domingo, 11 de outubro de 2015

Seios E Crucifixos




Adriano, O Estrangulador; Rafael, O Apunhalador; Diego, O Estuprador; Renato, O Sufocador; Sérgio, O Espancador; Alejandro, O Traficante; Zenon, O Ladrão; Ferdinando, O Sequestrador; e Luciano, O Contrabandista: os nove amantes da proprietária do Clube De Nergjalataub, reunidos no imenso salão central, cada um sentado em uma mesa a beber o sangue de bebês sacrificados por cada um deles em rituais aos respectivos Demônios-da-Guarda que lhes protegem desde o início do contato com A Freira. São servidos pelas Estranhas, as doze eficientes garçonetes nuas, de corpo tatuado com símbolos da Primeira Loja Antiga e portando crucifixos de madeira ao pescoço, que lhes oferece as carnes assadas daqueles bebês e dos mais exóticos sacrifícios oferecidos aos do Submundo Abismal. Magnífica, triunfal e soberana, Zenaida, A Freira, adentra no salão, com o rosto sempre em sombras envolto e uma negra aura a circundá-la, aura emissora de onipotente, onisciente e onipresente malignidade, lascívia e sabedoria conhecedora de cada meandro das humanas podridões. Ela veste uma túnica transparente negra, estando nua por baixo, revelando um corpo magro, belo e firme cuja idade é incalculável. Ao pescoço, ela porta o mesmo crucifixo de madeira e, ao vê-la, as Estranhas ajoelham-se e seus amantes fazem o mesmo, revelando o respeito à proprietária do Clube e a uma Representante Maior Dos Antigos na Face Terrestre Material.

A Noite chegou e cada amante dela está preparado.

Permanecendo em pé à frente das mesas treze metros, ela observa os silenciosos amantes à sua frente. Cada um conhece-lhe o rosto de uma maneira, já que a cada amante seu ela revela um diferente, assim como é diferente para cada um na idade, na estatura, na cor da pele, dos olhos e dos cabelos. O corpo, no entanto, permanece o mesmo quando distante sexualmente deles, com destaque para os seios médios e bonitos que incham, crescem e sangram durante a foda que é sempre produtiva de profundas multiplicidades de orgasmos. Ela os observa da escuridão envolvendo suas verdadeiras feições, com respeito e admiração, são eles excelentes escolhas entre os mais sujos e amorais da Espécie Humana nestes desgraçados tempos sujos e amorais de uma civilização pronta para o abate que advirá das Profundezas Abismais. Nada pode ser visto de sua verdadeira face, mas o som de seu riso de satisfação agora é ouvido.


- Boa noite, meus Gloriosos Consortes! Filhas, podem recolher a bebida e a comida, A Noite deles vai iniciar-se agora.


Sua voz é trovão, alta e assustadora.

A Noite chegou e seus amantes estão preparados.

As Estranhas trabalham tão rápido e silenciosas que tudo nas mesas é retirado, sem que nada seja derramado nas mesmas ou no piso do salão. Zenaida dispensa-as com um gesto da mão esquerda e se dirige aos Consortes:


- Sentem-se agora e me ouçam antes do início da Noite.


Sua ordem é solene e silenciosamente obedecida.

A Noite se afirmando cada vez mais feroz e veloz, eles estão preparados.


- Seus talentos me atraíram, assim como eu sou para cada um de vocês uma iinspiração em tudo que me oferecem como tributo. Gosto de vocês, gosto da dor que provocam e do terror que destilam nos corações dos demais humanos. Vocês não se conhecem, mas são parecidos no que possuem dentro do coração: a árvore de uma crueldade que faz brotar em redor miríades de crimes, abominações e devastações que me são muito queridas. Mas, somente um de vocês, após esta noite, vai deixar de ser humano e passará a ser o meu 966° Esposo Definitivo, como A Obscura Lei do Convento Do Abismo convenciona no contrato do Tratado que cada um firmou comigo. A Noite Definidora é hoje, meus Consortes, e aqui é o palco que escolherá aquele que me acompanhará até meu Reino. Quero que se ergam agora, lutem entre si, derramem o sangue um do outro aqui neste recinto! Quero que lutem pela Imortalidade que o Povo Do Abismo oferece a um de vocês que sobreviver à Noite Do Combate Definidor! Suas armas preferidas estão com vocês, vamos, lutem agora por mim, meus queridos! Por mim, pelo Abismo e por tudo que arrasará em breve a este mundo! Lutem, humanos, e que um de vocês possa comigo dançar na Escuridão Que Eu Represento!


O Estrangulador voa em direção ao pescoço do Sequestrador, diante do olhar surpreso dos demais. Cada um sabia dos termos sobre A Noite no Tratado, mas não como a mesma se daria. Em trinta segundos, O Estrangulador mata seu oponente, que sequer teve tempo de sacar a Magnum 44 que à cintura portava devido à colossal força das mãos no pescoço e do peso do corpo do mesmo que lhe impediu esboçar alguma reação. O Estrangulador se apossa da Magnum, se ergue e Zenaida grita, euforicamente entusiasmada:


- Consortes, o primeiro de vocês já caiu! Vão deixar que O Estrangulador ganhe? Lutem por mim, lutem, LUTEM!!!


Todos os demais abaixam-se e usam as mesas como escudos para se defenderem dos tiros desferidos pelo Estrangulador. O Traficante reage, sacando a Ingram M-10 da maleta que carrega e oferecendo ao Estrangulador buracos enormes no corpo da testa aos pés. Com este morto, O Traficante tenta carregar outro pente, mas é apunhalado nas costas pelo Apunhalador, portador de uma lâmina de aço de vinte e dois centímetros. Enquanto alucinadas punhaladas vão sendo desferidas, O Espancador é sufocado pela toalha de uma mesa pelo Sufocador; O Estuprador engalfinha-se com O Ladrão, que empunha uma peixeira; e O Contrabandista, com seu machado de estimação, racha ao meio o crânio do Apunhalador, que continuava a apunhalar O Traficante, que havia morrido após a 215° punhalada.

A Noite arrebatadora é observada pelas Estranhas nas sombras do salão.

Os seios de Zenaida crescem com as vibrações da violência transbordando por todo salão.

O Contrabandista decapita O Apunhalador para garantir a morte do mesmo e corre em direção ao Estuprador e ao Ladrão, ainda engalfinhados. Mas, é interceptado pelo Sufocador, que, após matar O Espancador, usa a mesma toalha para envolver a cabeça do Contrabandista, que tenta atingi-lo, sem sucesso. O Estuprador consegue se desvencilhar do Ladrão, que utiliza a peixeira com o intuito de abrir-lhe o abdômen, em uma velocidade sobrehumana. O Sufocador recebe uma machadada no lado esquerdo da cabeça, fraca, mas que abre um corte que abundantemente começa a sangrar. O Estuprador consegue pôr a mão direita no bolso interno de seu terno e pega um pequeno frasco de ácido sulfúrico, que joga no rosto do Ladrão, que terrivelmente grita, caindo e enlouquecidamente brandindo a peixeira de um lado para o outro.

As Estranhas, nas sombras, se excitam com a violência e começam a se masturbar com as mãos dos bebês que foram sacrificados.

Os seios de Zenaida incham, alimentados pelo fulgor da violenta sequência de acontecimentos à sua frente.

O Estuprador gargalha e com as últimas três balas da Magnum 44 desfere tiros na cabeça do Ladrão. O Contrabandista, quase a perder a consciência, consegue cravar a lâmina do machado na testa do Sufocador. Instintivamente, O Contrabandista retira de suas últimas forças os reflexos necessários para se desvencilhar da toalha, erguer-se e fugir, correndo pelo salão, da rajada da Ingram recarregada pelo Estuprador. Todo o pente é descarregado, mas nenhuma bala atinge O Contrabandista, que aproveita para correr em direção ao adversário, que, de costas para ele, sorridente e calmo, carrega mais um pente na arma. Virando-se no momento certo, O Estuprador descarrega tudo no tórax do Contrabandista, que, em um último esforço, consegue cravar a lâmina do machado no alto do crânio daquele.

As Estranhas foram atingidas pelas balas da Ingram, mas nada sentem, gozando sangue abundante das bucetas ao fim da masturbação.

Zenaida também foi atingida, nada também sentindo e abundantemente sangrando nos seios, agora enormes.

A Freira caminha em direção ao sobrevivente, que por força de uma vontade infinitamente pervertida e perversões, sobreviveu mesmo contundentemente ferido. Ela se ajoelha ao lado do sobrevivente, a este oferecendo o sangue de seus seios, fortalecedor, nutritivo e constituído da Obscura Substância Oculta que forma todo Alto Ser Abismal. O Sobrevivente bebe do Sangue da Freira e se revigora, abrindo os olhos e retirando do alto do crânio o machado cravado. E Ardhonzin, o Demônio-da-Guarda do vencedor, se materializa na forma de uma bela menina loura nua montada em um corcel vermelho. A visão de Ardhonzin, pela primeira vez à sua frente, excita e faz gargalhar ao vencedor. Diego, O Estuprador, venceu.


- Bem-vindo sejas, Estuprador, ao meu Convento.


E o crucifixo de madeira no pescoço dela abre Os Portões Abismais. As Estranhas se aproximam, retiram dos pescoços seus crucifixos e erguem O Estuprador. Os crucifixos tornam-se correntes de um estranho material a envolvê-lo do pescoço aos pés. E Ardhonzin agarra-o e o põe à frente de si, acima do corcel.


- O que é isto, Freira?
- É o seu prêmio, meu ex-Consorte.
- Prêmio? Eu pedi...
- "Escravas sexuais infinitas"... Sim, eu me lembro...
- O que estão fazendo? O que?
- Ex-Consorte, eu sou apenas uma das Freiras do Convento ao qual sirvo. A Madre Superior é que agora tem direitos de propriedade sobre você.
- Eu serei... Escravo?
- No Convento, Esposo corresponde ao que os humanos conhecem como Escravos. 
- Não... Zenaida, não... Não!
- Foi uma bela luta a desta Noite, Diego, mas tenho trabalho a fazer, novos pretendentes para se casarem com O Convento.
- Zenaida, eu dei tudo por você! Eu estuprei até meus pais, minhas namoradas, minhas esposas, meus filhos, meus cães, meus gatos! Tudo por você, eu te amo, eu te amo, EU TE AMO!!!
- Também te amo, como amei estes que hoje aqui morreram, os anteriores e os posteriores que aqui morrerão. E cada um reagiu como você agora está reagindo. Mas, é compreensível...
- Desgraçada! Vagabunda mentirosa! Desgraçada! DESGRAÇADA!!!
- Levem-no, Filhas, agora.
- DESGRAÇADA!!! PIRANHA ARROMBADA!!! VADIA DESGRAÇADA!!! DESGRAÇADAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Aos gritos, Diego é levado por Ardhonzin e pelas Estranhas em direção ao Convento e os Portões são fechados. Zenaida, A Freira, da escuridão de seu semblante, olha para os cadáveres e para o sangue no piso... O sangue reflete seu Verdadeiro Rosto, O Obscuro Belo Rosto Que Nenhum Ser Humano Um Dia Irá Admirar. E, enquanto admira na poça de sangue seu próprio rosto, enfia no cu o crucifixo e se masturba, fazendo os seios crescerem, incharem e sangrarem cada vez mais...

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