domingo, 7 de maio de 2017

Lzee, O Extinto Guerreiro À Luz Do Primeiro Sol



O Grande Guerreiro
Lançou aos pés
De seus inimigos
O próprio coração.

Um coração que dizia:
“Eu possuo a canção
Da Grande Espada
Que não mata”.

Um coração que dizia:
“Eu possuo uma outra
Canção sobre A Grande
Espada Perdida”.

Um coração que dizia:
“Eu possuo mais uma
Canção sobre A Grande
Espada Quebrada”.

E seus inimigos indagavam:
“Tu és um Guerreiro
Ou um cantor que canta
Sobre Espadas Desconhecidas?”.

E ele respondeu embainhando
A Filha Do Primeiro Sol
E desembainhando O
Grande Sol de sua alma.

A Espada De Lzee
Um poema de
Ashtera Temurok


As Canções Guerreiras Universais, em todas as Raças que conheceram Lzee Gerah, exaltam-no como o Deus Heróico Nascido Do Primeiro Sol. Na Raça Keauriotheniana, ele foi reconhecido como O Primeiro De Todos Os Sóis Guerreiros, um dos Altos Deuses que deram ao Império Keauriotheniano a predominância como A Primeira Raça Perfeita Da Criação. Discípulo de Dadorak Aernus, Deus Solar Das Espadas Automanifestadas Da Magia Eterna, lutou em 2.114 guerras durante 321.679 Eras Universais por todo o Império; e em outras 611.250 Eras lutou em 45.899 guerras ao lado de Raças aliadas e que se tornaram, por causa e dele, aliadas do Império. Lzee, O Herói, admirado pelos Grandes Imperiais como Artcsom Ocitilop, A Primeira Evoluída Keauriotheniana, e o Imperador Thornadoriusis Shodolon. Lzee, Herói amado por Deusas das mais diversas Raças, tendo sido amante até mesmo de Deusas Primordiais Da Criação. Lzee, um Herói para sua Raça, ovacionado por toda a História Keauriotheniana como um dos Maiores Seres da mesma.. Lzee, um Herói para diversas Raças. Lzee, um Herói único, que discípulos e descendentes não deixou, nem mesmo restando para uma honra à sua memória a famosa Dahlarus, A Espada Filha Do Primeiro Sol, que manejava.

Nascido no Planeta Seroah Rroe da Galáxia Nehtuytaerb do Universo Zeester, encontrava-se ao final da Era De Rabhert Alasgarth em uma situação caótica para sua Existência Eterna. Uma Grande Guerra Interna dizimava planetas inteiros na Colônia Universal Imperial e os esforços de outras Colônias, contando até mesmo com a presença da Imbatível Artcsom, não conseguia deter a fúria do Clã que liderava a rebelião contra o Império. Lzee se omitiu por conhecer bem de perto aqueles que deflagraram uma guerra clamando por independência do Império e decidiu manter-se neutro. Seu Mestre, no entanto, nativo do mesmo planeta e que fora amigo do Clã gerador da discórdia universal, se tornou um ferrenho opositor dos Separatistas Raciais. O Herói não tinha nenhuma motivação para jogar-se contra membros de sua própria Raça, o que nunca fizera ou faria. Porém, grande parte da admiração que os Guerreiros Keauriothenianos sentiam por ele diminuiu devido à sua neutralidade. E Dadorak, a pedido de Artcsom, abandonou seu posto de comando nas frentes de batalhas e foi ao encontro do isolado Lzee.

Os dois se encontraram na área térrea do Templo Solar Aernus, no pico da Montanha Araterazu. A 17.312 km de altitude acima do nível do mar, o Templo, Misto, cobria toda a extensão de 43.867 km² da Montanha Sagrada, uma obra de excelência arquitetônica engendrada por Yuras Aernus, o 466º Filho Keauriotheniano de Thornadoriusis, e executada pelos seus 9.088 filhos ao colonizarem o planeta. O Grande Sol De Zeester, a 451.099.876 anos-luz do planeta, despontava sublime no firmamento planetário no momento do diálogo entre Mestre e discípulo. Abaixo deles, 234.788.900 de Adeptos Solares dialogavam, treinavam ou estudavam com os seus Mestres, todos estes discípulos de Dadorak. Este, frente a frente com o maior de seus discípulos, iniciou um tenso diálogo.


— O que pretende, Lzee?
— Pretendo não sujar minha alma com Sangue Keauriotheniano, Pai Solar.
— Mas, eles não pensam como você… Saiba que a misericórdia não existe para quem se torna um Separatista.
— Kasyohphetdrya Harok passou por este Universo em sua fuga de Artcsom Ocitilop e eu nem me movi contra ela. Não, Pai Solar, eu não me levantarei jamais contra os do meu próprio Sangue Racial. Eles são iguais a ela em tudo, mas não me atrevo a guiar a minha Lâmina Solar contra eles.
— Eu lhe ensinei muito bem sobre A Lei Guerreira Keauriotheniana e não vou repetir nada dos meus Ensinamentos porque seria inútil. Mas, olhe bem, Olhe, Lzee, o que eles estão cometendo agora… Prisioneiros em Daavuns sendo incinerados vivos com Chamas Solares… 555.800 Legiões dizimadas nos Quadrantes De Zaaerpun agora há pouco… Arquimestres e Deuses que você conheceu bem sendo agora mortos em diversas outras batalhas… E você não se sente no direito de acabar com tudo isto?
— Artcsom…
— Não, Lzee, ela não pode contra eles porque os motivos se encontram bem diante de seus Olhos. Mesmo sendo Poderosíssima, ela não está conseguindo superar os Ciclos Automanifestantes De Sóis Internos Automanifestados deles. Você é o único que pode derrotá-los e pôr fim a uma Guerra que pode ser bastante fatal para o Império. Se as Reservas de Metais Solares Místicos, utilizadas na Concepção Ritualística das Armas de nossas Legiões e vendidas para outros Impérios, ficarem nas mãos deles, grande parte de nosso Poderio Militar se perde.
— O Imperador Thornadoriusis…
— Lzee, nosso Imperador é irremovível de Keauriothen e incumbiu Artcsom de todos os Assuntos Militares Imperiais! Ele, sim, poderia Extinguir com um piscar de olhos os nossos inimigos…
— Perdão, Pai Solar, mas eles não são meus inimigos.
— Eu sei que não se atreveriam a erguer-se contra você.
— Não por medo, porque eles sabem que nunca demonstrei nenhuma hostilidade para com eles, mesmo sabendo há muito sobre o que planejavam. Eles me amam. Me admiram. Me tem como Exemplo Supremo E Absoluto Heróico… Nunca gostei de nenhum dos títulos que me deram e nem gosto de guerras… Sempre elevo meu Ser a todos que matei nas guerras que travei em nome deste Império por obrigação e devoção.
— Você sempre foi um abnegado e simples Guerreiro, Lzee, um Sol que me ofuscou e superou.
— Não, Pai Solar, não sou maior ou melhor do que ninguém.
— Então, eu lhe peço que em nome de sua obrigação e devoção para com o Império derruba os inimigos que já dizimaram inúmeros Guerreiros que eram tão fiéis quanto você em relação ao nosso Imperador! Sua obrigação, Lzee! Sua devoção, Lzee!


Silêncio novamente. Um sepulcral silêncio. Lzee encara seu Mestre com o mais triste olhar que este já presenciara. E o olhar do Mestre para com seu discípulo também é igualmente triste ao retomar a palavra.


— Nós somos obrigados e devotados a todo o Império, Lzee… Eu não sou diferente de você, evitaria muito ter que combater sempre por motivos que se concentram apenas em Domínio e Expansão. Queremos a Paz, mas nesta Criação inteira onde haverá uma Verdadeira Paz?
— Dentro de minha alma, da sua e da de todos os Seres Moldados, Pai Solar. Nunca estará fora, sempre, para bons e maus, será algo internamente adormecido e muito desejado.
— Nós Vimos o que eles pretendem caso vençam esta guerra…
— É terrível…
— Nada me dói mais do que te dizer para destruir todos eles, Lzee… Nada me dói mais do que isto… Mas, esta dor não se compara à sua dor…
— Não, Pai Solar, nenhum outro Ser pode medir o pesado conteúdo da minha dor…


Novamente, silêncio. Mais um silêncio. Os ventos batem nos corpos deles com força, como lanças que a Natureza, às vezes, produz por si mesma. Os olhos de Dadorak se mantém firmes. Os olhos de Lzee, igualmente firmes enquanto ele quebra, agora, mais este silêncio.


— O senhor sabe o que significa minha ida ao encontro deles…
— Eu Sei, Lzee… Eu Sei, Filho Solar…
— Meu dever… Minha devoção… Minha obrigação…
— Eu…
— Pai Solar, quando o senhor chegou aqui, eu já havia tomado a minha decisão. Esta não vai determinar o fim de todas as guerras e nem apagará o meu nome. Gostaria de ter nascido um Ser Comum, alguém simples, humilde e pequeno, que apenas nascesse, vivesse e morresse. Gostaria de ter tido uma mulher que verdadeiramente amasse e, não, Deusas que me desejaram apenas porque eu sou um Deus. Gostaria de ter vivido em um planeta pacífico, membro de uma Raça pacífica, tendo como único dever Viver, única obrigação Ser e única devoção Caminhar. Gostaria muito disto, meu Pai Solar… Sonhei a minha Existência inteira com isto… Sonhei como se fosse uma criança ainda… Um sonho impossível de ser concretizado.
— Não lhe direi mais nada, Filho Solar…
— Não tenho também mais nada a dizer-lhe, Pai Solar.


Um silêncio novamente nasce. O último silêncio entre Mestre e discípulo neste momento revelador, íntimo, esclarecedor, dilacerante. Os olhares, mesmo firmes, enchem-se de lágrimas. As lágrimas, mesmo poderosas, são contidas. A contenção, muitíssimo dolorosa, amplifica cada vez mais a dor de cada um deles.


— Peço As Bençãos De Vosso Sol A Me Iluminar, Pai Solar!
— Abençoado Sejas Pelo Meu Sol A Beijar O Vosso Sol, Filho Solar!


Lzee lentamente eleva-se em direção ao firmamento, olhando agora para o Grande Sol e sendo observado por seu Mestre. E com certa rapidez se afasta de seu planeta-natal. Gerando um Vórtex Espaço-Temporal a 9.773 anos-luz de Seroah, traça uma Rota Deslizante Cronoespacial em direção ao núcleo do Sol a uma Velocidade Automanifestada que sempre fora a responsável por seu sucesso em dizimar exércitos inteiros sozinho em guerras. No núcleo do Primeiro Sol Universal, ele desembainha Dahlarus, uma das Espadas Automanifestadas Maiores Da Criação, abrindo todo Ser dele para dentro de si mesmo. Um Deus Solar Uno Com Todos Os Sóis Dos Automanifestados ele se tornara a partir de sua antiga Condição Evolutiva de Grande Da Magia Eterna Solar, Condição com a qual nascera. E a Semente Da Automanifestação, Rara entre Seres Evoluídos Menores e muito comum entre Evoluídos Maiores como ele, Desperta. É O Momento Do Nascimento De Um Nascido Por Si Mesmo que se efetua; neste caso, é O Momento Da Expansão De Um Nascido Por Si Mesmo Para A Autoextinção.

Ele Se Expande e chega a cada um dos inimigos que deve Extinguir por causa de seu dever, obrigação e devoção como Guerreiro Keauriotheniano. Cada um dos alvos é um Evoluído Maior com as mesmas Sementes que, caso Despertas, os tornariam uma Legião Automanifestada De Conquistadores Da Criação. Em comum com Lzee possuem o Sangue Bioespiritual Keauriotheniano e o Sangue Compartilhado Entre Membros De Um Clã. Como ocorre em vários dos Clãs Keauriothenianos, os Gerah não podiam ser numericamente definidos e excediam em 300% toda a também inumerável população de Zeester. Quando da eclosão da Rebelião Separatista, deixaram seu Maior Membro intacto, porque lhes é um Ser muitíssimo caro e Detentor dos Mistérios Solares Do Código Compartilhado Existencial de cada membro do Clã. É através de tal Código que cada um, em batalha ou não, é localizado e tornado um alvo de sua Ação Autoextinguidora. A Expansão é Vista pelos demais Keauriothenianos e os outros habitantes do Universo; uma sutil e silenciosa Vibração Automanifestada que posiciona todos na Linha De Ação Do Último Brilho Do Sol De Lzee.

Os Sóis Gerah são Apagados da Existência Eterna. Junto com todos de seu Clã, Consumido por sua própria Automanifestação que apagara as Sementes daqueles, que Eclodiram no Momento da Expansão aumentando sua Consumação, Lzee Autoextinguiu-Se. Entre aqueles que Extinguiu junto consigo estavam seus pais, Varan e Hylya Gerah, Deuses Da Magia Eterna Solar, e seus 3.532.150 irmãos, igualmente Deuses da mesma Estirpe Espiritual. E o Primeiro Sol nada sofreu, continuando a ser A Primeira Luz que continuou a iluminar todo aquele Universo. Lzee se Sacrificou pela Criação como o Herói que ele nunca tentou ser. Lzee se Sacrificou como o Ser que ele sempre foi. Lzee se Sacrificou como ele mesmo sempre quis ser.

O Sacrifício De Lzee Foi Uma Poesia Solar.

Os Extintos Versos De Lzee Compõem Uma Verdadeira Poesia Eterna.

Lzee, O Guerreiro Solar Que Se Tornou Uma Sacrificada Poesia.

Lzee, O Poeta Guerreiro Que Em Seu Sacrifício Escreveu Seu Primeiro E Último Poema.

Poetas Eternamente Cantarão O Nome Do Sol Que Lzee Foi Por Toda A Criação.

Poetas Eternamente São Sóis Que Se Autoextinguem Como Lzee Em Sacrifício Muito Maior Do Que Ele Mesmo.


Inominável Ser
BÉLICO
CRONISTA
INOMINÁVEL 




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