domingo, 22 de janeiro de 2017

O Primeiro Sangue De Arual


Art by Dark Ludovic


A primeira lembrança de uma morte é algo que advoga na mente uma sensação de Perturbação em alguns Guerreiros. Mas, os Filhos Da Guerra devem isso sentir? Os moldados pelos campos de batalhas devem se sentir oprimidos por um sentimento de angústia à lembrança de um fatal resultado em sua primeira batalha? Livros Guerreiros contam, sempre, com grandes feitos, extraordinários heróis e onipotentes heroínas que com suas extremíssimas habilidades matavam e matavam e matavam… Em nenhum desses Livros é narrado o indagar interno de um Guerreiro ou de uma Guerreiro sobre a Arte Do Assassinato aprendida como Conhecimento Marcial Militar. Todos os Livros vêem o Externo, não penetrando no Interno, pois devem ser objetivos. Porém, estas Crônicas versam sobre todos os ângulos dos que na Raça Keauriotheniana mataram ou Extinguiram. Elas penetram na atitude própria dos fatos narrados e nenhum subterrâneo é, por isso mesmo, ignorado.


Arual Ahkor foi um simples e humilde Soldado Grilock das Legiões de Thidan Ocitilop Shodolon, um dos Três Soberanos Keauriothenianos após o desaparecimento de Thornadoriusis Shodolon da Criação, durante a Guerra De Keairiothen Contra Arnakroos. Ser Comum, foi discípulo de seus pais, Arasen e Aradyah Ahkor, Os Gêmeos Sanguinários De Arramehl, Cidade Eterna Keauriotheniana. Excepcional Manejador de Machados Místicos, tornou-se um Arquimestre Marcial logo no início do conflito contra aquele Império Omniversal. Logo, foi designado para pertencer à 222ª Legião Grilock De Thidan, liderada por Baruso Tar, e enviado para defender o Universo Aryp Snok, Colônia Universal Keauriotheniana. E a primeira batalha de sua Existência se deu no Planeta Kradtan da Galáxia Ism Osn Aramuur. E o primeiro Guerreiro que matou na mesma foi um Irmão Racial, Eerythur Raesonnhlann.


Percorrendo o planeta em lutas alucinadas e mortais, onde derrotou e ajudou a aprisionar 82.203 Arnakroosjinns, Arual conseguiu, ao lado do quádruplo de combatentes aliados, livrar o planeta dos invasores. Afastando-se das comemorações dos demais Soldados, ele adentrou em um Templo Da Magia Eterna perto do Monte Arayyydasd, onde 321.890 Mestras Místicas Keauriothenianas foram por ele e seus Companheiros Bélicos defendidas. O Templo encontrava-se vazio porque as mesmas estavam a auxiliar os habitantes feridos do planeta por diversas cidades do mesmo. Ao caminhar 33 m. no interior do Templo, deparou-se com uma menina keauriotheniana, de lábios atados com uma Faixa Mística e amarrada por correntes, nua, sendo penetrada pelo cabo da espada de Eerythur, então conhecido na Legião como O Herói Máximo. Famoso por seus feitos, um Semideus Da Magia Eterna, filho de Thidan com Asamatrak Raesonnhlann, General Suprema De Guerra Xifarg. Um exemplo de altruísmo, lealdade, bondade e caridade para com todas as Raças, diversas vezes condecorado pelos Soberanos por seus gloriosos momentos decisivos nos campos de batalhas. Ao Sentir que Arual encontrava-se a 45 m. atrás de si, ele pôs a lâmina da espada no pescoço da menina e se voltou para aquele. Um doentio sorriso lhe povoava o rosto…

— Isto aqui é A Guerra, Arual, A Verdadeira Guerra que é travada por todos nós… E necessidades precisam ser satisfeitas, isso para mim é bastante normal!
— Você Sabe que, agora, eu devo matá-lo.
— Seguidor das Leis Eternas Grilock, Arual? E o que vai fazer se eu decapitar esta menina aqui? Me entregar para as Companheiras Templárias dela? Você sabe que esse tipo de diversão acontece em todas as Legiões Keauriothenianas e em muitas os Líderes sequer se importam em punir os responsáveis… Eu já usei o cabo da minha espada em meninas bem mais novas do que esta aqui e elas gostaram… Em todas as Guerras que travei liderei pequenas tropas de estupradores que o nosso Líder ignorava… E os Véus da Magia Eterna Maligna nos ocultavam dos Olhos de Evoluídos mais avançados de nossa Raça… Você, de algum modo, conseguiu derrubar o Véu ou foi esta lindinha aqui que fez isso sem que eu percebesse… Te amo mais ainda agora, menina, tanto quanto as outras… Estuprei muito, Arual, estuprei e matei muitas meninas assim como esta, não consigo nem contar o número delas, de todas as Raças que conheci… E vou continuar estuprando outras quando sair daqui… Quando me tornar um Deus, estuprarei meninas de Universos inteiros! E esta é a primeira vez que faço isso dentro de um Templo, gosto de ousar com esse meu estilo de diversão! Você devia fazer o mesmo, está sempre muito tenso, Arual!
— Vou matá-lo.
— Eu sou filho de Thidan, Arual, neto de Thornadoriusis Shodolon, O Primeiro Ser; neto de Artcsom Ocitilop, A Primeira Deusa Guerreira Keauriotheniana; sobrinho de Thades Ocitilop Shodolon, O Maior de nossa Raça… Como você vai conseguir matar alguém como eu? Meu Histórico Guerreiro: Extingui os Lordes Caóticos Baalciferjinns, os Anciães Supremos Das Calamidades Universais, as Guardiãs Dos Portais Místicos Da Escuridão, os Nove Invencíveis De Turamonjiari, os Arquimestres Da Luta Eterna De Seerelfh… Ah, você conhece toda a minha História Guerreira em cada uma Das minhas 755 Eras de Existência! E você, tão ou mais criança do que esta coisinha linda aqui, vai tentar me matar?
— Em Nome Da Magia Eterna, eu vou matá-lo.
— Tente, Arual, e você morre junto com esta deliciosa criança keauriotheniana… E, depois, estupro os cadáveres de vocês dois somente por capricho… Venha, Arual, tente mesmo me matar… Tente!
— Eu vou matá-lo.
— Se vai me matar, tente logo; ou me deixe aqui para continuar com…

A menina emitiu um rápido e forte brilho de sua Luz Astral, fazendo com que Eerythur se levantasse, cegado instantaneamente, afastando-se dela aos gritos e deixando cair a espada. Sem dar espaço a qualquer meditação, Arual avançou e com apenas um movimento lateral do Machado que portava, da esquerda para a direita, decapitou aquele, o qual também admirava junto a todos os demais de sua Legião. Rapidamente, quebrou as correntes que prendiam a menina, retirou a Faixa dos lábios da mesma e a cobriu com sua túnica ao ajoelhar-se diante dela.

— Menina, qual é seu nome…?
— Su… Su…
— Calma… Ele não poderá lhe fazer mais nenhum mal…
— Eu sou Sumara… Sumara…
— Eu vou aguardar suas Companheiras chegarem, Sumara.
— Sumara Ocitilop Shodolon…
— Você é uma das filhas de Arhama, a Líder deste Templo?
— Sou… Qual é seu nome?
— Arual Akhor.
— Muito obrigada, Arual…
— Por que estava aqui sozinha?
— Vim buscar Artefatos Místicos De Cura pedidos por minha mãe… No meio do caminho, encontrei esse… Ele me escoltou até aqui, dizia que… Chegando aqui, me espancou… Tentei reagir e não consegui… Me deixou…
— Não, Sumara, não precisa falar nisso…
— Eu aproveitei que ele estava concentrado em me estuprar e derrubei o Véu com sutileza… Atrai o senhor psiquicamente até aqui porque era o único homem verdadeiramente nobre entre todos aqueles que o rodeavam… Muito obrigada por me salvar, Senhor Guerreiro… Muito obrigada! Mas… O senhor Sabe o que tem a fazer agora, não Sabe?
— Sim, eu Sei…
— Ele Profanou um Templo de Nossa Mãe… Sumariamente executado, como mandam nossas Leis… E, agora, o senhor…
— Sei o que sou obrigado a fazer, Sumara.

Arual sempre fora um Soldado obediente a cada Lei Eterna Keauriotheniana e respeitou todo Campo Sagrado e Ritual. Ele caminhou até o crânio de Eerythur, do qual fora um amigo, mesmo que por muito pouco período de tempo. Um amigo de Armas, daqueles capazes de dar a própria Existência em prol da salvação do outro, sem resquícios de prepotência ou exibicionismo quanto a isso. E ele se aproximou do crânio daquele que fora tal tipo de amigo, como muito poucos verdadeiros amigos que tinha, tendo nas mãos a Adaga Mística propícia para o Ritual que, segundo as Leis de nossa Raça, ele era obrigado a realizar. Ajoelhou-se diante do crânio, escalpelando-o primeiramente; posteriormente, com técnica, começou a retirar a pele; e, ao mesmo tempo, com uma Técnica Mística ensinada por seus pais, manteve todo o sangue do cadáver coagulado dentro do crânio. Após a execução dos movimentos preliminares do Ritual, ele se voltou para a Grande Ametista Representativa Da Presença Da Magia Eterna no centro do Templo, 637 m à frente de onde se encontrava. De 70 m de altura e 82 m³ de diâmetro, conservava em ti as Vontades de cada moradora templária unificada à Vontade Automanifestada Da Mãe Da Criação. Meditando com o crânio encostado à Marca De Thornadoriusis na testa dele, apagou quase todas as lembranças sobre Eerythur antes do dia que o matou cumprindo uma Ordem Legislativa Eterna. E bebeu todo o sangue que estava coagulado, antes oferecendo-o, em pensamento, à Justiça Automanifestada que nascera das próprias Faces Benévolas Dos Incondicionados.


O Ritual foi findado e Arual depositou o crânio aos pés de Sumara, que 22 m à esquerda dele assistiu o mesmo em silêncio e total respeito. Por alguns momentos, fitou a Marca De Thidan, as órbitas vazias e todo o formato do agora Artefato Místico depositado ao solo. A lembrança mais pulsante, que o acompanharia pelos 132 Anos Keauriothenianos de Existência que ainda teria, seria a da Execução Legislativa Eterna de uma Lei Inexorável E Inflexível. A lembrança do primeiro que matou em uma guerra, a lembrança do amigo que, obrigatoriamente, teve que decapitar… Arual voltou as costas para Sumara e começou a copiosamente chorar. A menina se aproximou dele e o abraçou pelas costas, por agradecimento por ele ter-lhe salvo e para consolá-lo. E a Ametista, recebendo acima de si os Raios Espirituais oriundos das emoções dos dois, passou a emitir uma suave luminosidade azulácea que cobriu todo o espaço do Templo e abraçou tanto os dois quanto ao crânio.

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