terça-feira, 27 de março de 2018

A Rubra Lua Senhora Do Sangue Das Eras


She Was Taken By The Moon - NanFe


Sob as sombras que se traduzem em cadáveres dispersos pelos campos e todas as coisas cujos nomes estão para sempre perdidos, Ela chega. Chega trazendo nuvens de fulgurantes realidades de vívidos pesadelos. Chega trazendo os sussurros que derrubaram civilizações que ousaram venerar-Lhe como uma Deusa. Chega trazendo as ruínas causadas pelas temporais tempestades geradoras de toda histórica tragédia universal. Chega manifestando o vento de todas as direções que expandem as obscuridades que despertam ao som das tenebrosas melodias mais subterrâneas. Chega como a mensagem que atravessa todas as barreiras das maiores e menores realidades universais que transitam nos Umbrais. Chega como silenciosa guardiã de toda força que se apóia na miserabilidade, destrutividade e desgraça das maiores transcendências dos Reinos Infernais. Chega coroada de sangue, banhada pela Verdade Da Rubra Lua que é sua Morada Espectral. Chega atendendo ao pedido de uma de suas humanas sacerdotisas, banhada com o sangue da própria filha recém-nascida. Chega para ouvir o que sua sacerdotisa deseja lhe oferecer como Tributo, Movimento e Preenchimento.


O Que Me Oferece, Filha Da Rubra Terra?
— O Presente Perfeito De Sangue, Minha Rubra Mãe!
O Que Não Tem A Me Oferecer, Filha Da Ruvra Terra?
— A Fraqueza Que Eu Não Posso Ter, Minha Rubra Mãe!
Por Que Me Convocou Mais Uma Vez, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Quero Ver mais do que eu já Vejo, Sagrada Rubra Senhora!
Por Que Tamanha Ambição, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Senhora…
Por Que Tanto Desejo Pelo Poder Sem Estar Realmente Preparada Para O Poder, Minha Rubra Sacerdotisa?
— Vinte e dois anos de dedicação ao Seu Serviço, Minha Grande Rubra Mãe! Nove crias minhas sacrificadas em Seu Louvor! Eu sou a melhor e a maior de minha geração em Seu Culto, superior até mesmo às que militam em Sua Causa há milênios! Por que não posso ter mais do Seu Poder?
Títulos Que Sua Humanidade Criam Não Me Influenciam, Filha Do Meu Sangue. Todas Que Hoje São Em Mim Jamais Me Alcançaram Através De Humanas Denominações, Nominações E Ordenanças. Eu Não Sou Parte Da Tua Raça Humana, Não Me Iguale A Um Dos Da Tua Raça.
— Perdão, Mãe… Mas, os meus Sacrifícios…
Continuam Sendo Apenas Formas De Me Convocar E Não De Ser Como Eu Sou. Por Que Acha Que Nos Últimos Oitocentos E Dez Anos Do Seu Planeta Nenhuma Sacerdotisa Veio Habitar Em Mim, Sacerdotisa De Meu Sangue?
— As Antigas Artes da Goétia se perderam, Minha Mãe e o que temos… o que a minha Ordem tem no mundo hoje… o que toda Ordem a serviço dos Abismos Infernais tem hoje… nada possui dos Ancestrais Mistérios Dos Magos Rubros De Hy Laamyr. Hoje, apenas realizamos desesperadas tentativas de nos aproximarmos dos de Tua Raça, Mãe De Toda Rubra Desgraça.
Por Isso, Eu Digo Que Ainda É Cedo Para Você Começar A Verdadeiramente Se Aproximar De Mim. Sangue De Crias Vossas E Das De Suas Irmãs Ainda Não É O Suficiente, Rubra Maga. Aquelas Que Antes De Vocês Conseguiram Me Alcançar Ativaram Mistérios Nelas Mesmas Para Tal Obra Se Concretizar. A Cada Uma Digo Isto, Mas Vocês Não Me Ouvem E Insistem Em Me Evocar Apenas Com O Sangue De Bebês. Eu Venho, Mas Quero Muito Mais De Cada Uma De Vocês Que Hoje São Como Cada Cria Sacrificada A Mim.
— Eu me conheço, Mãe! Todas as minhas Rubras Irmãs, até as Neófitas, conhecem a si mesmas neste Rubro Caminho até Sua Glória! O que podemos fazer além de tudo que sabemos sobre Ti?
Saber Sobre Mim, Apenas, Não É O Suficiente, Sangue Meu.
— A Senhora…
Eu Te Decepciono, Humana Parte Minha? Eu Não Me Decepciono Jamais Com Nenhuma De Vocês Que Não Me Fazem Esquecida Neste Mundo.
— Meus pensamentos sempre continuarão me traindo…
E Nesta Traição Se Encontra A Fraqueza De Todas Vocês Que Me Cultuam Nesta Geração. Eu Não Vou Ensiná-Las A Me Cultuar Verdadeiramente, Filha Do Meu Rubro Útero. O Ensinamento Está Com Cada Uma De Vocês, Basta Apenas Que Se Encarreguem De Traduzi-Lo. Os Antigos Mistérios Das Artes Do Povo Dos Abismos Infernais Um Dia Retornarão A Este Mundo Através De Vocês Da Minha Ordem Neste Plano Ao Qual Me Convocam. Me Alimento De Seus Bebês, Isso Me Sacia E Me Agrada. E Apenas Isto Você Crê Que É Do Meu Agrado?
— Não, minha Rubra Senhora…
Por Que Me Oferece Este Sangue, Filha Da Rubra Terra?
— Porque Preciso Saciar A Sua Fome, Minha Rubra Mãe!
Por Que Me Convoca A Partir Deste Sangue, Filha Da Rubra Terra?
— Porque É O Sangue Do Meu Sangue Aqui Ofertado, Minha Rubra Mãe!
O Que Você Ainda Não Me Ofereceu, Filha Da Rubra Terra?


A Rubra Sacerdotisa não consegue responder à última indagação de Sua Senhora. Esta, apenas profundamente observando-lhe com um olhar que extinguiria Universos, cala-se e retorno ao Ser Lar. Retorna levando Consigo as marcas de todos os horrendos sacrifícios realizados desde eras imemoriais em Sua Honra. Retorna levando Consigo todos os crimes de sangue que ininterruptamente ocorreram enquanto esteve à frente de uma de Suas Sacerdotisas durante tempo indeterminado. Retorna levando Consigo a atmosfera carregada de odores que os cemitérios terrestres não conseguem conter. Retorna levando Consigo cada face que gritou nas Trevas Seus Inúmeros Nomes De Poder. Retorna levando Consigo a chuva de detritos que se assemelha ao profundo estruturado reino da existencial putrefação de todo anormal ser. Retorna levando Consigo o Humano Inferno. Retorna Levando Consigo a Humana Fossa. Retorna Levando Consigo a Humana Lama.

E deixa Sua Sacerdotisa meditativa sobre o corpo do filho morto acima de uma poça de sangue.


Inominável Ser
RUBRO SACERDOTE
DE SANGRENTOS
DEMÔNIOS




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Prosa De Um Coveiro Inominável

O Terror Inominável. O Horror Inominável. A Loucura Inominável. A Cova Aqui É A Do Puro Pesadelo Das Covas Mais Profundas E Elevadas. Vozes Estranhas Aqui. Sons Estranhos Aqui. Palavras Estranhas Aqui. Estranhas E Inomináveis. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Terror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Do Horror Inominável. Sintam-Se Conduzidos Pelo Carro Inominável Da Loucura Inominável.

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