domingo, 13 de dezembro de 2015

Os Súditos De Kshan




Os golpes corretos, certeiros, infalíveis nas proezas de sangue, decisivos nas superações dos inimigos. Um golpe fatal sempre desferido, um gole de sangue na garganta oferecido ao embate mais duro, sangue este bebido em cada crânio de cada inimigo. Mais lutas, incessantes correntezas brutais de mortes sanguinárias, narrações de uma infindável trilha percorrida por uma Imperatriz sedenta de desafios e mais desafios. Sem uma palavra, sem nem olhar as vazias carcaças dos abatidos inimigos, a Imperatriz  Kshan honra a cada um de seus inimigos.

Não há pausa para comer nada além da carne dos cadáveres assada com as rudes ervas dos Campos Yryshus. Não há pausa para beber nada além de sangue, uma Prática Ritualística Keauriotheniana de todo Guerreiro Keauriotheniano. Não há pausa para dormir, é incessante o desejo de matar de Kshan para se alimentar da carne e beber do sangue de seus inimigos. Não há pausa para banhar-se nos Rios Swagus, o sangue mesmo dos inimigos abatidos é a água mais cristalina a banhar o rijo corpo rústico de uma ferocíssima Imperatriz Guerreira.

Não há amizades para Kshan, apenas inimigos tenebrosamente tão ou mais selvagens do que ela prontos para serem abatidos. Inimigos como Konguen Eunmar, decapitado e desmembrado pelas Drughyans, as Espadas Gêmeas De Kshan; Goraus Darback, retalhado 54.322 vezes em seu corpo de Gigante Keauriotheniano (4,66 m de estatura); Alatyha Ocitilop, morta pelas duas lâminas das Gêmeas cravadas na vagina; Atree Omuk, Dawken Terah, Sorabah Herah, Saloper Can, Dwattyer Dannonhlann, Zaber Tysh... Homem, mulher... Kshan jamais contou quantos já matou em seu Império Guerreiro, mas seu nome é temidíssimo em todos os recantos onde uma luta com a sua presença ocorra.

Não há tempo para adormecer, o sono significaria para Kshan ter a cabeça decapitada por um inimigo. Ela mesma decapitara a milhares dormindo somente pelo aplicar de seu frio e calculista método de sobrevivência em seu Império. Como uma Besta Eterna, desprovida de memória, da sanidade e de qualquer noção moral que tenha aprendido, ela e seus inimigos engalfinham-se por todo seu Império em uma alucinada ultravelocidade. Para Kshan, apenas importa impor a sua imperial autoridade. Para Kshan, a sua imperial integridade é o máximo de seus passos em seu governo. Para Kshan, a sua íntima seguridade como governante dos caminhos de sua própria sobrevivência é a capital ordem de seu bruto existir.

A carne assada dos cadáveres: seu cheiro sobe ao firmamento e nenhum inimigo se atreve a aproximar-se enquanto ela come. O sangue que bebe e no qual se banha: a visão de seu corpo coberto de sangue produz um impacto sublime de horror, beleza e êxtase em selvagens paragens. Para Kshan Lamalt, ex-Governante Imperial Universal De Ensb Zar Raashur, uma Colônia Universal Keaueiotheniana, os duros dias na Galáxia Prisional De Trenon, no Universo Gênesis, são esse intenso jogo de sobrevivência. Antes uma Deusa Cósmica Da Espada Flamejante Keauriotheniana, foi destituída de sua Evolução após explodir 78% do Universo que governava ao operar um Conversor Multidimensional Espaço-Temporal a fim de voltar ao Momento Expansionista Inicial Da Obra Moldada para tornar-se uma Automanifestada Primordial. Construído por ela mesma, um Gênio, o Conversor apresentava Falhas Cronoespaciais que ela ignorou e foi necessário que o próprio Thornadoriusis Shodolon intervisse para evitar o Grande Colapso De Toda A Criação. Responsabilizada por toda a Catástrofe Cósmica que Extinguiu incontáveis Existências, ela foi condenada à Prisão Eterna pelo Tribunal Keauriotheniano composto por Artcsom, Amanorap e Oginan, Os Primeiros Seres Evoluídos Keauriothenianos. Ao perder a Evolução, ela perdeu toda a memória e a consciência do que era, tornando-se idêntica a todos os bárbaros Prisioneiros De Trenon que lutam pela sobrevivência nos 788.135 Planetas Prisionais.

Kshan morreu de causas naturais após viver os últimos 454.784.700 Anos Universais da Era Universal De Adhersvorh Arethhagna. Os responsáveis por Trenon, na época, permitiam que os prisioneiros lutassem por sua sobrevivência de planeta em planeta, apostando Riquezas Místicas sobre quem sobreviveria aos embates em cada planeta. Para o empobrecimento de muitos dos Grandes, Guerreiros e Guerreiras que se impunham como carcereiros, Kshan eliminou a todos os demais 99.445.789.097.764.501.234.665.008.006 prisioneiros de toda a Galáxia. E morreu solitariamente abraçada às Gêmeas com um suave sorriso no duro rosto nas margens da Praia Fers do Oceano Uyttes do Planeta Zarbhun- dhal. Antes e depois dela, nenhum outro prisioneiro chegaria a ter lutado tanto pela própria sobrevivência.

Abaixo dela nas margens da Praia, estavam seus súditos. Súditos que nunca bajularam-na. Súditos que nunca presentearam-na. Súditos que nunca curvaram-se ante sua presença. Súditos que apenas planejaram matar-lhe nas Guerras De Sobrevivência De Trenon. Os súditos de Kshan: os cadáveres que ela amontoava de planeta em planeta, comendo-lhes as carnes e bebendo-lhes o sangue.

Nunca houve na História Da Criação uma Imperatriz tão eficiente na arte de governar através da política do assassínio em massa.

Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL 


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