domingo, 15 de novembro de 2015

O Sorriso De Hanirel



Um sorriso que aniquilou três milhões de Mundos. Um sorriso que assassinou os Primeiros Anciães Da Sabedoria Solar e derrubou-lhes todos os vinte mil Templos em Ratragjuhloka. Um sorriso que traiu 5.900.000 Legiões ao seu comando, levando à Extinção de 885.765.900.018 Soldados Keauriothenianos pela lâmina de sua espada. Um sorriso que agora escapa da perseguição de Artcsom Ocitilop, A Primeira Deusa Keauriotheniana Da Luta Mística-Eterna, Fundadora dos Princípios Místicos-Militares Keauriothenianos e Imperatriz recém-empossada após o Matrimônio com Thornadoriusis Shodolon, O Primeiro Ser. Um sorriso que era imperioso para os próprios Imperadores e demais Súditos, agora é uma longínqua lembrança nas mentes dos que atualmente desprezam, rejeitam e odeiam-no profundamente.

Hanirel Dahonnhlann, A Primeira Deusa Da Guerra Keauriotheniana, filha de Darjha Dahonnlann e Derskaon Thiambar, Grandes da Magia Da Guerra, é a agora Leoa Renegada Keauriotheniana antes denominada A Leoa Do Sangrento Sorriso. Discípula de Artcsom, foi moldada para direcionar sua inata crueldade no belicismo, tornando-se a mais feroz das Guerreiras Keauriothenianas ao romper das origens dos Seres Evoluídos em tal Raça. Durante 677.890.112 Eras, um sorriso de extrema crueldade e frieza aterrorizou a todos os Impérios inimigos de Keauriothen, o sorriso de uma General que não temia nem mesmo Automanifestados, a Estes até mesmo desafiando ao encontrar-se com Representantes Materiais Deles do lado inimigo. Sorriso antes afeito ao Imperialismo dos seus, agora, repito para a isto dar ênfase a quem lê este relato de tempos belicamente desesperadores, é o mais desprezado e odiado por todos que antes lhe respeitavam existencialmente, principalmente sua Mestra.

A sedução dos Seis Arquideuses Bards falou-lhe mais alto na Existência e, sem escrúpulos ou temores, traiu seu Império em busca da possibilidade de construir um para si. Os Bards juraram, diante da Consciência Cósmica Automanifestada, Extinguir a todas as Raças Eternas da Criação, nascidas da Magia Eterna, caso não aceitassem o domínio deles sobre elas. Sendo Filhos Diretos da mesma Automanifestada como Thornadoriusis, a este sempre tentaram submeter como escravo porque desde o Apenas Início estavam profetizados como futuros Senhores De Toda A Criação. Eles viram a fundação da Raça Keauriotheniana como uma afronta que não perdoariam e contra Keauriothen, então, as guerras eram constantes; e o advento dos Evoluídos apenas complicou-lhes quanto aos planos de eliminação daquele Império. Eles precisavam de uma aliança com alguém poderoso dentro daquele e encontraram na ambígua Hanirel, uma antes terrível inimiga, a aliada ideal, que sequer meditou ao receber o convite daqueles para ser-lhes uma seguidora. Como sempre fazia antes de tomar uma decisão sobre qualquer assunto, ela apenas sorriu.

Bem longe de sua Mestra, a traidora comandava inúmeras Legiões Bards, formadas por representantes de Raças Eternas dominadas pelos Arquideuses, em batalhas contra as Raças Cósmicas do Universo Weverdon Nostourn Nren, aliadas de Keauriothen. A principal Raça, Berthun Nouter, tem como principal Defensora a Grande Rauthana Solasmorf Re Gur Te Di Ar A'O, Portadora Cósmica De Todos Os Princípios Universais. A Batalha Da Galáxia Zesran Fraulk Lodtra transcorre feroz pelo espaço e planetas entre as Forças Bards e Bertunianas; e a superioridade de Hanirel sobre Rauthana, faz esta ser lançada contra um pacífico planeta na Galáxia As'Deahgamu, distante 54.911.678 anos-luz da anterior.

O impacto da queda destrói 66% do Planeta Tehupo Laufsas IV, matando 3.211.909.543 habitantes. Os 3.549.067 sobreviventes, pertencentes à Raça Tehupo Laufsas, constituída inteiramente por Sábios, Cientistas e Arquitetos Cósmicos, enfrenta cataclismas naturais que sua tecnologia tenta conter, sem sucesso. Rauthana ergue-se do meio do Oceano Shybua, elevando-se 543 m acima deste semi-consciente e feridíssima; 88% de sua armadura fora quebrada, sua espada perdida e sua Evolução quase está apagar-se. Um aço a sorrir transpassa-lhe o coração pelas costas, mantendo-a, no entanto, viva; 1,33 m da lâmina de Dah'Dahumunthen, O Rugido Dahonnhlann, permanece atravessado em seu corpo e um sorridente sussurro suavemente ruge em seu ouvido esquerdo:

- Não acabei ainda, Lama Cósmica... Eu não vou matá-la, Vejo que você possui uma Proteção Automanifestada que não reconheço, ligada ao seu útero... Contra isso, não irei contra... Não desafiarei Aquilo Acima De Mim e que Desconheço... Quero apenas que você seja a espectadora do massacre dos últimos habitantes deste planeta bem de perto... Testemunhe e relate a todos que você conhece o que eu fiz aqui hoje, quero o meu nome impresso grandiosamente na História Da Criação...

Mantendo o corpo de Rauthana aprisionado à sua leonina espada sanguinária, Hanirel sorri e parte na caçada a cada habitante que sobreviveu à queda daquela. Impossibilitada de reagir e impedir o massacre, a Bertuniana chora ao sentir as decapitações e desmembramentos de bebês, crianças, jovens, adultos, idosos e os últimos 32.754 Animais Cósmicos Sagrados do planeta. O sangue de cada um encobre-lhe o corpo, Hanirel faz questão de fazer a lâmina verter todo o sangue em sua pele e armadura. Sorrindo, a fria execução de tais Seres é um divertimento para a Leoa Dos Bards, uma prova de força, superioridade e domínio de técnicas assassinas com o corpo de uma Guerreira preso à lâmina de sua espada. Nem mesmo as súplicas de pais e mães pelos filhos ou de avós e avôs por seus netos tirou-lhe o desejo de decapitá-los ou desmembrá-los. A fria e sorridente fera seguiu impassivelmente no massacre que lhe foi um dos mais prazerosos desde que se tornou uma Deusa. E as lágrimas de Rauthana elevaram-lhe ainda mais a alegria pelo saciante assassínio de quem nunca fora-lhe uma considerável ameaça.

Ao terminar, Hanirel pousa sobre o pico da Montanha Zaus, a 4.976 m. acima do nível do mar, retirando a lâmina do coração de Rauthana, e contemplando as catástrofes naturais que paulatinamente tenderão a tornar-se um colapso que, em breve, explodirá o planeta. Limpa, sorridente, a espada, na fina chuva de gotas douradas a cair agora por Tehupo IV e olha para o rosto atormentado de Rauthana, que está deitada e chorando, sentindo cada gota como a intensidade dos ultrapoderosíssimos golpes da inimiga que derrotaram-lhe.

- Não devia ficar chorando por essa Escumalha Cósmica inútil, futura mãe de uma Grandiosa Deusa. Cedo ou tarde, eles seriam exterminados por mim, por outro Império ou por uma Ordem criminosa. Existiremos muito além de cada um deles.
- Sua Existência... não será mais longa do que a minha...
- Talvez assim seja... Mas, vou procurar ao máximo exterminar toda e qualquer forma de vida abaixo de mim. Meu Caminho assim me sorri, Rauthana.

Hanirel e Rauthana trocam um olhar; o da segunda é duro e o da primeira, sorridente, como o de alguém que acaba de participar ativamente de uma alegre festividade. Sorrindo assim, a Leoa Sorridente retorna à Batalha De Zesran, a qual vence, mas não conquista nenhum planeta. Estes, ela pessoalmente explode apenas lançando contra eles a espada; 7.831 planetas fulminados; 15.622.118.766.014 vidas eliminadas; e um Buraco Negro moldado a partir das Vibrações do Poderio da espada, ocupa o espaço daqueles extintos planetas, quase engolfando outras duzentas mil Galáxias.

De posse de seu Rugido, ela sorri para o Buraco a Expandir-Se e parte com suas Legiões para outro Universo, outro ponto de conflito pelos Bards erguido. Contam as Crônicas que após Weverdon, ela ainda sorriria por 299 Eras exterminando aqueles que considerava abaixo de sua Existência até ser a primeira grande baixa dos Bards no início da Guerra Do Destino Das Raças Eternas. E o último sorriso dela foi para o vitorioso rosto de Artcsom, sua Mestra.

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