domingo, 27 de setembro de 2015

Escrevo Meu Nome A Cada Litro Do Seu Sangue




"Oferecemos o melhor que a dor pode oferecer ao custo de milhões de gemidos e gritos que faremos você dar sem tempo determinado para o fim do Contrato. Somos uma corporação internacional voltada para o BDSM Extremo, atuante em quarenta países, sigilosamente agindo sempre na escolha dos nossos clientes e da proteção dos mesmos durante as sessões quanto a interferências externas. Aceitamos pagamento em forma de sangue, o seu sangue, apenas, sem direito a devolução, no ato de batismo da sua carne com instrumentos cortantes, chicotes, cigarros e demais objetos que causem dores insuportáveis ao máximo para o seu deleite e prazer. Nossos Artistas Da Dor estão plenamente capacitados a lhes oferecer prazeres mortais, séculos de experiência em torturas e assassinatos lhes capacitam para tal como verdadeiros mestres de uma Arte que sobrevive nas sombras deste mundo há milênios. Ao assinar este documento, o(a) senhor(a) se responsabiliza única e exclusivamente pela sua morte, assim como com os seus restos mortais que serão servidos como banquete ao(s) Artista(s) que lhe oferecerá(ão) o espetáculo de serem assassinados com estilo, elegância e sofisticação em todas as medidas e pormenores. Sendo assim, nós, da Liga Da Sangria Eterna, a presente Contratada, lhe saudamos como o futuro cadáver que você será, caro Contratante.

Erzsébet Tepes de Lioncourt

Presidente Eterna
Da Liga Da Sangria Eterna"




James Baxter Beckenbauer assinou O Contrato Vermelho da Liga imediatamente. O riquíssimo advogado criminalista alemão sempre fora um homem obcecado por extremos com relação a tudo. Em uma certa noite em um pub de Stratford, soube da existência de um grupo secreto de BDSM Extremo muito diferente do que atualmente se conhece através da Internet. Curioso, procurou saber, em seu país, acerca de tal grupo, viajando durante dois anos por toda a Alemanha e, em cada cidade, se aprofundando no submundo sexual que lhe proporcionou profundos prazeres. Abandonando sua carreira de advogado internacionalmente requisitado, se dedicou apenas a participar de júris em orgias com milhares de homens e mulheres, jamais se negando a ser o homem de um homem ou a mulher de um homem ou a mulher de uma mulher. Ao fim de dois anos, nada na Alemanha soube acerca da Liga, apenas lendas e boatos ouvidos dos lábios de seus parceiros sexuais. Insatisfeito e muito mais obcecado do que fora em toda sua vida, decidiu viajar por toda a Europa a fim de contatar algum membro da Liga.

França, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Romênia, Suécia, Noruega, Ucrânia... Ele percorreu cada cidade européia durante cinco anos e nada soube da Liga. Partiu, infinitamente obcecado, para a América...

Estados Unidos, Canadá, México, Costa Rica, Colômbia, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile... E nada da Liga... Partiu, infinitamente obcecado ao cubo, para a África...

África do Sul, Nigéria, Uganda, Egito, Marrocos, Congo, Angola, MMoçambique... E nada da Liga... Partiu, infinitamente obcecado ao triplo, para a Ásia...

Israel, Arábia Saudita, Jordânia, Rússia, China, Tailândia, Myanmar, Indon, Coréia do Sul, Japão... E nada da Liga... Partiu, infinitamente obcecado ao quádruplo, para a Oceania...

Austrália, Havaí, Fiji, Guam, Ilhas Marianas, Micronésia, Nova Zelândia, Tonga, Tuvalu... E nada da Liga... Retornou, então, após doze anos de viagem por todas as cidades do mundo que pôde visitar, para seu país natal, infinitamente frustrado...

60% de toda sua fortuna, herdada dos pais e elevada graças ao seu talento como advogado de criminosos endinheirados pelo mundo, desapareceu junto com seus excessos sexuais. Na empoeirada mansão que deixou, sem nenhum empregado, na cidade de Koenigsberg, o que tinha acumulado em doze anos não foram respostas acerca da Liga, mas um cu sem todas as pregas, um pau todo esfolado e uma boca cheirando a esperma e gozo de putas, putas e mais putas. E, nesse período todo, tornou-se um viciado em álcool, cocaína, charutos e orgias que envelheceram-no fisicamente quarenta anos. Apesar dos cinquenta e seis anos de ano, sua magreza extrema, cabelos brancos e rugas lhe davam uma aparência de noventa e seis anos.

Em uma noite invernal, após um mês de seu retorno à Alemanha, a resposta sobre a Liga, finalmente, chega. Fumando um charuto após meter no cu de três miches e duas prostitutas, que dormiam em sua cama, ele vê surgir à sua frente um dos Agentes Vermelhos da Liga. Do pouco que soube desta, ficou a par dos silenciosos Agentes que guiavam os interessados ao grupo. O sinistro homem encapuzado, todo de vermelho e com a estatura de um gigante, entregou calado o contrato a James, que o leu, correu para a escrivaninha ao lado da cama, pegou uma caneta e o assinou. O Agente, cujo rosto o capuz do manto que portava era encoberto, pegou o contrato e segurou-o pelo alto da cabeça. O advogado fechou os olhos e, instantaneamente, surgiu em uma câmara de tortura vermelha, isolada de tudo, onde a noção de tempo, espaço e localização inexiste. À frente dele, no lugar do Agente, apenas uma Artista Da Dor, coberta por um látex vermelho e negro dos pés a cabeça, igualmente gigantesca em estatura, que assim a ele dirigiu-se:


- Suas perguntas serão a partir de hoje aqui respondidas através das dores que causarei em sua carne. Não se interesse em mim, em saber quem sou ou em saber qual é o meu nome. Interesse-se apenas pelas dores que eu provocarei em você, as últimas sensações de prazer que irá ter.


Alegre como antes de saber da existência da Liga, James despe-se e entrega-se aos cuidados da Artista. Plasticamente fria, ela o pendura com correntes acima do chão três metros, de cabeça para baixo. No chão, ela pôs uma enorme bacia de ouro abaixo deke e dirige-se para um canto da câmara. Ao voltar, tinha nas mãos uma faca afiadíssima, com a qual foi cortando profundamente toda a pele de James, que geme de intenso prazer... Cada corte é uma obra de arte, a Artista incrementou cada um deles com uma exímia capacidade de extrair do seu campo de criação o máximo de dolorosa sensação... Os cortes abriam-se rápido, mas o sangue escorria devagar, controlado por uma invisível força a manipular sua saída a fim de que o Contratante não morra rápido: a força que advém dela como Artista Da Dor.

A faca foi deixada de lado e um serrote é utilizado para cortar as articulações que unem os braços aos antebraços e as coxas às panturrilhas e estas aos pés. Sem perder a técnica em sua Arte, a Artista esforçou-se em penetrar cada articulação extraindo dos dentes do serrote o amplo espectro de sensações das mais dolorosas... James grita de prazer, o alcance do extremo que sempre desejou estava sendo-lhe grato demais... As articulações foram destruidas, a dor elevada artisticamente com douta maestria... O sangue continuou lentamente a cair na bacia...

O serrote foi abandonado e um picador de gelo foi usado para perfurar-lhe a carne, sem atingir órgãos vitais, do tórax aos pés. Cada perfuração foi dada com uma leveza quase hipnótica e em James causa fulminantes dores ainda mais adoráveis... A Artista construiu a cada perfurar quadros expressivos de seu trabalho como moldadora dos mais perversos desejos de autodestruição de um Contratante... E o sangue caia lentamente na bacia...

Depois do picador de gelo, um pênis de espinhos elétricos foi introduzido no cu dele. A Artista graciosamente fria estabeleceu um incremento intervencionista no cu de James ao mexer rapidamente o pênis, cortando tudo por dentro e arrebentando toda a próstata... James gritou mais alto! Gritou, gritou e gritou, gargalhando, bem mais alto! E junto com o sangue, caiu-lhe lentamente também o gozo do cu que há muito dava para todo e qualquer tipo de macho e de mulheres fãs de dedadas...

Mantido o pênis a vibrar no cu dele, a Artista usa arame farpado para castigar os vinte e oito centímetros do pênis ereto do mesmo. Cada volta dada pelo arame era para James uma deliciosa oportunidade de sentir mais prazeres inenarráveis... A Artista ia agindo em seu palco de atuações vertiginosamente, usando de todo seu profissionalismo para a causa da Liga: como Contratada, causar no Contratante toda a dor possível sem tempo determinado de término do Contrato. E o sangue lentamente era vertido na bacia...

O arame foi totalmente no pênis enrolado e a Artista pegou uma tesoura a fim de iniciar o primeiro corte de um órgão vital. James, ao perceber que tal órgão seria sua língua, aproveitou momento antes de perder a fala para dirigir-se à profissional que contratara:


- Você... Você... Você... É excelente... Qual é o seu... nome?


Ela parou a tesoura perto da boca dele e voltou seus olhos vermelhos para os olhos verdes-claros do mesmo, respondendo:


- Escrevo meu nome a cada litro do seu sangue.


E a língua dele fora cortada...

E o sangue dele continua a cair na bacia...

James encontrou a Liga no ano de 1985 e até agora, o ano de 2015 do Calendário Romano, continua a ser uma obra de arte em desenvolvimento da melhor dos Artistas daquele grupo. Por tempo indeterminado, nenhum doloroso prazer a ele será negado. E nem as de outros Contratantes que neste momento estão sob os cuidados profissionalíssimos de outros Artistas da Liga. E o sangue de cada um deles cai em outras bacias...


Inominável Ser
UM ARTISTA
DA
DOR
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domingo, 20 de setembro de 2015

Sanguinária Eremita




Noturnas litanias são entoadas para todos os predadores que se insinuam pelas ruas nas quentes e nas frias noites onde o assobio da mortalha existencial que envolve todo o mundo é muito mais soberana. Esta não é uma mentira que vaga nas mentes mais caóticas, é uma verdade magistral narradora de um registro capital de barbaridades, monstruosidades e covardias. Tal verdade enroscada no pulsar do noturno coração e no ritmo do noturno pulmão pode ser até uma mentira para os que preferem ignorar o impactante verbo a ser conjugado a favor da afirmação do que a Humanidade ergueu a um status de celebridade: O Mal. É O Mal insinuante, sinuoso, possante e característico de um mundo doente, de um país doente e de uma cidade doente. A Cidade Doente é o palco desta narrativa, um relato de uma noite, mais uma, de monstros à deriva pelas vielas, ruas, esquinas, becos e vias. Uma história sobre um encontro de três monstros tendo como espectadora apenas a Lua Negra.

O Empresário Doente é um homem repleto de múltiplas máscaras, um bilionário que elevou sua fortuna vendendo armas para terroristas e mercenários, dono de uma empresa de armamentos bélicos mundialmente famosa. Casado, pai de quatro filhos e avô de nove netos, é diante da sociedade que o idolatra como um grande senhor respeitável o mais hipócrita entre todos os endinheirados hipócritas. Seu hobby predileto não se inclui entre os que socialmente demonstra, como equitação, esqui na neve, automobilismo, Boxe, Jiu Jitsu e Halterofilismo. O hobby do Bilionário Doente não pode ser divulgado ao grande público que lhe chupa o saco e cheira o rabo, é um esporte para tão doentes quanto ele. Um esporte secretamente divulgado na Deep Web entre outros Doentes, no mundo inteiro. Um esporte cujas jogadas consistem em caçar a cada madrugada meninas de rua, convencendo-lhes a entrarem na BMW prateada de luxo, levar-lhes para um sítio 15 km ao leste da cidade, violentar-lhes de todas as formas, torturar-lhes, queimar-lhes vivas e comer-lhes as carnes assadas como se fosse um divertido churrasco.

Todo esse jogo é filmado pelo Motorista Doente que para ele trabalha há dezesseis anos. O Motorista é um desses mascus fodidos da vida, revoltado a vomitar ódio contra mulheres, negros, homossexuais, pregar a violência e defender a pedofilia. Representando seu papel de condutor do Veículo Doente, tal criatura arregimenta outros que são como ele a fim de divulgarem pela Deep Web o material filmado com precisão, paciência e divertidamente. Para ele, seu Patrão Doente é um ídolo, um criador de extremas obras de arte relacionadas ao que ele defende como filosofia de vida, conduta e comportamento. Junto ao Empresário, esta criatura é outro hipócrita que finge amar sua esposa e os dois filhos, os três mantidos como que para as aparências sejam um escudo para ocultar o que ele ama. E o que ele ama é o Patrão, um amante que por dezesseis anos vem a encher-lhe a boca e o cu de beijos, mijo e porra. Até mesmo como mascu, tal criatura mascarada não passa de uma farsa, de um hipócrita.

Mais uma noite de caça, ruas percorridas devagar, apenas o vazio à frente na estrada e o latir de cães ao longe. E ela caminha no meio da estrada em direção à BMW Doente, descalça, vestido alvo intacto, cabelos louros até o chão, pele alvíssima a brilhar com a luz dos faróis... O Empresário e O Motorista ficam excitados com a visão da menina de uns exatos oito anos de idade à frente, a mais bonita mendiga que já vislumbraram. O veículo é parado a seis metros dela, cujos grandes e etéreos olhos verdes-claros brilham intensamente à luz dos faróis. Dentro do veículo, Os Doentes encontram-se embasbacados e maravilhados, boquiabertos, devido à imensa beleza dela, apertando os paus com as duas mãos com extrema tensão e excitação. O Motorista, sem deixar de admirar o rosto da garota, dirige-se ao Patrão:


- Uma de bucetinha rosada após dez anos, Patrão! Hoje não tem neguinha fedorenta, não!
- Chega o carro do lado dela, caralho! Quero a bucetinha rosada aqui dentro logo!
- Sem demora, Patrão!


A BMW avança e pára à esquerda da menina. O vidro é abaixado e o rosto do Patrão surge sorrindo para ela com lascívia e fome. Sem reação alguma, a menina apenas fita-o calada.


- Loirinha bonitinha, entra aqui, vem... Tá com fome? Olha, o titio das bucetinhas vai te dar dinheiro, tu só precisa fazer umas coisinhas pequenininhas com ele, tá bem? Vem, gatinha, não fica com medo do titio, não!


A porta é aberta e, para surpresa dele, sem muita resistência, calada, a menina entra no carro e fecha a porta. O Motorista retoma a viagem, só que agora em direção ao Sítio Doente, o local da partida de todo jogo que eles jogam. Atrás, O Patrão sua abundantemente, admirando a perfeita boneca que tem sentada á direita de si, da qual não se aproxima como fez com as outras bonecas por ele brutalizadas. Olhando para as ruas, a garota se mantém distante e ele é obrigado a, hipnotizado diante da beleza dela, puxar assunto:


- Qual é o seu nome, bucetinha rosada?
- Qualquer um.
- Ué, você tem um nomezinho, não tem?
- Há muito tempo não me dão um nome.
- Sei... Papai e mamãe morreram?
- Foram devorados por uma fera quando eu era um bebê.
- E quem te criou?
- A Fera.
- Uma puta velha que te batia?
- Não, ela me dava todo tipo de carne para comer.
- E ela te abandonou?
- Não, eu a matei.
- Ah, pára com isso, bucetinha rosada! Você não mataria uma mosca! Fala a verdade!
- Todos, que não sabem o que o senhor faz, como te vêem?
- Como você sabe o que eu faço?
- Eu vejo as meninas que você matou em seu redor, chorando, uivando e rangendo os dentes.
- Quê?
- Estou brincando, titio.
- Ah, que bom! Eu já ia me livrar de você agora! Então, como sobreviveu sozinha nas ruas?
- Comendo carne.
- Você é uma criança caçadora ou tem um cara que te come e te banca?
- Eu como todos os caras que tentam me comer.
- Ah, menininha gostosa, você é muito divertida!
- Não tente me comer.
- Espertinha demais você, sabia, bucetinha rosada...
- Não tente me tocar.
- Eu vou te tocar, sim, sua putinha... E nem tente abrir a porta ou gritar, este carro aqui está muito bem preparado para evitar que putinhas como você escapem de mim!
- Pare este carro e me deixe ir embora.
- Embora? Embora, o caralho, vagabundinha, eu vou te rasgar, comer e bater até te matar!
- Já tentaram me matar muitas vezes e não conseguiram.
- Eu vou te matar como eu fiz...
- Com as outras?
- Tu tá se achando mais esperta do que eu, bucetinha rosada?
- Não, mas eu não sou as outras.
- Você é como toda putinha que a cada madrugada eu venho matando, sim! E vai me obedecer porque, senão, eu te fodo e estrangulo aqui mesmo, agora!
- Tente, titio, me foder e estrangular aqui, agora.
- Piranhinha!


O Empresário empunha a adaga que costuma carregar na cintura, se aproxima da menina e encosta a lâmina na garganta dela. Esta volta o olhar para o dele; um contraste nítido: os olhos dela permanecem frios e os dele cintilam de ódio, luxúria e crueldade.


- Vai, bucetinha rosada, fala de novo o que tu falou antes comigo! Tá pensando que me mete medo, sua escrotinha desgraçada? Tá pensando? Já fiz de bosta um bando de abusadinhas como você e todas vieram parar no meu estômago e eu as caguei de novo! Você para mim é mais uma, errei ao querer pensar em te manter um pouquinho para mim antes de te assar todinha! Tá com medo agora, escrotinha? Tá com medo?
- Todas as outras sentiram medo. Eu não sei o que é o medo.
- Vai saber, rapidinho, escrotinha! Dirige mais rápido esta porra, Motorista!
- Tá bom, Patrão!


Pisando fortíssimo no acelerador, O Motorista atravessa o que ainda resta da cidade em direção ao sítio. O Patrão acaricia com a mão direita as pernas da menina e mantém a lâmina da adaga pressionada contra o pescoço da mesma, que encara-lhe o olhar calmamente.


- Você é linda, não tem nem cheiro... As branquinhas e neguinhas que matei antes fediam prá caralho, mas você é a melhor que já veio parar dentro deste carro... Você é mesmo uma mendiga?
- Sou uma eremita, senhor.
- Isso, me trate com respeito... Onde aprendeu tantas palavras difíceis com tão pouca idade?
- Este corpo aqui não se deteriora, mas sou bem mais velha do que os seus ancestrais.
- Meus ancestrais? Acho que além de lindinha, gostosinha e abusadinha, você é doidinha, bucetinha rosada... Mas, eu gosto de doidinhas, já matei menininhas doidinhas...
- Quer mesmo que eu entre em seu jogo, senhor?
- Gosta de jogos?
- Digamos que sou uma devoradora em todo tipo de jogo.
- Tu tem um cafetão, não é? Teu jeitinho é de puta de rua todinho!
- O senhor me julga muito pelo meu jeito que te parece igual ao de outras meninas das ruas. Mas, eu já lhe disse que não sou como elas.
- Lamento ter que matá-la... Eu poderia te adotar, levar para morar com minha família e te comer toda madrugada...
- Você nunca vai me comer.
- Eu vou, sim, malditazinha dos infernos! Eu vou, sim!


O Empresário começa a espancar a garota com o cabo da adaga, por todo o corpo. No entanto, elá não esboça reação nenhuma e nem chega a sangrar. Cansado de bater nela por alguns minutos, aquele, suadíssimo, tira a camisa, afasta-se e urrando de ódio fica olhando para ela, que volta a olhar pela janela. 


- Chegamos, Patrão!
- Até que enfim, caralho!


O carro pára à porta do sítio e O Motorista salta para abri-la. A seguir, dirige duzentos e cinquenta metros até parar em frente à casa central do sítio, sombria, que exteriormente aparenta abandono. O Patrão abre a porta ao lado da menina e a empurra para fora, fazendo-lhe cair violentamente ao solo; ao saltar, chuta-lhe no estômago por dois metros diversas vezes e ergue-lhe pelos cabelos, calado, arrastando-a até a casa. O Motorista, sorridente, a assobiar, segue-os, imaginando que as horas seguintes lhe darão muito prazer, como sempre. O Patrão abre a porta com um chute, acende a luz e revela-se um imenso cômodo de trezentos metros quadrados luxuoso e repleto de modernos instrumentos de tortura, junto a vestimentas emborrachadas e muitas facas e machados e espadas dispostos pelas paredes. O Patrão arrasta a garota para o meio do cômodo e a joga ao chão, enquanto O Motorista se direciona para o computador, liga-o e ao Wi-Fi, às dezoito câmeras instaladas e se prepara para entrar na Deep Web. Fria, impassível e sentada no chão, sem nenhum ferimento no corpo após ter sido diversas vezes chutada, a menina observa O Patrão revestir-se do crânio aos pés com um collant emborrachado negro e O Motorista se conectando ao Submundo Doente Virtual. Com a mesma calma, ela olha para cada câmera e centímetro quadrado do recinto, como se analisasse um panorama turístico exótico a ser visitado por poucos privilegiados. E se volta para O Patrão à sua frente, ocultado por inteiro abaixo do emborrachado e com o avantajado pênis de quarenta centímetros à mostra, ereto.


- Patrão, já estamos online!
- Obrigado, Motorista!
- Castiga a cachorrinha com gosto, Patrão!
- Vou oferecer ao meu público, como sempre, um grande show!


Com afiadíssimas gilletes nas mãos, ele se aproxima da menina, que continua sentada. Ela se fixa no monstruosamente constituído pênis dele e se ajoelha, aproximando-se dessa forma do mesmo. E começa a beijar o membro do Patrão, dando a este um inesperado prazer.


- Ah, putinha, isso, se entrega! Se revela! Vai...


Ela põe cinco centímetros do pênis dentro da boca.


- Ah... Vai... Eu vou te matar bem bonito depois...



Ela põe dez centímetros do pênis dentro da boca.


- Ah... Ah...


Ela põe quinze centímetros do pênis dentro da boca.


- Ah... Te mato...


Ela põe vinte centímetros do pênis dentro da boca.


- Te mato... Bucetinha rosada... Te mato...


Ela põe vinte e cinco centímetros do pênis dentro da boca.


Ah... Isso... Isso...


Ela põe trinta centímetros do pênis dentro da boca...


- Ah...


Ela põe trinta e cinco centímetros do pênis dentro da boca.


- Ah...


Ela põe quarenta centímetros do pênis dentro da boca.


- Minha... Gatinha... Bucetinha rosada...


Excitadíssimos e se masturbando, O Motorista e todos os milhões de Doentes da Deep Web a assistirem o que é chamado de O Jogo do Buceteiro, sequer analisam isto: como uma menininha de oito anos conseguiria engolir um pênis de quarenta centímetros e praticar no mesmo sexo oral? É o que O Patrão, O Empresário Doente, O Buceteiro, caindo em si, começa a notar, voltando para baixo o olhar... Os olhos verdes-claros grandes continuam os mesmos, o corpo continua o mesmo, mas a boca... A boca... A boca... A boca é um aterrador amontoado de carne putrefata, de odor apodrecido e nauseante, enorme! Os dentes são afiadíssimos, incontáveis, sobrepostos uns aos outros, roçando dolorosamente o pênis, que se mostra rasgado, a sangrar em abundância! Ele tenta rasgar o rosto dela, mas mãos gigantescas de mil oitocentos e cinquenta e nove dedos esmagam-lhe as suas, as verdadeiras mãos dela! Aterrorizado, amedrontado, ele grita!


- MOTORISTAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!


O Motorista goza e acorda do gozo abrindo os olhos e deparando-se com tal grotesca cena!


- PATRÃOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!


Ao invés de auxiliar o patrão, ele corre para a porta que, no entanto, não consegue abrir e se desespera! Voltando-se para a cena bizarra no centro do cômodo, ele senta e se mija de medo, estremecendo e gritando junto ao falo hiperdotado arrancado ultraviolentamente do corpo do Patrão! Este grita e não cai, sendo mantido em pé pelas colossais mãos da menina, que mastiga lentamente o membro diante dos olhos petrificados de horror dele! Ao terminar de mastigar o objeto de orgulho do Predador Doente, ela começa a devorá-lo a partir do local onde antes o mesmo encontrava-se! Mastiga, mastiga, mastiga... Estômago, tórax, ossos... Coração, pulmões, garganta... Crânio, braços, pernas...

Ela se volta para O Motorista, todo mijado (também cagado), caminhando devagar em direção a ele...


- Não... Não... Não... Eu... Eu apenas dirigia o carro... Apenas operava a transmissão... A Deep Web... Não... Não... Por favor, não me mata... Eu posso matar pessoas para te dar de comer... Não, menina, não me mata... Não... Não... NÃOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!


Da mesma forma que ela matara o outro Doente, ela mata O Motorista, lentamente devorando-o vivo. Ao fim, ela volta à forma humana e fita de novo cada câmera, que filmou todos os fatos ali ocorridos ininterruptamente. Os Doentes da Deep Web irão discutir durante anos acerca do "filme de terror do Buceteiro, perfeito no Gore ao estilo Snuff Film" que assistiram e erguerão teorias acerca do desaparecimento do mesmo do Submundo Doente Cibernético "após a transmissão do filmaço". Sem o mínimo esboço de emoção no rosto, a menina abre a porta, sai da casa e caminha em direção à estrada para continuar sua inacabável caminhada.

Todos que por um tempo conviveram com ela pelas ruas deste mundo, perceberam que ela jamais adoecia, se machucava, sentia calor ou frio, sorria ou chorava, nem dormia. E o vestido alvíssimo dela, como sua pele e cabelos volumosos, jamais sujavam-se. Como ela nunca dizia seu verdadeiro nome, sempre havia alguém que lhe chamava de Menina Saudável.

Inominável Ser
UM SER
DOENTE
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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

O Coveiro Inominável

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