sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O Primeiro Sangrento Jardim De Bayka



03 de julho de 2597. 15:56 h. É uma tensa hora entre as duas Forças Militares nas ruínas da Cidade Eterna De Magadan, a oeste da Rússia. A última Cidade ainda resistente ao Poderio Gnaix na Guerra Do Oeste Russo (2577-2597) conta com a liderança profundamente digna dos Generais Supremos De Guerra Hylyah e Byroh Rinji-Narinsky Jokat Nersky Samlah. 36.259 combatentes são os últimos moradores da Cidade, cujo contingente populacional antes da guerra era o quadrúplo desse número. Do lado Gnaix, uma frota composta de 445 Navegadores Místicos ocupa todo o Mar de Okhotsk, portando um contingente de 365.098.711 Soldados. A estes liderando, uma adolescente de 14 anos que dois dias antes assumira o posto de General Suprema após a morte da mãe, Zarla Gnaix, nas mãos de Hylyah em uma tentativa de invasão de Magadan. Ainda Sentindo as Vibrações da Cerimônia Mística Crematória do corpo de sua mãe, Bayka observa aquela cidade da proa de um Navegador há 16 km da mesma.

O Clã Gnaix, ao final do século 26, é o mais poderoso da Terra recolonizada e salva da Extinção pelo Império Keauriotheniano, tendo à frente o próprio Imperador Thades Ocitilop Shodolon, após os desastres ocasionados pela Terceira Guerra Mundial (28/01/1981 - 15/06/1981). Em 2597, três membros do Clã Gnaix governavam três continentes: Solrak, a África, desde 2430; Ekna, a Europa, desde 2418; e Zyula, a Ásia, desde 2409. Neste continente, contudo, o Governo Imperial Continental era o mais conturbado de todos por causa da inimizade dos Gnaix com todos os Clãs Russos, principalmente os Jokat Nersky Samlah, Rinji, Rinji-Narinsky e Rinji-Narinsky Jokat Nersky Samlah. As guerras eram permanentes, mesmo em meio aos Levantes Do Aço organizados por Supremacistas Humanos contra a presença dos Keauriothenianos na Terra. Zyula, prima de Zarla, obrigou Bayka a executar A Vingança Do Sangue Keauriotheniano contra a assassina da mãe da mesma. Mas, Bayka nunca ergueu sua katana contra uma vida, ela é uma jardineira e, não, guerreira.

Nascida na Cidade Eterna De Bakpatur, Nepal, no Templo Místico-Militar Do Buddohakotmar Heltizengon (Arte Mística Marcial que mescla Budismo, Espiritualismo Keauriotheniano e Kenjutsu), sempre gostou mais de cuidar dos Jardins de Árvores e Plantas Místicas Keauriothenianas de sua Cidade do que treinar técnicas de combate. As propriedades curativas da Sennj; os estudos quânticos proporcionados pela estrutura biomolecular das Dreukans; as raízes dos Parjans que podem ser transformadas em bebidas misticamente produtoras de êxtases profundos; os frutos infindáveis dos Derclouns, propícios para todas as gestantes; as maravilhas alimentares geradas pelos Pysvarths; as folhas comestíveis dos Darjauryns; os nomes e as qualidades de todo o quase infindável emaranhado da Flora Mística Keauriotheniana: Bayka tudo aprendera com uma Mestra Mística Da Natureza Cósmica, Asgan Agaser, e era sua única preocupação. Mesmo sendo uma Potencial da Grandeza Keauriotheniana de Estrutura Evolutiva Elevadíssima, preferia Sentir o Aroma Espiritual Dos Verdes Campos Místicos Nepaleses. Mas, ser filha da General Primeira Nepalesa e do Governante Imperial Estatal, o Grande Dravyus Gariobard, destinava-lhe ao mesmo destino de seus 148 irmãos: o campo militar.

Sem fuga para seus jardins. Sem chance para, agora, voltar a ser a doce menina inocente do Verde, a Filha Gnaix Das Árvores, como os nepaleses chamavam-na. Sem caminhos que agora livrem-na da obrigação de ser uma Gnaix Filha Da Guerra, algo que até mesmo seu pai fez questão de lembrar-lhe. Toda a responsabilidade da vingança pelo assassinato de sua mãe foi exclusivamente lançado em sua pele, alma e existência. Ela quer voltar para o Verde, sentir o aroma das folhas, das raízes, dos frutos, das flores; cuidar de humanos que lhe pediam ervas especiais para todo tipo de mística obra; nadar nos rios, lagos e cachoeiras nepaleses; tratar dos Animais Místicos de seu querido país... Bayka, agora parada na proa de um Navegador, lança-se bem distante, bem distante, bem distante...

- Senhora Bayka? Aguardamos suas ordens...

Ela não sentiu a aproximação de Akhedna Gnaix, uma prima chinesa dois anos mais nova do que ela. Olha para a prima com firmeza; aperta com mais firmeza ainda a negra bainha de Wlazongher, sua Katana Sagrada; e volta-se para Magadan. Sem fuga. Sem chance. Sem caminhos. O Clã lhe pressiona. O Clã lhe convoca. O Clã lhe mostra o verdadeiro passo de sua verdadeira trajetória. Ela é uma Gnaix.

- Queimemos Magadan.

Todos os combatentes dos Navegadores partem para o ataque definitivo à Cidade, impiedosos e decididos a vingarem a morte da carismática e dura líder que foi Zarla. Mesmo relacionando-se a certa distância com a mãe, durante as nove horas de combate Bayka sentiu a necessidade de honrar a memória da mesma com uma massacrante atuação contra os habilíssimos Soldados a serviço de Hylyah e Byroh. Estes conseguiram fazer com que o menor número de combatentes sob sua liderança eliminasse, ainda assim, 46% das Legiões lideradas por Bayka; e conseguiram escapar da Cidade, feridíssimos pela mesma, escoltados por 55 Soldados. Runan Rinji, O Demônio Espadachim Da Mão Esquerda, salvou as vidas de seus Generais e primos, permanecendo na Cidade combatendo a Líder Gnaix durante mais três horas.

Ao rasgar a garganta de Runan profundamente e arrancar-lhe as pernas, Bayka finda sua participação na primeira batalha de sua existência. Encharcada do sangue do último inimigo abatido e de outros 7.894 que matou, ela olha para seus comandados a gritarem felizes pela vitória. Fincando sua katana ao solo, fixa o olhar 29 metros à frente e fita o cadáver de uma criança de seis anos decapitada, com as mãos atadas ao cabo de uma pesadíssima espada, que morreu defendendo Magadan ao lado dos pais, também decapitados e em redor dela. Três moradores de uma Cidade que ela mesma abatera.

O Vermelho passou, então, a ser a cor da trajetória posterior de Bayka.

Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL


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