena como Vampira. Ganhei muita sabedoria, mas nada disto vale para A Unidade, da qual todos os Seres vieram... A Sabedoria Vampírica é tão pequena quanto a Sabedoria Humana para Aquele Que Realiza Toda A Sábia Continuidade Das Coisas. Cada um de vocês, Matriarcas e Patriarcas, sobrevive apenas porque suas ilusões eternizaram-se de uma maneira inescapável em suas consciências; são ilusões causadas pela Separatividade, ilusões que lhes fazem pensar ser Gloriosos E Soberanos quando, na realidade, são tão frágeis como eu, qualquer Vampiro ou um ser humano. O que eu fiz foi para não ter que me tornar como vocês, os crentes de uma realidade que nos posiciona na mesma Cadeia Alimentar Universal que qualquer outro Ser: a do Tempo.


O Tempo alimentou-se de mim, alimenta-se de vocês, alimenta-se de todos os Vampiros e de todos os seres humanos. O ato que eu fiz nasceu da minha anarquia que não vai durar muito, mas pelo menos fui a única dentre todos os Vampiros que alcançou A Verdade que muitos como vocês escondem de todos nós. Este sangue, do qual sentem o odor, foi de um Servo fiel às suas ilusões, tão fiel que tentou fazer com que eu continuasse sendo igual a ele. Este sangue através do qual escrevo-lhes esta minha última carta é o do meu Mestre, Seth Luzbel, Aquele que me Transformou, Aquele que eu matei porque ele queria me impedir de fazer a única coisa válida que eu faria em toda minha existência como Filha Da Unidade. Meu maior e melhor ato, o mais lúcido e racional dos meus atos como Serva de vocês, ele tentaria impedir, mas eu não iria deixar que qualquer Ser me impedisse de o realizar. Meu suicídio é um ato sagrado, Matriarcas e Patriarcas, uma prova da minha total anarquia diante das tolices todas que eu aprendi, vivi e defendi como uma Vampira. É também um ato anárquico contra A Vida e A Morte; contra A Luz e As Trevas; contra Deuses e Demônios, contra Vampiros e Seres Humanos; contra Imortais e Mortais de todos os Planos, toda sorte de iludidos governados pela Deusa Ilusão, A Consorte Perfeita De Todos Os Seres Da Criação. Não quero mais fazer parte de nada e eu afirmo que jamais fiz parte de nada. Não fui uma humana e nem uma Vampira, mas, simplesmente, um fantasma, uma imitação, uma grotesca sarcástica piada e uma extrema paródia de Ser Vivo, de Morta e de Morta-Viva.


Vou me suicidar à luz do sol no topo da cabeça do Cristo Redentor e as minhas cinzas vão parar em uma cidade tão decadente quanto vocês. Ao lerem esta carta, que envio através de Thápis Dianus, as minhas cinzas já terão sido levadas pelo vento para O Grande Esquecimento. Não me suicido por causa de algum tipo de remorso que possa ter pelas mortes que causei e nem por algum tipo de desespero interior por ter descoberto A Primeira E Última Verdade. Esta vai ser sempre uma Verdade individual para cada Ser que não irá se iludir mais com as Grandes Mentiras Existenciais, As Mentiras alimentadas pelo Ego, Este Que É O Inimigo Dos Mortais E Dos Imortais. Não tenho mais nada a lhes dizer, Matriarcas e Patriarcas, não derramem por mim uma única gota das suas imortais lágrimas, tão iludidas como os seus pensamentos, atos e palavras.



Da Sua Serva

Danesha Anarcovampira



Nos Assemelhamos Ao Vento Do Sudeste, Que Em Sua Forma Se Arrisca A Percorrer As Venturas Dos Caóticos Meios Das Vozes. A Maior Das Vozes É A Nossa Chegada Profunda Ao Termo Fundamentador De Cada Existência. Quando Chegamos Ao Termo, Bebemos Do Fruto Nascido Das Florestas Que Crescem Banhadas Pelas Verdadeiras Águas. Nos Tornamos Verdadeiros E Verdadeira É A Certeza Respirante De Toda A Nossa Permanência Em Qualquer Horizonte. E Isto Mais Nos Realiza: O Sangue Escorrendo De Nossas Almas Como Eterna Tormenta.”


A Verdade E A Tempestade, Afirmação LIV


Inominável Ser

BEBENDO

DA VERDADE

DELE

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domingo, 4 de setembro de 2011

O Revolucionário Imortal




Mirabeau, Sieyés, Paine, Condorcet, Marat, Danton, Robespierre, Babouf, Bonaparte... Abaixo dos cadáveres de soldados fiéis a este último grande mestre de sua vida, um Jovem Revolucionário Francês agonizava, absorto em pensamentos e lembranças acerca daqueles, os quais pessoalmente conhecera, em Waterloo... A última batalha do seu Imperador fora perdida e suas lágrimas caem na despedida de sua vida...


Sans-cullotte por parte de pai e de mãe, desde os dez anos de idade o Jovem Revolucionário Francês, seguidor de Rousseau na ideologia e de Voltaire na personalidade, lutou pelos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Violento, verdadeiro e sonhador, amou a Revolução Francesa mais do que qualquer outro revolucionário. Pela Revolução viveu, matou e honrou tudo pelo qual lutava.


Ele agonizava e ainda sonhava... Sonhava com o Futuro... Como seria o mundo após a Revolução? Em sua agonia, o Jovem Revolucionário Francês fez um pacto com A Morte: morreria sempre ao renascer em suas próximas encarnações se nesta Ela lhe desse o Dom Da Imortalidade, que seria retirado dele após encontrar-se com um mundo libertário, igualitário e fraterno. A Morte imortalizou-o, afastou A Foice de sua alma e foi buscar as almas dos outros soldados no campo de batalha.


O Revolucionário Imortal levantou-se e iniciou sua caminhada pelo mundo. Presenciou a Revolução de 1848, mas não interferiu e continuou caminhando. Viu a escravidão ser abolida, viva A Liberdade! Esta foi a sua única alegria em sua vida imortal, que nem foi a metade de todos os seus sonhos... A sua agonia retornou, agora imortal, eterna, progressiva, perpétua... Agonia por ver a cada dia os fortes oprimindo os fracos, violentando-os em seus direitos,usurpando-lhes A Liberdade, A Igualdade e A Fraternidade!


Ele, imortal, ainda veria o mundo como ele sonhara. Não pegaria mais em armas, não interferiria na vida humana. Seria uma sombra sonhadora, apagada, observadora. Onde está a Marselhesa? Ela foi cantada nos quatro cantos do mundo? A Liberdade fez-se mãe da Terra? A Igualdade fez-se patriarca dos Estados? A Fraternidade fez-se guia dos povos? Os sonhos do Revolucionário Imortal, O Eterno Jovem Revolucionário Francês, tornaram-se miséria, dor e sofrimento; estes, a mãe, o pai e o guia, respectivamente, da Humanidade.


O Imperialismo massacrante; desigualdades entre os homens; pobreza; guerras mundiais; o declínio do ser humano como ser vivo; a paz nunca alcançada: um Revolucionário Imortal pedindo para morrer. Já esquecido do seu nome e da sua idade, viu seus sonhos e ideais serem exterminados pelos vícios de uma Humanidade decadente. Mais ingênuo do que uma criança, ele acreditou em um mundo maravilhoso que se construiria após a sua luta e a de muitos. E que mundo maravilhoso ele viu progredir?


Como a sombra sonhadora que ele é, fazendo-se invisível aos olhos humanos, viu os horrores dos campos de concentração nazistas, os cogumelos das bombas atômicas ceifando vidas, a violência crescente nas grandes cidades, a falta de fé em um Deus presente em grande parte da Humanidade, egoismos, hipocrisias e o quê mais? Uma Revolução Maoísta que gerou um novo tipo de tirania! Uma Revolução Cubana que gerou mais um novo tipo de tirania! O que mais o Revolucionário Imortal viu? A Liberdade assassinada por rajadas de metralhadoras; A Igualdade pisoteada na lama por lindos sapatos; e A Fraternidade linchada por uma multidão de racionais pessoas civilizadas!


O Terror não foi uma fase da Revolução Francesa, ele é o mundo. Disfarçado de ordem mundial, é a ignorância chamada de razão; a cegueira chamada de inteligência; a imbecilidade chamada de ciência; a brutalidade chamada de lei; anarquia chamada de civilização; cada fato, cada ato, cada concretização de algo em nome do progresso! A esta conclusão chegou o Revolucionário Imortal, que deixou de sonhar e de ter ideais, abandonando todas as suas lembranças festivas e recordações altivas, não é mais idealista como Rousseau e nem ousado como Voltaire...


Ele é agora um mendigo em Waterloo, residente fixo no mesmo local onde foi tornado imortal. Seus ombros cansados, seus olhos apagados, seu corpo magro revestido por um antigo uniforme militar francês e sua voz amarga continuamente a entoar A Marselhesa... Para os habitantes da cidade, ele é um louco. Já foi espancado, preso, torturado e linchado por sua voz sempre ecoar, dia e noite, pela cidade, perturbando a todos. Nunca nestes momentos esqueceu A Marselhesa e totalmente revigorado de todas as violências praticadas em seu corpo, uniforme intacto, ele retorna ao mesmo local do qual retiram-no sempre.


Canta muito mais alto o hino de sua pátria-natal ao ver A Morte levando as almas dos habitantes de Waterloo que não mais necessitam das vestimentas carnais. A sua alma Ela ignora, pois o pacto ainda vigora. Eternamente, o Revolucionário Imortal, o ainda Jovem Revolucionário Francês, continuará ali, naquele local da cidade onde morreria há anos dos quais não se lembra mais. Gerações passarão naquela cidade tentando calá-lo, mas, teimoso, ele continuará ali, uniformizado, fixo, imortal. Tentarão explodi-lo, afogá-lo, matar-lhe-ão de todas as formas... Ele sempre voltará para aquele local, aquele agora imortal local!


"Você Canta A Marselhesa Para Que O Mundo Inteiro Ouça-a Em Sua Voz Imortal, Tornando-Se Libertário, Igualitário E Fraternal A Partir Da Audição De Cada Letra Tão Fervorosamente Entoada Em Sua Incansável Forma De Cantá-La. Se O Mundo Crucificou Ao Melhor Dos Seres A Pisar Nele, O Nazareno Que Tentou Torná-Lo Libertário, Igualitário E Fraternal, Ouvirá A Voz Do Melhor Dos Sonhadores Imortais A Querer Revolucioná-Lo Buscando Pescar Ouvintes Em Um Oceano De Decadências Tão Profundo Que É A Terra Atualmente? Tu Sonhas Ainda, Imortal, Mesmo Sem Querer Sonhar... O Mundo É Surdo E Você Ainda Quer Fazer Com Que Ele Ouça-O? A Grande Roda Da Vida É Cruel, Imortal, Ela Esmaga Tanto Aos Mortais Quanto Aos Imortais! Ela Iguala A Todos No Nascimento, Eu Os Mato Fraternalmente À Medida Que Crescem E Liberto-os Do Véu Ilusório Da Vida Material Ao Adormecerem Nos Meus Braços. Cantes A Marselhesa Com Mais Vigor, Sua Voz Nunca Se Findará, Ele É Imortal Como Nós. Nenhum Ideal Ou Sonho, Mesmo Os Grandiosos Da Tua Amada Revolução, Mudariam A Mão Do Destino No Futuro Da Humanidade. Os Humanos Nasceram Para Sofrer, Imortal, Para Chorar E Para Morrer. Todos Procuram A Felicidade, Sentem-Se Em Alguns Momentos Felizes, Mas Sentem No Fim O Delicado Toque Da Minha Foice. A Imortalidade É Um Castigo Para Ti, Até Eu Me Apiedo Da Tua Continuidade Nesta Maldita Matéria Física. Este Pequeno Reduto De Micróbios Ditos Como Evoluidos É Eterno Como Nós Dois, Imortal. Cantes A Marselhesa, Cante E Cante Eternamente Neste Local, Nosso Pacto Está Além De Deus E Da Criação, Além Do Todo E Do Nada. Nenhum Humano Jamais O Compreenderá Como Você Nunca Compreendeu O Que É O Seu Mundo, Um Mundo Sem Nenhuma Futura Perspectiva Que O Aponte, Um Dia, Como Libertário, Igualitário E Fraternal."


A Morte continua a carregar almas pela cidade. Ele ouviu Suas palavras, mesmo alucinadamente cantando. Mesmo que nem um grão de poeira o ouça, sua voz imortal perdurará...


Estás ouvindo A Marselhesa entoada por esta voz imortal?



Allons, enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie,
L'étendard sanglant est levé,
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats ?
Ils viennent jusque dans vos bras
Égorger vos fils, vos compagnes !


Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Que veut cette horde d'esclaves,
De traîtres, de rois conjurés ?
Pour qui ces ignobles entraves,
Ces fers dès longtemps préparés ?
Français, pour nous, ah ! quel outrage !
Quels transports il doit exciter !
C'est nous qu'on ose méditer
De rendre à l'antique esclavage !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Quoi ! des cohortes étrangères
Feraient la loi dans nos foyers !
Quoi ! ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fiers guerriers !
Grand Dieu ! par des mains enchaînées
Nos fronts sous le joug se ploieraient
De vils despotes deviendraient
Les maîtres de nos destinées !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Tremblez, tyrans et vous perfides
L'opprobre de tous les partis,
Tremblez ! vos projets parricides
Vont enfin recevoir leurs prix !
Tout est soldat pour vous combattre,
S'ils tombent, nos jeunes héros,
La terre en produit de nouveaux,
Contre vous tout prêts à se battre !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Français, en guerriers magnanimes,
Portez ou retenez vos coups !
Épargnez ces tristes victimes,
À regret s'armant contre nous.
Mais ces despotes sanguinaires,
Mais ces complices de Boullé,
Tous ces tigres qui, sans pitié,
Déchirent le sein de leur mère !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Amour sacré de la Patrie,
Conduis, soutiens nos bras vengeurs
Liberté, Liberté chérie,
Combats avec tes défenseurs !
Sous nos drapeaux que la victoire
Accoure à tes mâles accents,
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et notre gloire !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !



Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus,
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leurs vertus
Bien moins jaloux de leur survivre
Que de partager leur cercueil,
Nous aurons le sublime orgueil
De les venger ou de les suivre



Enfants, que l'Honneur, la Patrie
Fassent l'objet de tous nos vœux !
Ayons toujours l'âme nourrie
Des feux qu'ils inspirent tous deux. (Bis)
Soyons unis ! Tout est possible ;
Nos vils ennemis tomberont,
Alors les Français cesseront
De chanter ce refrain terrible :
Aux armes, citoyens !



Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !


Aux armes, citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons !




Inominável Ser

UM MORTAL

OUVINTE

DA MARSELHESA


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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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